Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Eu nasci poeta para tentar interpretar o amor. O amor é maior incógnita da vida. Esmiuçar esse sentimento me dá a possibilidade de vê minha pequenez diante a grandeza da tentativa.
O poeta deve ser o primeiro a entregar-se à Deus, o primeiro a evangelizar, por Deus e para Deus, também, o primeiro a dar louvores à Deus; porque assim, sim, ser-lhe-á dado de forma multiplicada por Deus. Aí, então, encontrará o sucesso do seu futuro, no talento do seu pensamento, na sua letra, porque a fonte de todo o dom ou talento é somente Deus.
Há dias que as palavras conversam com o poeta, mas há outros, que elas sentam-se ao lado dele, mas permanecem caladas.
Poeta, que mais posso ser, se esta foi a única alternativa que àquele amor me deixou por escolha!? Falarei de saudades, de lembranças, alegrias e tristezas, provavelmente falarei de tudo, até de mentiras como tantos fazem, mas nunca mais terei nos olhos meus, aqueles que tanto eu amei.
(... )Ah ... "Palhaço - poeta - criança!"... Agora, passado os dias, cansado de tudo, já não esboças mais a mesma alegria,já não brinca, não pula, não canta, não dança...(Pois estás imóvel,frio, eterno e mudo!...)
Eu não sou moral, nem imoral, sou poeta e como tal não me cabe castrar nenhuma manifestação que envolva a arte.
Ao criar uma poesia, o poeta recria a si mesmo. Cada verso metaforicamente adornado é uma apreciação de si mesmo.
O poeta criou o verso pois sabia que em dado momento a vida ficaria sem rima.
by Elmo Writter Oliver I
Todo poeta ama ardentemente pois é desta chama que desencadeia as inspirações... (o brilho no olhar e a complacência inexplicável)
A linguagem que o poeta usa para se comunicar com o leitor é a do coração, por isso, tanto a pessoa iletrada quanto a culta são capazes de ler, sentir e se emocionar.
O poeta não rasga seu coração para exalar versos de ternura somente no dia 20 de outubro; nem emerge do seu âmago a mais profunda sensibilidade apenas dia 31 de outubro; tampouco derrama rios de lágrimas de paixão em 21 de março; todo dia a tenra brisa toca levemente na epiderme do poeta, fazendo-o apreciar o vento que toca no varal, balançando a roupa ali estendida; a nuvem calma; a ária bela com versos de paixão, da arte, retratando as minas de ouro, as montanhas gerais. O amor está no ar.
O ruído insiste em arranhar a tarde do poeta, que pensativo e taciturno, imerge nas proezas líricas do amor um turbilhão de sentimentos para sentir o verdadeiro significado da vida.
Se eu pensasse que o poeta havia armado uma armadilha, eu não iria, mas naquele dia, eu ouviria, era sobre manias, sobre viver o agora sabendo que tudo termina um dia.
