Poemas da Amazônia
A ventania soprou as areias
das cacimbas dos rios,
Não vou morrer engasgada
pelas areias e nem mesmo
pelos meus próprios poemas,
Mesmo nesta escuridão
eu preciso falar,
Mesmo que seja tarde
demais eu preciso não calar.
A Amazônia vive uma
tempestade comparável
a de um imenso deserto,
Ficar fingindo que não
vejo nunca será o correto.
Fechei a janela para o vento
não trazer as areias,
Eu sem contar o tempo
não tenho parado de rezar
para que venha chover neste lugar.
Enquanto a tempestade não
passa vou fazer um colar
para me embelezar diante
do teu encantador olhar.
Eu sei quais as sementes que
vou eleger para me preparar,
como o teu coração enfeitiçar
e fazer o teu desejo me deificar.
Muitos não sabem a diferença
entre Pau-Brasil e a Tento-Carolina,
A diferença está nas suas flores,
nos caules e nas cores:
O quê eu quero é o Pau-Brasil reinando como o senhor dos senhores
no meu colar que haverei
com ele de te capturar absoluto
para em nome do amor se entregar.
Como o tal pássaro amarelo
com asas cor-de-fogo
entre frutas e flores,
No meu sedutor jogo
você irá se declarar
para mim tudo aquilo
que está a guardar
com a chave do silêncio
de ouro porque com minh'alma
de Rouxinol-da-Amazônia
já me escolheste por dona
do respirar ao palpitar
onde quer que você esteja
pelo mundo afora a caminhar.
A Pan-Amazônia, ou simplesmente Amazônia, é uma região geográfica latino-americana compartilhada por nove países. Desse território, em números arredondados, 67% pertencem ao Brasil, 13% ao Peru, 11% à Bolívia, 6% à Colômbia, 2% ao Equador e 1,1% à Venezuela, ao Suriname, à Guiana e à Guiana Francesa. O território tem 7,8 milhões de km² de superfície e conta com 34 milhões de habitantes, dos quais cerca de 3 milhões são indígenas. Estes formam 390 povos – 137 não contatados ou voluntariamente isolados –, com 240 línguas faladas pertencentes a 49 famílias linguísticas. Uma imensa riqueza cultural, histórica, religiosa e étnica, hoje mais do que nunca ameaçada.(do livro O Sínodo para a Amazônia)
Alguns ficam tristes quando uma árvore é cortada na Amazônia, mas são insensíveis quando ocorre nos seus quintais.
O Pará sofre muito com a infraestrutura. Mas algo que a Amazônia proporciona a essa terra riquíssima é a natureza.
Amar a Amazônia, como ela é muito alem de como conseguimos vê-la... me alertava meu querido amigo, mestre o artista e intelectual amazonense Moacir Andrade. Amar verdadeiramente selvagem para entende-la.
Uma vez, um viajante estava na Amazônia, conversando com um garimpeiro bem velho. Esse garimpeiro disse ao viajante: "A humanidade é igual garimpo, é igualzinho um garimpo. Tem um monte de cascata, toco, pedra sem valor, lama... Mas no meio tem as pedras preciosas. Tá lá as pepitas e os ouros. Se você quiser encontrar essas pedras raras, tem que se sujar na lama, se arriscar a se machucar e reeducar o olho, porque as pedras preciosas vêm sujas de lama, é preciso reconhecê-las."
Quero ser uma FRONDOSA ÁRVORE da Amazônia. Acolher nos meus GALHOS, Pássaros e Bichos selvagens...Sorrir quando a Chuva Bater Forte... Dar FRUTOS para alimentar os Homens. Sustentá-los quando subirem em Mim. E finalmente feliz VIVER 200 ANOS...!!!
Das nossas lutas para uma anistia ampla, geral e irrestrita, na defesa da amazônia e pelas demarcações das terras indígenas, pouco mudou até aqui. Uma cambada de proletariados da zona sul do RJ, bancados na PUC e FGV pelos papais, com fantasias de simples comentando as orgias de fim nos de semana em Angra dos Reis, fumadores da erva que alimentam o trafico, socialistas de araque com caras e bocas pintadas de vermelho, partidos sindicalistas no Baixo Leblon. Entende se bem a quem serve e interessa a bagunça destes factoides de esquerda forjados a fogo brando que não doí e não queima contra as instituições nacionais e o verde oliva dos fardados. Amotinados do oba oba que só viajam para Europa de primeira classe vendo do alto as periferias agonizantes da verdadeira cidade.
Não adianta ficar postando textão indignado com os incêndios criminosos na Amazônia se vamos continuar consumindo de forma desmedida. Eles são os verdadeiros bandidos por liberarem o desmatamento sem controle e incendiarem sem nenhuma punição florestas continentais, mas, diretamente temos nossa parcela de culpa por consumir cada dia mais, de forma inconsequente, principalmente carne, que é um dos motivos principais do desmatamento, derrubam milhares de quilômetros de mata para criar os animais que servirão de churrasco para nós. Antes de postar textão, saiba que a mudança começa em nós. E se a mudança começa em nós, por que não abrir mão de algumas regalias e diminuir o consumismo para o bem maior coletivo ?
Nós não somos dignos da Amazônia. O homem branco não poderia sequer chegar perto, e os fazendeiros deveriam ser expulsos.
A primeira AMAZÔNIA que eu e você precisamos nos preocupar é aquela ao nosso redor. Olhar distante é fugir do que é nosso dever.
Dos aproximadamente 150 indígenas flecheiros mortos ano passado na Amazônia por garimpeiros entre mulheres e crianças... que sequer conheciam o homem branco... e todos que estão sendo perseguidos e doutrinados na nossa cultura... arrasados e oprimidos... ninguém lembra? Foram mais de 8 milhões de indígenas mortos na nossa história. E os que não ficamos sabendo? Oremos. Oremos muito. Mais respeito. Menos violência. Somos todos filhos da Terra. Somos todos irmãos.
Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados de conquistá-la e mantê-la.
O maior poeta da amazônia não precisou de uma só palavra para encantar o Brasil, a caneta de Teixeira de Manaus foi seu sax e suas poesias seus solos maravilhosos.
