Poemas a um Poeta Olavo Bilac
UM VIVA A POESIA
Cada poesia é indiscutível necessariamente passa pela preferência de quem a criou, de quem a fez. Não rara as vezes os poemas nem são tão conhecidos...nem tão aclamados...ou até desconhecidos pelo próprio autor.
Poderia eu aqui estar falando das flores de Casimiro de Abreu, de Castro Alves, Cecília Meireles, e por ai vai...Há quem goste do ritmo, sonoridade..há quem goste da história, das rimas, e há quem goste de tudo, e há quem goste de nada.
Há quem goste da música, do poema cantado, declamado, da serenata...Acima de tudo à palavra, que pela mágica de seu de seu escultor ...cala na parte mais profunda de nós.
Um viva ao poeta e a poesia,e que cada vez mais possamos cultivar a palavra readiquirida e perdida pelo tempo, que nós faz tolos, em nossas faces polidas.
Mas então quem é tão tolo, para questionar a existência de uma poesia perfeita? Que seja a mais bela de todas?
A verdade é que o poeta não pode ser questionado...ele deve ser livre em seus pensamentos, em meio a grande virtude de sua alegria, e também no mais intenso de seu sofrimento. O poeta não é egosta, não guarda para si seus pensamentos e seus conflitos, muito pelo contrário, divide com o mundo sua forma de sentir, de pensar, de expressar ...E quando posto em um papel,,,jamais lhe pertence.
Um viva ao poeta e a poesia
Poemas e Poesias Declamados
Leandro Lubke
Ó meu sol
Eu te amo tanto
Não preciso das outras estrelas
Pois vc ja me ilumina por inteira
Os seus cabelos são como fios de ouro
Você não enxerga a grande beleza que tem
Seu rosto como de uma pintura
Não quero dizer adeus
E sim um até breve
Obrigada por tanto
Tu és a flor mais bela do meu jardim, entre bilhões de borboleta colorida, você foi a única que sorriu pra mim.
Cada passos do meu caminho você chorou e sorriu comigo.
Você prometeu ficar comigo por resto da vida, mas na primeira oportunidade você me trocou por outra pessoa mais bonita.
Foi bom ter ti conhecido, apenas tô seguindo adianta, triste e sorrindo, pena que você não passava de um caso perdido.
VIRADA
Começa a haver meia noite, memoração
Como se tudo no tilintar das taças finda
Calam-se os corações, os fogos falam
Abraços hão de haver, de haver ainda
E o universo inteiro sozinho...
O meu fadário calado e na berlinda
Do silêncio na inspiração d'um ninho
Ruídos da rua, passos de ida e vinda
E os festejos sussurrando baixinho
E sozinho o universo inteiro...
Felicitações me são dadas do vizinho
Pelo ar ecoam acumulação de cheiro
Então deixo ilusões na taça de vinho
E velo solenemente o meu cativeiro
E inteiro sozinho o universo...
No rés do chão ter esperanças é roteiro
Já o pensamento na saudade disperso
Esperando, escutando, leve e sorrateiro
Qualquer coisa, antes de dormir, averso
Sozinho, solitário não, romeiro...
Vou dormir! Amanhã, dia outro e diverso.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Poeta do cerrado
ADEUS ANO VELHO
Deste que passaram-se horas
Do velho ano
Do ano que já é outrora
Agora recordação, tempo profano
A cada segundo, minuto, hora
Dia após dia, quotidiano
O tempo vai, vai embora
Sorrateiro e ufano
Muito antes, antes de mim
Veloz e insano
Sem parar, até o fim...
No diverso plano
Vida que segue, "Quixotesco" no seu rocim
Adeus velho ano!
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Poeta do cerrado
Eu me apaixonei por ele dois segundos depois de vê-lo. E nunca vou deixar de amá-lo, apesar de não fazer mais sentido.
“Mas ai você se foi, e eu acabei ficando e acabei descobrindo que não existe coisa pior do que eu ficar sem você.”
Péssimo destino teve Ícaro ao voar próximo o sol, seguindo seu sonho e o alcançado para enfim ser queimado e jogado ao chão, me questiono se é um destino cruel ou o débito de sonhar de forma tão extraordinário.
Se a minha mãe acha que eu vou escrever sobre as coisas que eu sinto, ela vai ficar decepcionada. Só concordei em escrever nisso porque um dia eu vou ser rico e famoso. E vão querer ler sobre os meus primeiros anos, então faço isso por eles.
Eu tô tentando entender onde eu me encaixo nisso tudo. Tenho quase certeza de que eu não tô no topo da pirâmide, mas pelo menos não tô lá embaixo.
Com o vento passageiro, seus fios se levantam
Crescem a cada dia
Adulto se torna, se torna Adulto
Não terás mais medo do escuro
Pois o escuro é teu
Se acostuma
Se reforma
Se adota e perde essência
A falta que o medo faz
O medo de não viver
Perde um, perde outro
Perdendo-se igualmente, o medo de morrer
Sua beleza se compara a de uma flor
Seu brilho se compara a luz do sol
Se for para viver em um mundo sem seu amor
Eu prefiro viver e morrer só
Olhos belos e intensos com uma Opala
Cabelos de uma beleza que não se compara
Quando penso em você minha alma se cala
Quando vejo você meu coração dispara
Sua presença não se vai com o tempo
Sua personalidade não caberia em um milhão de versos
Ao seu lado cem anos viram um momento
Pois você é uma estrela única em todo o universo
[LUA CHEIA]
Cortei a minha saudade
Em plena lua cheia
Só pra poder vê-la crescer
Mais rápida, mais bonita
No deslumbre vazio
De lhe trazer
Em meus mitos
Com um pouco mais
De certeza
