Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Teus olhos buscam resposta em meu olhar,
Mas sinto uma sombra entre nós a pairar.
É como se um muro invisível nos separasse,
E a dúvida no ar, como um peso, permanecesse.
Meu coração é sincero, transborda amor puro,
Mas percebo em ti um receio obscuro.
Teu silêncio grita coisas que não consigo entender,
E isso me machuca, me faz sofrer.
Quero construir um caminho onde possamos andar,
Onde a confiança floresça e possa nos guiar.
Não quero ser um mistério ou fonte de dor,
Desejo ser o porto seguro do teu amor.
Vamos juntos desbravar essa insegurança,
Deixar para trás o medo e abraçar a esperança.
Porque ao seu lado, quero apenas ser o melhor,
E mostrar que em meu peito só há espaço para amor.
Talvez o céu encoberto pelas luzes da cidade não seja um fim, mas um lembrete: mesmo quando não vemos as estrelas, elas continuam lá. Assim também é o propósito — às vezes escondido, mas nunca ausente.
Como diz a Palavra: 'A esperança adiada faz o coração ficar doente, mas o desejo realizado é árvore de vida.' (Provérbios 13:12).
Há um tempo para enxergar, e há um tempo para apenas crer. O propósito permanece, mesmo quando o brilho parece ter sumido.
O átrio, um guia fiel, lateja
com confiança, orientando-nos
através das tempestades da vida,
em direção ao porto da serenidade.
Somos muitos em um só dia.
Às vezes acordamos esperançosos, outras vezes calados por dentro. Podemos ser gentis pela manhã e, horas depois, impacientes. Somos luz em alguns encontros, sombra em outros. Não somos incoerentes — somos humanos, múltiplos, atravessados por memórias, sentimentos e vibrações que dançam conosco a cada instante.
Essas variações internas não são falhas; são convites. Convites para olhar com mais atenção o que sentimos, para perceber o que nos habita sem julgamento. Quando nos tornamos conscientes dessas mudanças, abrimos espaço para a alquimia interior. Podemos, então, transmutar medo em coragem, raiva em lucidez, tristeza em silêncio fértil.
Estar presente é o primeiro passo.
Reconhecer-se em cada versão é o caminho.
A consciência não nos impede de sentir — ela apenas nos liberta da prisão de reagir inconscientemente.
E é nessa presença que encontramos poder: o de sermos inteiros, mesmo sendo muitos.
Confissão de um artista incompreendido
Eu só sou artista quando escrevo.
Tocar, cantar — tudo isso, por mais que me habite, me degrada. Há um processo silencioso de deterioração da minha alma artística quando tento me expressar fora da palavra. Como se algo se perdesse no ar. Como se aquilo que eu sou, no fundo, não coubesse no gesto ou na voz.
Minhas melodias? Eu as crio em catarse. Elas nascem do abismo, do indizível, mas raramente alcançam quem ouve. Alguns me dizem, com um sorriso breve: “muito legal.” Outros me parabenizam — por educação, talvez. Mas eu percebo. Eu sei. A língua que falo, com minha arte, não chega audível aos seus ouvidos.
Eles não escutam o que eu ofereço. Escutam outra coisa. Um som qualquer. Um ruído bonito, talvez. Mas não escutam eu.
É por isso que, quando escrevo, me sinto inteiro. Porque sei que um — um só já basta — um leitor, em qualquer tempo, há de entender. Há de perceber. Há de aprender a língua secreta do meu ditirambo. Porque a palavra escrita não exige pressa, não pede aprovação imediata. Ela se deixa ler por quem for capaz de ouvir o silêncio entre as sílabas.
E é ali, nesse instante invisível, que eu sou artista por inteiro.
Vozes que Cuidam da Alma
Antes de uma ideia, há um vínculo.
Antes da amizade, há o medo de decepcionar.
Antes da rotina, há um silêncio não dito entre quem sai e quem fica.
A psicologia, com suas muitas vozes, não nos oferece atalhos.
Ela nos oferece espelhos.
Laços de família
Encerrar um ciclo familiar não precisa ser um ato de rompimento hostil, mas um movimento de reconhecimento, de si, do outro e do tempo.
Encerrar um ciclo familiar não precisa ser um ato de rompimento hostil, mas um movimento de reconhecimento, de si, do outro e do tempo. E se a vida é feita de encontros e despedidas, que saibamos honrar ambos com a mesma nobreza. Pois nas raízes da família, mesmo nas mais tortas, há sempre uma centelha de humanidade a ser cuidada, compreendida e, quem sabe, reconciliada.
Um lugar
Onde o céu toca o chão
A cada passo que você dá
A paz e a tranquilidade te acompanham
Estar em meio a sua natureza
Deixa graça e beleza
Plantadas no coração
O silêncio da cidade e o som do interior
Os animais livres por toda a parte
Faz desse belíssimo lugar, um esplendor!
"O Amor e seus Amigos"
Era uma vez um sentimento chamado Amor.
Ele não andava sozinho — pelo contrário, gostava de companhia.
Seu melhor amigo era a Amizade, com quem dividia risos, abraços e tardes longas de conversa. Mas a Amizade também tinha outros amigos... Um deles era o Ciúme.
Ciúme era temperamental. Às vezes, batia a porta sem avisar. Trazia junto o Medo de Perder, que era irmão da Insegurança. E quando o Ciúme se aproximava, o Amor ficava em silêncio.
Outro que rondava era a Inveja. Chegava de mansinho, olhando tudo com olhos de comparação. A Inveja era vizinha da Ansiedade, que sempre queria apressar o tempo, prever o futuro e controlar tudo.
O Amor, paciente, apenas observava.
Certa vez, conheceu alguém diferente: a Superação. Ela vinha de lugares difíceis, carregava marcas no peito, mas tinha brilho nos olhos. Superação apresentou o Amor a uma força antiga e discreta: a Bondade.
Bondade, por sua vez, falava baixinho, mas transformava tudo por onde passava.
E quando todos pensaram que já conheciam o Amor por inteiro, chegou o Individualismo, dizendo que cada um deveria pensar só em si. Criou muros, afastou pontes e tentou isolar o Amor.
Mas o Amor... Ah, o Amor não se deixava prender.
Ele abraçou o Ciúme com paciência. Olhou a Inveja com compaixão. Acalmou a Ansiedade com presença. Caminhou com a Superação. Acolheu a Bondade. E até o Individualismo, um dia, entendeu que o Amor não exige que se apague — apenas que se compartilhe.
No fim, todos os sentimentos olharam para o Amor e perceberam:
ele já os havia vencido desde o início — não com força, mas com permanência.
Suprir a carência de quem precisa ser ouvido é divino. É um dos melhores remédios. O ouvir alivia a alma. O abraço conserta o coração. A solidão mata, mas o amor ressuscita.
Otavio Mariano
UM PAI PATRÃO DE CIMA.
Pra aprender é preciso praticar.
Você precisa ajudar na igreja.
Você precisa aprender a obedecer sua mãe e seu pai.
Você precisa aprender a ajudar os outros.
Você precisa aprender a cuidar das coisas.
Você precisa aprender a limpar e arrumar.
Você precisa aprender a cozinhar.
Você precisa aprender a trabalhar.
Você cresceu, então agora comece a sua vida por cima, para crescer e vencer na vida e ter as suas coisa.
Tem profissional que começa e não faz nada
Dá as caras, cria um blog e é aplaudido
já eu, tenho me esforçado e evoluído
pra poder liderar pessoas fortes.
Se quiserem, depois da minha morte.
Professor com a minha perfeição
Só tirando o meu corpo do caixão
pra clonar ou fazer segunda via
Deus me fez professor porque sabia
que não ia passar decepção.
Dentro de cada um de nós, tem os motivos para seguir em frente ou desistir!
Se seguir em frente se chama motivação, se desistir se chama depressão!
Então por pior que seja seu momento, tente achar a motivação para continuar, porque os motivos para parar são muitos!!!
Dama do Luar,
Tem a inteligência de um Corvo.
Lucius, tem a Sabedoria de uma Coruja!
Às 10:26 in 07.06.2025
🪄🦉🪄
Oração de Reflexão, Amor e Gratidão
Querido Deus,
Neste final de semana, venho a Ti com um coração cheio de gratidão. Agradeço por cada dia que me concedeste, pelas bênçãos que muitas vezes passam despercebidas e por cada momento que me ensina e me transforma.
Que este tempo de descanso me permita refletir sobre as maravilhas da vida. Ajuda-me a valorizar as pequenas coisas, as risadas compartilhadas, os abraços calorosos e os momentos de silêncio que falam mais do que palavras. Que eu possa sempre lembrar que cada dia é um presente e uma oportunidade para amar e ser amado.
Peço que encha meu coração de amor, não apenas por aqueles que estão próximos de mim, mas também por aqueles que precisam de compreensão e compaixão. Que eu possa ser um instrumento da Tua paz e bondade neste mundo.
Abençoa minha família e meus amigos, Senhor. Que eles sintam a Tua presença em suas vidas e saibam o quanto são amados. E para aqueles que estão enfrentando desafios, que encontrem força e esperança em Ti.
Conceda-me um final de semana repleto de tranquilidade, alegria e renovação. Que eu possa voltar à rotina com o coração leve e cheio de amor.
Em nome de Jesus, amém.
Espero que essa oração traga paz e reflexão ao seu dia a dia!!!
Natalirdes Botelho
Uma breve reflexão da música Chão de Giz, de Zé Ramalho.
Essa música é um prelúdio de uma paixão sem reciprocidade — sente-se a dor dele ao declamar a música (poesia) para seu amor, que é casada.
Ele, por ser jovem, amante, e ela, casada — mais velha e em uma sociedade onde as mulheres não possuíam direitos de separação —, deveria aceitar o casamento ruim.
Zé Ramalho escreveu essa dor em poesia, para deixar claro que ia embora, para nunca mais voltar para os braços da mulher.
A vida é feita de cuidados!
Há quem cuida e quem descuida, e o descuidar é um veneno que causa dor, causa morte.
Não digo só dos venenos químicos,mas também dos emocionais. Esses são os piores,os químicos matam depressa, mas o emocional mata todos os dias um pouquinho. A pessoa vaidefinhando, perdendo a luz, a alegria, a vontade de viver.
Você já destilou seu veneno hoje,ou já tomou sua dose diária?
Quem é você,o que cuida ou descuida?
Apenas um desabafo
No fim das contas, tudo o que o ser humano realmente possui é o nome que deixa e a honra que constrói.
O tempo, implacável, sempre revela a verdade.
É triste perceber como é mais fácil ser lembrado pelas palavras dos maldosos do que pela verdade em si.
Isso apenas reflete uma sociedade hipócrita e covarde, que prefere julgar a buscar a verdade.
Jamais pregaria a verdade e a bondade se não as vivesse em minha própria conduta.
E, curiosamente, são justamente aqueles que tornam o mundo um lugar pior que mais têm me ensinado.
"Quando o Amor Espera, Ele Floresce"
(Para nossos filhos, com todo nosso amor)
Era um culto de jovens, noite serena,
Mamãe ali, coração com antena.
E então, entre hinos e orações,
Ela viu papai
Foi a amiga quem nos apresentou,
E ali, bem baixinho, algo em mim despertou.
Conversamos, rimos, e o tempo passou,
Mas o destino, por hora, nos separou.
Mesmo longe, sem toque ou presença,
Mamãe o amava — em silêncio, com crença.
Via seu rosto pelas redes sociais,
Sentia saudade nos dias normais.
O tempo seguiu, e os anos voaram,
Os caminhos distantes, mas corações não mudaram.
Dez anos depois, como num livro encantado,
O amor adormecido foi reanimado.
Foi em setembro, com um gesto singelo,
Mamãe enviou uma música — do nosso dueto belo.
Uma foto, uma letra, um toque do passado,
E ali o destino sorriu, encantado.
Papai respondeu, com sorriso discreto,
O reencontro foi doce, sutil e completo.
Conversas renasceram, memórias também,
Como se o tempo dissesse: “Agora está bem.”
No dia dez de outubro, no alto da emoção,
Na roda gigante, pediu seu coração.
E mamãe, com lágrimas e mãos trêmulas, disse:
"Sim!" — e ali recomeçou o que nunca se omisse.
Depois veio junho, num dia de luz —
Quatro de junho, aliança, amor que conduz.
O mesmo amor que nasceu lá atrás,
Agora mais forte, seguro e em paz.
Agora, filhos, saibam o porquê
De estarmos aqui, eu e você:
O amor verdadeiro não morre ou some,
Ele apenas se espera, se molda, renome.
Vocês são parte do que sempre sonhamos,
Do amor que buscamos, da fé que guardamos.
E essa história é só o começo a contar —
De tudo que juntos ainda vamos formar.
