Poemas de Chuva
ANO NOVO
Que venha abençoado
com chuva ou sol
vento ou brisa
noite estrelada ou céu nublado
vento morno ou gelado
MAS que venha com muita paz
AMOR E PROSPERIDADE!
Marcia Maria Matos
Nuvens, o que levam?
Nuvens passam sobre a minha cabeça,
sei que carregam chuva, tormentas.
E amores?
Isto eu não sei, se carregassem amores,
trariam saudades, dores.
Fartas vezes o nosso pensamento junto
vai.
Aonde vão evaporar, não tenho idéia.
Bom seria se elas levassem as dores, e
trouxessem alívio à elas, levassem as
saudades e deixassem amores.
Por entre nuvens nosso espírito viaja,
que elas nos conduzam a paragens diferentes,
aonde o real amor viva, de onde partam
as luzes que iluminam nossos caminhos de
vida, paragens desiguais, caminhos variados,
que nos carreiam a pontos que poucos sabem.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da A.L.B/S.J.do Rio Preto
Membro Honorário da A.L.B/Votuporanga
Membro da U.B.E
CHUVA
Enquanto chove
Fumo meu cigarro
Encostada na janela em
meu apartamento
Vendo pingos de chuva
Escutando a chuva
Uma calmaria enquanto
chove
Com meu cigarro na mão
Penso o quão bom é
morar só
Sabe aquela paz que tanto
desejei
Agora eu tenho
E essa chuva
E esses sons da chuva caindo
no chão
Uma brisa maravilhosa
pra curtir a paz
Com uma música que me faz
relaxar
Curta a brisa da chuva
Ai chuva,
como é bom te observar
caindo.
IZA LIMA.
Tenho alma de Outono;
Sim, gosto de dias de chuva cinzentos de melancolia e inspiração!
De cheiro de mato colorido e de brisa levemente fria para refrescar a mente!
Quem é você hoje?
Você será o sol ou a chuva?
Quem você será amanhã?
Você me fará sorrir ou me trará arrependimento?
Quem você será quando eu estiver perdida e assustada?
Quem você será quando não houver ninguém lá?
Quem é você hoje?
Porque eu continuo a mesma
chuva que arma escuridão dos mais profundos sentimentos,
para onde esteja a dor homogênica,
num estagio singular de atenuantes,
sob fugidos no glamour a expressa voz,
tudo paira num segundo seguinte.
a natureza de cada um,
num vulto emergente se da ausente.
Viver é não ter medo da tempestade.
As vezes é preciso levar a
alma na chuva
e depois colocar no sol para secar.
Quando a chuva em seu leito cair pelo seu telhado
Veja que nele se cai vidas,
Sendo elas nas pétalas de rosas em um jardim.
Ou até mesmo em uma mata um broto qualquer a de nascer.
Não se limita em nada da sua vida.
Pelo contrário seja como a chuva.
Expressa suas vontades
Mais com tranquilidades
Pois, em meio a tempestade
Às vezes você colhe grandes frutos.
Como a vida ou nos Momentos!
Os céus choram com a chuva
Passado a dor, o sol nasce pela manhã
Enxugando lágrimas derramadas
As lágrimas derrubadas, lentamente evaporam
Para novamente serem choradas
E assim irá acontecer novamente
Mas, o que nos torna fortes
É superar tudo isso
Com um sorriso.
A trás dos montes a chuva se esconde com sentimentos ao longe,
seja translucido o ar que que se abate sobre as campinas...
a vida se comprime no momento que fogo da descompaixão,
se a formas de meditação para que viver se não á vida...
se poema tem vida própria num mundo de desilusão,
a água se polui a terra morre aos poucos ainda assim se faz desentendido,
o que faria se fosse sua carne seu corpo... ali pegando ultimo folego,
daria salves num interpretação da padarias secas pelo momento que tempestade chegou.
mesmo assim vida morreu apenas o lucro ficou...
esse viver estranhamente esteve numa lembrança de sonho.
este sonho vivido reclama atordoa seus pensamentos,
sorri continua sua vida num cargo burocrático,
penso profundamento no impacto causado.
os tens em derradeira angustia fundo de ajuda novos movimentos,
o que muda diante a vida perdida.
por Celso Roberto Nadilo
Chuva é canção de liberdade, a alegria também
A chuvinha amainou e passando por alguns caminhos fiquei pasma com a transformação deles. Ou não havia notado bem estes dias ou foi assim de repente? As chuvas deixaram o verde muito mais brilhante do que já conheço dessa cor e as plantas parece que cresceram centímetros de um dia para o outro e isso sem falar nas ervas daninhas que transbordam por todo canto. Ainda bem que agora rios e lagos estão cheios de água vida, até o sapo na lagoinha canta mais feliz em meio ao seu brejo.
Qual seria a canção para arrematar tudo isso? Agradecer ou apenas festejar, dando pulos como o fazem os animais em liberdade? Já viram cavalos presos em baias ? Quando soltos, saem em tresloucada corrida aos pulos pelo campo. É necessário sair da frente porque entram em desvario. Pássaros infelizes em gaiolas, quando saem para a liberdade, batem em obstáculos na fuga para o vazio do espaço que dominam com suas asas. A vida é assim, a liberdade traz alegria, temos que dar valor a ela, não só a do corpo, mas da alma também, como agora, quando venho rabiscar aqui simplesmente algo singelo, sem receio de que pensem que meu mote parece sempre o mesmo.
Deixe a chuva cair
E despertar meus sonhos
Deixe-a purificar
Minha sanidade
Porque eu quero sentir o trovão
Eu quero gritar
Deixe a chuva cair
Eu estou falando a verdade
Oque será que será ?
Quando a água acaba
Quando a chuva acaba
Quando não houver mais fauna
Quando a flora desaparecer
Quando os recursos carecer
Me falta o ar só de imagina
Banhada de ouro e prata
Chuva de gelo, vida ingrata
Banhada de ouro e prata
Sorriso é caro, nada é de graça
Esperança
Que lindo o céu de sol, depois de uma longa temporada de chuva... traduz sorrisos na dor,
de quem precisa secar seu coração encharcado, por momentos de terror!
Terra enxuta
Chuva, chuva,
como força bruta
formou um veio
e caiu, como uma luva,
num momento,
em meio
à terra, por tanto
tempo enxuta.
Transformação
Ouça a chuva que cai...
Seu ruído confunde-se
com o pulsar do coração
que se enche de esperança.
Como uma força bruta,
veio de repente
trazendo uma mensagem:
Chega de mansidão!
Chegou o momento de vida,
de a vida dar movimento...
Chegou o tempo de tirar
As barreiras da mesmice.
De amar e deixar-se inundar,
se desprendendo de tanta idiotice,
exacerbando a coragem
de quem se permite arriscar.
Deixe a chuva, teu corpo molhar,
se inebriando sem restrição,
sem medo de se afogar...
Interiorizando, uma transformação!
Cai uma chuva mansa
Acalmando minh'alma
Tocando o meu ser
E tamanha é a dádiva
Que nunca mais parou
De chover no meu coração
Abençoada sou
Aos olhos do Pai!!
Céu negro, nublado.
Não havia rubor em seu rosto.
Fria, assim como a chuva.
Era o fim; joelhos em britas,
Destroçadas.
Lágrima ou gota d'água...
Como distinguir?
Destruição.
Física e interna.
O fim.
E quando nós tivemos aquela briga na chuva
E você veio atrás de mim e chamou meu nome
Eu nunca quis te ver indo embora
