Poemas de Casa
Construa a tua casa, janelas da alma abertas e portas;
Areje todos os cômodos do coração,
permita o sol e do amor as chuvas.
Plante árvores de esperança; ninhos e sombras.
Não deixe que ninguém escolha a cor das tuas paredes,
nem as flores que plantarão em teus canteiros...
O melhor estado dos corpos, é a agitação,
a asa se faz casa, se deita na inspiração;
assim como o pensamento exercita o voar.
EM CONSTRUÇÃO
"O universo é um terreno
O mundo é a casa
Os quartos se dividem como as paredes das desigualdades"
18/01/2024
Saudade tema da época
Mas que época é essa?
Época de colocar a casa em ordem
Época de lidar com a distância
Época de rever tudo e toda importância
Sentir a necessidade dos queridos,
Parentes, amigos, e dos livros já lidos
Época de se saber ser só
De tirar todo o pó
Época de purificar sem dó
De tirar as amarras e desatar todo e qualquer nó
Época de não só pensar e falar
Mas sim época de muito amar...
Amar o amanhã
Amar todo dia de manhã
Se ver e agradecer
Se abraçar e naquele abraço permanecer
Saudade daquilo que não eu ligava ,
Saudade daquele que eu não me importava
Saudade daquele que eu amava
Saudade até do cidadão que me importunava
Saudade de ser como uma criança
Pura e cheia de esperança
Tempo de pensar e cuidar dos seus
Saudade até daquele que já me esqueceu
Esquecer que talvez seja ateu
Pedir e agradecer a Deus
Por toda benção que recebeu
E da fé que em você renasceu
A pior saudade é aquela do ser presente
Daquele que não se foi, mas é todo ausente
Daquele que da sua vida fez parte
Mais hoje é só saudade, antiga e tarde
Saudade do tempo passado
Da vida vivida, do jogo jogado
Saudade do momento
Que foi bom e sem arrependimento
Do que já foi, sem flor
Agora saudade. Enfim um pouco mais de dor
Ah... essa saudade que dói
Quase mata corrói!
Hoje é mais um dia especial aqui em casa
Na minha vida
Na minha alma
Hoje meu bebê completa
17 anos...
Já tem bigode
A voz engrossou
Já tem namorada?
Ainda não sei
Com toda esta “modernidade” de ficar
Para os outros já é um rapaz
Responsável
Trabalhador
Honesto
Quase “homem”
Coisa essa minha
Melhor de todas as mães
Meu bebê já tem 17 anos
Meu orgulho
Meu primogênito
Minha vida
Só tenho a agradecer!
Obrigada, DEUS!
CIGARROS QUE NÃO FUMO
Antes de sair de casa eu disse e redisse:
Até logo, eu volto já
Ao meu lar,
Vou só ali ao quiosque comprar
Cigarros,
Escarros,
De grumo
Que não fumo.
E fui ao quiosque da esquina
Do meu esquinal
E, não me levem a mal:
Foi aí que encontrei
E desejei
Uma mulher pequenina
A vaguear no seu andar sem rumo,
Junto ao quiosque do meu fumo,
Que ficava naquela esquina.
Intestina
Da minha esfumada sina
Que já foi de nicotina,
Mas ao conhecer a pequenina
Deixei tão amarga amarra
O fumo, ao som de uma guitarra.
Farra,
Louca por amar
E nunca,
Nunca
Mais voltei ao meu lar...
(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 05-08-2022)
OUTONO SEM CASA
Toda a vida eu sonhei
Construir uma casinha
Como só eu sei,
Numa bela arvorezinha
E fazer dela o meu trono
No agora vindo outono.
Que ilusão esta a minha,
Ó sonho louco e fugaz!
Nem árvore nem arvorezinha
Ou casa ou minha casinha,
Utopias que a vida traz.
Na montanha, tudo ardeu,
Tudo queimou e até eu
Como pássaro que fica sem asa,
Como cão que fica sem dono,
Ficarei sem aquela casa
Que quis construir neste outono.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 24-09-2023)
O VENTO A ÁRVORE E A CASA
Tarde de sábado.
A depressão do tempo castigava.
Agora, chamam depressão
Ao tempo mau que faz.
Porque não!?...
Mas o vento é sempre rapaz
E as árvores também femininas
Quanto velhas mais meninas.
Com a diferença que o vento
Tem agora mais lamento
E as árvores amém,
Nestas tardes sem ninguém.
O vento soprava,
A árvore balançava
Sobre a humilde casa.
Era aí que ele habitava,
Um homem pobre,
De rosto nobre.
Invocou os deuses dos ventos
E dos contratempos
A ver se a borrasca amainava.
Qual quê!?...
O vento insistiu,
A árvore caiu
E a casa humilde ruiu.
E ele deixou de acreditar
Nos deuses dos ventos
E contratempos.
Abriu os braços e pôs-se a voar.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 29-10-2023)
Sai de casa
em busca da felicidade
depois de rodar o mundo descobri quedeveria voltar
para reencontrá-la
Poemas Caseiros
Escrevo poemas em casa
Durante o Tempo vago
Os preparo com muito amor
Como se prepara uma refeição
Os poemas saem do forno
E os sirvo com carinho
Tentando agradar a todos
Com uma variedade de sabores
Sabor de Paixão, amor e alegria
Também tem de saudade, tristeza ou melancolia
De algum deles você irá gostar
Pois terá o sabor que você necessitar.
Festa antes da hora!
Já pensou? O filho pródigo não arrependido, voltando para a casa do pai, sem cair em si, pensando em apresentar desculpas e fazendo racionalizações como fizeram Adão e Saul, diferente do que fez Pedro e Davi. O pai esperando na estrada por um filho realmente arrependido, mas algum fazendeiro da vizinhança, com dó mas sem discernimento, recebe o rapaz, aceita sua esperteza a moda Jacó antes do encontro no Jaboque, faz uma festa calorosa de boas vindas, mata um bezerro cevado, da ao pródigo uma aliança. Pensou bem? Estragou-se o rapaz, gerou-se um malandro ainda pior, e se perdeu a oportunidade de se fazer a festa tão esperada e de verdade aqui na Terra, mas sobretudo lá no céu, pois a Bíblia afirma que os anjos fazem festa quando um pecador se arrepende de verdade. Infelizmente existe a preocupação de se fazer a festa que o pai ainda não determinou para o seu filho realmente arrependido. Já vi isto acontecer em muitos lugares por onde passei. Tenhamos cuidado de não querermos libertar a lagarta do casulo, pois ao invés de ajuda-la teremos realmente promovido a mutilação do que a faria voar! Pensou?
Eu nunca pude chorar na casa dos meus pais
Sempre que eu não me aguentava mais
Me escondia para chorar
Hoje ?
Continuo não podendo chorar
Porque é me fazer de vítima
Ou para ver se o outro se comove
Eu nunca fui livre
Vozes perseverantes
És deficiente, claro amigo!
Sim, uma casa bem construída,
Mas não se faz um abrigo,
Não sentes o amor desmedido...
Verdade! Meus olhos não veem.
Confesso, sonhei enxergar,
Vejo com o coração, não minto!
Enxergas, mas teu afago não sinto!
Não tenho pernas fortes!
Cadeira, rodas... Sina minha.
Você comigo não caminha
Mas sou asa mesmo sozinha!
Dizem que é lindo o cantar.
Gonzaguinha, Keréto, o sabiá...
Mesmo sem ouvir, voam cantos.
Muitos me ignoram, são tantos!
Sei que a fala sempre me faltou,
Nunca a encontrei na língua.
Deixas-me no silêncio profundo
Mas meus gestos reviram o mundo!
Estou na estrada e sou como você,
Nado, brinco, faço o acontecer...
Do cume ao fundo profundo do ser
Surfo, paraquedas... Menos temer
Tentei falar com você, mas não sei por que você não quis me atender... Eu te procurei na sua casa, na rua e até mesmo na escola. Nenhum sinal de vida, nada. Será que foi embora pra outra galáxia? - Não. Estava acompanhado(a) em outra praça, de mãos dadas e novamente amando numa boa...
E eu aqui... Morrendo de saudades suas...
O Ébrio
De sacada, na varanda de minha casa na socada sacada. Antes do chá da meia noite, tem mulher meia virgem e Homem meio honesto, outro bêbado meio sóbrio com o copo meio cheio ou vazio. Faz tudo pela metade, quando não para no meio da foda se é mulher meia foda que se encontra no meio da rua e leva no meio da cama sem saber o que cada um tem no meio das pernas, senão é o joelho.
Olhar da Menina, Casa 07
Raios
De sol
No olhar
Meiguice
De pureza
Sem pudor
Generosa
Vênus
Lira
Que
Aos fortes
Adormece
No que
Parece
Morrer
Enternece
Raios
No olhar
De sol
Doçura
De brilho
De luar
Que tudo
Por tudo
E atudo
Meu fim
O Assassinato do Casarão Baeta Neves
Gasta
Significativa
Verba
Na preservação
Do casarão
E nenhuma
Providência
Efetiva
Na sua
Proteção
Obs: A Morte do casarão, ocorreu nesta manhã deste 13 de janeiro de 2022.
A Casa das Mil Janelas
Passarei lúcido e frio
Num ponto qualquer da treva
Na praia de ondas brancas
Abrem-se as ondas cativas
No oco raio estelar
Vão e vêm,
Chegar-me o apelo vazio
Afloram perspectivas
Chega impressentida
Nunca inesperada
Que matam a morte
Por medo da vida
A tarde morre bem tarde
Que tarde que a tarde cai
Tão boa de querer bem
