Poemas de Janela
Eu aqui na janela
do tempo,
afastei as cortinas
das lembranças,
e avistei ela,
sim a ex-cinderela
revidando um blefe teu,
tamanho chapéu
na cabeça da "bela"
*
Mas a tua tramóia
hoje terá troco
e nem invente Tróia,
aqui tem o gambito e meu lance,
mesmo que sacrifico uma peça,
e ninguém me impeça...
Te darei um "xeque mate"
***
"Debruçada na janela
ela
aguardava
você passar."
*
💓
E seu olhar
tão comovido,
acompanhava
com o ouvido,
cada passo na calçada,
que se aproximava,
acelerando o compasso do seu coração 💗 que pulsava
em ritmo de uma canção,
que ele já conhecia...🎶🎸🎶
***
💓🌸💓
___Francusca Lucas___
Janela da imensidão
Configurando um portal
Entrada do meu coração
Sonho realizado afinal
A porta do coração
É Deus quem manda no mundo
Ensinando bondade,compaixão
Um segredo profundo
Preste muita atenção
No que se seguirá
Guarde com muita afeição
A palavra que vou falar
Vamos seguir
Vamos seguir com a luz
Abandonar a escuridão e decidir
Para sempre amém Jesus!
Janela da alma
Quando olho pela janela e não vejo mais as crianças brincando lá fora. Pergunto-me, o que aconteceu?
O que aconteceu com a espécie humana que estava aqui, na bolha artificial do mundo?
Um vírus! Um vírus, meu Deus, está acabando com os seres humanos.
Mas, espera! Veja! Alguns humanos ainda sobrevivem e usam máscaras.
Máscaras, não da vergonha que são alheia, mas da proteção. Pessoas morreram, crianças nasceram. Uma nova sociedade está surgindo com o nascer do Sol desta manhã. Lá fora, pela janela da alma, já não vejo, no silêncio das grandes cidades, a ansiedade humana. Nem a luxúria do consumismo. Apenas vejo o horizonte e, no silêncio, distante de mim, o inconformismo da ignorância alheia. E eles usam máscaras, parecem humanos, mas ainda resistentes. Ainda resistentes, meu Deus, a luz do novo mundo que vai surgir!
Abra a janela e deixe o sol te banhar.
Vista-se de alegria e saia para o mundo conquistar.
Transborde amor, alegria, afeto e conquiste todos os corações, que por você passar.
Viva intensamente cada momento da vida e leve contigo todas as emoções que o universo te ofertar.
Infância
Foi mágica da infância, da janela do meu quarto
não sabia assim tão bem , como era do outro lado.
Debruçada na janela, sempre sonhava um bocado
mas não sabia de nada, da vida do outro lado.
Tudo parecia tranquilo,
naquele meu imaginar,
pessoas boas felizes,
sempre vivia a sonhar.
A vida era dosada, luxo nem podia pensar
vestidos de seda, mamãe não podia me dar.
Sabia que existia, no meu inocente sonhar
só não podia tocar, muito menos usar.
Mas a vida era feliz,
eu conseguia sonhar,
os beijinhos da mamãe,
tudo podia amenizar.
Nada lá me faltava, tinha onde brincar
rua branca e macia, com areia para pisar.
Campinho de futebol, em frente meu lar
um lugar interessante, pra poder brincar.
Era linda,
minha terra,
meu cantinho,
meu lugar.
Um rio maravilhoso, onde eu podia nadar
com árvores frondosas, uma beleza de lugar.
Com margens enfeitadas, o rio sorria pra mim
eu com os pés na chão, ficava mais um "poquim".
Mas um “poquim” mamãe!
Eu sempre falava assim,
e acabava mergulhando,
banhando mais um "poquim".
A noite era alegria, a vizinhança à conversar
a meninada reunida, pular, brincar, gritar!
De repente aquela música, era do cinema
indicava que era hora, do filme começar.
As horas iam passando,
o povo ali conversando,
a meninada brincando,
e minha vida mudando.
Era menina morena, com pés no chão eu corria
simples assim era feliz, desse jeito eu crescia.
Cabelos negros ao vento, minha infância vivia
crescendo ficando mocinha, eu nem percebia.
Da vida da janela
à rua que eu conhecia,
brincando e sonhando,
eu mudava como a lua.
Saudades da terrinha, onde pude sonhar
de pessoas amigas, com quem pude partilhar.
Dos amigos de infância, das pessoas do lugar
do cheiro de terra molhada, era marca do lugar.
Outono
As horas do dia se foram
em seu ritmo bem ensaiado
folhas e flores outonaram
em seu destino traçado
Pela janela tudo percebi
na magia do por do sol
e fiquei à espera de ti
que sempre vem junto ao arrebol
Hoje não vieste e chorei,
algo, sei, aconteceu e triste
- que outono cinza, pensei,
pois sei que me esqueceste...
Bom dia!
Novo dia mansamente nos chega
e ouvimos do vento um assovio,
dizendo - acordem, vamos à janela,
eis que estamos sob os ares de abril !
Neusa Marilda Mucci
Janela da vida
Abro a janela, lá fora existe o mundo,
pequeno ou grande, depende, nem importa,
posso ver apenas até o horizonte
que minha imaginação desenha e exorta
Pela janela é que vejo a vida plena,
sinto-a no ar puro que respiro,
vendo o mundo exterior sinto alegria,
mas dentro de mim outro mudo me inspira
Inspira-me a ser melhor a cada dia,
ter mais paciência e sorrir sem receio,
ser feliz é isso, viver passo a passo,
fazendo de conta que sou criança no recreio
A noite é sempre mistério, sombra a passear,
estranha e silenciosa, seguindo pelas vielas,
onde a muitos quer atormentar sem pena,
mas que seja deixada lá fora,
vamos olhá-la apenas pela janela,
há uma lua, sentinela na amplidão,
nesgas de luz escoam,
tenha-a como boa companheira,
siga tua noite sempre sem receio
enquanto dormes o teu sono sem fronteiras
O sol da tarde findando-se,
amanhã será um outro dia
da minha janela eu vejo as nuvens
em seu caminho de despedida
Olhar pela janela do décimo quinto andar
e ver todos os outros prédios calmos,
que tem sua beleza diferenciada
por quantidade em que o sol
consegue toca-los,
é bem diferente do que sair
e andar meio a multidão
que nunca para lá no chão,
e que não tem noção
o quanto as coisas são tão calmas
e assim permanecem
calmamente lindas lá de cima.
Eu chegava,
transito intenso,
carros e pessoas cruzavam,
olhei para o relógio,
era quase quatro horas da tarde,
meu coração assaltava algumas batidas.
Eu a vi pela janela,
e foi como uma fotografia,
nunca mais esqueci
dos detalhes do dia
em que eu a conheci.
#CANTEI #PARA #VOCÊ
Cantei uma serenata...
Debaixo da sua janela...
Me transformei em um vento...
Para roubar seu beijo...
Juntei no céu...
Todas as estrelas...
E nessa noite linda...
Enfeitei minha diva...
Dentro do seu olhar...
Eu pude me ver...
Já não mais estava sozinho...
Era amado por você...
Encontrei alegria...
Em seu sorriso apaixonado...
Me coração se fez em festa...
Por ter você ao meu lado...
Quisera eu ...
Já há muito ter percebido...
Que sem você....
Eu não existo...
Como é bom lhe amar...
Minha doce querida...
Agora eu já sei...
A razão de minha vida...
Possa Deus sempre permitir...
Todos os meus dias...
Lhe adorar...
Por toda a eternidade...
Quero contigo sempre estar....
A lua inveja sua beleza...
Quando o violão chora...
Cantando...
Lhe querendo...
Em toda hora...
Esse poeta...
Que faz juras de amor...
Oferta seu coração...
Minha linda flor...
Você é luz...
É raio de luar...
É magia...
É encanto...
Meu sonho...
Faz minha alma voar...
Então querida...
Linda mulher menina...
A você eu me entrego...
Por completo...
Sandro Paschoal Nogueira
#POEIRA
Fim de noite...
De quem sou eu...
Um cigarro...a saideira...
Nem tão tonto...
Sem zueira...
Uma última catuaba...
Subir costurando...
Pela calçada...
Quando eu for...
Poeira no vento da madrugada...
De tudo serei um pouco...
E de pouco serei nada...
Sono chega de mansinho...
Saindo à francesa...
Devagarinho...
O tempo se encarrega de me cobrir...
Partirei só com a minha alma...
Tal qual como nasci...
Conversa demais...
Chega...
Não posso mais...
Que perfume é esse?
Que sinto agora...
Não condiz...
Com essa hora...
Homem cheiroso ...
Na madrugada...
Na hora vazia...
Balança tarda...
Já tô chato...
Melhor seguir um rastro...
Minha aldeia está morta..
Não se vê...
Nada nas sombras das casas...
Janela fechada não me protege da vida...
Em meu destino...
Esperança triste...
Me resta a saudade...
Linda assim...
Me entrego...
Menino sem medo...
Tudo vai ficar bem...
Seguir adiante...
Ave Maria...
Amém...
#A #FOFOQUEIRA #DA #POUSADA em Conservatória
Levanta bem cedo...
Para as tarefas realizar...
Mas logo tudo abandona...
Quer a vida alheia xeretar...
Debruça-se na janela...
Cruza os braços indolentes...
Fica ali o dia todo...
Cuidando da vida dá gente...
Ainda que você não venha a cometer nenhum deslize...
Lá está ela...
De olhos, ouvidos e língua em riste...
Veja bem essa semana...
Na foto que tirei...
A maldosa já anunciou...
Que com o pecado comunguei...
Imagina só vocês...
Acordarem mansamente...
E logo pela manhã...
Encontrar essa insolente...
De rabo de olho...
Tomando da sua vida, conta...
Particularmente...
Acho uma afronta...
Mas a fofoqueira da pousada...
Veja só o espanto...
Ela é muda...
Não fala nada...
Mas ela sabe direitinho...
O que está acontecendo...
Não importa o horário...
Informa tudo certinho...
Com seus "hã" e resmungos...
Mesmo sendo muda...
Fala de todo mundo...
Pousadinha Casa do Sandrinho
www.facebook.com/conservatoria
#SONHOS
Abro a minha janela...
E olho o infinito céu suspirando...
E peço licença para poder sonhar...
Sonhar em que eu tudo possa ser...
E com meus desejos assim sonhando...
Assim quero viver...
Quero me vestir de estrelas...
Nas alturas, entre às nuvens, poder me esconder...
E seguirei tecendo meus sonhos...
Um mistério a resolver...
Que a vida tenha mais cores...
Que seja uma tranquila fonte...
Onde a mentira não perdura...
E a verdade sendo límpida e bem tranquila...
Sem receios, sem pudores...
Não nos machuque por às vezes ser tão dura...
Quero pegar os raios de sol...
E onde reina a escuridão eu o plantar...
E fazer a esperança estender suas asas...
Assim como sonho...
Que você também possa sonhar...
Não me importo em saber...
Quantas guerras terei que vencer...
E, assim, que seja lá como for...
Quero ver sempre triunfar o amor...
Que a felicidade seja bem doce...
E apareça para todos aqueles que choram...
Que o futuro seja mais brilhante...
Só vivemos uma vez...
Só temos uma chance...
A ilusão quando se desfaz...
Dói no coração de quem sonhou demais...
A vida é tão curta...
Precioso diamante...
E o belo um dia também morre...
E sonhando como sonho agora...
Alcançaremos a eternidade...
Sandrinho Chic Chic
facebook.com/conservatoria.poemas
Enche o teu copo...
Bebe o teu vinho...
Enquanto a taça não cai de tuas mãos...
Olhe, por um longo tempo, o céu pontilhado de estrelas...
Enquanto não turvam os olhos teus...
Abre a tua janela de par em par...
Lá fora, observe, a vida canta enquanto a brisa sussurra...
E te chama a compartilhar...
Transforme numa eternidade o teu rápido instante de alegria...
Ame...
Chore...
Sorria...
Grite...
Gire...
Crie seus caminhos com as plantas de teus pés...
Sonhe...
Você pode...
Enquanto tremula ainda...
A luz de algum clarão...
Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Entram noites...
Entram dias...
O pó e a rotina...
As coisas repetidas...
O café requentado...
O pão amassado...
O dia que começa...
O galo cacareja...
Varrer o quintal...
Tirar as folhas mortas...
A justiça no fio da espada...
Pátria mal-amada...
Com a corrupção amasiada...
Ah essas ruas...
De pedras mudas...
Cães velhos e doentes...
As mesmas pessoas...
Dia a pós dia...
Um desejo de não sei o quê...
Quando a lua toca-me o rosto...
Na noite escura e fria...
Lembrando de um dia ter sido amado...
Tão distante o passado...
Os amores foram poucos...
Morreram sem cuidados...
O tempo apagando...
A marca dos meus passos...
Os dias embraquecendo meus cabelos...
Agora já tão escassos...
Não passa o tempo da saudade...
Passa um nada meio acontecido...
Vivemos e morremos feridos de silêncio duro e violento...
Insistindo em dizer...
Que tudo é belo...
O ano passa, e breves são os anos...
Poucos a vida dura...
Dar sem ter...
E ter sem tirar...
Fazer por merecer já que a ruína compreende tudo...
E eu conheço bem pouco desse mundo...
Demoro demais...
Ao óbvio perceber...
Vês aqui alguma figura? Ninguém vê...
Minhas tardes envenenadas...
De um vazio por dentro...
Único a me encher o tédio...
O meu cão...
Abanando o rabo...
Construí um labirinto...
E nele me perdi...
E também nem sei...
Se dele quero sair...
Ontem eu era o mesmo...
Amanhã também serei...
Não mudo...
E nada mudarei...
Meto-me para dentro...
Fecho a janela...
Apago as luzes...
Ascendo uma vela...
Rezo pedindo uma graça...
Que amanhã seja melhor e diferente...
Mas se não for...
Saúde já me basta...
E sem pensar em mais nada...
Como e vou dormir...
Minha alma...
De tudo está cansada...
Entram noites...
Entram dias...
O pó e a rotina...
As coisas repetidas...
Sandro Paschoal Nogueira
