Poemas de Ausência
Ausência
O que é ausente aos olhos, também se ausenta no coração?
Quem não é visto, não é lembrado?
Pergunte isso a uma criança e verá a simplicidade em sua resposta. A falta de algo ou alguém que nos faz sorrir apenas por existir.
Por vezes a ausência nos faz ter lembranças com rancor, ou até com tristeza, angústia ou dor...
Ahhhh mas para uma criança é muito fácil de resolver, tão simples que no olhar mais puro e entre sorrisos ela volta a pergunta: Porque não se faz presente você?
Manter-se vivo numa música, uma mensagem, uma foto, uma bobagem, uma conversa, um abraço, um perfume, um sorriso, uma comida preferida, uma dança, um penteado, uma mania, uma fruta, um lugar, um olhar....
E se contudo a ausência prevalecer, não se deixe abater, dê sempre o seu melhor, pois aquele que nunca se ausenta te ama sem você entender!
Nunca subestime quem já venceu a tristeza, enfrentou a ausência, superou a desilusão, o egoísmo e suportou a dor.
A verdadeira força não está em ser forte, mas em ter fé.
É a fé que nos sustenta mesmo nos momentos mais difíceis.
Coloque Deus à frente antes de dar o primeiro passo!
A dor da ausência aperta o coração,
A falta de alguém que já se foi,
Deixa um vazio na alma e a solidão,
E a saudade invade, sem piedade, o que restou.
O fogo arde e consome a paisagem,
A fumaça sufoca e embrenha o ar,
E o cansaço é grande, sem paragem,
De tanto lutar para tentar controlar.
Mas ainda assim, a força segue presente,
E a vontade de seguir em frente,
É maior do que o desespero latente,
E o amor que ficou no coração, apesar da dor da ausência.
A falta pode ser amenizada,
Com as lembranças que ainda existem,
E a saudade pode ser transformada,
Em um amor que nunca desiste.
O fogo pode ser contido,
E a fumaça se dissipar no ar,
E mesmo com todo cansaço sentido,
Ainda há força para recomeçar.
E assim, aos poucos, a vida segue,
Entre a dor da ausência e a saudade,
E o fogo e a fumaça que se vê,
Não apagam a esperança, nem a vontade.
Há certas pessoas que jamais entenderão a importância de uma escola e ou do professor. Tal ausência de conhecimento tem criado uma legião de imbecis e asnáticos.
In, declínio
Ser uma pessoa corajosa, não significa não ter medo. Coragem não é ausência de medo, mas a persistência sobre o medo.
O medo nada mais é que sua mente te avisando sobre um perigo iminente.
Coragem não é ausência de medo.
O medo é movimento. A coragem é o enfrentamento do medo, com segurança e reflexão. Não há mérito nessa escolha, apenas se isto te fará bem no momento. A coragem também é aceitar seus medos e momentos.
Acreditar na coragem e no medo nos torna mais humanos, todos têm medo, todos têm coragem e é no autoconhecimento que construímos e desconstruímos este ciclo.
Conheça seu terreno, o impulso não é coragem. O impulso é o ato sem pensar nos seus medos. Respeite-os, enfrente-os e assim caminhe.
Espero que algum dia você
possa perdoar minha ausência.
Eu estava muito ocupada
sendo uma pessoa pequena.
Fogo Queimando em Silêncio
Às vezes paro…
e falo comigo mesma,
como se sua ausência
fosse só mais uma presença quieta
ecoando no meu peito.
Hoje conversei contigo sem você saber,
num teatro de palavras
onde eu era você
e você… também era você,
mas calado, como sempre.
Falamos do seu desinteresse,
esse fantasma que você veste pra disfarçar
o desejo que brilha nos seus olhos
toda vez que me olha.
Nos despedimos em silêncio,
em uma conversa profunda
onde ninguém confessou,
mas ambos sabíamos:
é amor camuflado de orgulho.
Te dizer que tudo bem você se afastar por outra?
Não é.
Dói.
E mesmo assim eu deixo.
Porque escolher não te ter
é o jeito mais estranho e mais sincero
de te querer inteiro.
E aqui sigo…
com esse fogo que arde calado,
com essa chama que só aumenta
quando você não está.
O frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor, assim também é com a escuridão.
A escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
E finalmente onde queria chegar:
O mal existe?
O mal não existe, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz.
Em tua ausência, permita-me olhar para estrelas e te imaginar, e entre todas elas escolher a mais reluzente e com o teu nome eu vim a ela batizar.
Em tua ausência, permita-me todas as noites enquanto arde meu coração por tão grande saudade, cantar para essa estrela pensando em você. Permita-me usar de uma voz suave, na mera tentativa dessa estrela fazer adormecer.
Em tua ausência, permita-me fechar meus olhos e em um pensamento flutuar e tocar o céu com um beijo meu, e dizer ao ouvido dessa estrela boa noite, vim aqui pra dizer que amo você.
Permita-me meu amor, porque na verdade a única estrela a iluminar-me é você.
"O amor não é "ausencia", mas presença.
Amor não é apenas dizer "eu te amo", mas é demonstrar o quanto é importante esse sentimento.
O amor não é para esperar ", mas para se unirem em todos os sentidos.
O Brilho das memorias que revelam a sombra da sua ausência.
Posso olhar as estrelas e ouvir
A noite escura e vazia
Me falando e me fazendo lembrar
Das lembranças que um
brilharam em minha cabeça,
Nada de corres, apenas o cinza das velhas vontades
Te apago e me apego a sua ausência
Como se acendesse a chama saudade, e me aqueço somente na vontade dos teus abraços
Queimando no vazio da escuridão
Consigo enxergar o meu caminho
Eu vejo o brilho de cada estrela
Mas nenhuma tem aquele
Que um dia existiu em você,
tento me aproximar como fazia no brilho do teu olhar
Mas elas estão longe demais
Assim como tu estas
Hoje nada mudou
Quanto mais tento me aproximar
Nesse brilho só consigo me cegar.
Gosto da minha quietude
Numa ausência de pensamentos
Tendo a consciência apenas o silêncio
Unicamente para apanhar doçuras
Recolher-se...
...é receber respostas!
Sou quase feliz
No abandono da existência...
Que me habita!
Que me cerca!
E me encurrala.
Vou te dar um tempo !
um tempo com a minha ausência
assim, quem sabe, descubra que
a minha presença te faz falta !
Não é a ausência
É a presença
Não é a indiferença
É a convivência
Não é a desistência
É a assistência
Não é a malevolência
É a benevolência
Não é a aparência
É a essência ...
É disso que o mundo precisa
Fazer da existência ...
Abrangência !
Saudade é privilégio
Daquele que sabe amar
Transforma ausência em presença
E não cansa de esperar
Mas as vezes o coração aperta
Quando ela é grande demais
E o peito da gente chora
A falta que o outro faz.
O silêncio não é ausência de som, é presença de sentido.
Nele, a alma se escuta.
As respostas não chegam de fora, mas de dentro.
Quanto mais barulho, menos clareza.
A sabedoria não grita, sussurra.
E só quem se aquieta a ouve.
Amor que virou luz
(Eliza Yaman)
Não és mais corpo, és brisa que me toca,
não és ausência, és fé que me conduz.
Teu nome agora é chama que não foca,
mas me ilumina em sombras e me traduz.
Foste além do tempo e da matéria,
transfigurado em verbo e devoção.
És oração que em mim se faz etérea,
és meu altar, meu céu, minha canção.
E se não voltas, é porque já ficaste,
no que escrevo, no que respiro e sou.
Teu amor é presença que me haste,
E me levanta onde a dor não alcançou.
Amor que não morreu
Diziam: “Vai passar, é só ausência.”
Mas o que sinto não conhece fim.
É como se a tua essência e a minha
tivessem fundido o próprio porvir.
Não há morte para o que não nasceu,
nem esquecimento para o que arde.
Teu amor é cadáver que viveu,
e em mim repousa — lúgubre, mas tarde.
