Poemas de Lembrança
Valores V
Não há pessoas substituíveis, cada qual marca sua lembrança específica na mente de alguém;
A consequência é a lembrança, um ato de resistência contra o tempo, um ato de Inocência, o último esforço;
Sendo assim, a melancolia continuará sua trajetória, sendo fruto deste relógio infinito.
Basta seguir a seguinte lógica: A lembrança recorre de seu sentimento e sua devida influência no momento;
Tornando seus pensamentos e o tempo duas testemunhas, aliás, as únicas.
Palco
Que o silêncio sobre a minha lembrança não se dilua em ausências derramadas,
seja apenas preservada como a única saudade de um coração amigo.
E o tempo, inexistente, nos seja a testemunha muda da minha paixão ferida,
e da minha superação.
Que o outro altar da nossa redenção continue a escancarar a sublimidade
do sentimento humano
e por detrás da coxia nos revele a divindade qual arte que não carece explicação
Que eu te ame, mesmo sem dizê-lo,
e meus olhos te sorriem todas as vezes que encontrarem a ti.
Que o desejo que consumira a minha carne
possa ser comparada ao palco que tem apagada as suas luzes
e apagando consigo a materialidade do espectador, fundi-a
à ilusão de uma nova realidade
dando lugar a novos mundos possíveis
como um último beijo entre dois amantes antes do impensável fim.
Quando bebo algum líquido
já me lembro de Baumann...
e aproveitando a lembrança,
bebo mais meio copo.
LA
Você
Lembrança do sorriso,
Do olhar,
Dos beijos...
Ah! Que beijos...
O simples da vida...
Luar de sábado,
Lá está você.
Um abraço, um colo...
Sempre esteve ali.
Descontraído, tranquilo e leve.
Bons momentos.
Desejo de você.
Soneto
A saudade
É a sala da solidão;
É uma lembrança de quem partiu para a eternidade;
É lembrar de alguém que passou pela sua vida;
É a dor da despedida;
É uma vontade de rever quem não está perto;
É como um grito no deserto;
É lembrar de tudo que passou;
É um aperto no coração;
É peso da cruz;
É o momento de conversar com Jesus;
É chorar em silêncio;
É acordar e não dormir;
É um vazio cheio de emoção;
É transbordar pelos olhos o que encheu o coração;
poeta Adailton
o corte no profundo da alma...
faz sentir um frio cortante.
no abraço das lembrança a tenho.
respiro profundamente sem ometir
no anoitecer de repente a tenho num sonho.
sem saber o que é a realidade transmite.
o ranço deferi o sentimento de tristeza...
até final do prólogo tenho a espença.
com a verdade a sinto por um instante.
a vida me deixa viver...
Sentimento traiçoeiro
Ilude a lembrança
Gostinho de saudade
Aumento da confiança
Ah se eu pego esse telefone
Nem quero ver
Talvez quero sim
É melhor esconder
Teorias e teorias
Vontade reprimida
Beber é o remedio
E algo para tirar o tédio
As 2 da manhã
Parece a melhor ideia
Amanhã e um novo dia
O hoje vou esquecer
Ah tentação
Hoje nao, ainda...
Mas quem sabe outra hora
Eu me leve pela recaída.
CORAÇÃO EM OURO
Um coração feito em ouro
com o teu nome gravado,
pequena lembrança tua
que ainda tenho guardado.
O coração verdadeiro,partiu
saudades, lembranças ficaram.
Seu dono hoje deve ser outro,
para mim só os sonhos restaram.
De sonhos vivo então,
sempre com o peito apertado.
Mas ainda resta um consolo,
do coração, com o teu nome gravado.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista . Aclac
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Colo
A minha dor dorme
Na fuga do pensamento.
E de uma lembrança
Descobre o sentimento.
Me deparo com o destino
Agora coberto de pó
E num furor matutino
Percebo que não estou só
Pinto o tempo a mão
E a cor de ideia triste
Desde já inexiste
No colo do amigoirmão.
As horas de todas as cores
Um conselho vem doar
Aproveitas todos os amores
Antes de o tempo acabar
(mote)
Fique inteiro.
Ande...
De carinho.
Seus amigos estão ao seu lado.
Não desperdice este ninho!
Enide Santos 07/04/20
SONETO DA SAUDADE
Saudade – o olhar do outrora andando
e o pranto, uma lágrima na lembrança
deslizando. Saudade! os dias de criança
cantigas de ninar e de roda: cantando!
Noites, até às 10 horas, na vizinhança
a meninada, na diversão, em bando
na chuvada, muito mais que amando
saudade ingênua de dias de pujança
Saudade – asa da dor no sentimento
Recordações vans do tempo ao vento
Ai! dantes no pensamento em guerra
Saudade – “o que fica do que não ficou”
a velha mocidade, que hoje já passou...
O apito da “Mogiana” da minha terra!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09/09/2020, 10’07” – Triângulo Mineiro
Em um moleton , tem um pedaço da alma
Um cheiro , uma lembrança , um toque
Em cada linha da costura existe um pouco de amor ,um pouco de saudade , e um pouco de dor
Um moleton azul existe um pouco de mim , e esse pouco de mim ,vive dentro de mim
Azul moleton amor
Moleton azul tem a imensidão
Eu amo a forma que você vive dentro de mim , eternamente naquele azul
Mãe!
Quão maior é teu amor
Que só ao Deus não se compara
Quão eterno é de ti minha lembrança
Porque tu és eterna em meu viver
Filho teu sempre serei
Neste imenso teu amor
Deus ama teu amor
Que a teus filhos
Todos Dele
ventre
Deu Luz a teu
Pois o amor é tua alma
Ser Mãe e ser Mulher
Louvado é teu viver
Quão nobre teu valor
Em minha vida teu amor
Em minha carne tua vida
Eternamente minha Mãe.
José Henrique 🌹
Em cada lágrima...um sentimento
Em cada lágrima...uma lembrança
Em cada lágrima...um pensamento
Em cada lágrima...uma saudade
Ivânia D.Farias
É só uma lembrança
É...é só uma lembrança
Que o pensamento me traiu
Te trouxe tão real pra mim...
Tão perto, tão meu
E tão sua eu
Teu rosto belo e formoso
Teu beijo macio e gostoso
Já não sei se é lembrança
Ou apenas fantasia
Aaah! Memórias de ti
Memórias de mim
Ou apenas minhas ilusões
É...é só uma lembrança
Que o pensamento me traiu
Te trouxe tão real pra mim...
Tão perto, tão meu
E tão sua eu
Ilusões também são lembranças
São verdades vividas nas solidões
De alguém que desejos tem
Mesmo que não vivida com ninguém
Aaah! Memórias de ti
Memórias de mim
Ou apenas minhas ilusões
É...é só uma lembrança
Que o pensamento me traiu
Te trouxe tão real pra mim...
Tão perto, tão meu
E tão sua eu
Maria Lu T. S. Nishimura
Ó SAUDADE QUE PASSAIS
Ó saudade que passais, ao sol poente
Pela estrada da lembrança, a suspirar
E na solidão vais em uma vertente
Sugerindo o aperto pra nos sufocar
Deixai-me, aqui, assim, indiferente
O sol que tomba, notando o pesar
O mesmo que já declinou contente:
- na graça, no vinho, no alvo luar...
Deixai! Deixai ir com as cantigas
Do entardecer, as dores sem fim
E contigo todas as ilusões antigas
Que eu quero dormir no descanso
Com anso, calmo e que nada digas
Adormecer num voo leve e manso
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
13/10/2020, 18’00” – Triângulo Mineiro
Um aniversário em meio a pandemia!
Vim aqui agradecer a todos pela lembrança do meu aniversário, pois sei que mesmo com a pandemia e longe de alguma forma tentamos ficar perto, sinto saudade do parabéns oficial e a presença de todos no dia-a-dia.
Amanhã completamos 150 dias de quarentena em casa oficial, não sei vocês, mas eu estou 100% reclusa em casa saindo só para o básico, não foi um aniversário muito festivo, mas com toda certeza essa lembrança ajudou muito o dia 12/08 ser mais alegre sabendo que cada um de certa forma lembrou de mim!
Espero que em breve nos encontremos, e digo de coração que quando tudo isso passar vamos olhar pra trás e dar risada do que vivemos, mas não a risada de deboche e sim sorrir de alegria que superamos tudo isso e que temos forças para prosseguirmos firmes e fortes em nossas jornadas.
Não sei também se acreditam em Deus, mas creio que ele nos abençoou de alguma forma, pois chegamos até aqui.
E quando tudo passar iremos refletir mais sobre o quão as pessoas são importantes nas nossas vidas além da nossa família.
Pois... Foi sempre a resiliência que salvou os sonhos da tentação de desistir!
Minhas memórias.
A lembrança do seu sorriso foi intenso
Tirou o meu sono, deixou-me sofrendo
Como faço para reviver aquela lua cheia?
Estou desejando-a tanto, não consigo conter tamanha abstinência
Agora entendo minha condolência..
Noites se passam, e o seu olhar em minhas memórias
Conseguem brilhar
Mais que a lua
Pode parecer exagero
Mas é a verdade nua e crua
Os seus detalhes eram invejados pelos mortais
Cobiçados pelos animais
E amado por mim
O homem que nunca quis machuca-lá
Pelo contrário, apenas quis toca-lá
Onde ninguém jamais conseguiu.
OUTRA RUA
Onde estou? Está rua me é lembrança
E das calçadas o olhar eu desconheço
Tudo outro modo em outra mudança
Senti-la, saudoso, no igualar esmoreço
Uma casa aqui houve, não me esqueço
Outra lá, acolá, recordação sem herança
Está tudo mudado do tempo de criança
Passa, é passado, estou velho, confesso
Estória de vizinhança aqui vi florescente
Pique, bola: - a meninada no entardecer
Hoje decadente, e conheço pouca gente
Engano? essa não era, pouco posso crer
Ela que estranho! Se é ela ainda presente
Nos rascunhos, e na poesia do meu viver...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Agosto de 2020, 31 - Cerrado goiano
Fácil
Morar no canto
Mesmo com dor
Lembrança
Traz saudades
De não ver
Caindo foi
Jogando
E vai soltar as faces
Deixa levar com medo
Vai deixar ir pra frente?
Livrar de tudo, já foi
