Poemas de Cruz e Sousa
Visionária.
Há letras tortas
Quase tecidas
Pontos em cruz
Vírgulas escondidas.
Há Alfa, Beto e José
E nas Marias esquecidas
Repletas de bem me quer
Exaustas de cicatrizes.
Há ninhos repletos
Cobertura de sapé
Travessas paralelas
Ipês aos pés da serra
Luares e cafuné.
Maria também malditas
Da beira do cais
Dos vinhos baratos
Maria dos canapés.
mundo é uma droga que vicia
as pessoas não prestam mas amo
jogo pedras na cruz um diz ama o diabo
mortos se decompõem fazem filme de sucesso
vampiros são história para dormir....
ou mais uma doença da sociedade.
pensar beneficio para mente
é coisa de se não usa o que tem dentro
da evolução ate uma ameba mais esperta...
não desculto pois o valor maior do silencio
diante ignorância e hipocrisia apenas é uma realidade
nunca olho uma pedra da mesma maneira
pois pode cair na tua cabeça.
todos os valores podem ser substituído meramente
no caos de cada mente.
por celso roberto nadilo
HOMENS RAROS (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Quantos fincaram uma cruz
Nos túmulos dos seus destinos
Antes de sentarem à mesa
Do banquete das ideologias?
Quantos amargaram o sofrimento
Do próprio suor
Cheio de dores e revoltas
E que choraram pelos poros de seus corpos?
Quantos fizeram de suas vidas
De seus ideais e lutas
Insanidades transitórias
E gestos de grandezas eternas?
Quantos lamberam os próprios corações
Sangrantes nas lutas diárias
Enfrentando o chumbo e a solidão
Para construir um mundo melhor ou pior?
Quantos palmilharam estradas tortas
Que ligam a tênue fronteira
Entre a morte e a vida
Para entender o absurdo da existência?
Quantos choraram seus mortos
E depois Guardaram as bandeiras
Cessaram as batalhas e ressentimentos
E mergulharam no grande mar do perdão?
Quantos caminharam descalços
Pelos desertos interiores e exteriores
Em busca de tórridas e quentes
Verdades filosóficas e religiosas?
Quantos não fraudaram as leis e normas
Em rasteiras surdinas e trapaças
Em busca do enriquecimento ilícito
Esses são homens raros ou bandidos épicos?
Por fim, gritei o mais alto essas questões
Para as montanhas, planícies, colinas
E mundo afora... E o eco me disse:
Só os raros...
ISBN: 978-85-4160-632-5
A estratégia mais eficaz para o evangelismo é a Cruz de Cristo, não há método humano por mais brilhante que seja inicialmente que venha suprir a eficácia da Cruz, sem Cruz, não haverá salvação.
A vida do nosso salvador passou pela Cruz, a nossa também deve passar.
~wil fernandes~
"Quando eu oro algo vai Acontecer"
www.quandoeuoroalgovaiacontecer.blogspot.com.br
No meio do meu caminho não havia uma pedra
No meio do meu caminho havia uma cruz
As pedras e as pedradas
Só vieram depois...
O Corifeu,
O sol é meu guia a lua a minha luz.
Desço sobre a rua com a minha cruz.
Olho pro céu e rogo a Deus.
Clamo uma reza como um corifeu.
De joelhos no chão peço perdão
Traz a minha amada acalma meu coração
Sentimento profundo a me completar
Honestamente eu digo só quero te amar
Pra sempre minha sina está a findar
Uma rima bonita ei de aclamar
Vejo seu sorriso nos meus pensamentos
Foto perpetua daquele momento
Digo a ti pra sempre me viver
Pois selei minha vida a ti querer
Deus me atendeu minhas preces ao céu
Guardo minha cruz à noite ao léu
Você é minha rainha que me conquistou
Sou o único e o primeiro que sempre te amou
Quero viver de laçado com você
Uma luz que chama eu amo você
Sou seu corifeu a lhe recitar
Um poema por dia pra sempre vou te amar.
Homem do sertão
Faz o sinal da cruz
Entrega tua alma a deus
Pois teu corpo já pertence a esse chão
Onde o inferno predomina.
A CRUZ QUE ERA MINHA!!!
A Cruz que carregastes Senhor,
Não era tua, era minha
Cruz na qual morrestes a minha morte
Mudastes a minha sorte
E nela destes a maior demonstração de amor
Ali, recebestes zombaria e humilhação
Cumpriste sem exitar a obra da expiação,
Vertendo teu sangue inocente em meu lugar
Naquela cruz que era minha,
Pregos cravaram tuas mãos e pés sem piedade
Cuspiram em teu rosto santo com tamanha maldade
Injúrias e blasfêmias sofrestes em meu lugar
Uma lança o teu lado perfurou te fazendo sangrar
Vinagre tentaram te fazer tomar,
Mas Tu amado Jesus não aceitastes
Sereno em meu lugar assim ficastes
Na cruz que era minha para me salvar
Por isso querido Jesus, quero te servir enquanto viver
Pregar o teu evangelho e sempre Te obedecer
Me escolheste, morrestes em meu lugar
Tua vontade vou sempre fazer sem vacilar
Sou teu filho nada se compara contigo andar
Sou grato por tamanho amor naquela cruz que era minha!
Só Devemos Refletir!
Quantas vezes Jesus caiu a caminho da Cruz? Várias vezes, mas Ele não desistiu, Ele prosseguiu, porque o seu objetivo era a Cruz, lá Ele morreu e venceu a morte, e nos ensinou a vencer o mundo.
O porque dessa palavra:
Porque nós estamos aqui vivos, e caímos todos os dias, mas Ele nos levanta sempre, mas também tem alguns que não se levantam, pois na primeira queda eles desistem, alguns até morrem sem vencer.
Então meu amado(a), não desista, chegue a um objetivo, o foco é a Cruz, o objetivo é Jesus, e Jesus é a Salvação!
Dívidas de Karma
Aos trinta e três e só me resta esta cruz pesada
esses olhos cheios de lágrimas
esse corpo (já) inadequado
que carrego a tanto tempo comigo pra todo lado que vou.
Só me resta esse corpo estranho que se veste de mim
e doura minhas retinas nos domingos de lua brilhante no céu.
Só me resta este peso extra que não me serve a nada,
quase um meu martírio, que trás consigo minh'alma
aprisionada em suas entranhas.
Só me resta esta minha alma, que segue calma
a espera de ser um dia realmente feliz.
Pra'lém desse corpo cansado, quase centenário
que segue aprisionado nesse mundo e se sente tão infeliz.
Se descobrisse um jeito, me livrava desse corpo
antes mesmo d'ele estar morto ou d'ele voltar a viver.
Seguia só, de braços dados com minh'alma
passo a passo, seguia pra longe de toda essa confusão.
Se pudesse, me despia desse mundo e nu mudava de direção
deixava de herança essa cruz pesada que carrego a tanto
e pisando duro, seguia firme marcando os passos no chão.
Se pudesse, caminhava pra longe dessa história vazia
cheia de dívidas de Karma.
Só caminhava, nem pra trás olhava!
Seguia em frente, pra longe de toda essa gente
que nem se vê ou vê alguém a sua frente.
Se pudesse, despiria o mundo de seus corpos mudos
lhes mostraria o brilho que trazem consigo em suas almas aprisionadas.
Se pudesse, despiria toda essa gente de seus corpos mundos
só pra que pudessem enxergar o que trazem por dentro
além do lamento desse intermitente refrão triste que ecoa agora.
Se pudesse, pagava a dívida do mundo
e livrava toda essa gente desse maldito karma.
Um passarinho viu Jesus
No alto da Cruz ...
Voou para lhe tirar um espinho,
Partiu a asa, caiu ...
Do alto da cruz, Jesus soprou,
O passarinho voou, e Ele, expirou!
Está difícil! Eu sei que está!
Mas não se esqueça que a cruz mais
pesada Jesus já carregou por todos nós!
PENEIRA SOPRADA
De pano de saco,
um bordado... Ponto cruz
no bastidor, ponto de marca!
Feitos perdido no tempo...
Um fim no convivo das matriarcas.
Uma casa beira chão,
no terreiro...
Galinha cheiro-verde pimenta
... Home, homem... Soque pilão!
Mas não sopre a peneira,
com a sua venta.
Antonio Montes
- LADAINHA AO SENHOR DO CALVÁRIO -
Ó Bom Jesus do Calvário
Que tem a cruz de oliveira
Pela rua, solitário
Sobre os espinhos da roseira.
O vosso santo cabelo
Mais fino que o fio de oiro
Que tristeza tive ao vê-lo
Baço e sujo esse thesoiro.
A vossa santa cabeça
Coroada de mil espinhos
Não me afaste nem impeça
De seguir vossos caminhos.
Esses vossos Santos olhos
Inclinados para o chão
Deles caem dor aos molhos
Nos caminhos da Paixão.
Essas vossas santas Faces
Cheias de cuspo nojento ...
Ó Senhor porque não fazes
Que se acabe este tormento?!
Nessa vossa santa boca
Puseram fel amargoso
Pobre gente, fria, louca
Pobre filho doloroso.
À vossa Santa garganta
Enlearam uma corda
Vossa mágoa era tanta
Senhor Deus misericórdia.
Esses vossos Santos ombros
Encostados a um madeiro
Pobre Cristo entre escombros
De que fosteis Vós herdeiro.
Esses vossos Santos braços
Estendidos sobre a cruz
Pelos nossos pecados
Perdoai ó Bom Jesus.
Esse vosso santo peito
Foi aberto com uma lança
Durma eu sempre no leito
Cheio dessa confiança.
À vossa Santa Cintura
Cingiram uma toalha
Essa pobre investidura
Foi vossa santa mortalha.
Esses vossos Santos pés
Mais claros que a neve pura
Arrastados nos sopés
Pela rua da Amargura.
Pela rua da amargura
Vai o Senhor a chorar
E uma santa com doçura
Logo acorreu p'ró limpar.
Ó quem fora tão ditosa
Que vira o Senhor Chorando
E numa pressa dolorosa
O abraçou, ficou limpando?!
E há um grito de mulher
Junto à cruz, lá no Calvário
Vossa Mãe, triste, a sofrer
Que abraçou vosso Sudário.
Juntarei os meus pecados
Pô-los-ei aos pés da cruz
Que eles sejam perdoados
Para sempre amém Jesus.
(Quadras inspiradas numa antiga Novena que se fazia para chover)
O sacrifício de Cristo na Cruz é escândalo porque nos mostra o quanto somos capazes de ser cruéis e de não oferecer misericórdia. Nos apresenta todos os monstros que alimentamos em nossos corações e o quanto renegamos nosso Criador em virtude do pecado e do orgulho.
A ressurreição de Jesus, prova material de nossa fé, é a Vitória sobre a Morte e sobre o Pecado, oferecida também à humanidade, agora redimida pelo exemplo único o verdadeiro Amor - Jesus Cristo.
O dia se foi, março partiu, agora quem reina é Abril.
Abril da paixão, da páscoa e da cruz!
Cada mês do ano tem encantos e mistérios
que ficam sempre em nossos corações
são coisas a recordar
mesmo que tristes ou alegres,
do qual não ousamos esquecer.
Tal qual um carrosel animado, os dias vão nos levando,
levemente trotando ou até imaginando que são todos iguais.
Porém, basta se descuidar ou divagar
para ter alguém a caçoar.
Somos atores em nossa seara,
nosso papel temos que desempenhar,
E neste mês que antecede o mês de Maria
nossa bandeira e bordão é esperança e alegria!
Jamais maldiga a cruz que pesa em teus ombros! Ela foi a escolha que tu mesmo fizestes para a salvação daqueles que feristes um dia! Carregue-a com classe, pois a lei que te permitiu essa escolha, sabia de tuas forças e jamais te abandonará, E aquilo que tu enxergas como castigo ou desamparo, nada mais é que o caminho para a conquista da Luz!
odair flores
Cristo levou sobre a cruz
O pecado da humanidade.
Com seu sangue comprou
Essa nossa liberdade.
O homem não agradeceu.
Também não compreendeu
Essa oportunidade.
