Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
a gente sente que é a pessoa certa quando ela enfrenta nossas tempestades e abre um guarda-chuva no meio de todo o caos
a gente sabe que é de verdade quando a pessoa empresta o ombro
senta para escutar e faz cafuné
a gente sente que é pra valer quando a pessoa desorganiza a cama
e se encaixa na nossa desordem
IN-FIDELIDADES
Hoje, está sol.
Mas era para estar chuva,
Miudinha,
Chatinha,
De enregelar os ossos.
Mas, também a parra
Nem sempre traz uva,
Por vezes a coragem,
Apesar da aragem,
Não é garra.
Quase sempre, paixão
Traz desilusão,
Riso, dá choro convulsivo
Até em ambiente festivo,
E não há bela sem senão.
Fiel, mesmo é este gato,
O meu Giló,
Gilberto Gil,
Vindo nas águas de um abril,
Que quando sente que estou só,
Sem aparato,
Enrosca-se em mim,
Como que a dizer sim.
Nobre animal,
Adorado pelos egípcios,
Hoje, só considerado em respícios,
Amaldiçoado e tão só.
Adoro, cães.
Como animais que gostam das mães,
Mas sem ele, o meu Giló,
Eu meteria mais dó.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 07-03-2023)
CHUVA QUE DÁ SONO
Confesso, tinha tantas saudades
Da chuva que faz dormir
Que quando ela veio
De mansinho,
Eu fui logo para a janela
Que não deixa ver o mundo
Mas só a natureza molhada
Desta chuva que encharcava
O corpo das carvalheiras
As primeiras
A rejuvenescer na primavera
Com aqueles ramos e folhas de hera
A serpenteá-las,
A abraçá-las
Naquele longo apertar
Delicioso de amantes
Sem estações.
Com os cotovelos no parapeito
Da janela,
A começar já a ficar sem jeito,
Fui adormecendo
No sono dos justos.
A chuva boa continuava a cair
O meu gato cego de um olho, a dormir,
O Camões,
Também sem estações.
Ele, na alcofa
E eu sem ela
Naquela janela.
Como é bom dormir
Sem contar,
Só com a chuva a chorar
E as lágrimas a escorrer
Pelos vidros de uma janela.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 21-04-2023)
O Frio
Frio que frio
parece congelar
Frio de chuva
não me deixa passear
Frio que venta
parece cortar
Frio de neve nunca vi
não posso falar
Frio sozinho é triste
só faz aumentar
Frio com sopa
começa melhorar
Frio contigo
é fácil passar
Venha frio
agora vou me esquentar
Eu perdi o medo chuva
Perdi o medo da tempestade
Dos raios e trovões
Perdi o medo da escuridão
O frio já não me arrepia
Eu ja não evito a solidão
Aliás até gosto
Tenho medo mesmo
É da mentira
Da hipocrisia
Daqueles que finge ser oque não são
Vidas de aparências
Tenho medo é de que pra ter as pessoas
Eu me perca de mim mesma
Eu não me encontre mais,
Por ja estive enterrada
Em expectativas de outros
De muitos que me rodeavam
Que só me amavam,
Enquanto fizesse oque eles esperavam
Tenho medo é desse amor
Que se torna dominador
Perdi o medo da vida
Por que com medo
A gente estaguina
E se torna, como pedras
Que choram sozinhas
No mesmo lugar!
Gotinhas de sorte
Tempo de chuva
calor do sol
fim de tarde
tarde chuvosa
noites escuras
silencio da alma.
Vento no rosto
flores na janela
flagra do gato
manhã tranquila..
E noite serena.
A Felicidade está em pequenos detalhes.
Noite fria e chuvosa
Risos sem motivos
tarde ensolarada
tarde colorida
O tempo não passa
nós que passarão!
Meu carma !!!
Ricky Henry.
E... mala velha de papelão cheia de pedra.
Em dia de chuva, se eu pegar pela alça, vc vai desmanchar ..
.
Sai da minha...
Vai procura outra desdita...
Que meu caminho já está traçado.
Na tua canoa furada, com remo quebrado eu ñ vou, navegar...
.
Fui em um pagode na dona Rita...
Churrasco, bebidas e muita comida.
Amigos, celegas primos e primas.
O samba pegando, pessoas atraente
Só tem gente animada.
Recebo um aviso...
Vai morrer gente, essa doida chegou.
Desceu do salto até o samba parou !!!
.
E... mala velha de papelão cheia de pedra.
Em dia de chuva, se eu pegar pela alça, vc vai desmanchar ..
.
Sai da minha...
Vai procura outra desdita...
Que meu caminho já está traçado.
Na tua canoa furada, com remo quebrado eu ñ vou navegar...
.
Ela chegou causando de repente..
Falando alto, caindo encima da gente.
Brigando com as pessoas, querendo saber porque ninguém há convidou.
Grita na roda, cadê o meu nego..
Que só vai embora de braços dado comigo...
.
Deixa eu mandar um recado, pra ela
Sair de fininho...
Desencana que já achei meu caminho..
Da licença que eu vou ficar aqui no samba..
É meu mais novo amor ..
Assim sigo feliz pois é com meus amigos é o samba me conquistou....
Pingo na Lata
Barulhim
Gostoso
De gotera
De chuva
Lata
De banha
18 litros?
Pra panhá
Água
Nas primeiras
Chuvas não
Tinha
Q’uesperá
Lavá
As telha
Água
De chuva
Pra bebê
Que é
Água
De Deus
O Escorregar de Manejo
Cheiro
De poeira
Molhada
De chuva
Esperta
Em
Caminho
De
De terra
Sensação
De apruveitá
Qui nem
Tempo
De chuva
É
Chuva
Marota
Apertando
Água
De enxurrada
Já cobrindo
O pé
Essa
Outras
Lembranças
Perdidas
No tempo
Na memória
De quando
Já
Nem sabe
Se foi
Se ainda
É
Processos e Minutas
Como passou depressa o tempo
Como mudou a poesia
Uma gota de chuva
A mais,e o ventre grávido
Estremeceu a terra.
Depois foi só. O amor era mais nada
Sentiu-se pobre e triste como Jó
Um cão, sarnento e de rua
Mas não de todas as ruas
Veio lamber-lhe a mão
Espantado, parou.
Depois foi só
Tem barulho
Que
A gente
Só escuta
Quando
Faz silencio
Assim
É a água
De chuva
Que se faz
Do
Rio a sua morada
As falhas
Dos homens
Eternizam-se no aço
E
Quanto mais bebemos
Mais sede temos
As suas virtudes
Escrevemos na água
Como um gole d'água
Bebido no escuro
Vitalidade
Simetria
Formal
Bem
Calculada
Suavidade
De jardins
Sob chuva
Amor
Apaixonado
Pelo
Que possa
Existir
De
Mais Belo
Razão
Das
Razões
Inovações
Harmônicas
Ritmo
Falam
Por si
No banco parado
Sentado à assuntá
Chuva
Aos poucos se cresce, ganha forma e tamanho,
Em gotas se vem, em enxurrada se vai.
Apesar da sujeira, as gotas continuam caindo.
A enxurrada continua se formando,
Até que em um ponto a água se mostra límpida,
Ao se secar, cristaliza feito um mosaico,
Tal qual um vitral de uma igreja,
Cuja luz que sai da íris reflete nos fragmentos.
Os cristais se diferem em suas formas,
Seu padrão provém do princípio.
As luzes cristalinas se assemelham com
o raio de sol seguido da nuvem escura.
A umidade, o silêncio, o canto dos pássaros,
o cheiro de terra molhada.
Amando na Chuva
Amando na chuva, sob o céu em tormenta,
nos teus braços, o mundo perde a forma,
o vento dança e a alma se alimenta,
enquanto a água ao nosso redor se transforma.
Cada gota que cai é um sussurro,
como se o universo nos quisesse contar,
que em meio ao caos, há um amor seguro,
que floresce mesmo no luar a chorar.
Nossos corpos, molhados de sonhos,
se entrelaçam sem pressa, sem fim.
A chuva, companheira dos medos,
acelera o pulsar, me faz sentir.
A rua se apaga, mas o brilho dos teus olhos
reflete o céu, e tudo é mais belo.
Amando na chuva, perdemos os olhos,
encontramos o infinito no breu do duelo.
E mesmo que a tempestade nos envolva,
não temo, pois é contigo que estou.
Na chuva, nosso amor se renova,
e o que o mundo vê, em nós, se apagou.
Amando na chuva, com o coração desnudo,
não há barreira, não há dor,
somos um só, no compasso do tudo,
onde a chuva é abrigo, e o amor, calor.
Dia a dia
Não dá para crer em liberdade
Estando trancado em uma jaula
Sem sentir o sol, a chuva, nada
Só peça no tabuleiro da cidade
Passam as horas, acaba o dia
O outro recomeça sem mudar
Diante desta cansativa rotina
Poucos têm chance de inovar
A maioria comemora na sexta
‘Sobrevivemos! Conseguimos!’
Mas a vitória seria no dia a dia
Fazendo o que confere alegria
Ir dormir tarde e acordar cedo
Trabalhar muito, ganhar pouco
Seguir o modelo da sociedade
Que faz do homem mais louco
Esquecendo as suas ambições
Preferências, ideias e emoções
Correndo dentro de um círculo
Estando recluso a um cubículo
Em subliminar, há a alternativa
Que envolve pessoas realizadas
Podendo escolher o seu destino
Com coragem em suas jornadas.
Esse céu cor de chuva azul cinzento, enfatizando o meu dia, uma terça comun em que se acorda a cinco da manhã meio desbotado, sem saber o fim da semana, o fim do mês, o fim do ano o fim da vida. Se toma um café e se envelhece mais um dia, se mistura ao cinza do dia, até que um dia azul da vida, de seu sopro e se torne o cinza do pó.
PauloRockCesar
Vendo meu coração tão triste e solitário até Deus chora em forma de chuva em noite de trovoadas e relâmpago.
Dedicado para; Josy cleidy
