Poemas de Lembranças
Quando olho para o meu passado, vejo uma jovem cheia de sonhos e muitos desejos. Amores, roupas lindas, viagens, àquela sandália de pedrinhas. Os bolos e doces da padaria da esquina, um olhar neles e outro nas poucas moedas da palma da mão.
Naquela época pouco sabia, pouco saia, pouco podia, pouco comia, em contraste com esses poucos, tinha muitos irmãos, muito trabalho, muitos risos e um colo de mãe. Hoje muitos sonhos e desejos foram realizados. Muitos bolos e doces esquecidos na geladeira.
Amores que vieram e outros que se foram. Irmãos que partiram e outros por aí...ausentes ou presentes, mas sempre no meu coração.
Nesse cenário envolvente como um raio de luar ou uma estrela cadente, vieram as minhas "flores", que me levam a viajar nos rascunhos dos meus versos e nas asas da poesia. 🦋
"Te esquecer é treta"
Eita que esquecer é difícil
Pq quanto mais eu quero esquecer é quando eu mais lembro
Não que nossas lembranças sejam ruins
É que lembrar de você é judiação
Não é que machuca o peito, mas as vezes da umas pontadas no coração
A saudade é um sentimento que permeia.
não há construção que resista à sua infiltração;
pois, não há proteção para contê-la;
deixe-a entrar.
Permita-se reviver o que um dia foi bom e, o que hoje, faz-te sofrer...
"Quando a vida fenece
o espaço da memória cresce.
A gente nunca se esquece.
Ao relembrar, o coração se aquece
e aos Céus elevamos aquela prece..."
(Autoria: Juares de Marcos Jardim / Santo André Sacy - São Paulo-SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
#Pedaços #do #céu #que #a #vida #me #deu...
De noite, durante a madrugada...
A senhora da noite, prateada...
Me convida a passear...
Carrego em meu bojo...
Lembranças muitas...
Fazendo-me sonhar...
No trampolim do sem-fim das estrelas...
Confundem-se minhas lágrimas...
Saudades de outrora...
De quem foi e não voltará...
Garganta apertada ...
Um eco mudo...
Em pedras azuis...
Meu mundo...
Deixo meu rastro...
Em esmero passo a passo...
Não há céu sem tempestades...
Caminhos sem acidentes...
Rios sem correntes...
Ouço ao longe a coruja piar...
Mais um pouco...
Um galo a cantar...
A lua adormece por fim...
E um sol dormindo...
Lentamente vem surgindo...
Guardando o infinito...
Em meu coração...
Sigo meu destino...
De volta ao meu jardim...
E na eternidade das horas...
Vislumbrando, ao longe...
#Conservatória acorda...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória Pousada Chic Chic Casa do Sandrinho.
Agora é tarde.
A inspiração perdeu o folego, o sonho vaporizou e a imaginação caducou.
Quando desprezamos as nossas ideias no calor daquele magico momento,
ela se implode e murcha.
Porém, apesar do nosso prejuízo imediato, o pior ainda estará por vir com a fatalidade do tempo.
Depois de todos os tropeços da vida, fatalmente chegara a hora do castigo, sentenciado pela lembrança das ideias desperdiçadas.
"Solidão "
É uma mistura de noite... com a dor
Depois vai dormir...
Se dormir...
Sem sentir calor
E misteriosamente...
Chega para amar
Sem que perceba
Por onde entrou!
Ray leite
Autor
Às vezes, lembrar dói.
Magoa... faz sofrer.
Vontade louca de correr e correr.
Pra trás a tristeza deixar
Viver um eterno ressonar.
Um passado descolorido
Uma luz frouxa
pra trás tão no pretérito abandonado.
Sonho louco.
Olho-me no espelho.
Olhar magoado.
Vejo marcas e machucados.
Cicatrizes feias e fundas.
A vida tem estado
– no que se refere a mim –
o tempo todo nas mãos com um relho.
Abismo
Escuridão.
Medo.
Amplidão.
Ninguém me avisou que depois do fundo do poço havia um abismo.
Tsunami, vendaval, sismo.
Tento no silêncio me refugiar.
Só ouço pessoas a gritar.
São gritos que pedem pra parar.
Como faço?
Em pedaços me desfaço.
Lutar ou resistir.
De qualquer jeito continuarei a cair?
Resisto.
Luto.
Consigo, enfim.
As vozes começam a se calar.
O medo a de mim se desapegar.
Sou o que sou.
E gosto do que vejo,
do que sou.
Vou continuar.
Da memória… não vou apagar
tudo o quanto caí.
Quero as lembranças todas.
No fim estarei inteira aqui.
Aquela lembrança
Retornou como um antigo erro aquela lembrança.
Corri pela areia da praia para esquecê-la.
Coloquei óculos escuros para não vê-la
Mergulhei no mar para afogá-la.
Redimensionei-me.
Fiz-me pequena...
Corpo decomposto...
Fiz tudo o que podia pra daquela lembrança não sentir mais o gosto.
Retornou... simplesmente retornou.
e fustigou-me.
SAUDADE EM PROSA (soneto)
As saudades lá se foram, respingadas
Lá pelo tempo... outra estória e verso
Mesmo assim na memória ficou imerso
Depois de tantas dores, tantas paradas
E o que assemelhava um conto de fadas
Tornou-se à emoção um trovar perverso
E no destino toda um argueiro disperso
De espinhos, nas lembranças poetadas
Então vi, que não adianta de ela fugir
Não tem nenhum contento, ao poeta
Se existe saudade, com ela deve-se ir
Embeber-se! uma estratégica solução
E, tê-la como coautora em sua meta
Pois, sempre a terá na prosa do coração....
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/02/2020, 11’40” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
existiam tantas razões para voltar..
tantas pessoas para abraçar,
coisas para contar.
tinha até um futuro para viver..
com o tempo o caminho foi desaparecendo..
as longas ausências surgindo
os abraços desparecendo
ninguém para ouvir...
perguntas sem respostas
já não havia mais razões para voltar..
tinha tantas razões para ter ficado com você.(I
amores marcados, que fingem apagados
amores impossíveis de esquecimentos
ah, essas saudades de você !
saudades segredadas nos abraços furtivos
dos amantes eternos. (I
Amor novo, novo amor
Todos os dias aquele mesmo frescor de algo novo,
Amor novo, no princípio...
Amor tão familiar, tão íntimo, tão profundo... denso... tão vivo.
Amor tão forte – maior que a morte –, sem ele sequer vivo.
Uma sensação intensa, parte de mim, de algo que sou, dos retalhos espalhados que esse amor juntou... tudo se clarificou.
As cicatrizes, esse amor, todas abrandou.
Quisera ter uma caixinha...
Nela guardar com todo o cuidado meu coração
ou colocá-lo em uma redoma...
Seguro e livre da escuridão.
E, amor, nesse imenso caos... descaostizado... és tu um tudo… de tudo um pouco…
em tudo harmonizado.
Amor amado.
Protegido… completamente afastado deste mundo louco.
Um amor… que de tudo de bom me trouxe um pouco.
Pintura íntima,
Da pele nítida,
Na lembrança dos meus olhos,
Com eles fechados,
Da luz acesa da minha mente.
Lembranças palpáveis,
Sinto a textura rentável,
Como se sentisse na palma da mão.
(16/06/19)
Penso em falar-lhe tantas coisas que se passa na minha cabeça.
Queria poder sentir o cheiro dos seus cabelos, poder-lhe dizer o quanto sinto a sua falta e até ouvir a sua voz rouca.
Sinto que não vivi o tudo com você, a uma grande dúvida em mim.k
O que realmente sinto por você, por que ainda penso e vivi dentro de mim o que vivemos, por que quando lembro de você eu pego-me sorrindo?
Se passaram mais de um ano e eu te encontrei, vi-te nos braços de outra e parecia que estava bem.
Ao ver-te o suor escorreu, tremi e sentir-me muito arrependida, arrependida de ter-te deixado, de não ir atrás de você quando tive a oportunidade e de ver que você está com outra que te faz sorrir.
Naquele dia você abraçou-me e eu pude sentir o cheiro do seu cabelo e lembrar da primeira vez que dormir com você (na casa e uma amiga).
Não sei se terei outra chance, pois, sei que com você serei feliz!
De: K.B
Para: O amor mau resolvido
Existem coisas na vida
Que de repente vem
Que de repente aparece
E nem pede licença
O tempo nublado
Aquele vazio inesperado
A companhia que se foi
A que nem se damos conta
Aquela que te tira um pedaço
Aquela que se fica guardado
Aquela que se guarda na alma
E quando se lembra
É como sonhar acordado
Se vejo sozinho
E estou ao seu lado
A noite estrelada
A visão distante
A solitude é o melhor refúgio
A alma encontrou conforto
A tantas dúvidas
A tantos embaraços
O sono que não vem
A madrugada desbravo
As madrugadas viradas
As que adormeço
Largado no quarto
Ouvindo um som
Do jeito que estou
A única luz é a do monitor
Saio sozinho e estou na multidão
Saio sozinho e não me sinto incluso
Saio e não me sinto parte
Saio só pra ver se desembaça
Saio sozinho e no fundo o que desejo;
É o silêncio do meu quarto
As cordas do violão
Ecoando a solidão
O momento de contemplação
A memória de um dia bom
As lembranças do verão
Ausência
Hoje ao acordar, olhei no espelho e vi que a chuva estava caindo dos meus olhos
Sintoma da falta que você me faz
No peito um canivete atravessado evidenciava os relâmpagos
Um estrondo forte dentro de mim, era o trovão dos meus pensamentos
Todo meu corpo pulsa a dor da sua ausência
Todos os momentos vividos ainda estão presentes dentro de mim
As lembranças me consomem
Apesar de calma por fora, por dentro grito... choro...
Me encontro em total desespero e em vão vou em busca do seu sorriso, do seu olhar e tudo que encontro é o vácuo...
A dor da sua ausência faz minha alma adoecer
Sinto falta do abraço, dos braços, das palavras, do cheiro, do beijo...
Lembro do mar, da praia, das risadas... do chinelo cor de rosa no mercado, será que você se lembra?
Lembro de contar moedas, da sua voz e de não ter grana pro pedágio, rs....
Mas essa dor é minha e eu vou carrega-la dentro de uma mochila como um viajante.
Mas essa não será uma viagem eterna, um dia desse jogo a mala no rio e vou embora.
Vou libertar meu coração de um destino que não teve fim.
História mal acabada e cheia de cicatrizes.
Hoje eu choro, grito, dentro do meu silencio, clamo tua ausência.
Castelos desmoronados, restos de sonhos não concretizados...
Minha fé me diz que nada e ninguém se encontra por acaso, mas eu precisava realmente ter vivido isso?
Busco uma forma de tirar o canivete do meu peito
Mas minha mão não o alcança.
Quebrei o espelho para não ver mais minha dor
Joguei fora as lembranças.
Mesmo assim você ainda vive dentro de mim, me sufocando com sua insistente e desesperadora ausência.
Vai embora por favor!
Coloque suas botas gato e pegue outra estrada.
Faça o caminho inverso.
Boa sorte! Seja feliz!
SAUDADE EM RIMAS...
O fato é que tem gente que vai palpitar, mas não vai em nada acertar, pois ao que a saudade resolveu se refutar por temor... A tempos que em segredo seu furor, tenta impor um dessabor que sempre me leva a pensar, que em nada vai adiantar, pois as lembranças jamais vão se apagar!
E se porventura alguém se questionar, tenho certeza que a resposta certa não vai achar, pois ao que a minha saudade se expressa, somente ao meu eu ela confessa, por quem tanto minhas memórias realmente se interessa!
(Mettran Senna)
Usando a razão amo a solidão...
Inerte atrás de minhas muralhas de Pedras com minha velha amiga solidão,lembranças se misturando entre os livros e falsos sorrisos ... aprendendo a cada segundo que nunca esquecemos apenas nos damos o privilégio de nós calarmos...
entre um cigarro e outro me perco no labirinto da lembranças contidas escondidas e embriagadas pela razão de um tolo homem que um dia já amou e deixou se afogar...
