Poemas Bonitos
Reflexos de Alma
Há um eco no espelho,
um reflexo que não é só luz.
É pele, tempo e memória,
uma sombra que sente e traduz.
Me transfiro em olhares,
sou vestígio em cada cor.
O passado resiste em traços,
feito espelho a guardar calor.
Toquei-me na transparência,
mas era outro a me olhar.
Alma fluindo em espelhos,
sempre a se reencontrar.
O Peso de Pedir
Dizem que eu não quero ajuda. Que não me ajudo. Que se eu precisasse de verdade, eu pediria.
O que ninguém entende é que pedir já foi uma escolha. Já foi uma tentativa, e, na maioria das vezes, o que encontrei foi silêncio, portas fechadas ou respostas que doeram mais do que o problema em si.
Aprendi a não insistir. Não por orgulho, mas por respeito. Porque sei que ninguém é obrigado a estar disponível. Sei que as pessoas têm seus próprios fardos e que nem sempre vão conseguir carregar o meu também. Então, eu escuto o não antes mesmo de ouvi-lo. E, para evitar o peso da rejeição, escolho não pedir.
Sei que, quando alguém realmente quer ajudar, ajuda. Sem esperar um pedido formal. Sem precisar ouvir "socorro" para entender que há um grito guardado no peito. Sei disso porque sempre fui essa pessoa. A que percebe, a que chega, a que estende a mão sem precisar ser chamada.
Então, se eu não peço, não é porque não preciso. É porque já aprendi que ir sozinho pode ser mais difícil e prolongado, mas é menos doloroso do que ouvir palavras cortantes e afiadas que já me feriram outras vezes. A solidão que vem com o silêncio, embora difícil, se torna um abrigo mais seguro do que os cortes invisíveis de quem diz querer ajudar, mas não está realmente disposto.
E quem sabe, talvez eu só precise de alguém que esteja disposto a perceber sem precisar de um pedido formal. Alguém que, como eu, entenda que a dor nem sempre se expressa em gritos, mas às vezes em silêncios profundos e na ausência de palavras.
O Peso de Sentir em Silêncio
É difícil lidar com a dor e, ao mesmo tempo, ter consciência dela.
Difícil lutar contra a vontade de desistir e, ao mesmo tempo, querer seguir.
Difícil segurar o próprio peso sem querer ser um peso para ninguém.
Eu sei o que carrego. Sei da minha dor, da minha luta. Sei que não sou o centro do mundo e que todos têm seus próprios problemas. Por isso, me contenho. Por isso, me silencio. Por isso, engulo as palavras antes que pareçam um pedido de socorro inconveniente.
Não quero ser fardo, não quero ser vítima, não quero estar sempre no mesmo lugar de vulnerabilidade. Eu tento. Eu busco. Eu me movimento. Mesmo quando parece impossível, eu me esforço.
Mas o que é mais difícil nisso tudo?
Talvez seja entender todo mundo enquanto ninguém me entende.
Talvez seja cuidar para não incomodar enquanto ninguém percebe o quanto dói.
Talvez seja ser forte o suficiente para lutar contra a dor, mas não o bastante para ser compreendida.
E assim sigo: entre a vontade de sumir e a necessidade de continuar. Entre o silêncio e o grito que nunca sai. Entre a consciência de tudo e a sensação de que minimizam.
Se soubessem quantas vezes ouvi palavras de onde menos esperava…
E como, em certos momentos, a vontade de morrer se torna um sussurro persistente só para que, no fim de tudo, percebam que era real – cada suspiro das palavras ditas e das que foram sufocadas dentro de mim.
O Peso de Pedir Ajuda
Para quem tem dificuldade em pedir ajuda, romper essa barreira e buscar socorro é um grande desafio. Admitir que precisa de alguém, que não consegue sozinho, pode parecer um sinal de fraqueza quando, na verdade, é um ato de coragem.
Mas e quando o pedido é ignorado? Quando a resposta é um "não" ou simplesmente o silêncio? A frustração de buscar apoio e não encontrar pode ser avassaladora, criando uma armadura de autossuficiência forçada. Aos poucos, a pessoa se convence de que é melhor não precisar de ninguém do que arriscar a rejeição novamente.
Assim, a necessidade de não incomodar se torna quase uma regra de vida. Evita-se pedir, evita-se depender, evita-se até mesmo demonstrar vulnerabilidade. O peso da solidão, por mais doloroso que seja, parece mais suportável do que o peso de um "não".
Mas até que ponto essa barreira protege, e até que ponto aprisiona? Nem sempre haverá uma resposta positiva, mas insistir em buscar ajuda quando necessário também é um ato de resistência. Afinal, ninguém precisa carregar o mundo sozinho.
A indiferença não grita, não sangra, não arranca — ela corrói em silêncio. Vai tirando aos poucos a cor dos sentimentos, o brilho dos olhos, o calor dos gestos. É uma tortura sem ferida visível, mas que fere fundo, porque o que machuca de verdade não é o que se diz, mas o que se deixa de sentir.
A distância, por sua vez, parece às vezes o único caminho possível. Um remédio amargo, sim, mas necessário quando o coração pede silêncio e espaço. Só que, como todo remédio forte, é preciso cuidado com a dose. O que foi receitado para curar pode, em excesso, se tornar veneno. E assim, entre ausências e silêncios, o que poderia se transformar em cura vira luto.
O amor não morre de repente. Ele vai se apagando entre olhares que já não se encontram, entre palavras que já não vêm. Primeiro esfria, depois adormece. Até que um dia, sem que se perceba, deixa de existir. E tudo o que sobra é um eco do que um dia já foi vida pulsante.
Terra do Divino
Indiaroba, berço de encantos,
onde o tempo dança com o vento,
nas águas que abraçam memórias,
no olhar que reflete o sentimento.
Terra sagrada, solo de fé,
onde o Divino deixa sua marca,
em cada reza, em cada festa,
na chama que nunca se apaga.
Do Rio Real que conta histórias
às mãos que moldam o destino,
Indiaroba, alma viva,
és poesia, és Divino.
— ©Jorgeane Borges
Não tente me domar, não queira me dizer o que fazer.
Sou intuitiva, impaciente,teimosa.E se tem uma coisa que eu odeio é seguir regras.
Quer me segurar ?
Roube meus pensamentos, me arranque suspiros,me dê calafrios.
Seduza meu consciente.
Me ganhe silenciosamente nas atitudes,
nas carícias.
Coloque amor no beijo,paixão no abraço.
Quando eu quero ficar eu fico,mas quando eu quero ir, ninguém consegue me impedir.
Sou uma mulher de alma perfumada,
Que se embriaga em sonhos.
Respira romantismo
Ama a beleza que vem de dentro.
Sou milhões de versos
Uma imensidão de pensamentos
Sou a vida seguindo tranquila
Os olhos que brilham ao simples ato de amor.
Sou as lágrimas que vem da alma,
Na sinceridade de uma palavra amiga.
Sou sorriso que voa até o céu, transmitindo paz.
Sou uma saudade gostosa, que teima em ficar.
Sou um amor verdadeiro
que não cansa de esperar.
Sou o amor em versos.
A paixão, a poesia...
Sou uma mulher,
que às vezes brinca de ser menina
Debulha o coração em versos e rimas.
Sensível e convidativa
No encontro entre luz e sombra, capturo emoções que não se apagam.
Escrevo para dar vida ao que o silêncio não pode conter.
Meu olhar não registra apenas o visível, mas o sentido que o tempo não leva.
Fotografia e escrita entrelaçadas, convidando você a sentir.
Depois, quando tudo passar, não venha culpar o vento pela bagunça.
Você sabia onde estava cada coisa.
Sabia quem era importante, o que merecia cuidado,
o que precisava de abrigo.
O vento passou por todos nós,
mas só bagunçou o que foi deixado de lado.
Você segurou o que tinha prioridade para você.
E quantas vezes minha alma falar,eu irei escrever.
De traços e linhas sentidas se faz a vida de um poeta.
Lanna Borges-
Fé é não ter certeza de nada, ainda assim acreditar em tudo que Deus possa vir fazer por você.
É seguir o caminho que Ele traçar, sem retroagir, sem reclamar.
É ver as portas abertas quando elas ainda estão fechadas.
É rasgar a alma e ofertar aos céus em gratidão.
Acima de tudo, é deixar o amor germinar no coração.
Cuide bem do seu jardim de sentimentos,
Não deixe que nada obstrua o viço.
Que as folhagens sejam brilhantes e o perfume das flores exuberante.
O desabrochar da alma depende do seu cultivo.
E que a vida acorde sempre linda,
Do jeitinho que a alma gosta...
Com gostinho de amor
Chegando de leve soprando na porta.
Corpo pulsante
Dois dias, uma noite, um sonho, vários desejos.
Uma manhã, um pensamento, uma sensação, vários sorrisos.
Um corpo pulsante, quente, trêmulo e aflito.
Uma ausência, uma sede, uma ânsia, um vazio.
A pele, um par lábios, uma língua, dez unhas (que anseiam ser garras).
Um instinto, a luxúria, delicada, suave, macia e selvagem.
A menina, a princesa, a mulher e aquele sorriso.
Fujo do Amor (mas ainda espero por ele)
Eu fujo do amor.
E não é porque não acredito.
É porque, quando ele chega, eu tremo.
Tremo porque já acreditei antes…
E fiquei com as mãos cheias de nada.
Eu fujo do amor porque ele sabe entrar,
mas nem sempre sabe ficar.
E eu tenho medo.
Medo de ser mais uma vez abrigo temporário.
De ser casa que acolhe e depois vira lembrança.
Mas eu também quero.
Quero esse amor que não chega gritando,
mas se aproxima devagar e fica.
Que entende o meu silêncio.
Que não me cobra ser forte o tempo inteiro.
Fujo…
mas se me olham com verdade,
se me tocam com cuidado,
eu desarmo.
Porque, no fundo, eu ainda espero.
Espero por alguém que venha com presença,
com firmeza no gesto e leveza no olhar.
Que me beije como quem tem tempo.
Que me deseje, mas também me cuide.
Que não corra quando me encontrar vulnerável.
Então sim, eu fujo.
Mas se for amor de verdade…
pode vir atrás de mim devagar.
Pode me alcançar.
Pode me mostrar que amar não é sempre perder.
E que, dessa vez,
eu não vou precisar me despedir de novo.
O que Me Move
Depois de falar sobre o olhar que me define, venho agora compartilhar um pouco mais sobre o que realmente me move.
Meu olhar sempre foi um caminho para além do óbvio. Não vejo apenas o instante, mas o que ele carrega. Cada imagem que registro e cada palavra que escrevo são fragmentos de tempo que se recusam a ser esquecidos. Gosto de capturar o que pulsa, o que sussurra histórias na sutileza dos detalhes.
Minha fotografia não é apenas sobre o que está diante de mim, mas sobre o que ecoa dentro. Busco o que resiste ao tempo, o que guarda essência, o que conecta. Escrevo para dar voz ao que se esconde nas entrelinhas, para transformar sensações em palavras que acolhem e despertam.
Mais do que um ofício, meu trabalho é um reflexo de quem sou. Um convite para ver com mais sensibilidade, sentir com mais verdade e reconhecer, na imagem e na palavra, um pedaço de si.
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Camadas
Sou feita de camadas, e quem me vê de longe pode achar que sou fechada, difícil de alcançar. Mas a verdade é que cada camada tem um propósito, um tempo, um significado.
Não me entrego de imediato, porque sei que o que é profundo precisa ser descoberto pouco a pouco. Como um jogo onde cada nível revela algo novo, onde a cada avanço a intimidade cresce, a conexão se fortalece, o laço se estreita.
Alguns desistem antes de tentar. Outros se frustram porque acham que deveriam ter tudo de mim de uma vez. Mas aqueles que compreendem, que têm paciência para desbravar cada camada, descobrem que, no centro, há algo raro.
Porque meu amor não se dá pela metade. Meu sentir não é superfície. Para quem tiver coragem de ir além, há um mundo inteiro a ser explorado dentro de mim.
A vida é assim mesmo,
Feita de encontros e desencontros, alguns chegam outros vão.
Que saibamos lidar com as partidas e nos alegrar com as chegadas.
Deus sempre nos recompensa de alguma forma.
Por vezes somos surpreendidos com sorrisos e abraços de pessoas especiais, enviadas por Deus com a missão de encantar nossas vidas.
Seja imune as perdas, abrace as bênçãos!
Faço questão de florir meus dias,com abraços calorosos, olhares acolhedores.
Minhas forças não se acabam,se renovam.
Se fiam no carinho de quem me gosta e na fé que eu tenho em Deus que jamais me abandonou.
Meu coração vai continuar sorrindo bonito,
Porquê eu acredito,
Que somos únicos,temos a nossa marca,
E a deixamos em tudo que tocamos.
