Poema Sobre Solidão
Será que você está com preguiça de se relacionar com os outros e por isso é grosso?
Relacionamentos exigem cuidados.
Será que você é tão narcisista que acha que você é melhor do que todos?
Relacionamentos exigem abnegação.
Será que você tão egoísta que acha que você se basta?
Relacionamentos exigem tempo.
Me sinto só.
►Em Suas Asas
Eu preciso de você aqui
As escolhas que eu fiz na vida,
Agora estão me deixando infeliz
Eu preciso de seus conselhos,
Como nos velhos tempos
Não sei o que devo fazer, estou perdido
Você iria saber, volte para o seu filho.
Você sempre disse para eu ter fé em Deus,
Mas, ele a arrancou de mim
Por que então não devo me tornar um ateu?
Eu sinto sua falta, toda hora,
Quando vejo sua foto, uma lágrima rola
Tenho pesadelos, tenho sonhos perfeitos
Vejo você em todos eles,
Mas não consigo te acompanhar,
E logo te vejo repousar sobre as nuvens
Como Ícaro eu tento, em vão, te abraçar
Mas acabo ficando cego por conta das luzes
Você não sabe o quanto sinto falta de te atormentar.
Estou escrevendo para que saiba,
Para que anote minhas dores
Pois, quando eu te encontrar de novo,
Entenda como eu estava só em casa
Você recebeu as minhas flores?
Aquelas que joguei sobre a terra?
Sinta-as, pois, minhas lágrimas tornaram-se eternas.
Estou chorando, junto a chuva, a sua falta
A saudade que tanto sinto hoje, me maltrata
Eu não sei como sobreviver nesse mundo,
Você me deixou quando eu ainda não estava preparado,
E nem mesmo me disse "Sinto Muito".
Sinto falta de brigar com você
Sinto falta de almoçar com você,
De chegar da escola e você me receber
Eu queria ter lhe dito o que estava guardado,
Que eu te amo de mais,
E que eu sempre serei o seu garotinho atentado.
Às vezes eu te vejo nas fotos,
Quando não estou chorando, quando estou sóbrio
Apenas para tentar te imaginar ao meu lado
Para que meu coração seja reconfortado
Mas, ele sempre acaba ficando desolado
À espera do amor que se fora,
De um carinho enterrado.
Jamais estarei completo, acredite
Prometo-te que não haverá ninguém que sare,
O vazio que em meu peito existe
E, em mais um término de carta,
Espero que eu te veja em uma noite estrelada
Receba o amor do seu filho e o acolha em suas asas.
Se eu errei, me desculpa.
Se eu falhei, me desculpa.
Eu só peço-lhe que me desculpe, eu errei e assumo meu erro...
Me desculpa.
Eu estou tentando... tentando melhorar
Por você.
ador meu terror,
mero momento,
abandonado em meu profundo do meu ser, julgo paradigma do amor para senso da razão...
por um pouco esteve em um sentido, esvoaçado na pele que sangra,
tão qual de repente magoas que se despende no abraço da morte,
senil folgaz de figuras que se esbouçam no desejo predador de minha alma,
seu sangue derramando por amor.
se desfaz o estante que desilusão clamou por teu coração.
Quando estávamos juntos
Quando estávamos juntos
Éramos amor e paixão
Aventura e curtição
Razão e emoção
Afago e carícias
Primazia e primícias
Hoje, mesmo sem nos ver
Mesmo sem do outro saber
Queremos ser ainda praia e sol
Óculos e guarda-sol
Cama e lençol
Prece e louvor
Saúde e vigor
Fervor e amor
Infelizmente te perdi
Não mais te vi
Hoje somos chuva e sol
Frio e calor
Primavera e verão
Amargor e perdão
Não nos encontramos mais
Não somos mais um só coração
Queria recitar a dor
Mas prefiro te mostrar em meus olhos
Na minha insônia atroz
No meu andar solitário
No amor que pra mim é algo só imaginário
Seus olhos azuis dominam meu sentimento na volúpia forma descabida de ser,
entre esses momentos, vejo movimento da piscina cheia de pessoas que se envolvem por momentos.
ninguém compreende o amor que preserva o desejo...
embora coração seja apenas um músculo sem ador...
paciência pode se ouvir o ressoar do mais profundo do teu ser.
neste que é o apogeu de um beijo que deslumbra com tempo...
mordendo seus lábios desdem o valor que recobre tuas lembranças...
segredos sobre sua pele entre sonhos e a realidade são cheios de sensualidade...
Magia antiga,
no crepúsculo as eras tomam formas,
na relva da sentido de liberdade,
quando sons da noite atravessam o momento.
quando os bestiais da floresta se dão
conta que a noite é passageira,
de outras auroras a fome consome corações,
seus olhos sobrevivem a mudança brusca...
adversos estante frusta a transição...
quando o vento suprime o verso se descontrai...
em formas que jogo de palavras te tomam na solidão.
Muitas tragédias são o desejo profundo,
Te beijei mais uma vez antes sentir a morte,
As luzes ofuscam meus olhos neste momento,
Anoitece quando quero arrancar meus sentimentos,
Derradeiros sem questionar o múrmuro...
O soneto de um demônio que é o amor,
Em tempestades que se dilui no declínio do teu olhar,
Puritano escurecer que evolui no esquecimento.
Mas no seu desprezo senti algo diferente,
Não sei se era saudades ou um "me esquece".
Senti que faltava alguma coisa.
Aquele que te acompanha hoje,
Não é aquele que te acompanharia por uma vida inteira,
Posso estar totalmente errado,
Pode ser que meus olhos estejam me enganado,
Mas...
Aquele que sente a alma de outra pessoa
Estará sempre disposto a se sacrificar,
Para poder ver aquela outra alma feliz.
Por isso acalento meu sofrimento,
Aconchego a solidão.
Pois sei que hoje és feliz,
Mesmo que não seja eu a segurar sua mão.
SONETO PERDIDO
Eis-me aqui no silêncio do cerrado
Longe de mim mesmo, na dúvida
Extraviado na incerteza da partida
Sem amparo, com o olhar calado
A solidão me assiste, tão doída
Pouco me ouve, pouco civilizado
Tão tumultuado, vazio, nublado
São rostos sem nenhuma torcida
Dá-me clareza de que não existo
Numa transparência de ser misto
No amor e dor no mesmo coração
Como um roteiro no imprevisto
Sem saber como se livrar disto
Velo por aqui sentado no chão...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Hoje acordei.
Triste, pálida, sem vida.
Simplesmente acordei, por acordar.
Afinal, sou uma rosa branca...
Todos preferem as vermelhas, pela sua cor excêntrica.
Mas, eu só posso aceitar minha condição. Afinal, ser diferente te destaca.
Oh dia que se expressa com dor e lagrimas,
posso te salvar...
apenas a escuridão e a solitude de minha alma,
percorre entre as passagens do tempo...
sendo singular... no mais teor da morte te amo...
o para sempre parece pequeno diante meu amor.
Entre o Frio
Interessante como os olhos através dos olhares eram.
E ao longe ao observar o mar o frio estava perto.
Interessante como a cor da pele eram.
Nasci para ser feliz na solidão.
Interessante como a escuridão dos cabelos eram.
Cada nota da canção tudo soando tão doce no coração.
Olhos de uma deusa que me mostra o paraíso.
Me encostei ali só para observar o mar.
Que dia frio na calada do dia, encosta e me abraça.
O vento me abraçava com os braços frios.
Poemas a voar ao recitar sobre o amor.
Velhas memorias de outrora, lembra-me uma garota.
Uma linda garota de vidas passadas.
E os raios a coroar seus lindos cabelos.
Linda, linda como uma girassol de nome, Carol.
Engrenagem do amor rotacionando sem parar.
E os pensamentos da alma era os mesmo.
Lembro que a amava, lembro que tinha amor.
Amor por aquela flor de girassol de nome, Carol.
Na presença do nada perdido pelo mundo.
Não esquecerei seu nome nem mesmo por um segundo.
Abraçado pelo frio e aquecido pela engrenagem do amor.
fim que resta é consumido pelo fogo da paixão paranoica...
um beijo nas labaredas do inferno, ainda tenho um sorriso teu...
a noite que tuas virtudes numa nudez singular a tua fome de viver.
por tais momentos morremos a cada minuto que respiramos...
I
Olhe para o mundo está cheio de injustiças...
tento muda lo mas falta forças...
então peço aos céus que os perdoe.
sou o vento sobre as dunas,
esperança, vento rico meu amor,
começo sem fim, desejo que soprou,
reato sobre solo áspero, te vejo passar,
sendo o ar perdido entre trópicos
assim esteja sobre o mar,
o destino que soprou com vento
que tanto te amou,
sonhos nesses vórtice se tenha esperança,
bem querer se tenha lhe dado desejo...
sou o desejo e sua morte,
sempre fui sua vida até morrer,
além do viver sois tudo e o nada...
perdido em meio, meu coração,
entre os espaços o além
de julgo te amo meramente por viver,
nas frases do tempo sois meu templo,
do meu profundo sentimento meus sonhos
minha vida que respiro em meio ao mundo,
de tristeza ao longe que viva até seja o fim dos tempos.
Amor por amar...
Vivo pelo o amor
E nasci por amor...
Sempre amei sempre vou amar
Quando sinto falta do meu amor...
Sei que para sempre vou te amar.
Mesmo assim olho para a vida.
E sinto teu amor
relatividade entre esse sistema corrupto
devemos ser igual a gravida que dobra o espaço e tempo,
sendo assim tudo está em movimento continuo,
vendo que corpo sempre está movimento no seu nucleo...
a células vivem em evolução, até sua própria força se consuma se transformando em outra coisa.
que também faz parte do universo. entretanto a sub universo aonde as leis do constante é apenas uma fração da realidade que vivemos.
liberte seus sonhos
diante da realidade que vive,
em um ritmo que paraíso
parece ser feito de dinheiro...
tudo tem um valor até seu corpo...
para todo momento que acha que está livre
suas correntes são aparentes como teu cartão de credito.
