Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos

Oportunidades.

⁠Aquela poça dágua
Que ficou depois da chuva
Num final de tarde
Ainda arde na tua lembrança
A vontade de criança
Ter pulado nela
e lançado a lama pra todo lado
Aquela voz na tua janela
Um amigo com a bola debaixo do braço
Te chamando pra brincar
Nenhum de nós jamais saberá dizer
Porque foi que você não foi
Ou então, a goiaba amarela
Aquela no galho mais alto
Hoje a gente sabe
Que de fato, lá ela ficou
O tempo não tem atalho
Aquele par de ouvidos
As palavras podiam ser ditas
Até hoje você se lembra
Mas não acredita
Deixa estar!
A própria vida
Tanta gente sonhou
Tanto sonho se quedou pelo caminho
O pássaro no galho
No galho do ninho
O papel estava lá
O lápis também
O mais lindo poema em mente
E assim chegamos no presente
Que aflição que te dá, que te dói!
A página mais bonita
Dá a impressão
Que ela podia ser escrita
Mas não foi
Só a lama da poça
Nossa!
Essa, ficou conhecida
Como um gesto repetido
Mas aquela, do começo da vida
Secou, como todo o resto
Ficou tudo lá.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Estradas de Pedra.

Enquanto a chuva cai
A noite passa e vai pela janela
Pra perto da estrela distante
Na mesma velocidade
Pensamento, instante, vagam
Pedra lisa, estradas sem destino
Que se aprumam
Indiferentes, se acostumam
Vai durar uns meros séculos somente
Durante as tempestades
Quais relâmpagos colidem
Que se agridem pelos ares
Olhares idem pela escuridão que espero
Pra depois, durante as calmarias
Vir buscar-me em sonhos
Pois, durante a madrugada
Não serão jamais pisadas
Vão nascer de novo, sempre vão
No primeiro desvão, por onde invade o sol
Da primeira manhã de alguma infância
Há de ser nova
A primeira manhã de todas as manhãs
Traz consigo o gosto verdadeiro
Do primeiro sol que arde n'alma nascitura
Pensamento, instante, invade
Vai durar uns poucos séculos somente
Indiferente às estradas de pedra
Que foram feitas só pra ser pisadas.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Belas horas.

Água de chuva
Parede, pintura nova
Uma ida à janela
Um olhar à rua
As mágoas da vida
Quão belas
eram aquelas manhãs de outros dias
O mundo existia
Aqui, dentro da gente
A julgar pelo olhar a rua
Nada ficou diferente
Por mais que a beleza iluda
Nada ilude eternamente
O que muda é uma coisa que existe
O badalar mais triste
de um ponteiro que acelera
Belas eram aquelas
Horas que passavam todas inteiras
iguais
A parede, a pintura
Alguma coisa pura que existia
e que era mais
Traduzia aquilo que a visão
da água da chuva que caia
Enquanto passava o avião
Um gosto, um sorriso
O linho da mesa posta
A comida do almoço
A vida
Belas eram aquelas
Risadas que compartilhamos
Das horas que não passam mais
Sem que haja um badalar que insiste
em dizer alguma coisa que eu não compreendo
Sim, isso acontece
A chuva às vezes cai ainda
e continua linda
Mas me traz uma mensagem diferente
Quando ela desce
E as imagens que vão surgindo
Não são mais tão belas
Não quanto foram aquelas
Uma ida à janela, outro olhar à rua
E cerrar as cortinas
Outro dia termina pra mim.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Assim como há nuvens
que se dissipam sem chuva
pensamentos ou boas ideias
que esquecemos antes que termine o dia
boas intenções que nunca
se transformaram em ações
pés descalços, mãos sem luva
frutas que caíram sem ser colhidas
boas canções não cantadas
poesias nunca lidas
vozes cansadas
que guardaram palavras não ditas
também há vidas que passaram
e que não foram vividas

Inserida por edsonricardopaiva

Quando chove a chuva traz
lembranças do bem
que você sempre me faz
pode parecer que não
mas se você olhar para trás
talvez veja uma luz
que se esconde
quando você olha
Sempre que a chuva me molha
Eu posso chorar sem medo
Não vão nunca descobrir
deste afeto, que guardo em segredo
Este amor, mesmo sendo tão grande
e mesmo sem ter aonde
esconder
eu escondo aqui no peito
e vou te amando do meu jeito
não é do jeito que eu
sempre quis
mesmo assim fico feliz
em poder te enviar
essa luz
Que se esconde
Quando você olha
Talvez seja a nossa sina
Pois sempre
que a chuva me molha
Meu amor em forma de luz
te procura e te ilumina

Inserida por edsonricardopaiva

Quando a gente era criança
e a mãe deixava sair
Depois da chuva
a gente podia então
dividir a rua
e fazer guerra de barro
Eu puxava o galho baixinho
E chovia de novo em você
Que escrevia meu nome
com folhas
O vento carregou meu nome
o tempo passa e tudo some
Fica a saudade
Que a chuva carrega
pra terra da recordação
Em vez de barro
Hoje a chuva
Faz tristeza
Hoje a Mãe deixou sair
Mas eu queria
ficar no quarto
e tentar ficar contente
ao lembrar
Que um dia
Eu podia puxar a folha
E então via chover
Novamente
Sobre você
Que ria.

Inserida por edsonricardopaiva

Quando a gente era criança
e a mãe deixava sair
Depois da chuva
a gente podia então
dividir a rua
e fazer guerra de barro
Eu puxava o galho baixinho
E chovia de novo em você
Que escrevia meu nome
com folhas
Faz tempo que o vento
carregou meu nome
O tempo passa, tudo some
Vão-se com as escolhas
Fica a saudade
Que a chuva carrega
pra terra da recordação
Em vez de barro
Hoje a chuva
Faz tristeza
Hoje a Mãe deixou sair
Mas eu queria
ficar no quarto
e tentar ficar contente
ao lembrar que um dia
Eu podia puxar a folha
E então via chover
Novamente
Sobre você
Que ria.

Inserida por edsonricardopaiva

Tomei cada pingo de chuva
Numa tarde de domingo
À noite teve Lua nova
Mas ainda me era possível
Enxergar a Luz do dia
Quando o Céu se abriu no estio
Som de gaitas e violinos
Ecoava na rua deserta
Soava perto de mim
E mesmo assim
Eu não via quem tocava
A canção
Mais bela que eu já ouvira
Naquela noite de Lua nova
À beira daquela cova
Que eu não sabia de quem era
Fui ouvir de um Anjo ali perto
E ele falou:
"Abandona esta paisagem
Completaste integralmente
tua missão aqui neste Mundo
agora respira fundo
há bastantes gentes te esperando
Após a viagem desta noite
Pra este mundo agora estás morto
Acabou-se a triste miragem
Nos aguardam lá no Céu
Esta música é em tua homenagem."

Inserida por edsonricardopaiva

A grama da colina
Amanheceu toda molhada
Devido à chuva fina
Que caiu de madrugada
e de repente me lembrei
de outras tantas manhãs
Que jamais haverão de retornar
Num tempo em que eu não sabia
O que sentia ou quê sentir
Agora o dia amanheceu
Sem borboletas nem café
Sem sorriso de mãe
nem nada a tocar no rádio
Amanheceu um dia assim
Que me fez lembrar do começo
de algo que eu nem sabia o que era
Sabia que sempre amanhecia
Mas não achava que
Com o passar das primaveras
Aquilo que eu nem sabia o que era
haveria de tanto mudar
E mesmo assim o amanhecer
Ainda traz grama molhada
mas agora eu sei
Os janeiros, os verões, e os amanheceres
Me ensinaram quem eram
E o quê eu devia sentir
A cada vez que visse
Findar mais uma madrugada
E de tanto aprender
Hoje
Não sinto absolutamente
Nada.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Em dias de guerra seria escudo para te proteger dos estilhaços.
Em dias de chuva o teto da tua humilde choupana
Nos dias frios as vestias que te aquece o corpo e nos dias quentes seria a brisa, as águas e os ventos para o teu corpo acariciar.

Inserida por emerson_morais

A chuva é o oceano nos visitando em gotas.
Quão livre! As ondas se levantam mas não podem ultrapassar. Então o cosmos o libera a subir.
Lagos, rios, cachoeiras, cada qual às suas maneiras. Descem cuidadosamente, molham, refrescam e cantam. E os trovões lá do alto comemoram: É NÓS.

Inserida por LeoniceSantos

⁠Tempo de chuva
Aqui o tempo está de chuva...
Não tem estrelas...
Não tem ninguém na rua...
Aqui o tempo está de chuva...
Não tenho o que fazer...
Então só o que eu faço é pensar em você...
Aqui... Amanhã... Hoje...
O tempo sempre estará de chuva.

Inserida por Ruptura

Uma nuvem nova do teu céu
Pra provar dessa chuva
Pra viver sem despedida
Sem tempo de mais nada.

Faça-me nervos de aço
Dê-me tua carne e ossos
Junte os meus destroços
Faça de mim um amor.

Inserida por amaurivalim

Será que essa saudade é apenas um eco de passos que nunca voltam,
ou o sussurro da chuva fina que insiste em traduzir silêncios?
Talvez seja o calendário conspirando,
com seus números que se dissolvem como areia entre os dedos.
Ou quem sabe não seja nada — apenas o coração inventando labirintos,
onde cada esquina guarda uma ausência sem nome…

Inserida por BEds

⁠Chuva
Chuva que alaga minha casa, meu olhos e aumenta meus devaneios de solidão.
Por mais nociva que pode ser para mim, sinto como se fosse o universo debulhando em lágrimas comigo.

Inserida por IsadoraPatrocinio

⁠MEDO DA CHUVA
Não, eu não perdi
Medo que não tenho
Amigo do raio
Sempre resisti
E com muito empenho
Fecho a porta e saio!

Inserida por alfredo_bochi_brum

"Cai uma gota e depois outra...
É a primeira chuva sobre as primeiras rosas...
As rosas se arrepiam,tremem entristecidas...
Mas suas cores logo se avivam e seu perfume torna-se mais delicioso...
Minha amada, assim são as tuas primeiras lágrimas sobre o nosso amor."💕💖💕

Inserida por KadudaFreitas

Chuva de Domingo na Antena


O mundo era em tom pastel
e a tarde durava um mês.
Eu desenhava aviões no caderno
enquanto o ventilador cortava o verão.


Lembro do barulho do clique
ao devolver o fone ao orelhão.
A espera por um sinal de vida
que vinha através de um fio.


Agora o silêncio é diferente.
É um zumbido de tela vazia,
um feed que rolo sem destino,
procurando o cheiro de terra molhada
que anunciava a tempestade.

Inserida por marr_d3ar_tr4sh_k1tty

⁠Enquanto chove lá fora,
choro aqui dentro,
a chuva, às vezes, acorda
intempestivos pensamentos,
entretanto, também fortalece,
não vai embora
sem que sequem as minhas lágrimas,
adujando a terra fértil
minha alma se acalma
com um esperado refrigério.

Inserida por jefferson_freitas_1

Encontro um pouco de paz
na chuva,
no nevoeiro que esconde
brevemente os problemas,
na luz que se refaz
durante uma madrugada
acolhedora e serena,
nos raios de sol
que avivam e aquecem
como um gesto de amor
e na neve que se destaca,
mas com o tempo derrete,
sua frieza é temporária
mostrando com simplicidade
que a tristeza é efêmera
e persistente a felicidade.

Inserida por jefferson_freitas_1