Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
Muitas mulheres fizeram morada em mim.
Não sou nem serei sempre a mesma.
A chuva e o vento moldam as rochas assim como a vida vem me moldando.
Sinto saudade da doçura perdida e tão necessária em alguns momentos mas nenhuma saudade da ingenuidade que me trouxe tanta dor.
Maturidade pra entender que algumas coisas não são pra mim apesar do imenso querer...e que outras me são tão merecidas.
Inquietação quando aquele sentimento renasce se fazendo visível no brilho do olhar mas que sabe se aninhar novamente e se por pra dormir.
Coração gigante as vezes e pequenino quando a saudade não tem cabimento.
Alice no seu País cheio de maravilhas mas que precisa voltar pra Terra Do Nunca.
E lá onde o vento faz a curva e eu sinto seu beijo a brincar na minha boca.
E assim acordo.
Lembranças: como é bom observar a chuva pela janela.
A chuva cai suavemente, desenhando linhas líquidas na janela. O aroma fresco que ela trás invade o ambiente, um cheiro de terra molhada que purificava e renovava o clima. Observar a chuva pela janela é um prazer simples, mas profundo de reflexão.
Cada gota que caí no chão parece lavar não só a terra, mas também a alma, trazendo uma sensação de paz e renovação.
Uma chuva boa, daquelas que podem durar o dia inteiro, ou ser apenas uma visita rápida pela manhã ou ao entardecer. Às vezes, ela vêm de madrugada, embalando o sono com seu som ritmado.
Mas o melhor mesmo é quando a chuva dura o dia todo, permitindo que a janela fique aberta, deixando o vento fresco entrar e trazendo consigo a melodia das gotas caindo.
Ver a chuva pela janela trás boas lembranças. Do tempo de saborear um chimarrão ou mate ao redor do fogo de chão, fogão a lenha ou da lareira, se fosse na varanda, melhor ainda. Conversar, prosear, tomando um chá ou saboreando uma sopa paraguaia ou um chipa, enquanto a chuva caía lá fora, era um prazer inigualável.
A chuva na janela faz o tempo passar devagarinho, lembrando dos tempos de criança, correndo na rua e brincando na chuva.
Observar a chuva pela janela faz bem para a alma. Um momento de introspecção, de memórias felizes, de um tempo em que a vida parecia mais simples.
A chuva caindo lá fora é um lembrete constante de que, mesmo nos dias mais cinzentos, existe beleza e serenidade a serem encontradas.
E assim, a chuva pela janela se torna um espetáculo silencioso, mas profundamente reconfortante.
VIDA PROJETADA
Se alguém num dia comum...
Havendo chuva ou sol,
Se este alguém diz que o dia e' conflituoso e se põe a murmurar...
Este alguém passa a contestar o criador do universo e este
Conflito não esta' no mundo senão no próprio
Pensar...
Passa por entre este e o pensar duas vidas que em versos posso
Afirmar...
Uma vida e' a vida que se vive, esta beija a realidade;
A vida real que podemos medi-la e retrata-la.
A outra vida e' a do pensar; a projetada no pensamento.
A esta ultima a projeção contorna o idealismo, com o qual o pensamento
Passa a lidar.
Com todas as forças do ser tentamos viver o ideal, não somente vivermos
Com o respirar.
Entre a vida real que podemos tocar e a outra do pensar reside a distancia
Da incerteza que por ela a tornar.
Numa hora somos galinha e conhecemos bem o quintal a ciscar...; e nosso
Mundo e' grande como um quintal.
Noutra hora somos águia e o mundo e' nosso quintal, assim como o galinha
A águia precisa conhecer seu espaço.
Vivermos contidos num espaço "ideal" ou viver o ideal num espaço, não contidos.
Se somos galinhas estamos a esperar diariamente pelo criador...
Se a morte muda seu cardápio e' certeira a sorte.
Esperar, esperar... num quintal ate' seu final, mas,
Se somos águias já estamos nas alturas com o criador e a sorte e' levada
em conta.
Que os anjos sejam piedosos! Que os anjos sejam vegetarianos!
O Descanso do Mar
O mar
descansava no cinza;
gotas de chuva tocavam a sua essência.
Aos poucos, ondas cresciam
num impulso de desfazer a monotonia
acinzentada.
Ó mar!
Ó mar!
Ó mar!
Quando o olho,
megulho no meu próprio
mistério.
(Suzete Brainer)
Há dias em que a chuva se derrama sobre nós,
e outros em que o sol nos acaricia com sua luz.
No entanto, costumo afirmar que,
sendo nós meras partículas das estrelas, mesmo
em uma noite coberta de nuvens, a luz das estrelas
nunca se extingue. Assim também
somos nós, cintilantes estrelas na vastidão
do universo.
Cada um de nós possui uma dualidade de sombra
e luz, e quando nos confrontamos com a escuridão
da vida, é em nossa essência estelar que
encontramos a capacidade de iluminar o caminho
que estamos desbravando.
"Chuva, por gentileza,
sequem minhas lágrimas silenciosas e escondidas,
e leve com você a razão que as faz escorrer,
enquanto procuro por paz e uma felicidade verdadeira.
O choro reprimido é doloroso.
Cada um, derrama lágrimas únicas.
É complicado escapar desse fardo."
A chuva é muito folgada,
Nem me avisou que ia chegar.
Lavou o telhado e as paredes do muro,
E deixou o chão pra mim limpar,
Forrado de folhas secas e entulhos!
*
"Será que o SOL 🌞
está em servidão
rendido pela Chuva⁉️"
🤔💭
*
🌧️Afinal chove desde novembro
de 2021...☔🌨️💧
🌞👈...Ou será que o SOL perdeu
os direitos autorais de aparecer
diariamente pra aquecer
essa pobre HUMANIDADE
lhe dando assim mais IMUNIDADE ⁉️
🤗💭
***
✨"Enquanto ela lia
as tuas doces mensagens, salpicadas de poesia,
e ouvia os pingos da chuva na sua vidraça,
e guardava uma esperança,
que um dia pudesse ver
de perto o teu sorriso,
que deve ser um cenário do 'paraiso!..."
***
✨
Há dias e dias...
Alguns de tristeza, outros de alegria; dias de sol e de chuva; alguns de risos, outros de lágrimas; alguns de presença, outros de ausência...
Em todos eles, sempre uma lembrança do que fomos e vivemos.💔
Marcílio Dias de Araújo(in memoriam)
28/06/2024
Água Encantada...
Cai uma chuva miúda
Água encantada em mil pingos
Parecem lágrimas tais como minhas mais profundas agonias
Eterna é esta neblina provocada
nas noites de
Viajante das arruinadas alvoradas
Navegadora de canoas de papel
Uma aura de fresca brisa veio do mar rumo
Ao meu coração... Bússola dos meus mais profundos
Sentires
Sequei a água dos olhos que rolavam nas faces
E vi minhas dores serem engolidas por um furioso rio...
Cheiros...
de roupa queimada que se secou ao sol,
da pele após banho quente tomado,
da chuva num dia quente de verão,
do café que acaba de ser passado.
Está caindo neste momento uma pesada chuva
E as gotas grandes me incomodam com o barulho
No pobre telhado de zinco: Plan,plan,plan e plan!
Mais uma noite livre dos sujeitos
E predicados que perambulam pelas ruas?
Pelo que eu saiba,chuva forte nunca impediu alguém de roubar.
Também nunca impediu alguém de passar a solidão e tristeza
Sem ter para onde ir,sem ter o que comer.
Penso na maldade imensa do ser humano.
Se é isso que somos ainda: Seres humanos!
Uma simples pintura
Na tela solidão
Em tempos de chuva,figura
Destilando ilusão!
Respingos de saudades
Que caem nos corações saudosos
Traduzindo nas cidades
O badalar dos trens vagarosos
Eternamente vagando perdido
Corretamente por ter amado
Tendo feito o supremo pedido
De não lembrar do passado
Que essa eterna tela
Chovendo no coração
Traga a ti o segredo daquela
Caserna da solidão!
Quando o céu te ameaçar
Com nuvens pesadas de chuvas a cair
Lembre-se de que a chuva vai acabar
O sol vai ressurgir.•.
Depois da tempestade
Anunciam-se tempos de bonança
Vivendo em felicidade
Onde está a minha esperança
São novos tempos chegados
A humanidade vai perceber
Os corações serão restaurados
Quando o segredo aparecer
O segredo liberta da ilusão
Traz coragem, fé e união
Em cada pessoa e coração•.
A sagrada transformação
Preste atenção sem medo
Viva em paz e harmonia
O tempo de revelar esse segredo
Trazendo amor e alegria!
No temporal, na chuva fria
Procuro dentro da quente água
Libertar poderosa alegria
Acorrentando antiga mágoa.
O plano de Deus é perfeito
Dentro da Santa Doutrina
Fazendo o que é direito
Agradando o Mestre que ensina
Ele ensina direitinho
Mas ninguém dá valor
Para seguir nesse caminho
É preciso ter amor
É seguir tudo diferente
Livrando-se da dor
Para lá bem na frente
Seguir a Jesus,Nosso Senhor!
Dia de chuva
Para refrescar as manhas ensolaradas eu me lembro,
Final da primavera, época de flores e perfume.
Nada nelhor que a chuva fina de Dezembro,
Acompanho com um café, como de costume.
