Poemas de Adolescência
Eu Sofria Tanto Querendo Namorar os Errados na Minha Adolescência...e Hoje Eu Sou Tão Grata a Deus Por Ele Não Ter Permitido.
Existem duas fases visionárias na vida humana. Uma é a fase da adolescência, quando o homem pensa que já sabe tudo e pode tudo, mas não sabe e não pode nada. A outra é a entrada da velhice, ou adolescência da velhice, quando o homem pensa que ainda sabe e ainda pode, mas na verdade, não mais pode e não mais sabe.(Walter Sasso)
A adolescência estacionava o olhar entre as varandas da rede onde o mundo tomava dimensões que o tecido bordava, a quietude das coisas embalava uma canção de ninar naquela insanidade de brisa e grilos e os ruídos que a natureza produz; sonhava um mundo sob os cachos dos cabelos e o milagre das coisas boas viria na voz grave da mãe, que cantava uma oração misturada ao cheiro de café matinal. A aranha tecia sua teia para as noites longas a catar aliens e objetos não identificados que se prendiam a seus fios pegajosos; entre as frestas das telhas entrava um facho de luz que não doía nada, mas diziam mísseis apontados pra Washington e Moscow. Os meus cachos protegiam a testa, o medo que pudesse transparecer da guerra fria se perdia no meu jovem entendimento e na minha gentil ignorância; o meu olhar atravessava o tecido da rede, a aranha atravessava a noite, os misseis atravessavam os pesadelos tornando real a profecia do apocalipse; Londres, Nova Iorque e Paris vaporizavam os gases de ogivas letais; "não concluir meu último poema" era um grande arrependimento; Priscila jogando peteca na calçada era uma grande preocupação; não morreremos de infarto era uma constatação. Esta ansiedade estressante ditava o ritmo do cotidiano, mas tia Matilde, a professora de história ainda mencionava tratado de Tordesilhas, a colônia, o trabalho escravo e tudo o que nos fora usurpado pela coroa portuguesa. No final da tarde Priscila cantarolava Jerry Adriani, os pescadores bebericavam, entre uma, e outra história fantástica de pescarias inimagináveis; a aranha devorava suas presas, os armadores rangiam os meus medos embalados na rede, protegidos pelas varandas e as fantasias da minha adolescência
É melhor ser castigado na infância e adolescência como filho. Do que ser punido na juventude como bandido...(Patife)
Quando a gente é criança nosso caminhar é leve e inocente pra chegar à adolescência, e quando chegamos lá começamos a acelerar os passos e quando chegamos à idade adulta começamos a desacelerar e nem notamos a velhice chegar e nossos passos ficam presos num tempo que ficou pra trás.
Na minha adolescência eu era um jovem sem personalidade própria. Então um amigo meu, ao observar a minha interação com os meus outros amigos, chamou-me no canto e relatou-me que eu deveria ter mais personalidade própria nas minhas ações.
Foi assim que nasceu o cidadão mais Kamorrista que existe na terra.
Adolescente n se cansa de fazer besteira entra numa vida de asneiras ,mas porque uma vida de asneiras n resolveria a situação,só mostraria o contrario do muito acredita ser vão o que é vão mesmo é viver um local onde ninguém te entende
Eu me lembro de ter 14 anos, de estar nesse corpo me sentindo sem controle sobre o que estava acontecendo.
Quando criança, o hipersensível constrói um mundo de fantasias porque percebe uma realidade que o fere e lhe provoca angústia e medo. Na adolescência, sente-se incompreendido e sozinho porque não encontra com quem compartilhar suas emoções. Na maturidade, ele também sofre nos relacionamentos amorosos: nunca está satisfeito com as demonstrações de afeto do outro, mostra-se inseguro, monopolizador, carente e ciumento.
Os seres humanos não amadurecem como os animais. Eles ficam adultos, mas alguns permanecem na infância ou adolescência. Amadurecer é uma opção.
O meu verdadeiro eu, o meu verdadeiro meu sempre esteve e estará muito acima de todas as possíveis e diferentes aparências que só existem para nos confundir e camuflar. Eu sei exatamente o que quero e sei bem onde está.
A transição de adolescente para adulto em mim, além da incompatibilidade, é árdua, é pesada, é intensa, é desmotivadora e ao mesmo tempo é esperançosa. São muitos opostos em constante atrito!
Voltei no tempo e me vi, novamente, a adolescente cheia de sonhos e projetos, determinada a seguir meus próprios passos, a chegar ao cume dos meus ideais. Nessa fase eu tinha tantas verdades absolutas, pensava que era quase indestrutível e que nunca permitiria que ninguém ditasse as regras da minha vida. Quanta ilusão, afinal a vida é feita de regras por mais que não queiramos enxergar!
Momentos em que todas as coisas ditas impossíveis, tornam-se promessas fáceis. Afinal, o que nós jovens não podemos viver?
Ah, os meus quinze anos!
Minha única preocupação era como os meninos iriam gostar de mim e de que maneira colocaria as minhas notas na média, se eu soubesse como a minha vida seria hoje, eu teria congelado os melhores momentos e ficado por lá.
Beijar é uma compensação para um bocado das porcarias que você tem que aguentar na escola e na adolescência em geral. Pode ser confuso, esquisito e desajeitado, mas às vezes simplesmente faz você derreter e esquecer tudo o mais que estiver acontecendo.
Sabe aquele momento da sua vida que você só consegue ver tudo do avesso como se fosse uma camiseta que você não consegue desdobrar? Então, só não abaixa a cabeça, porque nada fica do avesso para sempre.
“Há um determinado momento em que se tem de decidir... Deixar de tergiversações cotidianas... Esquecer dos subterfúgios como válvulas de escape... Flertar diuturnamente com a coragem... Engolfar-se aos solenes desafios da vida... Crescer realmente dói; mas continuar na perene infância, dói mais ainda.”
