Poemas Bonitos
É tão maravilhoso quando a alma da gente se deixa ser descoberta,
Se achega e aconchega na alma do outro fazendo um laço lindo chamado
AMIZADE.
Lanna Borges_
A menina dança
a dança do ventre
sente o corpo todo
a te envolver
e na sua dança
tão leve e contente
sente a sua alma estremecer
por alguns momentos
sai daqui da terra
viaja no tempo
parece em outra era
a moça bonita
dança por prazer
dança para sí
dança pra viver.
Eu teimo em ser jardim florido,disseminar a paz e abrigar o amor.
Eu prezo pelas belezas de dentro,
Por essa gente que agrega, cativa,sabe adoçar a vida e nos abraça até com o olhar.
É incrível o agir de Deus, é maravilhoso o poder que Ele tem de acalentar a alma e curar as feridas.
As tempestades vão se afastando, o sol vai se abrindo em esperanças.
De repente, o que era tão difícil já não é mais.
E percebemos que cada segundo sendo sincero, verdadeiro e caminhando ao lado de Deus vale muito a pena!
O que Me Move
Depois de falar sobre o olhar que me define, venho agora compartilhar um pouco mais sobre o que realmente me move.
Meu olhar sempre foi um caminho para além do óbvio. Não vejo apenas o instante, mas o que ele carrega. Cada imagem que registro e cada palavra que escrevo são fragmentos de tempo que se recusam a ser esquecidos. Gosto de capturar o que pulsa, o que sussurra histórias na sutileza dos detalhes.
Minha fotografia não é apenas sobre o que está diante de mim, mas sobre o que ecoa dentro. Busco o que resiste ao tempo, o que guarda essência, o que conecta. Escrevo para dar voz ao que se esconde nas entrelinhas, para transformar sensações em palavras que acolhem e despertam.
Mais do que um ofício, meu trabalho é um reflexo de quem sou. Um convite para ver com mais sensibilidade, sentir com mais verdade e reconhecer, na imagem e na palavra, um pedaço de si.
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Camadas
Sou feita de camadas, e quem me vê de longe pode achar que sou fechada, difícil de alcançar. Mas a verdade é que cada camada tem um propósito, um tempo, um significado.
Não me entrego de imediato, porque sei que o que é profundo precisa ser descoberto pouco a pouco. Como um jogo onde cada nível revela algo novo, onde a cada avanço a intimidade cresce, a conexão se fortalece, o laço se estreita.
Alguns desistem antes de tentar. Outros se frustram porque acham que deveriam ter tudo de mim de uma vez. Mas aqueles que compreendem, que têm paciência para desbravar cada camada, descobrem que, no centro, há algo raro.
Porque meu amor não se dá pela metade. Meu sentir não é superfície. Para quem tiver coragem de ir além, há um mundo inteiro a ser explorado dentro de mim.
Fujo do Amor (mas ainda espero por ele)
Eu fujo do amor.
E não é porque não acredito.
É porque, quando ele chega, eu tremo.
Tremo porque já acreditei antes…
E fiquei com as mãos cheias de nada.
Eu fujo do amor porque ele sabe entrar,
mas nem sempre sabe ficar.
E eu tenho medo.
Medo de ser mais uma vez abrigo temporário.
De ser casa que acolhe e depois vira lembrança.
Mas eu também quero.
Quero esse amor que não chega gritando,
mas se aproxima devagar e fica.
Que entende o meu silêncio.
Que não me cobra ser forte o tempo inteiro.
Fujo…
mas se me olham com verdade,
se me tocam com cuidado,
eu desarmo.
Porque, no fundo, eu ainda espero.
Espero por alguém que venha com presença,
com firmeza no gesto e leveza no olhar.
Que me beije como quem tem tempo.
Que me deseje, mas também me cuide.
Que não corra quando me encontrar vulnerável.
Então sim, eu fujo.
Mas se for amor de verdade…
pode vir atrás de mim devagar.
Pode me alcançar.
Pode me mostrar que amar não é sempre perder.
E que, dessa vez,
eu não vou precisar me despedir de novo.
Cuide bem do seu jardim de sentimentos,
Não deixe que nada obstrua o viço.
Que as folhagens sejam brilhantes e o perfume das flores exuberante.
O desabrochar da alma depende do seu cultivo.
Não deixe que os sonhos adormeçam,nem que as dúvidas criem raízes no seu coração.
Abra o pensamento e sinta o vento bom soprando boas vibrações,espalhando aos poucos as nuvens de incertezas.
Guarde os sentimentos mais lindos que você possui numa redoma de carinho e os proteja de toda e qualquer decepção.
Acolha a suavidade da noite como janelas de refrigerio abertas a escoar tudo que não lhe serve mais.
Respire o ar perfumado da alma,
Das memórias ? Só guarde as que trazem boas lembranças.
Plante esperanças na alma ao anoitecer para que floresçam certezas no amanhecer!
Lanna Borges- Boa Noite
Guarde a magia no olhar,liberte suas emoções.
Não se anule por alguém; ou por alguma situação .
Vá atrás de coisas que te fazem iluminar a alma.
Acorde seus sonhos,transborde sorrisos sentidos,marque presença,viva e encante.
Dê motivos para que sua presença seja desejada,
Gente agradável faz uma falta danada !
E que a vida acorde sempre linda,
Do jeitinho que a alma gosta...
Com gostinho de amor
Chegando de leve soprando na porta.
Então desperte, acorde...abra os olhos não somente para o dia...
Acorde pra vida,se busque nas coisas mais simples e gostosas.
Faça a alma dançar e o coração sorrir.
Tudo vale a pena se a alma enfim se descobre sendo feliz!
Corpo pulsante
Dois dias, uma noite, um sonho, vários desejos.
Uma manhã, um pensamento, uma sensação, vários sorrisos.
Um corpo pulsante, quente, trêmulo e aflito.
Uma ausência, uma sede, uma ânsia, um vazio.
A pele, um par lábios, uma língua, dez unhas (que anseiam ser garras).
Um instinto, a luxúria, delicada, suave, macia e selvagem.
A menina, a princesa, a mulher e aquele sorriso.
Quando Tudo em Mim Silencia
Tem dias em que o mundo pesa demais.
Em que o corpo insiste em caminhar, mas a alma... fica.
Fica parada, quieta, pedindo socorro sem som.
É como se dentro de mim tudo se recolhesse —
como se até o grito estivesse cansado de tentar.
A depressão não chega com barulho.
Ela se instala em silêncios,
em noites mal dormidas e sorrisos apertados.
E às vezes, tudo o que me resta é me deixar cair nos braços d’Ele.
Porque por mais que doa, por mais que o peito aperte,
a minha fragilidade é exatamente onde Deus me encontra inteira.
É nessa dependência que o milagre acontece —
não no alívio imediato,
mas na força que me faz levantar mais uma vez,
com os olhos ainda marejados,
mas com a alma agarrada à promessa
de que não estou só.
Eu sou essa mulher —
que sente demais, que luta calada,
mas que, mesmo em ruínas, ainda escolhe acreditar.
Não porque sou forte o tempo todo,
mas porque aprendi que ser fraca também é ser humana.
E em cada queda, há uma mão que me ergue.
Não é qualquer mão.
É a d’Ele.
A que me conhece por dentro,
a que sussurra quando tudo parece sem sentido:
“Filha, Eu estou aqui.”
Todos os dias me pego olhando para os mesmos lugares,
mas o olhar já não é o mesmo!
Cada dia traz um novo olhar.
O sentimento, esse, permanece o mesmo: amor.
Mas, acima de tudo, tenho um novo olhar, e percebo que muita coisa mudou.
A beleza está aqui dentro, e o que vejo é um reflexo daquilo que me permito olhar, mil vezes, com tamanha ternura.
Assim, sou abençoada a contemplar. E Deus, generoso, continua a me presentear.
Contemplação
Não é só pele.
Não é só toque.
Não é só desejo.
É um lugar onde duas almas se permitem habitar o mesmo templo.
E o corpo… é apenas a porta.
Quando eu me entrego, não ofereço só curvas e suspiros.
Ofereço um mundo inteiro por trás dos olhos fechados.
Aceito que você me invada — não como quem invade, mas como quem é convidado a entrar.
Permitir que alguém me toque…
É como entregar uma chave e confiar que, do outro lado, não haja pressa.
Só presença.
Porque pra mim, fazer amor —
é como saborear a sobremesa favorita com os olhos fechados.
Com calma. Com vontade. Com gratidão.
Sentir o gosto até o fim, e mesmo assim desejar mais.
É contemplar cada segundo,
cada estremecer da pele,
cada silêncio entre os beijos,
cada arrepio que começa antes do toque.
É pertencer.
É permitir ser morada, enquanto também se habita.
É uma dança onde ninguém lidera,
mas ambos conduzem — com os olhos, com os gestos, com os instintos.
Eu não me entrego por carência.
Me entrego por transbordo.
Porque quero que você sinta o quanto posso ser casa,
mesmo enquanto sou puro incêndio.
Habitar
Não quero ser apenas tocada.
Quero ser habitada.
Não por mãos que me percorrem com pressa,
mas por quem se perde em mim como quem encontra morada.
Quero ser sentida com os olhos fechados.
Com o coração aberto.
Com a calma de quem entende que o prazer mora na pausa —
na respiração contida, no quase, no que se prolonga.
Quero que cada parte minha seja descoberta como um território sagrado.
Como se você estivesse lendo meu corpo em braile,
palavra por palavra, pele por pele,
até entender minha linguagem.
Que o arrepio seja tua resposta,
e o silêncio entre nós, a oração.
Que você me toque como quem desvenda.
Como quem tem sede,
mas não se apressa.
Como quem entende que habitar alguém
não é sobre entrar,
é sobre permanecer.
Não quero ser o instante.
Quero ser o eco.
O sabor que fica mesmo depois da última mordida.
O cheiro que gruda mesmo depois da despedida.
A lembrança que acende só de fechar os olhos.
Quero que me sinta mesmo quando não estou.
E que deseje voltar — não pelo corpo,
mas pela paz que encontrou ao deitar no meu.
Poética e profunda
Eternizo olhares e sentimentos onde o tempo se dobra.
Minhas fotografias são a ponte entre o instante e a eternidade;
minhas palavras, a voz que rompe o silêncio da alma.
Aqui, cada imagem e texto revelam a essência invisível do ser.
Ao invés de braço, a saudade bem que poderia ter voz.
Talvez assim não apertasse tanto,
e, ao ecoar por aí, servisse para trazer de volta
quem a gente ama.
Beija-me
Beija-me como quem chega em casa depois de muito tempo.
Como quem reconhece o sabor da alma no toque da boca.
Sem pressa. Sem ensaio.
Mas com aquela vontade que carrega o tempo todo.
Beija-me com os olhos também.
Com os dedos. Com o pensamento.
Beija as minhas dúvidas até que elas se rendam,
e os meus silêncios até que virem som.
Beija-me pra além da pele.
Entre as palavras não ditas,
nas pausas da respiração,
no espaço entre um suspiro e outro.
Quero um beijo que acolha, mas acenda.
Que abrace, mas incendeie.
Que não peça licença,
mas saiba o momento exato de invadir.
Beija-me como quem sabe que estou faminta,
mas que minha fome é de algo que só se encontra quando a alma também se abre.
Beija-me como se cada toque fosse um recomeço,
e cada fim, apenas uma promessa de mais.
E se for pra ser beijo,
que seja inteiro.
Que me cale.
Que me entregue.
Que me eleve.
Beija-me como quem entende
que a boca é só a porta —
e o desejo,
é tudo o que vem depois.
