Poemas de Índio
Somos miscigenação! Não existe índio, negro, branco, amarelo, pardo, cafuzo, mulato, mameluco, ou o estigma chamado preto! O que fazem é dividir a humanidade por conceito biológico que os difunde numa etnias, classificando como raça! E acabam esquecendo que na calçada da vida passamos um pelo outro sem se dá conta que somos todos parentes!
Um índio receber titulo de Doutorado é possível, mas para receber um título de ÍNDIO é preciso nascer do âmago dessa terra.
Chegará um momento em que todo tipo de racismo contra negro, índio, branco, entre outras raças e etnias, não terá mais sua classes neste mundo. O amor incondicional une pela alma sem cor com a transparência da Verdade, miscigena no físico para toda uma hereditariedade e isto é algo Universal e inevitável.
Em celebração ao Dia do Índio e Dia do Descobrimento do Brasil eu vou meter o pé na porta da casa de alguém e expulsá-lo dizendo que a casa agora é minha!
É nos devaneios de uma milonga e nos braços da prenda ,que indio mais guapo abre a cancela do coração . Ivens@breu
Nenhum martelo acadiano me parece um sorriso, um velho medo, um velho preto, um velho Chico
Índio cinzeiro! Índio plantar... E ver se vai brotar
Legado do Índio Guarani, o chimarrão é um costume que de mão em mão num afeto aconchegante invade ranchos, galpões do nosso pago gaudério, mantendo assim acesa esta chama tradicional dos nossos rincões do Sul.
“Mensagem de fumacinha: onde anda a Clara Pálida?”
(Um índio que gostava de cinema escreveu no banheiro este poema)
Disse o velho índio à tribo, mantendo no olhar o brilho: “O que acontecer a terra, acontecerá a seus filhos”. É a sentença dada pela própria natureza, que mostra aos homens tão “fortes” a sua grande fraqueza; por não saber conviver, destroem só para fazer, da morte surgir riqueza.E assim despem a terra, de toda sua cobertura, deixando à mostra as feridas em sua carne batida, veias secas, sem poder levar a vida.Parece uma chapa quente expulsando os animais, os pássaros e os insetos; povos perdem os direitos, deixando de ser sujeitos, e vão se amontoando em alguns poucos locais.Em seu ventre machucado jogam os fortes venenos, como se fosse remédio. Os filhos que nela vivem misturando a dor e o tédio. Procuram sem resultado, o ar puro, que vinha de trás da encosta. Hoje a chuva cai e lava deixando os ossos à mostra.
E daí que o dia dos namorados está se aproximando? Não vejo ninguém agarrado a um índio no dia 19 de abril nem o dia todo debaixo de uma árvore no dia 21 de setembro! Por que raios eu tenho que estar namorando no dia 12 de junho?
Dia dos namorados, dia do amigo, dia da noiva, dia do índio, dia da árvore, enfim, são apenas dias, e somos nós que fazemos esse dia diferente, não importa qual seja. Na verdade o MEU DIA é todos os dias.
Se dizem: Na cabana do índio tem fumaça e você vive na mesma aldeia,corra e prepare água pra sua antes que o fogo lhe atinja.
O nosso índio brasileiro anda descalço mas sabe muito bem sem sapato onde é o calo que mais lhe aperta nos passos dos brancos.
O índio brasileiro não é indolente, é sim inocente enquanto o estado quer cuidar de tudo e de todos de forma permanente.
O Brasil do seculo XXI, índio-descendente ainda pouco se reconhece como resistência, arte e cultura.
No Brasil, mudam se os nomes, do Dia de Índio para o Dia dos Povos Indígenas mas o desrespeito não, triste sina dos povos nativos originais. Antes era por Deus e hoje pelo dinheiro que mesmo em grande quantidade não compra um minuto, de vida.
Ao índio foi imposto a cruz, ao negro, que a Igreja afirmara não ter alma, poderia ser tratado como o algoz desejasse, sem culpa, sem compaixão e sem pecado.
No interior de Goiás, um dia o índio me perguntou: “Darcy, quem é que inventou o papel?” Eu tentei explicar como é que faz papel, com madeira e tal… Ele disse: não, não! Papé! Porque você tá ali vivendo, vem um com o papel é o dono.
