Poemas de Janela
Através da janela d'alma,
muito se pode
transparecer —
ao permitir-se assim,
torna-se moldura.
Que sejam molduras
a atravessar o tempo,
exprimindo força,
persistência,
e, em sua singularidade,
toda a beleza.
Convinha coisas..
Arte moldurada
Garrafa de vinho aberta
Chinelos virados pra janela
Pingando água na pia
Exalava perfume doce
Entre as roupas jogadas na sala
Daí, chaves, isqueiros e cigarros e afins
Você era a tua parte da vida
Eu era a célula perdida
Um átomo a centelha
Via tudo a espreita
Eu sofria na beira
DA MINHA JANELA
Dá minha janela
Visualizo o horizonte
Flores desabrochando
No alto daquele monte.
Vejo em meu estado lúcido
A paisagem que passa
Na visão do inconsciente
Um banco vazio na praça.
Tento ouvir de longe
O canto de um passarinho
A minha inspiração
Desfilando pelos caminhos.
Vejo a chuva respingando
Molhando a minha tristeza
Aqui da minha janela
Embrenhada na natureza.
Vejo o meu passado
Em lugares distantes
A saudade insistindo
Muito mais que antes.
Autoria Irá Rodrigues.
Era noite
Estava a voar
Voar na escuridão
E percebi da janela uma lua minguante e estrela solitária
Foi a sensação mais bela sentida.
Na madrugada, o vento suave balançava lentamente a cortina da janela do meu quarto, deixando antever e perceber o orvalho que se derramava lânguidamente sobre o meu diário. Borrando justamente uma página muito especial dele, na qual eu escrevia um dos meus devaneios.
Eu sonhava acordada, mas o mar revolto não se detinha pela minha imperícia de ainda não saber mergulhar sabiamente na sua profundeza... Desvendando os seus corais luminosos que brilhavam lá no fundo, apenas aguardando minha presença para tocá-los, e serem afagados...
Noite-Dia
A chuva batendo na janela,
O perfume das flores,
A cidade em silêncio,
Encontro de amores.
O passarinho anuncia o sol,
O vento traz o cheiro do café.
Começou o corre-corre,
A cidade, de novo, em pé.
Todos em casa,
As luzes acesas,
Vinho na taça,
Jantar na mesa.
A noite, de novo!
Autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 18/02/2025 às 16:40h
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MAIS UM DIA
Com às bençãos de Deus
Olhar o Sol nascendo
Através da minha janela
Verdade o dia amanhecendo.
O canto da seriema
Despertando a natureza
Flores desabrochando
Com sua rara beleza.
Mais um dia com esse cenário
A folia dos passarinhos
Na beirada dos ninhos.
Assim é o despertar na roça
Bordando de paz e harmonia
Simbolizando a poesia.
Irá Rodrigues.
Pela janela do quarto
Ouço o som do canto dos pássaros;
Faz lembrar da doce liberdade;
Sentir as vibrações e a compor recordações;
A vida por mais que desperte feridas;
Vejo-me encontrando cura a cada nova inspiração.
Refúgio na solidão...
"Ali estava eu, encostada na janela embaçada do carro, com os vidros fechados, enquanto havia uma chuva forte lá fora . As gotas de chuva deslizavam como lágrimas pesadas, enquanto o vento sussurrava segredos de um mundo que parecia tão distante. O frio penetrava em mim, como se quisesse congelar não apenas meu corpo, mas também minha alma. Perguntava-me se era possível não mudar, se havia um abrigo para essa dor que me sufoca.
Sinto um desespero por ser tão expressiva e, ao mesmo tempo, tão intensa. Dou o meu melhor a todos, mas no fim, me encontro sozinha, como uma flor murcha em um jardim esquecido.
Só queria ser ouvida, mas o que escuto é o eco do vazio do silêncio. Não tenho o conforto de alguém que me ajude a navegar por essas tempestades. Pergunto-me quando essa chuva vai parar e me desespero ao perceber que tudo parece apenas piorar. Preciso me defender; preciso gritar sobre como estou realmente.
Ha Meu amor...se isso te incomoda, é sinal de que você nunca me amou de verdade. Você não sabe o quão valioso é ter alguém verdadeiro ao seu lado, alguém que te diz verdades afiadas como facas, que podem doer. Mas a intenção não é ferir; é te dar a chance de mudar e não deixar-me ir embora. Você nunca terá uma versão de mim que não conhece; eu sou quem você vê, com todas as minhas imperfeições e beleza crua. Se isso não te agrada, saia devagarinho e com cuidado. Não brinque com um coração machucado que faria tudo por você."
Vejo o horizonte pela minha janela
Na frente tem apartamento e atrás favela
Não fui criado mas me sinto parte dela
A humildade sempre esteve nas vielas
O medo
O medo bate a porta
Será que da janela
Alguém pode me ouvir?
Será que vem um anjo
Ou alguém interceder por mim?
Na rua escura sobre o céu estrelado
Difícil ouvir algo
Com meu coração tão acelerado
Na ida ou na volta
O medo sempre nos escolta
Será que pra casa eu vou voltar?
Ou mais um caso na TV irá passar?
Um dia novo, mas tudo igual
Na TV passa
O que parece ser normal
Tudo outra vez
Da janela do meu quarto vejo o sol nascer
E se intristecer com o anoitecer
A lua por sua vez é toda pretensiosa
Com uma forma deslumbrante
Chega sempre a mesma hora
Horas se passam
E logo amanheceria
Dando lugar a um novo dia
O galo vai cantar sua linda melodia
E vai repetir tudo outra vez
Eu continuava,
da janela do meu desejo,
observando as pessoas seguirem suas vidas sem vergonha ou medo;
ainda tinha uma pitada de rancor
que me impedia olhar com outros olhos
O vasto espaço além das pequenas frestas.
"portas, frestas e janelas"
OLHANDO DA MINHA JANELA
Nesse lindo amanhecer
O que vejo da minha janela
O Sol querendo nascer
É a coisa mais bela ..
Árvores se balançando
O vento soprando fraquinho
O canto alegremente
De um lindo passarinho.
O exuberante bem-te-vi
Que pousa no fio
Abre as asas para esquentar
Parece morrer de frio.
Vejo o tempo passando
É hora de acordar
Logo as ruas despertam
Pessoas começam a se movimentar.
E nesse vai e vem
Nessa louca agitação
Leva junto o meu silêncio
Roubando a minha inspiração.
Autoria Irá Rodrigues.
"Quando estamos prontos para abrir a porta e deixar o sol entrar pela janela, podemos perceber que já está na hora de voar em direção ao nosso caminho.
Com a fé que encontramos dentro de nós, podemos seguir em frente."
Em um dia nublado na cidade de São Paulo, eu estava em um prédio alto, parado, olhando pela janela.
Depois de um bom tempo observando, comecei a ter lembranças do meu passado e de uma garota que conheci. Uma garota por quem eu tinha muito carinho. Ela era minha amiga, não era muito bonita, mas tinha algo que me agradava e cativava desde o momento em que nos conhecemos.
Eu sempre a procurava, tentava agradá-la, e fazíamos de tudo juntos. Com o tempo, percebi que tudo o que eu fazia parecia não ter importância, era como se fosse algo não natural ou até insignificante para ela. Isso até o momento em que ela começou a me desprezar e a me evitar.
Doeu perceber que nossa amizade não era mais a mesma. E doeu ainda mais vê-la se entregando, fazendo de tudo para agradar outro alguém, um desconhecido.
Enquanto olhava a cidade e lembrava dessa garota, comecei a perceber uma semelhança entre ela e a cidade de São Paulo.
Eu a vi se entregando a alguém que tirava o seu melhor, sua essência, sua inteligência e não deixava nada em troca.
Ela se tornou feliz e pobre, bela e vazia, maquiada e feia, enérgica e autoritária, tanto por dentro quanto por fora. Ela se entregou a alguém que não a valorizava e nada lhe devolvia.
Quanto à garota, nunca mais a vi. E fui mais feliz assim.
Quanto a essa cidade... um dia ela foi a minha cidade.
Bom dia!
06 de Janeiro.
Amanheceu. Olhe pela janela.
Anteontem você viu o que está dentro da sua casa. Hoje, olhe para o que está fora dela. Perceba onde você está inserido. Agradeça por ter um lar. Agradeça pelo teto sobre a sua cabeça e que te protege do sol, da chuva e do frio.
Faça valer a pena.
Flores frescas na janela
Azuis a cintilar
Nunca vi espécie tão bela
Os meus olhos enfeitiçar
Sobre a mesa, majestosas
Num jarro azul anil
Como filhas curiosas
Uma a uma se abriu
A toalha delicada
A tudo via, com amor
E pensava, admirada
Nunca vi tão linda flor
O conjunto surpreendia:
Flores, vaso e toalha
Jamais tão rico se via
Nem tampouco havia falha
Ao olhá-lo, assim, harmônico
Tal beleza a reluzir
Um sentimento veio, sinônimo:
Poderíamos nós também florir!
(LJ) 🪻
"O Tempo"
Em uma janela temporária
Eu me vi a repensar
Sobre um mundo cruel
Que ainda não sei como lidar
Achar um caminho sem resposta
Nele é pura indignação
Dar no mesmo a meia volta
É um tempo, uma missão.
Sentir-se frágil e debilitado
Neste, é só apenas uma junção
Das dores de um peito,
Onde habita aflição.
Num calendário deplorável
Vemos meses de exploração
De uma vida angustiante
Chamada solidão
Dos dias singelos e nostálgicos
Busquei no mundo a gratidão
Nos altos e baixos
Mostrei força e superação
E para quem duvidou de mim
Entreguei minha dedicação
Em tudo que eu queria
Para decifrar meu coração.
