Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
Chuva
No chão eu vejo pingos de chuva
Pingos que fazem chuva
e chuva que fazem pingos.
na chuva plantas ganham vida
e na vida as plantas ganham rosas.
Chove lá fora
Aqui dentro também
Pingos que caem no meu parabrisa
E aqui dentro, chuva de sentimentos
Assim como trabalham os limpadores
Trabalham os meus pensamentos
Em sincronismo, tentando limpar os lados de fora e de dentro
Essa chuva torrencial
Difícil vencer nesse momento
Vou estacionar, o carro no acostamento
E você aqui dentro
Pois nem os limpadores,
Nem tão pouco os sentimentos
Ambos não conseguiram dar conta desses acontecimentos
**noite de chuva**
Numa noite de chuva, Clara e Rafael se encontraram pela última vez no pequeno café que costumavam frequentar. A relação deles, que antes fora cheia de amor e sonhos, havia se transformado em algo doloroso, quase irreconhecível. Eles já não eram mais os mesmos, e as palavras que antes expressavam carinho agora traziam mágoa.
Enquanto Clara olhava para a chuva pela janela, sentiu como se cada gota pesada fosse um reflexo do que seu coração guardava. Era como se, com o passar do tempo, todo o amor tivesse se transformado em um tipo de “chuva ácida”, consumindo o que restava deles, deixando marcas que nem o tempo poderia apagar facilmente. Rafael, por sua vez, fitava a mesa em silêncio, tentando encontrar palavras, mas sentindo que qualquer tentativa soaria vazia.
Por um momento, a chuva pareceu aliviar e o céu se abriu brevemente. Clara respirou fundo e, mesmo com o peso da dor, disse a Rafael que, apesar de tudo, acreditava que aquele momento não precisava ser um fim amargo. Eles poderiam deixar ali, junto àquela chuva, as lembranças boas e a gratidão pelos anos que dividiram, mesmo que o futuro fosse incerto.
Despediram-se sem raiva, mas com uma tristeza que fazia parte do processo de deixar algo importante para trás. Clara e Rafael saíram do café, cada um seguindo um caminho oposto, mas com uma nova perspectiva de recomeço. Sabiam que o fim de algo bonito não apagava o que viveram; era apenas uma transformação. A chuva havia passado, e cada um tinha uma jornada nova para trilhar, com as marcas da história que compartilharam e a esperança de renascer, de alguma forma, após a tempestade.
Evangehlista Araujjo O criador de histórias
Coração puro e leveza na alma
Sabendo ser luz no escuro
Ao som das gostas da chuva
Silêncio que acalma
Ouvindo o som do anbiente
Doce melodia boa pra mente
Aquele vento que sensação
Um respirar, que alívio meu coração
Aquela nostalgia profunda
Noite inquieta as vezes me aperta
Lágrimas inunda o meu peito de emoção.
Sol... Chuva!
Calor... Frio!
Brisa... Tempestade!
Inverno... Verão!
Branco... Preto!
Amor... ódio!
Sorriso... Lágrima!
Cruz... Espada!
Alegria... Tristeza!
Emoção... Razão!
Eu... Você!
Paixão... Solidão!
Chuva de solidão
Eu verei a minha pequena...
Estarei nos braços da minha amada.
Essas densas nuvens cinzentas
Que teimam escurecer os meus dias sem ela
Servir-me-ão para lembrar-me do brilho do teu olhar.
Além da tempestuosa e passageira chuva de solidão
Brilham as chamas vivas do meu amor
Que me fará um dia aquecido nos braços dela por abrigo...
Eu verei a minha pequena...
Estarei nos braços da minha amada.
Edney Valentim Araújo
a gente sente que é a pessoa certa quando ela enfrenta nossas tempestades e abre um guarda-chuva no meio de todo o caos
a gente sabe que é de verdade quando a pessoa empresta o ombro
senta para escutar e faz cafuné
a gente sente que é pra valer quando a pessoa desorganiza a cama
e se encaixa na nossa desordem
IN-FIDELIDADES
Hoje, está sol.
Mas era para estar chuva,
Miudinha,
Chatinha,
De enregelar os ossos.
Mas, também a parra
Nem sempre traz uva,
Por vezes a coragem,
Apesar da aragem,
Não é garra.
Quase sempre, paixão
Traz desilusão,
Riso, dá choro convulsivo
Até em ambiente festivo,
E não há bela sem senão.
Fiel, mesmo é este gato,
O meu Giló,
Gilberto Gil,
Vindo nas águas de um abril,
Que quando sente que estou só,
Sem aparato,
Enrosca-se em mim,
Como que a dizer sim.
Nobre animal,
Adorado pelos egípcios,
Hoje, só considerado em respícios,
Amaldiçoado e tão só.
Adoro, cães.
Como animais que gostam das mães,
Mas sem ele, o meu Giló,
Eu meteria mais dó.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 07-03-2023)
CHUVA QUE DÁ SONO
Confesso, tinha tantas saudades
Da chuva que faz dormir
Que quando ela veio
De mansinho,
Eu fui logo para a janela
Que não deixa ver o mundo
Mas só a natureza molhada
Desta chuva que encharcava
O corpo das carvalheiras
As primeiras
A rejuvenescer na primavera
Com aqueles ramos e folhas de hera
A serpenteá-las,
A abraçá-las
Naquele longo apertar
Delicioso de amantes
Sem estações.
Com os cotovelos no parapeito
Da janela,
A começar já a ficar sem jeito,
Fui adormecendo
No sono dos justos.
A chuva boa continuava a cair
O meu gato cego de um olho, a dormir,
O Camões,
Também sem estações.
Ele, na alcofa
E eu sem ela
Naquela janela.
Como é bom dormir
Sem contar,
Só com a chuva a chorar
E as lágrimas a escorrer
Pelos vidros de uma janela.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 21-04-2023)
O Frio
Frio que frio
parece congelar
Frio de chuva
não me deixa passear
Frio que venta
parece cortar
Frio de neve nunca vi
não posso falar
Frio sozinho é triste
só faz aumentar
Frio com sopa
começa melhorar
Frio contigo
é fácil passar
Venha frio
agora vou me esquentar
A chuva é um sinal de vida
Bendita a água que rega
O sonhos da existência
Que nutre toda natureza
Sem ela tudo extermina
Como o amor suplantar
Corações os sentimentos
Sua falta também arrasa
Arruina o relacionamento
Não se vive sem a água
Sem amor não sobrevive
Nenhum casamento.
Eu perdi o medo chuva
Perdi o medo da tempestade
Dos raios e trovões
Perdi o medo da escuridão
O frio já não me arrepia
Eu ja não evito a solidão
Aliás até gosto
Tenho medo mesmo
É da mentira
Da hipocrisia
Daqueles que finge ser oque não são
Vidas de aparências
Tenho medo é de que pra ter as pessoas
Eu me perca de mim mesma
Eu não me encontre mais,
Por ja estive enterrada
Em expectativas de outros
De muitos que me rodeavam
Que só me amavam,
Enquanto fizesse oque eles esperavam
Tenho medo é desse amor
Que se torna dominador
Perdi o medo da vida
Por que com medo
A gente estaguina
E se torna, como pedras
Que choram sozinhas
No mesmo lugar!
Gotinhas de sorte
Tempo de chuva
calor do sol
fim de tarde
tarde chuvosa
noites escuras
silencio da alma.
Vento no rosto
flores na janela
flagra do gato
manhã tranquila..
E noite serena.
A Felicidade está em pequenos detalhes.
Noite fria e chuvosa
Risos sem motivos
tarde ensolarada
tarde colorida
O tempo não passa
nós que passarão!
Meu carma !!!
Ricky Henry.
E... mala velha de papelão cheia de pedra.
Em dia de chuva, se eu pegar pela alça, vc vai desmanchar ..
.
Sai da minha...
Vai procura outra desdita...
Que meu caminho já está traçado.
Na tua canoa furada, com remo quebrado eu ñ vou, navegar...
.
Fui em um pagode na dona Rita...
Churrasco, bebidas e muita comida.
Amigos, celegas primos e primas.
O samba pegando, pessoas atraente
Só tem gente animada.
Recebo um aviso...
Vai morrer gente, essa doida chegou.
Desceu do salto até o samba parou !!!
.
E... mala velha de papelão cheia de pedra.
Em dia de chuva, se eu pegar pela alça, vc vai desmanchar ..
.
Sai da minha...
Vai procura outra desdita...
Que meu caminho já está traçado.
Na tua canoa furada, com remo quebrado eu ñ vou navegar...
.
Ela chegou causando de repente..
Falando alto, caindo encima da gente.
Brigando com as pessoas, querendo saber porque ninguém há convidou.
Grita na roda, cadê o meu nego..
Que só vai embora de braços dado comigo...
.
Deixa eu mandar um recado, pra ela
Sair de fininho...
Desencana que já achei meu caminho..
Da licença que eu vou ficar aqui no samba..
É meu mais novo amor ..
Assim sigo feliz pois é com meus amigos é o samba me conquistou....
Pingo na Lata
Barulhim
Gostoso
De gotera
De chuva
Lata
De banha
18 litros?
Pra panhá
Água
Nas primeiras
Chuvas não
Tinha
Q’uesperá
Lavá
As telha
Água
De chuva
Pra bebê
Que é
Água
De Deus
O Escorregar de Manejo
Cheiro
De poeira
Molhada
De chuva
Esperta
Em
Caminho
De
De terra
Sensação
De apruveitá
Qui nem
Tempo
De chuva
É
Chuva
Marota
Apertando
Água
De enxurrada
Já cobrindo
O pé
Essa
Outras
Lembranças
Perdidas
No tempo
Na memória
De quando
Já
Nem sabe
Se foi
Se ainda
É
Processos e Minutas
Como passou depressa o tempo
Como mudou a poesia
Uma gota de chuva
A mais,e o ventre grávido
Estremeceu a terra.
Depois foi só. O amor era mais nada
Sentiu-se pobre e triste como Jó
Um cão, sarnento e de rua
Mas não de todas as ruas
Veio lamber-lhe a mão
Espantado, parou.
Depois foi só
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