Poemas da Terra
Eu estava dançando descalça com o vento entre terra firme e a água fria do rio São Francisco em pleno fim de tarde de uma sexta-feira, eu girava com aquele vestido azul, aquele que adorava, e a cada rodada que eu dava mais parecia ser a última, e a criança que habitava dentro de mim se pôs naquele momento liberta, agora se encontra correndo atrás daqueles sonhos perdidos, a felicidade estampada no rosto ecoa agora no peito num ritmo interminável de completude insana.
Posso sentar aqui e admirar a beleza ser engolida pela vasta escuridão da noite, mas antes de findar apenas me deixe ficar mais um pouco, não quero perder nenhum segundo o show de cores que vem por aí nesse céu gigante.
Posso deitar minha cabeça em suas pernas, enquanto me conta sobre seus sonhos, estou sentindo a brisa abraçar meus pés como uma mãe abraça um filho, apenas acompanhe comigo a viajem das nuvens pra chegada das pequenas estrelas, se quiser cantar sinta-se em casa, mas não vou prometer manter-me acordada, porque o que eu quero mesmo é me perder na infinidade desse sonho.
Um raio cortando o céu
Clareia a terra e balança
eparrey bela oya
Faz parte da sua dança
Em seguida a trovoada
Ecoando em toda terra
eparrey bela oya
Faz parte da sua guerra
E logo a chuva cai
Lavando meu coração
eparrey bela oya
É parte da sua canção
eparrey bela oya
eparrey bela oya
Só consegue compreender
Aquele que sabe amar
O arame farpado
fere o vento
e a ferida arde
O sangue dolorido
espalha-se
e morre
na terra
A vida treme
Geme o fim
Adeus, eterno!
A morte ainda
é para sempre.
Na estrada,
há sementes de silêncio,
germinando beleza em terra fértil
Ancoras e ventos
em forma de sentimentos,
A quietude nasceu,
em pensamentos de paz
Eu trago o caminho
na terra a nascer
do passo que é rito
cruento viver
num só movimento
a se prolongar
em sulcos deixando
suor a pingar
em rega diária
na germinação
do amor que eu te entrego
numa plantação.
Balançando desce
suave a semente
sobre o solo pousa
sua leveza
Sutil e natural
sob a terra
chuva o gera
Lunação imediata
Bons ventos
sacodem os galhos
- Vida verde-
"FILHO DO AMOR"
Eu não sou um imigrante, que nesta terra está chegando
Mas sou mais que um velho amigo que retorna
Sou um filho que por tempos, a distância separou
E sou um irmão que ao partir, muitas saudades deixou
Um dia houve a união de dois jovens
E foi aí que veio nascer uma semente
Que foi regada de amor e paz
Fazendo nascer de todas, uma bela flor
Que ao desabrochar se tornou neste adolescente
Que em suas veias carrega o sangue de seus Pais
E igual aos meus Pais, também sou FILHO DO AMOR
E graças ao amor vivo feliz
E com ele aprendi a sorrir e a chorar
Graças ao amor compreendi a razão de sofrer
Descobri o desejo de amar
E encontrei a razão de viver
Pois o amor é simbolo de esperança
Que nos torna melhor a cada dia
tornando mais viva cada lembrança
Tornando mais belos os momentos de alegria
Fazendo-me ser querido por qualquer coração
Mas prestem atenção no que digo
Que este que retorna, não é somente filho e irmão
É a sinceridade do amor em forma de amigo
Que não esquece jamais daquela data querida
Em que uma mulher banhou-se em lágrimas de dor
E que através de um parto, deu a luz a uma nova vida
Trazendo ao mundo mais um FILHO DO AMOR.
ORIGINAL ESCRITO EM 28/10/1991 ÀS 22:20 DA NOITE DE SEGUNDA-FEIRA
Seca na terra de concreto
Onde o verde parece morto
Brasília, cidade do cerrado
Água é vida, mas tem faltado.
A seca castiga o cerrado
E a terra seca parece um fardo
As árvores pedem água, gritam
E o sol escaldante não desanima.
A cidade planejada sofre
Com a falta de água que não chove
O meio ambiente pede socorro
E a população precisa de um rumo.
Preservar é a palavra de ordem
Cuidar do meio ambiente é preciso
Para que a seca não seja um cemitério
E o cerrado continue vivo.
Brasília, cidade do futuro
Precisa cuidar do meio ambiente
Para que o cerrado tenha um futuro seguro
E a água seja um recurso permanente.
Que das nuvens celestiais destilem as preciosas gotas do Paraíso, para fazerem prosperar a Terra.
🙌🏼💎🙌🏼
Lar
A mente humana é terra inóspita, lá armazenamos nossos medos, frustrações, pensamentos sórdidos, desejos doentios.
As piores barbáries ainda não praticadas percorrem seus infinitos labirintos, os que dela fazem habitação, perdem a sanidade.
Que minhas palavras douradas, mais puras que o ouro mais puro da terra de Ofir, transformem-se na poderosa chave mestra, endereçada à porta de teu sublime coração. Que teu coração se abra, e derrame sobre mim, uma celestial chuva de AMOR Divino.
✡️☀️✝️
✨
O nordeste é tão divino
que me orgulha dizer
o quanto amo o destino
por nessa terra nascer
por esse Brasil peregrino
tem quem não é nordestino
mas tem vontade de ser.
É inconcebível e incoerente decifrarmos nesse mundo tanta gente.
É a mesma terra,
as sementes é que são diferentes.
DEUS É BOM O TEMPO TODO
O soberano de todos os reinos
Criador dos céu e da Terra
nos convida a vivências fraternas
onde o amor seja lei inconteste
sem espaço para interesses, ódios e guerras.
Querido Deus:
Que o meu coração seja sempre terra boa e fértil, onde toda a semente nele lançada dê bons frutos, e flôres belíssimas, onde nenhuma aridez ouse se aproximar.
Amém!
E surgiu a água e todos os demais elementos vida com a percepção da luz!
Minha mãe a terra, meu pai o tempo.
E oque somos?, apenas lembranças.
Ainda sim! Somos existência, este imaginar
o chamamos de viver.
Se eu morrer amanhã, não chores, meu amor,
Pois eu nunca descansarei debaixo da terra.
Sou o vento de liberdade, que além voa,
E na eternidade meu espírito se encerra.
Serei brisa suave que acaricia teu rosto,
Aquecendo teu coração com um afago divino.
Não lamentes a partida, não haja desgosto,
Pois em cada sopro, estarei contigo, meu amor.
Nas asas do vento, encontrarei morada,
Livre dos grilhões do mundo terreno.
Levarei comigo a alegria e a alma alada,
Deixando-te um legado de amor sereno.
Em cada suspiro, sentirás minha presença,
Nos lugares que juntos costumávamos viver.
No canto dos pássaros, na brisa que dança,
Saberei que ali estou, a te proteger.
Se eu morrer amanhã, não chores, meu bem,
Pois a morte não é o fim, mas um novo começo.
Continuarei a soprar, livre e além,
Levando comigo a esperança e o apreço.
Então, se acaso te lembrarem de mim,
Abrace o vento, sinta minha essência no ar.
Serei o sopro de amor, jamais distante assim,
Eternamente a te envolver e a te abraçar.
Se eu morrer amanhã, não chores, meu querido,
Pois jamais estarei debaixo da terra fria.
Serei o vento de liberdade, sempre vivo,
Amar-te-ei além da vida, todos os dias.
A GOTA D’ÁGUA
Fonte da vida e morte de tão vida
Cuja terra agradece, não em demasia
Alenta tudo que é, e o que não é
Emerge do nada e inicia a sua corrida
Por vezes estagnada em alguma bacia
Alimenta o vazio com desmedida fé
Usualmente predisposta a ser bebida
Não importa, se em jarra meio cheia ou meio vazia
Fria ou quente, doa-se até para o melhor café
Mal regida, torna-se mágoa
Surdindo por meio de bágoa
A gota d’água, é pé ou tromba d’água
Tersa ou turva
Basto para aqueles, porque é alívio
Basta para estes, porque é dilúvio
Pingo que gera pinga
Em excesso inebria
D’outra forma sobria
Baga d’água
Salgada é canja,
Doce é ideal para suco
Salubre, perfeita para ablução
Pinga d’água
Hábil a matar a fome e sede
Em sede de sequidão
Seja lá porque cargas d’água
Mas a fonte da vida
É a gota d’água
Um dos bens mais preciosos e dádiva divina.
Vamos consumir a água de modo racional!
NO MEIO DO TEMPORAL
Jogo sementes de alegria
Recebo cargas de incentivo
Da terra vejo brotar
Frutos de poesia.
Replanto com esperança
Rego com meu afeto
Lembro de toda história
Do meu tempo de criança.
Com versos rabisco minha alma
Uma hora palavras incertas
Outras vou ao encontro do meu eu
Leio, releio, tudo me acalma.
Autoria Irá Rodrigues.
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