Poemas de Dor e Saudade
DOR DE AMOR
Ao pesar, o poema meu, pela solta saudade
do vosso encontro, onde o querer palpita
por vosso olhar extasiante, beleza infinita
triste afeto distante, de uma vil crueldade
É que, ai de mim! Aperto que no mal brade
me arde, sai exaltado, vai louco, em grita
sentidos vagos em sensações tão eremita
haurindo em mim a sorte duma felicidade
Eu choro, e choro... e sofro, tanto, tanto
no entanto cada gemido de dor é pranto
e cada pranto um gemido em canto e dor
O suspiro dado é desilusão e não apenas
o penar amargurado, são fados e penas
de um poeta em sua sofrência de amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 de maio, 2021, 05’44” – Araguari, MG
Na metáfora “A saudade mata”
Sempre existiu verdade
A verdade que ninguém suporta
A dor
O sofrimento
A dor
Saudade mata o interior de nossos sentimentos
O interior de nós mesmos
Nos deixa sofrendo pelo passado que não volta mais
Sofrendo pelo amor que ainda não se foi, mas o amado já...
Nos deixando sofrer por um replay que é impossível de reproduzir.
Algumas perdas
revelam uma saudade!
Algumas saudades
revelam uma dor!
Algumas dores
machucam a alma
e parecem cortar a carne!
QUESITO
Ao ver-te, saudade, na dor em glória
Altiva, tristonha, dando à vida pesar
Eu lacrimejei todo o meu festo olhar
... também sou parte nesta memória
Engasgada e atada toda essa estória
Tão frios breus, guardado a me sugar
Quem sabe donde saltar desse lugar
Se já ido cada tom, cada dedicatória
Agora sós, e a vaguear por lembrança
Ao léu, somos passados sem o porvir
Trovados na ilusão sem ter esperança
Então, fico detido sempre a refulgir
O olhar, a nossa promessa, a aliança
Por que então tivemos que partir?
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/maio/2021, 13’34” – Araguari, MG
SAUDADE
Aperta o coração, dá
Uma sensação
De dor no peito e faz com que
A ansiedade
Desfile pela mente,
Esperando um novo dia...
só para te ver.
Esta dor a não curar
Quer é mesmo me ver chorar
E nesta curva de saudade a pulsar
Sinto que é triste a tristeza
E que a minha grandeza
É saber esperar.
A dor da saudade e a distancia é eterna,
mas na certeza de que nos reencontraremos
outras vezes em qualquer lugar...
Eu vou te dar um milhão de abraços e beijos🥰😘😍
Quem és?
És a dor que transpira na noite pálida,
Com saudade de um dia ter visto
O amor, o sonho, a felicidade.
És o desvendar da virgem mata
És o horror, o choro, a verdade,
Do mundo erguido em casa máquina.
És lágrimas químicas do homem viciado,
O ganir dos animais torturados,
O morrer das plantas maltratadas.
És moléculas, átomos latejantes,
A ciência, a loucura, o medo.
És o crânio do progresso absurdo.
És a caneta do escritor esquecido,
Transcrevendo os amores e os risos
De uma vida entre homens amantes.
És triste e amarga realidade
De um ser nascendo espremido
Da boca de um tubo de ensaio.
Quem és?
_ Sou eu, crescendo e lamentando:
A fome, as guerras, a necessidade, mas,
Comandando o mundo mecanizado.
O CAIS DA SAUDADE
Mas sem a lembrança e o vazio, sofreguidão
Como sentir o pranto, dor se pouco se sentia
Dos contrastes do fado nosso: tristura, alegria
No começo onde se quer harmonia e sensação
Pois, no meu querer, o meu apego é vigilante
Constante, infiltrado na emoção que conforta
Que consola, sente, mora e a sedução aporta
Me colocando próximo, embora tão distante
Tenho tantos caminhos e diversos cansaços
Muitos os lamentos nos abraços dos braços
Na busca daquele porto seguro, minha vida!
E cá, tal navegante a beira do cais, sussurrante
No pôr do sol do cerrado, um solitário errante
Vivo a suspirar a saudade na solidão sentida...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16 dezembro, 2021, 11’22” – Araguari, MG
Melancolia do ser
Eu queria
ouvir tua voz
matar a saudade
que corrói
minha alma
dor
anestesiada
sem lágrimas
estagnada
no espaço
no tempo
quando
o vento sopra forte
faz brotar
Lembranças
esquecidas
ainda grudada
na minha carne
por uma distração
sinto tua presença
teu cheiro
que me agasalha
aos poucos
voa alto
misturado
na imensidão
deixa apenas
pequeno rastro
um desabafo
do ímpeto
@zeni.poeta
Zeni Maria
SAUDADE
Então saudade é isso?
É esta dor aguda, pungente,
Que fica dia e noite sem cessar,
Machucando impiedosamente,
O coração da gente?
Esta tristeza...
Esta vontade de chorar...
Este amargor...
Este desalento...
Este punhal que fere atrozmente
Quando nosso pensamento
Foi correndo em busca de alguém
Que é todo nosso grande
E nosso doce bem?
É esta dor cruciante
Martirizante
Que dilacera a alma
Que faz a gente perder a alegria, a calma
Que transforma em noite escura
A mais risonha aurora,
Que nós chamamos a todo o instante
A toda hora
De saudade
Não! Não pode ser! Não pode!
Dizem que a saudade é linda
Que é doce, suave, e falam ainda,
Que é boa como um sonho...
Mas se saudade é o que suponho ser
Se é essa dor atroz que entristece
Que tortura, que faz sofrer
Que a nossa alma envelhece
Essa gente
Toda mente
Quando diz que gosta da saudade
E que ela é irmã gêmea da felicidade
Tempo, vê se não passa
Se passar eu lhe faço um pedido
Leve a dor da saudade consigo
Eu lhe peço, me faça o favor
Se eu namorar que seja contigo
Se demorar não seja perdido
E que o tempo tenha valido
cada memória do nosso amor.
Se eu pudesse dimensionar a saudade,a tristeza,a dor,
a felicidadee o amor
eu diria:
Caminham juntos.
E um tem sempre que sair de cena para dar lugar ao outro.
A Saudade
Quando a saudade aperta e bate no peito
Não há muito o que pode ser feito
A dor é meio que sem jeito
É muito forte
Sinto aquela saudade
Que me dá uma vontade
De ter novamente aquele momento
Quando sinto isso é um breve tormento
E fico em um longo lamento
Como a saudade dói
E algo que te corrói
Se não for forte também te destrói
Aquele momento que fica na lembrança
De algo bom que já não existe
Tento ter um pouco de esperança
E tento muito em não ficar triste
Meu coração ainda dói
À dor da saudade me destrói
Mim sinto meio confuso
Dentro de mim tá muito escuro
Saudade
Saudade, uma palavra abstrata
no sentir uma dor imensamente concreta,
mas tão abstrata no definir.
É indefinidamente concreto o vazio
que sufoca o peito e afeta a alma.
Saudade é uma adaga que golpeia cortes profundos.
É uma chaga aguda que chega a queimar
como fogo em chamas arder.
Saudade é suspirar, é gemer,
é querer, é temer, é sofrer. É frenesi.
Chega sem ser convidada, apodera-se
do coração e da mente, ilimitadamente.
Saudade é percorrer uma estrada vazia
antes já conhecida de alguém,
sem encontrar o elo perdido na vida.
É chorar a ausência de alguém.
Saudade é uma dor silenciosa,
a dor mais profunda que há,
pois dói sem mostrar a ferida
que amarga escondida dentro do peito
deixando a carcaça à vista, erguida.
Saudade é tudo e é nada.
Saudade é amargar a ausência
de alguém a quem se quer tanto bem.
Umbelina Marçal Gadelha
COVARDE
Se, assim, bater de novo à minha porta
Ah saudade! deixai quieta a minha dor
Não mais me traga sensação que corta
Que açoita a emoção com aflitivo ardor
Do pouco o tudo na recordação importa
E nada comporta um gesto tão opressor
Pois bem, cada lágrima pesar transporta
Então, dar-me-ás suspiro pra lhe transpor
Mas, aí! no peito bate forte está aflição
Sussurra em voz alta, em árduo alarde
Avidando um aperto no sisudo coração
Tremo... Sôfrego... E doloroso... sufocado,
... me deixo bater a saudade como covarde
E me ponho a sofrer como um apaixonado!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 dezembro, 2022, 11’42” – Araguari, MG
