Poemas de Flor
A flor do poeta
O néctar, a sua alma mais profunda
O pólen que germina em palavras
inspiradas nas tenras folhas esvoaçantes
os mistérios, dos perfumes das pétalas
As cores, o amálgama da beleza,
solidão misturada em fantasias
O caule que a brisa dobra
são sentidos que a poesia abriga
No outono, a flor do poeta
canta folhas secas, nostalgia
A sedução não é mérito da primavera
é o ocluso na bela flor da poesia.
Chalaça
A flor doou o seu néctar
O beija-flor se satisfez
sugando até a última gota do doce mel
da bela flor que o afugentou
que não perguntou, não exclamou
não perturbou, só aguentou
A bela flor, por ironia
se fechou
O beija-flor não suportou o engodo
da flor serena, aveludada
que se distanciou do sugar maldito
Ele, sem o sabor da linda flor
passou a sugar a flor sintética
que se abriu bela, necessitada
anestésica.
Inalcançável
Sou uma bela flor
Pequenina e delicada
Sou a flor mais isolada
formosura do inóspito
Sopra o rigoroso vento
na haste do cacto imponente
protetor das pétalas plumas
dessa fina flor
que se enleva no movimento
Sou a flor mais difícil
a mais desejável
a que nunca será vista
em nenhum inanimado vaso
ordinário.
Nome: Uma poesia para um Dragão Ruivo.
Toda fruta vem de um fruto que veio de uma flor.
Essa flor era bela e amarela.
Perfumada com a alegria e o amor.
Uma flor jovem a florescer, a única flor do único tomateiro de um campo onde só havia mato.
Mas era tanto mato!
Opa!
A flor polinizada já floresceu e virou fruto.
Que grande momento astuto!
No fim, o fruto amadureceu, cresceu.
Cresceu... Agora é um Dragão de Thomate.
O amarelo é a alegria, a energia, a luz e o calor, assim como os olhos do dragão.
E o vermelho de seus fios de cabelo já era o amor e o fogo que queima no coração.
O amor se espalha, espalhando futuros tomateiros.
O fogo e o calor aumentam sobre o campo, que já não era mais puro mato.
Eu confesso que, apesar de pioneira, não estive sempre presente.
Confesso que não consegui te conhecer e me arrependo por isso.
Mas confesso que você ainda assim me deu muito de seu amor.
Confesso que por sua culpa, conheci pessoas que me amassem.
Eu quero acreditar que seu Adeus era um sonho ou uma falácia, uma mentira.
Pois queria passar tempo com você.
Agora só terei memórias antigas, que irão me confortar, mas continuarei triste e arrependida.
Eu quero você de volta.
O que eu posso fazer agora é agradecer-lhe, por tudo que me deu.
Eu conheci mais pessoas graças a você.
E todos nós possuímos a mesma dor de ter te perdido.
E todos nós temos a mesma energia e fogo de lhe dizer: Eu te amo, Thomas!
Sabe aquela linda flor
que murchou
no meio do jardim?
Ela precisa do seu calor...
Não esqueça de rega-la
e estender a sua mão...
às vezes, basta um toque
para fazê-la resistir!
Espalhe AMOR.
Seja CALOR.
Tenha LUZ
Deixe sua flor interior
desabrochar
com toda a beleza
que há nela!
Toda relação
(seja ela qual for)
precisa ser alimentada,
para que não murche
como uma flor
que não foi cuidada.
TRILOS
Você me causa espanto
Olhar encantador
É por você eu planto
No Jardim uma flor
Sou louco e na minha loucura
Você é minha cura
no trilho da vida
Tu es minha querida
Trilhei meu destino
Sou bom menino
Homem pra você
Nos trilhos seguindo
Sigo sorrindo
Eu dou e recebo prazer
Poeta Antonio Luis
12:33 PM 18 de março de 2015
“AMOR,
a vida é FLOR.
Linda,
breve,
frágil.
Precisa
de sol,
de àgua,
de borboletas
pra continuar
a existir.
Não
desperdice
AMOR.
A vida
é flor.
Qual razão
AMOR
da vida,
da flor.
Senão ser
sol,
àgua
e borboleta
pra que outra
flor
continue...
a ser VIDA,
linda,
breve,
frágil."
Tão linda e cheirosa,
como uma flor na primavera.
Nos lábios; beijos e traços desenhados
para o meu “quem me dera…”
Voa flor , voa , voa!
Com o manso vento!…
Como no outro tempo.
Voa passarinho e teu cântico entoa!
Esse pássaro, sou eu sempre.
Aqui e agora e no tempo.
E depois, no futuro.
Onde, não mais., há na vida, furo.
No futuro, que não passa.
Nesse não passar, de nome jardim.
Onde a minha flor, jamais, seu ser disfarça.
Porque eu passarinho e flor, voarei.
Sempre, sempre, sempre , enfim!
As Ilhas
O meu amor é lindo...
Como a flor do campo!
Vem meu amor, a mim,
Nesses gestos de tanto encanto.
Nesses teus passos, vem sorrindo,
Saiamos às vinhas pela madrugada,
E vejamos se os frutos, já cheiram,
Ao perfume do nosso amor.
Se já a vinha está dourada,
Da tua beleza infinda.
As flores do jardim, por nós esperam.
Vem saciemo-nos de amores,
Até ao fim do dia.
Neste jardim de tantas cores.
Sim, isso eu tanto queria.
Porque o meu amor é doce,
Como o vinho das uvas,
Destas verdes e lindas vinhas,
Nas quais nós nos amamos.
O vento do sul aqui nos trouxe,
A esta terra de águas únicas,
Nas quais nadamos até às ilhas,
Que tanto desejamos.
Ilhas de amor eterno...
Ilhas de amor puro,
E tão forte e terno.
Onde o nosso ser se sente seguro!!!
Almerinda
Mas quem és! Oh mulher?!...
Tu és uma flor de aroeira.
Neste Casal Pardo e Cadarroeira.
Tu és de Deus!... Tu és uma flor.
Tu és, uma flor de roseira…
Da do céu, cor!...
Tu és a mulher, mãe!
A ti’Almerinda de sempre!
Que ainda põe e dispõe. Ainda!
O Brasil e o mundo, te amam!
Porque em ti, há o bem. Mãe, linda!...
Em ti, há um cântico em fogo, chama!...
Os pobres por ti clamam!...
Em um mundo perfeito
Onde a flor tem o direito
De florescer sem se camuflar
De encantar a si mesma com sua beleza
De trazer para o mundo a leveza
De quem sabe do que pode mostrar
Sem se esconder pelo que tem
Mas se amando pelo que é
Onde o tintinar dos sinos
Traz a alegria de um novo dia
Para que essa flor, já murcha,
Saiba que é hora de resplandecer
E, em sua nobreza, o tempo florear.
O Véu de Lete
Antes do alvorecer, fui tudo.
Rei e réptil, mãe e mártir,
ferro e flor.
Fui punhal e promessa,
fui incêndio e oração.
Mas ao nascer, bebi do rio.
E esqueci.
O nome da lâmina que me cortou.
O rosto da alma que me amou.
Os juramentos murmurados entre dentes
na última noite de outra vida.
Tudo se perdeu.
Como areia entre os dedos do tempo.
E no silêncio do não saber,
floresceu o saber maior.
Não o saber das lembranças,
mas o saber do instinto,
da escolha que pulsa sem porquê,
do medo que avisa, da paixão que chama,
do erro que retorna como mestre.
Esquecer foi meu pacto.
Minha chance de ser novo
sem me ferir do antigo.
Pois se eu lembrasse…
ah, se eu lembrasse!
Perdoar seria impossível.
E amar, um risco repetido.
Cada gesto se tornaria prisão.
Cada encontro, um julgamento.
Mas neste esquecimento sagrado,
a alma dança.
Livre de correntes de glória ou culpa,
ela ousa errar de novo.
E ao errar, aprende —
não com a mente, mas com a essência.
No final, quando o corpo dormir
e o véu se erguer,
voltarei à margem do rio.
E saberei.
Mas por ora, bendito seja o esquecimento.
Ele é o ventre onde renasço.
É o chão fértil do esquecimento
que guarda a semente da eterna sabedoria.
Mulher és bela, formosa
Rainha própria
Diva de si mesma
Flor que desabrocha onde queres
E com apenas um sorriso no rosto
Cativa a alegria e gratidão nos dias tristes e felizes da vida
Brilha mais uma vez, com esperança o olhar
Esperando desabrochar, a flor de pitanga para me banhar
Já está na hora de mudar, movimente sua alma ao ventar
Brilha mais uma vez, as estrelas e o luar
Esbaldando vontade, para as estrelas que o céu vão rasgar
Começou a esfriar, começou a acelerar, acabou o ar
