Poemas de Lembrança
Se eu pudesse desfazer
Tudo de errado entre nós
E apagar cada lembrança sua
Que ainda existe em mim
Eu sei que nada que eu diga vai trazer
O longe pra mais perto de mim dessa vez
Porque gostar de alguém vai ser sempre assim
Irreversível
Saudade é um momento expressivo da lembrança
Quando encontra em meios a sorrisos e lágrimas a esperança de abraçar a vida.
_Eliani Borges.
Saudade
Tanto tempo ja se passou
Parece que foi outro dia
A lembranca ainda castiga
So me resta a nostalgia
RECORDAÇÕES
Vento traz de longe o perfume
qual lembrança da primavera antiga,
o amargo gosto do beijo
a rosa de pétala ferida.
Vento traz de longe a folha
que o outono maltratou,
o incenso amargo
de promessas de amor.
Lembrança
Saudade
Beijo
Corpo
São inspirações
Para que o poeta possa
Desenhar poesias
Lembrança: desenhado na memória
Saudade: desenhado no coração
Beijo: desenhado nos lábios
Corpo: desenhado em minhas mãos.
Hoje acordei com saudades
Do tempo que era criança
Veio-me à lembrança
As brincadeiras saudáveis
Que hoje, já não se vê
Apostávamos em corridas
Contávamos histórias.....
Agarra ...agarra...esconde, esconde
Cabra cega, no recreio da escola,
A brincadeira de roda, saltar à corda..
Que saudades....saudade.!
CRIANÇA LEMBRANÇA
Crianças...
Eternas e gratas lembranças
Em sonhos ainda balanças
Revivendo traquinagens, lambanças
Brincos, anéis e miçangas
Imagens, tanto pano pra mangas...
(Juares de Marcos Jardim)
O Ritmo da Vida
Criança
Infância
Bonança
Lembrança
Crescer
Sofrer
Aprender
Entender
Trabalhar
Casar
Procriar
Endividar
Envelhecer
Esquecer
Viver
Morrer
Ano que vem
Quando você acordar
Verá que sou apenas uma lembrança vaga.
Depois que acharem meu corpo
O tempo fará seu trabalho
E tudo o que sou desaparecerá
Para sempre no esquecimento.
Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança do seu sermão.
Você é meu sol...
Um metro e sessenta e cinco de sol
E quase o ano inteiro os dias foram noites
Noites para mim...
Do fruto amargo,
o cheiro do talvez.
Da lembrança vaga,
aquilo que se desfez
Meus pés então cansados questionam meu coração:
Passará por tudo outra vez
ou tudo isso foi em vão?
Como é tão linda
Como deixa transparecer nos olhos
A triste desesperança
A dor da lembrança
Que insiste em latejar
Como pode ser tão linda
A forma como demonstra
Que nada aconteceu
Que os dias em que morreu
Sempre desejam voltar
E te iludem prometendo
Que a dor vai acabar
Se vai acabar também tua beleza
E a razão para cantar
E essa rosa, que está murcha
Vai terminar de desmanchar
É explosão em mim
É vício, droga...
Consome dias meus
Pensamentos
Vontades
Tua lembrança meu baseado
Tua saudade meu vinho
Te bebo, te como...
É meu prato !
O5/06/2020
Sorria para mim
A cada vez que a lembrança vier
A cada pôr do sol que testemunhar
A cada canção que fizer pensar
Sorria para mim
Quando a boa memória deixar
Quando a lembrança fluir
Quando a vida permitir
Apenas sorria para mim
E é nesse sorriso
Na sua felicidade
Na sua realização
Que estaremos juntos
Apenas sorria para mim
E eu volto para você.
Às vezes é apenas um momento
uma doce lembrança que vem
e quebra o silêncio da noite.
Da janela entreaberta
um aroma de flor invade:
presságio de poesia
E aos poucos as palavras
se aproximam
se engatam
se unem
e um poema nasce:
a vida acontece.
Se nossa lembrança às coisas de Deus sempre nos inspira com simplicidades e leveza da alma, porque queremos complicar tudo com inveja, luxo, ambições descabidas e poder?
Que necessidade é esta de querermos nos fazer de superiores diante de outros da mesma espécie?
Que diferença fará, se colocarmos lado a lado, no leito de morte, um multimilionário e um mendigo?
Quando a ignorância é mórbida, a alma é cega.
(Teorilang)
SONETO À ARAGUARI
Os pés da infância de te é distância
O olhar ainda em ti é de lembrança
Que veem e choram na sua fiança
Dentro do peito com significância
És cidade mãe, de minas a aliança
Em ti sou vinda, a mim és rutilância
De alusão, quimeras e substância
Desenhando e roteirizado herança
Vida que morre, é tal, a vida que vive
Caminhando comigo, assim, mantive
A minha história, que eu nunca perdi
Menor dos meus desejos, de te tive
Boas memórias, em ti sempre estive
És flor na lapela: altaneira Araguari!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto de 2016
Cerrado goiano
128 anos de Araguari (MG)
Tua lembrança
Tua lembrança foi um sonho deletado
Um e.mail na lixeira do computador
São literárias de um ignoto passado
E apenas memórias de um antigo amor
Tua lembrança é gemidos e soluços
No meu poetar respingado de lágrimas
Já lavados dos meus vários embuços
E das liras de murmúrios e lastimas
Aqui do cerrado te digo que prossiga
Que mesmo sem o teu prazeroso olhar
Teu nome não mais escreve cantiga
Pois o meu verso árido pôs a ressecar
Aqui do cerrado te digo que esqueça
Não te soletro mais em noites de luar
Pois mesmo que meu pranto aconteça
No peito ficou só saudade de te amar
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
