Poemas de Máscaras
Ética: A Escolha Que Nos Torna Inabaláveis
Em tempos de máscaras bem postas e verdades torcidas, falar de ética é quase um ato de resistência.
Ser ético é manter-se inteiro em um mundo que convida à divisão. É segurar firme a própria consciência quando tudo ao redor empurra para o atalho. É dizer "não" ao que corrompe, mesmo que isso custe elogios, dinheiro, relações ou aparências.
A ética não grita — ela permanece. E quando tudo desmorona, ela é o que nos sustenta de pé.
Porque quem tem ética carrega dentro de si algo que não pode ser comprado nem tomado: dignidade.
O oportunismo, por outro lado, se veste de ocasião. Ele apaga histórias, distorce memórias e transforma convivências reais em estratégias frias. É o tipo de escolha que prefere vencer do que ser justo, que prefere conquistar do que respeitar, que não se importa com o preço que o outro pagará — desde que o ganho seja próprio.
Mas há algo que o oportunismo nunca poderá roubar: a consciência tranquila de quem andou com retidão.
Porque quando tudo passar — e tudo passa —, o que permanecerá não será o que você acumulou, mas quem você foi.
E ser alguém que não negocia princípios… isso é liberdade.
A ética pode não trazer resultados imediatos, mas constrói algo que o tempo não derruba: respeito.
E o respeito verdadeiro — de si para consigo mesmo — é o bem mais valioso que um ser humano pode possuir.
Que, diante das quedas e traições, você nunca perca a sua essência.
Que a dor da injustiça não apague a luz da sua verdade.
E que sua dignidade seja sempre a sua última palavra.
ancestral aranha que mascaras
balaustradas, capitólios e olimpos
sigiloso movimento trespassando
o invisível lugar de visível vazio
aroma metálico ou apurado gume
na distracção sonora do sono
afinal, de quantos rituais e cantos
ou milenares hecatombes aladas
se fazem as arestas criminosas
onde jazem brancas e indefesas
as mil e uma esvoaçantes criaturas
que encontraram na sedutora luz
o seu destino ébrio de inocência?
(Pedro Rodrigues de Menezes, "ancestral sibila")
Máscaras 🎭
Considero a sinceridade uma das mais belas virtudes, mesmo tendo dois lados da moeda, um lado bom e um aparentemente ruim. O 'sincericídio' é quando levamos essa sinceridade as últimas consequências, sendo inconveniente e desnecessária e sempre causando danos para ambos os lados, tanto para o emissor quanto para o receptáculo; nada mais que pura maldade.
A sinceridade, porém é muito positiva, mesmo quando muitos se afastam; esses que se afastam são as mesmas pessoas que adoram e até chegam a idolatram viver no teatro de máscaras e no palco da mentira. A mitomania ou transtorno de personalidade limítrofe faz com que a humanidade viva uma farsa, uma farsa muito bem elaborada e ensaiada onde já não percebemos o que é de verdade, o que é apenas necessidade premente de auto-afirmações ou status social.
Parece que muitos perderam o contato com o mundo real e ser de verdade tem um custo considerável e um bom preço a pagar, porém sempre com efeitos extremamente benéficos a longo prazo, as pessoas que também buscam essa virtude conseguem se espelhar, elas vêem elas mesmo dentro de você.
O lado positivo da sua essência deve sempre ser a nota maior na sinfonia da vida.
Sobre a Simplicidade...🍂🌸
A simplicidade é honesta.
Não usa máscaras...
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©Aline Hikelme
©Textos de autoria de Aline Hikelme
Direitos reservados conforme artigo (Lei 9610/98)
AlinneH / Ano 2022
Por que Cristo?
Porque sua honestidade a meu respeito revela quem sou sem as máscaras do meu orgulho.
No fundo somos todos flagelados usando máscaras enobrecidas.
Por baixo desses grandes sorrisos encontram-se almas falidas.
Mesmo que haja brilho nessa casca constantemente polida,
Perdemos nosso endereço. Somos labirintos sem saída…
ENQUANTO A CURA NÃO CHEGA (NÃO TARDA)
Quem não faz assepsia
E não usa máscaras..
Não teme a pandemia
É um tamanho babaca.
Quem desafia a COVID 19
É amigo do cemitério..
A política é o que o move
Essa doença é um mistério.
Está lotada a Santa Casa
Façamos a nossa parte
Com amor no coração.
O mundo não será mais o mesmo
Vamos tomar a vacina,sem medo
"Acreditar em Deus.. Ser supremo."
zezezus
De Máscaras mas não mascarados
Em tempo de máscaras ,os olhos são mais vistos
Em tempo de máscaras
O olhar já não podem se esconder por trás de um sorriso
Em tempo de máscaras
Os olhos dizem o que querem dizer
Em tempo de máscaras os olhos se destacam mais que batom
Em tempo de máscaras ,seu uso informa empatia
Em tempo de máscaras,usar é de bom tom
Em tempo de máscaras se almeja sempre um novo dia.
Em tempo de máscaras sorria com os olhos .
POR DETRÁS DAS MÁSCARAS
O momento nos bagunça as emoções...
Angústia...
Medo...
Insegurança...
Revolta...
Por tantos aqueles que já perderam a sua vida...e outros muitos que ainda estão a lutar por ela... “Angustia”.
Para aqueles sonhos, projetos interrompidos ou adiados. “Insegurança”.
E sonhar parece luxo para quem não tem nem tempo... já que é acordado diariamente pela realidade de apenas sobreviver. A luta diária é para tentar garantir o pão que não é mais de cada dia...mas pelo menos daquele dia...sem previsões. Para esses o “Medo” é algo real.
A “revolta” chega no momento em que o egoísmo reina e não nos percebemos mais...
Nos descuidamos!
Aglomeração irresponsável
Máscaras no queixo ou na mão
Desencontro de informações e compartilhamento de falsas promessas de cura.
Nos perdemos!
Uma “cegueira política” ...E isso lá é política? Deixou de ser quando os olhos foram vendados pelo ego. E se tem uma coisa que política não é... é coisa de um só.
Talvez isso explique a atual escolha de representatividade. Talvez se trate apenas de um espelho, um reflexo... Já que sua atuação é o próprio “Monólogo da insensibilidade”.
O que resta é acreditar que todo esse sofrimento não seja em vão!
Que a gente volte a se enxergar...
A perceber e acolher o outro em sua singularidade
Talvez o único serviço essencial que falte funcionar seja a humanidade!
Máscaras -
Nesta calha da vida
o que ser afinal
quando a esperança é vencida?
Ser bem ou ser mal?!
Quantos somos num só?!
De onde vem connosco?
Porque vivem em nós
no silencio do corpo?!
São mascaras, Senhor,
que trazemos no rosto
e um eterno pavor
de lembrar das ter posto!
Quando a vida nos pede
que as tiremos, é tarde,
estão coladas à pele,
entranhadas na carne!
E à boca calada
quem somos não sabem!
Quando queremos tira-las
por vezes não saem ...
Querença
Visto máscaras e máscaras tiro
expresso um rosto indefinido.
Fugindo de um olhar perquiridor
um riso esboço, um riso descontente,
um riso debochado, um riso carecente
de apreço, de afeto e de ardor.
E o sorriso é um lampejo de querença
que a fragrante existência exige.
E aí me apertas em teu peito arfante
e me voltas o teu olhar tenaz
buscando o meu olhar fugaz.
Meu frenético olhar se enleia
e reluz o amor que me incendeia
inebriando minha alma sedenta.
Alma saciada, esboça-se um novo riso
agradado, animado, apaixonado.
Umbelina Marçal Gadelha
Durante muito tempo eu usei máscaras para esconder quem de fato eu sempre fui, talvez eu ainda as use, por puro hábito de viver no esconderijo, mas isso não é definitivo.
Eu menti para mim mesma e menti para os outros, até perceber que preciso estar em lugares onde eu seja eu, a começar por minha própria casa, que é o meu corpo.
Morando em mim, aceitando que estou em um processo de mutação constante, eu vou me fazendo nova, até que eu me olhe no espelho da alma e diga: você é uma grande construção, alma leve e coração.
Se me olhares além das máscaras, Verás muito mais do que um rosto e,
E das marcas de um inevitável passado, Concedendo o reencontro do infinito,
Com teu corpo a-abrigo.
Algumas pessoas
Mostram a face no carnaval
usam máscaras no natal e
Se fantasiam de boazinhas
O ano inteiro
Bel Aquino
Na sua trajetória de máscaras
Se perdeu no atalho do carnaval
E mostrou a verdadeira face
Bel Aquino
“Para viver uma vida autêntica, é necessário abandonar máscaras e redescobrir nossa essência mais verdadeira.”
Rafael Serradura, 2025
Entre a Grécia e Tróia
Sou quem sou,
mas o mundo exige máscaras,
um rosto moldado ao gosto dos outros,
um reflexo que não se quebra.
Se cedo, perco-me.
Se resisto, sou pedra que incomoda.
Agradar é um jogo sem vencedor,
onde quem pede mudança
nunca se sacia.
Que mal tem não ser lutador?
Nem todo combate vale a espada,
nem toda guerra precisa de sangue.
Há força em quem não levanta a voz,
em quem escolhe o chão firme do silêncio.
Estou entre a Grécia e Tróia,
terra de ninguém,
onde cada passo desagrada a um lado,
e o silêncio é visto como afronta ao outro.
Mas que me importa?
O vento sopra onde quer,
e eu sigo, inteiro,
sem me dobrar ao peso de aplausos fáceis
ou censuras vãs.
O sol nascia sobre a cidade, iluminando ruas tomadas por serpentinas, confetes e máscaras. O carnaval pulsava em alegria, ao som vibrante das baterias. Eu, com máscara de lantejoulas, sentia-me livre entre os desconhecidos que logo viraram amigos.
O bloco passava arrastando uma onda de felicidade. O mestre de bateria marcava o ritmo,e os foliões respondiam em coro.
A noite, a cidade se iluminava e os sons da festa se misturavam às vozes animadas. Entre brindes, um olhar cúmplice e palavras perdidas no ruído. Ali já sabia que seria o carnaval inesquecível . Uma festa!
