Poemas de Janela
A Janela da Minha Eternidade
Na Janela dos meus olhos
todo o universo me cabe.
Desta janela,
a viagem-vida
faz o voo em mim
de uma eternidade.
Escritora da janela
Da minha janela,
o que eu vejo?
Outras janelas ...
Poemas, ruas e vilarejos.
Viajo a olhar na direção das colinas.
Enxergo trens, flores, cores e ruínas.
Pássaros voando em bando e,
no céu a beleza da lua.
Vejo crianças cantando,
numa ciranda no meio da rua.
O tempo que passa, apressado,
no tic tac das horas,
um verso no papel, rabiscado.
O que vês,
escritora da janela?
Indaga-se, Francine, curiosa.
Vejo o que ninguém vê ...
Subjetivamente, misteriosa.
Lise Oliveira
Através da janela d'alma,
muito se pode
transparecer —
ao permitir-se assim,
torna-se moldura.
Que sejam molduras
a atravessar o tempo,
exprimindo força,
persistência,
e, em sua singularidade,
toda a beleza.
Lembranças: como é bom observar a chuva pela janela.
A chuva cai suavemente, desenhando linhas líquidas na janela. O aroma fresco que ela trás invade o ambiente, um cheiro de terra molhada que purificava e renovava o clima. Observar a chuva pela janela é um prazer simples, mas profundo de reflexão.
Cada gota que caí no chão parece lavar não só a terra, mas também a alma, trazendo uma sensação de paz e renovação.
Uma chuva boa, daquelas que podem durar o dia inteiro, ou ser apenas uma visita rápida pela manhã ou ao entardecer. Às vezes, ela vêm de madrugada, embalando o sono com seu som ritmado.
Mas o melhor mesmo é quando a chuva dura o dia todo, permitindo que a janela fique aberta, deixando o vento fresco entrar e trazendo consigo a melodia das gotas caindo.
Ver a chuva pela janela trás boas lembranças. Do tempo de saborear um chimarrão ou mate ao redor do fogo de chão, fogão a lenha ou da lareira, se fosse na varanda, melhor ainda. Conversar, prosear, tomando um chá ou saboreando uma sopa paraguaia ou um chipa, enquanto a chuva caía lá fora, era um prazer inigualável.
A chuva na janela faz o tempo passar devagarinho, lembrando dos tempos de criança, correndo na rua e brincando na chuva.
Observar a chuva pela janela faz bem para a alma. Um momento de introspecção, de memórias felizes, de um tempo em que a vida parecia mais simples.
A chuva caindo lá fora é um lembrete constante de que, mesmo nos dias mais cinzentos, existe beleza e serenidade a serem encontradas.
E assim, a chuva pela janela se torna um espetáculo silencioso, mas profundamente reconfortante.
Convinha coisas..
Arte moldurada
Garrafa de vinho aberta
Chinelos virados pra janela
Pingando água na pia
Exalava perfume doce
Entre as roupas jogadas na sala
Daí, chaves, isqueiros e cigarros e afins
Você era a tua parte da vida
Eu era a célula perdida
Um átomo a centelha
Via tudo a espreita
Eu sofria na beira
DA MINHA JANELA
Dá minha janela
Visualizo o horizonte
Flores desabrochando
No alto daquele monte.
Vejo em meu estado lúcido
A paisagem que passa
Na visão do inconsciente
Um banco vazio na praça.
Tento ouvir de longe
O canto de um passarinho
A minha inspiração
Desfilando pelos caminhos.
Vejo a chuva respingando
Molhando a minha tristeza
Aqui da minha janela
Embrenhada na natureza.
Vejo o meu passado
Em lugares distantes
A saudade insistindo
Muito mais que antes.
Autoria Irá Rodrigues.
Era noite
Estava a voar
Voar na escuridão
E percebi da janela uma lua minguante e estrela solitária
Foi a sensação mais bela sentida.
Na madrugada, o vento suave balançava lentamente a cortina da janela do meu quarto, deixando antever e perceber o orvalho que se derramava lânguidamente sobre o meu diário. Borrando justamente uma página muito especial dele, na qual eu escrevia um dos meus devaneios.
Eu sonhava acordada, mas o mar revolto não se detinha pela minha imperícia de ainda não saber mergulhar sabiamente na sua profundeza... Desvendando os seus corais luminosos que brilhavam lá no fundo, apenas aguardando minha presença para tocá-los, e serem afagados...
Noite-Dia
A chuva batendo na janela,
O perfume das flores,
A cidade em silêncio,
Encontro de amores.
O passarinho anuncia o sol,
O vento traz o cheiro do café.
Começou o corre-corre,
A cidade, de novo, em pé.
Todos em casa,
As luzes acesas,
Vinho na taça,
Jantar na mesa.
A noite, de novo!
Autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 18/02/2025 às 16:40h
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MAIS UM DIA
Com às bençãos de Deus
Olhar o Sol nascendo
Através da minha janela
Verdade o dia amanhecendo.
O canto da seriema
Despertando a natureza
Flores desabrochando
Com sua rara beleza.
Mais um dia com esse cenário
A folia dos passarinhos
Na beirada dos ninhos.
Assim é o despertar na roça
Bordando de paz e harmonia
Simbolizando a poesia.
Irá Rodrigues.
Pela janela do quarto
Ouço o som do canto dos pássaros;
Faz lembrar da doce liberdade;
Sentir as vibrações e a compor recordações;
A vida por mais que desperte feridas;
Vejo-me encontrando cura a cada nova inspiração.
Refúgio na solidão...
"Ali estava eu, encostada na janela embaçada do carro, com os vidros fechados, enquanto havia uma chuva forte lá fora . As gotas de chuva deslizavam como lágrimas pesadas, enquanto o vento sussurrava segredos de um mundo que parecia tão distante. O frio penetrava em mim, como se quisesse congelar não apenas meu corpo, mas também minha alma. Perguntava-me se era possível não mudar, se havia um abrigo para essa dor que me sufoca.
Sinto um desespero por ser tão expressiva e, ao mesmo tempo, tão intensa. Dou o meu melhor a todos, mas no fim, me encontro sozinha, como uma flor murcha em um jardim esquecido.
Só queria ser ouvida, mas o que escuto é o eco do vazio do silêncio. Não tenho o conforto de alguém que me ajude a navegar por essas tempestades. Pergunto-me quando essa chuva vai parar e me desespero ao perceber que tudo parece apenas piorar. Preciso me defender; preciso gritar sobre como estou realmente.
Ha Meu amor...se isso te incomoda, é sinal de que você nunca me amou de verdade. Você não sabe o quão valioso é ter alguém verdadeiro ao seu lado, alguém que te diz verdades afiadas como facas, que podem doer. Mas a intenção não é ferir; é te dar a chance de mudar e não deixar-me ir embora. Você nunca terá uma versão de mim que não conhece; eu sou quem você vê, com todas as minhas imperfeições e beleza crua. Se isso não te agrada, saia devagarinho e com cuidado. Não brinque com um coração machucado que faria tudo por você."
Vejo o horizonte pela minha janela
Na frente tem apartamento e atrás favela
Não fui criado mas me sinto parte dela
A humildade sempre esteve nas vielas
Uma Chuva de Lembrança 🌧️
As gotas dançam na janela fria,
Sussurram memórias que o tempo levou,
Cada trovão, um eco tardio,
De um amor que a chuva deixou.
O vento canta em tom de saudade,
Levando os segredos da nossa estação,
No chão molhado, a realidade,
Reflete os traços da recordação.
Os pingos desenham no vidro embaçado,
Versos perdidos na imensidão,
Um céu cinzento, um peito marcado,
Pelas sombras da solidão.
Mas toda tempestade um dia se acalma,
E o sol renasce no peito ferido,
A chuva se vai, mas deixa na alma,
O brilho eterno do que foi vivido.
Pela janela do meu carro - 2
Era próximo de 13h e o movimento na rua estava intenso. Eu seguia rodeada por carros e à frente também tinham aproximadamente seis motoqueiros.
De repente o que ia no início teve a "brilhante ideia" de realizar um "cavalo de pau".
O que aconteceu depois?
No mesmo instante todos os veículos que vinham atrás desaceleraram e os outros motoqueiros se afastaram.
Imagino o que pensaram: IMBECIL!!!!
Eu pensei: "Se ele cair, qual será o veículo que irá passar por cima do corpo?"
Sinceramente, fiquei irritada. O cara atrapalhou e atrasou o trânsito e, se tivesse acontecido o pior, alguém poderia ser acusado por homicídio sem ter culpa alguma.
Oh gente louca que não respeita o trânsito.
Pela janela do meu carro - 3
Eu seguia atrás de dois carros e observei que eles desaceleravam muito rápido, então percebi que era por causa de um ciclista que ía cambaleando logo à frente.
Pensei: "Será que ele está bêbado?"
Quando o ultrapassei, confirmei o que havia deduzido. Só que tinha mais um detalhe: Ele não só estava bêbado como continuava segurando uma latinha de cerveja com a mão direita, enquanto conduzia a bicicleta com a mão esquerda.
Então concluí: "O cara é de fato um ótimo ciclista."
Texto de 30/01/2023
Pela janela do meu carro - 4
Certo dia eu voltava para casa no intervalo do almoço e percebi que tinha um rapaz na bicicleta sendo agredido por dois meliantes, um estava de preto e branco e outro de marrom.
Eu fui me aproximando e buzinei na direção dos tratantes, que na mesma hora pararam a agressão.
O moço devia estar voltando para casa cansado e ainda teve que se estressar desse jeito.
Um esclarecimento: Um dos meliantes tinha o pelo preto e branco e outro era caramelo (indícios apontam como um dos terrores dos motoqueiros).
O medo
O medo bate a porta
Será que da janela
Alguém pode me ouvir?
Será que vem um anjo
Ou alguém interceder por mim?
Na rua escura sobre o céu estrelado
Difícil ouvir algo
Com meu coração tão acelerado
Na ida ou na volta
O medo sempre nos escolta
Será que pra casa eu vou voltar?
Ou mais um caso na TV irá passar?
Um dia novo, mas tudo igual
Na TV passa
O que parece ser normal
Tudo outra vez
Da janela do meu quarto vejo o sol nascer
E se intristecer com o anoitecer
A lua por sua vez é toda pretensiosa
Com uma forma deslumbrante
Chega sempre a mesma hora
Horas se passam
E logo amanheceria
Dando lugar a um novo dia
O galo vai cantar sua linda melodia
E vai repetir tudo outra vez
