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Mar encanto
Infinito mar
04/02/2021
Reflexos,
Li poemas de amor, chorei
passei por dores, venci
te vi passar, olhei
sorriu para mim, perdi.
te vejo em mim mesmo,
isso é fato,
minha alma gêmea, minha metade
seus olhos o verde da aquarela,
a mais pura bela arte.
Poema
O ar do meu pulmão não enche balão,
Os olhos que eu tenho é de um gavião,
Sou de raça mas não sou animal,
Planto algodão mas não sei fazer tecido,
Sou domador mas não sei a linguagem do cão,
Sou da era digital mas não me conformo com o mal,
Sou do oceano e não sei velejar,
Sou da roça e amo a vida de campo,
Sou o oleiro e não faço vasos,
Faço contas e detesto a numeração,
A morte para mim não é o fim,
Vejo fronteiras e não gosto de ser barrado,
Do arroz , feijão e carne,
Encremento com cebola, alho e sal,
Da areia eu faço o vidro,
Meu cavalo pula furtado e não sabe correr,
O seu troteado é diferente,
E a cela é de cetim,
Minha almofada não tem esponjas,
É macia que até flutua pelo ar,
Minhas mãos trabalham e não contém calos,
A água que bebo vem das montanhas,
Na lua e nas estrelas,
Eu sou o astronauta que vaga,
No espaço sem fim vivo a sonhar,
Deito,durmo e sonho,
Acordo e vou trabalhar,
Começo tudo de novo,
E sigo com o que vem na imaginação
No firmamento faço meus borrões,
Dou tema sem emblemas e não vejo problemas,
Isso tudo é moleza pra mim,
Se é nobreza ou proeza eu não sei,
Só posso agradecer por tudo que escrevo,
Ainda que tentem esse dom me tirar,
Não dou esse luxo,
Pelo contrário,
É com repuxos que finalizo esse poema...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Vou confessar:
nenhum poema
por mim assinado é meu.
Eu só pesco as palavras
que pairam no ar
e reescrevo o quealguém
já escreveu.
Hoje não há poesia que resolva.
Sem Minâncora, Mertiolate ou Mercúrio.
Estamos sem remédios para o tempo e
temos morrido irremediavelmente.
Feito de corações
o monumento se ergue.
Mais uma recordação em luto
outra guerra perdida.
E essa vida segue sem ser vida,
com a gente morrendo sem morrer.
Respirando enquanto pode.
Escreveu a maior poesia que o mundo já viu e não usou caneta ou lápis. Mas escreveu com seu próprio sangue a história da humanidade.
E foi condenado no lugar de um bandido e deu a sua vida como O Maior herói."(Jesus)
nós
ser da vida
ser do convívio
ser da poesia
ser da consciência
ser do não abandono
ser da não agressão
ser firme com ternura
ser terno
ser eterno
ser amor
ser com DIO
Há dias que me sinto um corvo
Sem alma ou coração
Corvos, lírios, camélias
Feitos em poesia
Há dias assim corvos
Entre lírios, camélias, orquídeas
Flores belas em poesia
Intensamente escrevo meus versos, sentimentos de cristal a mais rica poesia
Sábio o homem que desvenda o coração da mulher
Sorrindo segue a vida, espalhando flores
Pura poesia
Mulheres prontas a amar possuem Intensidade no olhar
No sentir...
No viver...
Certa vez, me perguntaram o motivo de minhas poesias.
O engraçado, é que me peguei fazendo essa mesma pergunta há dias.
Contudo, respondi que não havia uma certa razão.
Que a poesia era meu melhor meio de expressão!
E com aquela pergunta na cabeça, pus-me a pensar.
Quais os motivos que me faziam passar horas escrevendo alguma coisa que pudesse rimar?
Cheguei a conclusão que o que escrevia, nada mais era, do que meus próprios sentimentos. E que as rimas muitas vezes, já estavam prontas em meus pensamentos.
Escrevia na maioria das vezes, quando estava deprimido.
Quando estava mal.
Quando estava abatido.
Este era meu sinal.
Uma melancolia contínua.
Sem final.
Escrevia, quando depois de chorar, nada mais me restava a fazer.
Foi aí que me dei conta...
Eu não parava de escrever!
- Samuel Pessoa
Poema: Saudades Tua
Oito letras é a junção do falar de meu coração;
É o sentimento nutrido por minha pele quando almeja a tua.
Saudades é o ansiar sem esperançar,
É o tremer dos lábios ou o querer dos ouvidos;
É o te desejar sem ao menos ter-te em mim;
É te buscar nas lembranças mais românticas e perversas;
É entender que:
Saudades tua é amar-te sem cessar, minha amada amante.
Apenas mais uma arte
Construindo sonhos,
Construindo frases,
Assim vou eu,
Arquitetando poesias
Ornamentando em meus dias,
Os desejos antigos e tão desejados,
Outono e inverno,
Verão e Primavera,
Estrelatos e Castelos,
Para uns,
São ilusões perdidas,
Para outros,
Ilusões que podem se transformar em sorrisos,
Lidando com sentimentos a vista,
Sem marcações,
Afrontei ladeiras e obstáculos,
Triturei versos mal educados,
E pisei em frases orgulhosas e egoístas,
Um destino a frente,
Porém desconhecido,
Vou soprando a gaita,
E sentindo o som de um hino,
De mente aberta,
O batuque barulhento quer me tirar a paz,
Fecho os meus ouvidos e durmo até de janela aberta,
Aprendi montar palavras certas e com vários significados,
Pois agindo assim vou aguçando o meu imaginário,
Não posso segurar o relógio,
Os ponteiros são fortes,
E não há ninguém que possa os parar,
Isso é celestial,
E o azul natural não tem como mudar sua cor,
É azul e continuará assim,
Foi pintado pelo Criador,
E com outras cores especiais ele pintou o amor,
Tanto é quê,
Dizem que o tal afamado contém dores e lágrimas,
Inveja ,ciúmes e raiva,
Rancor ,ódio e mágoas,
Mesmo assim ainda dizem,
E amo assim e não vou mudar,
Minha visão é meus olhos,
Algumas vezes eles são daltônicos,
Outras vezes eles são normais,
Verde ,amarelo e Branco,
Um vermelho para ajudar,
Com pinceis agitados,
No meu quadro eu desenho o que ponho a pensar,
Sussurrar e sorrir faz parte,
E terminar esse texto com com as quatro estações do ano,
Para mim,
É apenas mais uma arte.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Segredos de um Poeta
Na ambição,
Um singelo poema circular,
Em seu torno,
Um dispositivo deixo armado por um relógio,
Vou cromando e aniquilando,
No descontrole dos meus dedos,
Tento economizar tempo,
Mas a fome impera,
Ao dedilhar nessa ambiciosidade,
Separo um cofre,
Onde junto os segundos preciosos,
Na aplicação,
Vou vinculando tudo no que me agrada,
Também vou cobiçando o cintilante,
Em fino acabamento,
Expulso os tormentos,
Dou uma escovada para tirar a poeira,
No berço de ouro,
Arrumo um macio travesseiro,
Onde eu me apego,
E tento dormir direito,
Testifico esse prestígio,
E blindo esses versos,
Dou regras a eles,
Ofereço uma colônia para perfumar o ambiente,
Fragrância de lavanda e misturo com cheiro do Patchouli,
Um direito a vida,
Uma paz com fortuna,
Uma poesia robusta eu fixo nessa coluna,
Desse modo,
Provoco dentro de mim,
Um eixo elaborado,
Onde os organismos se retraem em uma junção única,
E o molde que era para ser o que muitos queriam que fossem,
Fica enjaulado,
E para arranca-lo,
Somente eu tenho a chave e o segredo de abri-lo ou viola-lo....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
O Poeta e o seu bonde
Para escrever uma poesia,
Para mim,
É muito simples,
Não sei o que os outros pensam,
Mas aqui falarei como eu faço,
Porém,
Não é uma regra,
Para cada uma eu crio um tipo,
Ou uma para muitas,
É mais ou menos assim!
Primeiro passo eu me abro para a vida,
Segundo passo,
Vou expulsando a morte,
Após isso,
Entro no meu bonde,
E para bem longe eu sigo em um trilho,
Acreditem ou não,
No cabo em que o meu ilusório bonde percorre,
Existe uma energia que me alimenta,
Nessa jornada vejo os caminhos da vida,
Ninguém chega até aonde eu vou,
E não me permito ninguém me acompanhar,
Somente sozinho eu escrevo,
Pois não desfazendo dos membros da família e nem dos amigos,
E muito menos dos inimigos,
É na solidão que eu me encontro,
Pois ela me faz ter o que tenho e ser quem eu sou,
Esses trilhos energizados,
As vezes eles ficam sem corrente elétrica,
Mas como inspirador,
Me recarrego com a luz do Sol,
Com energia solar em meu coração,
Não permito falhas nesse campo magnético,
Fazendo isso,
O poema e a poesia se encontram,
Fim da trilha ?
Ou acabou a trilha ?
Não,
Não é tão simples assim não,
É aí onde começa o terceiro passo da minha ilusão,
Ou melhor dizendo!
Terceira fase de qualquer inspiração,
A prova viva e a olho nu,
É que encontro no profundo ser de quem sou,
Subo na rampa,
Porque os degraus quebram,
Pois amando a vida,
E detestando a morte,
É que começo e termino uma ou centenas de poesias,
Simples não !
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Poesia Estelar
Queria que fosse ela
Seu toque já me arrepiou
Minha mente pirou
Mas e se fosse ela?
Como ela chegou?
Acabando minha mazela
Ela chegou e falou
Quer ser minha estrela?
Já que tu és meu universo,
Meu único verso.
Que pena.
Cruel e desumano,
É esse poema que voa com seus sonhos insanos,
Os sonhos são variados,
Porém são também notáveis,
Vai rasgando os céus e continua vagando,
Esqueceu até de voltar aqui,
Para me dar uma reposta se quer,
Um vento muito forte o levou,
E perdido no espaço ficou,
Seu GPS quebrou,
E não sabe o caminho de volta,
Uma notícia eu ouvi,
Pode ser falsa ou verdadeira,
Aqui ele jamais voltará,
Quem o pegou e leu,
Guardou e não quis devolver,
Nele,
Tinha frases de dor
Tinha versos da vida,
Tinha palavras de um passado,
Tinha até rimas de amor,
Ainda está inacabado,
Ainda faltava acrescentar,
Uma poesia ferida e sofrida,
Que pena!
Não sei se terei outra oportunidade,
Não sei escrevo outro,
Pois a ave que fazia essa rota,
Sem asas ela está agora,
Estou em busca de uma nova,
Ainda não sei se encontrarei,
Apenas queria eu,
Fazer essa inspiração chegar,
Nas mãos de que foi e desapareceu,
Que pena!
Era tudo que eu mais queria,
Mostrar para ela nessa canção,
As lágrimas que escorrem,
De dentro do meu coração.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
BREVE ...
Vós que leste, um dia, minha poesia
com que eu nutria a gamada emoção
vós que sentia nos versos a melodia
do meu coração: amor e sensação!
Se foi, fugaz, assim, tal uma ilusão
versos em pranto, e a sede fugidia
do encanto a uma triste desilusão
para o suportar da gorada fantasia
Assim, vejo bem, que paralelamente
na troça, falou-se e ria muita gente
quando só queria um olhar risonho
Rude paixão que eu senti sonhando
longamente, agora eu vou vexando
pois, o engano é um breve sonho! ...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15/04/2021, 13’30” – Araguari, MG
Escolho então a poesia. Este instrumento Indispensável, "óculos" de minhas retinas já um tanto cansadas de refletir a vida, por vezes, tão vazia.
Escolho então a poesia e lembro minha mãe ao observar-me em profunda melancolia, e me questionar, em sua imensurável sabedoria:
- O que aconteceu, meu filho, que estás sem poesia?
Escolho então a poesia, na consciência de ser ela, benção da vida, a me escolher certo dia.
Então, venha cá.Vamos conversar sobre política, futebol, relacionamento, música, saúde, trabalho, tristeza ou alegria...no pôr do sol ou no raiar do dia,
mas, por favor,sempre,com poesia.
A PONTE...
A poesia não vem do outro, do mundo,
ou de qualquer coisa que exista.
A poesia está onde não há nada.
A poesia é o mundo a ser inventado
e o sentimento sendo reescrito, experimentado.
A poesia nasce e cresce em lugar sem nome,
em um verbo desmiolado.
A poesia é apenas de tudo, o outro lado.
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