Poemas de Janela
#SONHOS
Abro a minha janela...
E olho o infinito céu suspirando...
E peço licença para poder sonhar...
Sonhar em que eu tudo possa ser...
E com meus desejos assim sonhando...
Assim quero viver...
Quero me vestir de estrelas...
Nas alturas, entre às nuvens, poder me esconder...
E seguirei tecendo meus sonhos...
Um mistério a resolver...
Que a vida tenha mais cores...
Que seja uma tranquila fonte...
Onde a mentira não perdura...
E a verdade sendo límpida e bem tranquila...
Sem receios, sem pudores...
Não nos machuque por às vezes ser tão dura...
Quero pegar os raios de sol...
E onde reina a escuridão eu o plantar...
E fazer a esperança estender suas asas...
Assim como sonho...
Que você também possa sonhar...
Não me importo em saber...
Quantas guerras terei que vencer...
E, assim, que seja lá como for...
Quero ver sempre triunfar o amor...
Que a felicidade seja bem doce...
E apareça para todos aqueles que choram...
Que o futuro seja mais brilhante...
Só vivemos uma vez...
Só temos uma chance...
A ilusão quando se desfaz...
Dói no coração de quem sonhou demais...
A vida é tão curta...
Precioso diamante...
E o belo um dia também morre...
E sonhando como sonho agora...
Alcançaremos a eternidade...
Sandrinho Chic Chic
facebook.com/conservatoria.poemas
A escrita é janela de oportunidades.
Feita em prosa, é para quem quer.
De poesia feita é para quem sabe.
E a leitura é para quem sabe o que quer.
Estar a janela
Extasiado da singularidade
Tranquilo avistar
Amplitude do Horizonte
Nota simplicidade do enxergar
Linha amante do fascínio.
Na Janela dessa casa onde
Eu já não queria estar
Me pego em ti pensar.
Assisto folhas ao vento balançar
Pergunto se não pode junto do vento
Esse sentimento consigo levar...
Naquelas manhãs tão singelas,
O sol na janela, brilha no brilho do olhar,
O olhar tão marcante, que pela manhã segue avante,
Eleva-se em ternura, ao te encontrar...
Em cada janela, uma história.
Um portal secreto, um elo sútil.
Entre o interior e o vasto lá fora,
Sorrisos ou lágrimas pra alguém que partiu.
Celebremos o hoje com Paixao,
e amanhã será outra canção!
Os dias passam, as pessoas também,
Mas o amor e as memórias, sempre retém!
(FELIPE REIS)
Início de uma noite de verão; um tom de amarelo adentra pela janela.
A chuva cai leve, sem pressa e os pássaros estão felizes.
A sensação quente traz um certo conforto e o breve vento refrescante traz um alívio.
Algumas nuvens cinzas navegam o céu assim como navios navegam pelo mar.
Outra nuvem solitária no horizonte, iluminada pelo pôr do sol, se assemelha a uma explosão devoradora de vidas.
Os esboços das casas assumem um tom rosado e as árvores são apenas sombras.
A escuridão quase completa se instala, a luz do poste queimou.
Fim de um dia qualquer em Tamandaré.
Sempre devemos deixar aberta a janela de nossa alma,
para que o amor possa entrar e se instalar...
A JANELA DA ALMA
Marcial Salaverry
Jamais devemos fechar nossa alma...
Se fecharmos essa janela,
estaremos impedindo a
entrada da felicidade...
A janela sempre estará aberta...
Encontre-a...
É assim que a alma espera...
Basta chegar...
E para entrar,
chegue na hora certa...
Não precisa nem assobiar,
pois aberta sempre ficará...
Sempre pronto para receber carinhos,
retribuindo com doces beijinhos,
e às estrelas se pode chegar...
Assim é o amor,
que à vida sempre traz calor...
Assim é a paixão,
que para a alma dá emoção...
Chega de mansinho,
vem bem devagarinho,
e logo se apossa do coração.
Aberta não, a janela está escancarada,
entre sem bater,
e boa recepção se pode obter...
Por essa visita tão esperada,
pensa-se sempre já...nela...
Marcial Salaverry
Da janela da minha sala eu vejo...
Um montinho de nuvens passeando,
Bem devagar, quase parando.
Vejo a alegria dos passarinhos
Que ,de árvore em árvore, vão voando.
Pelas ruas vejo gente à beça,
Caminhando , cada um para o seu canto,
Sem ter lá muita pressa.
Da janela da minha sala eu vejo...
Gente de toda classe,
Vejo alunos e Professores,
Vejo operários e também doutores.
Vejo a Cidade quando adormece,
E vejo também quando ela amanhece.
Da janela da minha sala eu vejo...
Coisas que eu nem queria ver;
Uns perdendo a vida,
Outros sem ter o que comer.
Vejo tanta coisa errada,
Que até a Justiça parece estar calada.
Da janela da minha sala eu vejo...
Enfim, uma pontinha de esperança
Na mudança do velho, no sorriso da criança.
Vejo até a vida ser mais feliz,
Nas palavras daquele que sabe o que diz.
Do abraço amigo e apertado
De quem da vida é um eterno aprendiz.
A janela
O belo símbolo da esperança
A que traz a luz e o vento
E o doce riso da criança
O velho que olha de dentro
A moça que fica debruçada
Olhando as vidas da calçada
O pássaro nela se senta
E a beleza dali aumenta
Com seu mais puro canto
Olha para fora da janela
E faz dela a tua porta
Para um mundo de encanto
Curarás qualquer mazela
Ou árvore que cresça torta
Tu verás um outro lado
Poderás lançar o dado
Com a tua sorte a testar
E com o pássaro a cantar.
Ou você abre a porta da sua casa, e vai em busca do que deseja... ou se contenta em apenas imaginar o que está acontecendo lá fora.
Ou você abre a janela para o sol entrar...ou se consola com a escuridão!
Ou você faz, ou se conforma em sentir uma imensa frustração, e uma eterna ansiedade por ficar apenas querendo, sonhando e esperando...
A vida está ai...
TEMPOS QUE NÃO VOLTAM MAIS
.
Hoje acordei com vontade
De tomar café com canela
No primeiro gole, me invade
Ao olhar pela janela
A lembrança da mocidade
A saudade que eu sinto dela
Sonhos da tenra idade
Tempos que não voltam mais
Da amarga e doce quimera!
05.04.24
De uma janela em um convento do alto de uma montanha consegui avistar o futuro...
Fui em busca dele e encontrei outro paraíso ao Norte.
A janela que mostrou o horizonte, ainda hoje me aguarda...
Talvez para mostrar outros horizontes ou simplesmente chamar a minha atenção para que ouça não apenas o vento mas, o barulho que vem do coração.
Me olhando assim..
Parece que esta em mim
Posso até ouvir teu silencio...
Sei que ouve tudo em mim
Se tudo em mim lhe faz bem ...
Então por que estamos assim
Se parte de mim não entende...
Ou parte de ti me surpreende
Se tudo que me consome
Ainda não viu o bem que me faz...
Se me perco nas dunas
Das minhas ventanias
É do fundo da minha alma
Que vejo luz em seu olhar
Abraça-me ainda estou aqui
Meus pensamentos ...
Não fere meu amor
Pois sei que te amarei...Sempre...
Mesmo quando me for...
Te olharei da janela do infinito...
Pois sempre será meu eterno amor...
Janela
Ei tu... que fica aí me observando
da janela à minha janela
Dá pra dizer o que está achando
do quê observas?
Fica o dia inteiro aí prostrado
me vendo, me lendo...
Colocou insulfilme nos vidros
como senha?
Não funciona,
tem baixa qualidade criptográfica
Estou te vendo.
Um passarinho na janela
Era uma manhã como tantas outras, quando minha atenção foi capturada por um pequeno pássaro que, com graça e leveza, pousou na janela de minha casa. O passarinho, em sua serena vivacidade, parecia trazer consigo um mundo de reflexões.
Suas asas delicadas tocavam o vidro com a leveza de quem afaga o próprio destino, e seus olhos, dois pontos brilhantes, refletiam a quietude de um espírito livre, como quem tem um céu inteiro dentro de si. A presença daquele pássaro revelou-se como um oráculo silencioso, sugerindo-me que a vida, em sua essência, é uma eterna contemplação do invisível.
Enquanto o passarinho perscrutava o horizonte, pensei nas vezes em que nós, humanos, presos em nossas angústias, deixamos de perceber as belezas simples que nos cercam. Ignorância é acharmos que pássaros, só porque têm asas, não caem ou que nunca descansam nos tapetes de Deus durante o seu percurso. Essa liberdade não tem nada a ver com invencibilidade.
O pássaro, em sua graciosa indiferença, ensinava-me a arte da quietude, a contemplação do instante presente, a sabedoria de viver sem pressa.
E assim, naquele encontro fortuito, compreendi que a janela não era apenas uma barreira física, mas uma metáfora da alma, uma passagem para a introspecção e para o entendimento do nosso lugar no mundo. O passarinho, ao pousar na janela, não apenas a tocava, mas convidava-me a abrir as portas do meu próprio coração para as sutilezas da vida.
A vista da janela
Nos meus pensamentos há uma janela
Dela vejo a minha vida
Meu presente
Meu futuro
Me vejo
Sentada na grama enquanto o sol queima minha pele,
Enquanto o vento me abraça
E os meus pés no chão sentindo cada grão de areia
Tomada pelos mil acordes que existem em meus dedos
Por todas as músicas que sei de cor
Tomada por todos os pensamentos que possuo.
Olhando da janela até parece uma mulher comum em um dia qualquer
Sem visão, pois ver vai além dos que os olhos captam
Essa mulher que vive o universo das entrelinhas,
Vive a folha rasgada e amassada
Que busca todos os sentidos
Todas as sinestesias
Todas as curas
Dos amores a fúria
Mais fortes das ternuras
Pois nela há tantas ranhuras
Que se pensares bem
A perspectiva da realidade às vezes é mera vaidade…
"Quando eu sair e fechar a porta, você vai falar e olhar para as janelas da vida. Pois o espaço e o tempo fez a diferença, e preencheu com a ocupação que você sempre sonhou."
Minha ausência!!!!
“” Feliz é quem tem o que repartir
Que se doa com alegria
Feliz é quem não se julga maior
Mas torna o meio melhor
Feliz é quem estende as mãos
E sabe que o mundo é de irmãos...””
“” Perder um grão de areia
Numa praia deserta
E imensidão
Se for considerada a busca pra reencontrá-lo...
- Nada é tão insignificante que não tenha seu valor....””
