Poema sobre Identidade

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Identidade desconhecida

Sou um poeta mirim
Desejo ser o sol no seu clarim
Cultuado ao som do tamborim
Nas suas belas sinfonias com o bandolim.

Filho bastardo deste país
Vagueando em veredas obscuras,
Da noite sombria, fruto da ilusão,
Da iluminação da luz solar,
Do dia que só se resume em sombrias trevas amenas.

Ando contente
Sou das ruas o agiota,
Alimentado diariamente pela fome imposta.
Choro ante o reflexo das minhas lágrimas
Que me exoneram numa ilhota.
Nada falo ante os que me chamam idiota.

Inserida por AdeliumC2588

⁠A influência do capitalismo e a busca pela verdadeira identidade
Será que sou apenas uma sombra do que almejo?
O modo capitalista molda meu ser, me rodeia
Para um nicho que me convém, mas será isso o que desejo?
Será que estou genuinamente mostrando minha ideia?
Os desejos se multiplicam em formas e jeitos
E eu, perdido, não consigo ser eu mesmo
Com várias camadas de outros eus, tantos conceitos
Que nem sei mais qual é o meu verdadeiro extremo
Seguindo como uma boiada, sem rumo certo
Volto sem saber se sou verdadeiramente eu
Ou apenas os eus dos meus antepassados, incerto
Busco encontrar a minha voz, o meu eu
Em busca do verdadeiro motivo da criação
Para não ser escravizado e dar lucro aos milionários
Será que são minhas outras versões, essa questão?
Busco a verdadeira essência, em meio a tantos cenários
Criados pela minha imaginação, tantas visões
Mas quando menos espero, sou retirado da ilusão
Assim encontro a verdade do outro lado da vida
A humanidade destrói seu próprio mundo com ganância desmedida
Esquecendo que seu ganho não ajudará o mundo, perdida
Espero que este poema possa trazer reflexão sobre nossas ações e o impacto que causamos no mundo ao nosso redor.

Inserida por Mykesioofc

Por um acaso, cá estou, em recesso. Em recomeço quanto à minha identidade.
Espelho-me em sorrisos alheios e vozes doces. Desaprendi daquilo que me mantinha em bom humor.
Como em um inferno, astral, psicológico. Fase de sofrência.
Acumulam-se feito bolas de neve, os sentidos mais frios.

Inserida por marjilaagostini

⁠Identidade

O homem, por mais que se erga sobre inúmeras sobreposições, não se afasta de si mesmo, pois é projeção de sua própria essência. Com respeito às sobreposições, não são estas desvios de quem ele realmente é, mas sim manifestações da mesma identidade, como reflexos de uma virtude essencial que se desdobra de diferentes formas sem perder-se.

Inserida por CatarinaL

A IDENTIDADE DA POESIA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Com o tempo, aprendi a trocar torrão por terra. Hoje sei perfeitamente substituir lugubria e desterro pela velha, boa e poética tristeza. Já não vasculho sinônimos rocambolescos (permita o rocambolismo do termo rocambolesco) para rio, serra e céu. Não aplico aparatos desnecessários e bestas na beleza, que se basta e cabe sem aparatos.
Seja na Rocinha, na roça mesmo, no Leme, nos Guetos da Bahia ou em Veneza, o meu poema já sabe como resvalar. Ele não emperra nem gagueja em seu romantismo (seja ou não de amor). Vai do beco sombrio à realeza, sem os recursos do arroubo; da ostentação; da exclamação tripla e do grito de guerra.
Descobri finalmente, que a poesia é o balneário das letras. Dispensa o cultuado rigor do dicionário, seja na trova; no soneto; no verso branco; na prosa poética injustiçada como poesia pelos poetas de arcádias. Escravos da precisão e da obrigatoriedade. Parasitas da burocracia literária, sem a qual não seriam poetas.
A arte maior da poesia está no se fazer sentir com a mente. No se fazer entender com o coração. E nada disso é possível num poema espremido. Forçado. Cuja leitura é maçante. Cuja construção é rigidamente metódica e mais parece uma tese dividida em versos. Uma sólida equação literária.
Qualquer poema é dotado de personalidade, quando flui naturalmente. Quando seu parto é normal. Se a sua construção é livre, ainda que adote normas. Todo bom verso, igualzinho ao ser humano, tem o mesmo valor, ainda que nasça manco. A poesia, por si só, é especial. Não é dotada de necessidades especiais. É especial.

Inserida por demetriosena

IDENTIDADE

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Se te livras dos outros, "nada mau";
mas o mal verdadeiro está no fundo,
pois ainda estás dentro de quem és...

Inserida por demetriosena

IDENTIDADE

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Saia dessa fachada e se permita ser,
pois estar nos anula sob as aparências;
é um ter uma vida que não tem sentido;
ter essências de gostos que não são os nossos...
Ou então se convoque, pode ser ainda,
que você não esteja no próprio casulo;
dê um pulo no espaço, tente se pescar
e repor seu extrato; sua identidade...
Só não perca seu tempo mentindo pra si;
só entenda que o só pode ser o seu tudo
e aí talvez more o maior desafio...
Entre nessa verdade que o medo rejeita;
tenha sua receita, jamais a dos outros,
no que tange o respeito pelo próprio eu...

Inserida por demetriosena

IDENTIDADE

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Mostre a cara, seu rosto não me basta,
porque rosto é fachada; fantasia;
é a pasta que oculta o seu arquivo
de verdades que o mundo quer saber...
Lá no fundo está sua identidade,
torne-a viva no espelho de seus atos,
no caminho escolhido pelos sonhos
e nos tratos diários com a vida...
Deixe os olhos falarem de su´alma,
seu avesso é que veste seu caráter,
é a palma da mão para se ler...
Sua história está dentro dessa capa;
não há napa que possa disfarçar
um estofo que os ratos corroeram...

Inserida por demetriosena


Demétrio Sena - Magé

Os loucos trocam de ponta
com a própria identidade;
às vezes faço de conta
que sou quem sou de verdade...

Inserida por demetriosena

Olhos de identidade

Quando criança crescemos
instigados pelo fascínio, a desvendar uma pequena fração da vida, supondo que a vida será bela...
dispostos em tudo ver e amar, mas ao crescer somos
ensinados a desapegar e se não preparados, sofremos
por aprender que o amor é uma dádiva que quando criança não soubemos valorizar

Inserida por Lucastulerborges

A autenticidade leva a conhecer a própria identidade, a compreender o processo de crescimento que estamos envolvidos.
Temos um compromisso com nossa consciência, se não formos fiéis a ela, não seremos a mais ninguém.
A espontaneidade com base na educação e respeito ao outro é necessária para manter a mente saudável, e estabelecer relações humanas autênticas, dispostas a superar turbulências em nome do vínculo da paz , união e do progresso de todos nós.
Para cada noticia que nos entristece, temos muitas a agradecer.
Essa compensação é necessária.

Inserida por AmeliaMariPassos

⁠⁠Dizem que sou tudo, mas na realidade, sou um pedaço de carne.
Com identidade.
(Nepom Ridna)

Inserida por ridnaruJ

⁠Única forma de compreender a identidade neurodivergente é sendo neurodivergente.

Qual o tom da sua voz no seu espaço de fala?

Inserida por Diogovianaloureiro

Mulher Elemental

Ela carrega a força sagrada do quinto elemento,
filha da natureza, identidade em movimento.
Nobreza de pertencimento,
essência que é fundamento,
legado de boniteza universal,
vida pautada em exemplos.

Abrigo que acolhe tudo o que gerou,
assemelha-se à mãe-terra,
raízes que o tempo não apagou.
Neste solo amoroso, onde a vida brotou,
é energia, vibração, pulsação,
mas jamais se resume ao que se vê ou se diz:
seu amor é ação.

Se provocada, ela se faz vento,
dança com o tempo,
peita os enfrentamentos,
não sabe recuar!
Mas quando quer se materializar,
seu canto é cura,
bálsamo para as dores ausentes,
abrigo das lembranças distantes,
conexão com o ar.

Mulher é chama!
Quando se alinha, acende alianças,
fogo que ninguém contraria.
Firmada no encantamento,
lança magia,
sedução em labaredas,
derrete de emoção!
Mas seu “não” é um escudo firme,
respeitem sua decisão!
Seu fogo aquece, mas jamais consome.

Mulher é mar.
Suas águas profundas
guardam mistérios,
oceano reverso,
espelho dos céus.
Sereia, canto de ninar,
bússola que orienta,
mergulha na superfície
e com cada movimento desenha a vida.
Ensina.
Resistir é sua doutrina.
Se há declínio, há fôlego.
Se há tormenta, há guiança.
Na resiliência, ela se refaz,
e no ápice da conquista,
ergue-se iluminada.

Inserida por elizete1598

Cordel da Mulher Preta Quilombola

A mulher preta quilombola
Tem identidade e tem chão,
Carrega gênero na luta
E memória no coração.
É guardiã da palavra antiga,
É raiz da tradição.

Traz na voz a oralidade,
No gesto, o velho costume,
Na lida, a sustentabilidade
Que mantém aceso o lume.
Resistência é sua veste,
É herança que a resume.

Especificidade é força
Que carrega na essência,
Nossa própria constituição
Nasce dessa resistência.
Somos corpo-território,
Somos tempo em permanência.

Somos a continuidade
Da história que não se encerra,
Por isso todos caminham
Porque somos base da terra.
Sustentabilidade que pesa,
Mas é herança que não erra.

É da nossa ancestralidade
Esse fardo que também é luz,
É passado que nos guia,
É futuro que nos conduz.
Mulher preta quilombola
É raiz que o mundo traduz.

Inserida por elizete1598

Crise de identidade

Em plena maturidade
Sinto-me tão insegura
Penso estar tento uma crise de identidade
Quem eu sou, e oque estou fazendo?
Busco respostas, com uma finalidade.
De me encontrar e me aquietar
Será que me faltou sobriedade
Ou será que vida é só isso mesmo
E encontrar a tal felicidade
Parece-me tão frustrante
E oque antes era pra mim prioridade
Deixou de ser importante
Pra alguns esses pensamentos
São frutos de ociosidade
Pra mim é pura reflexão
Ou pode chamar de crise de identidade.

Inserida por julianarossicordeiro

Adolescência
a fase da intensidade
a busca de identidade
de sua essência
Da formação de personalidade
a dor da puberdade
transformação, metamorfose
observo você crescer
meu filho,
adolescer,
aqui estou para te dizer
que essa fase se acabe
em breve sentirás saudades
porque logo adulto será
e outra fase irá começar.

Inserida por julianarossicordeiro

Hoje entrei em surto
Viro Betty Murffin
Ninguém sabe minha identidade
Nunca direi quem sou
Pois ainda não sou feliz de verdade.⁠

Inserida por Missbelle

⁠O viajante,
queria descobrir sua identidade,
perguntou ao vento:
qual caminho seguir...
em formato silencioso
em ciclos finos,
correndo ao norte,
o vento preferiu fugir...
.
O Viajante iluminado, in conversas com o vento.

Inserida por AllamTorvic

⁠⁠A minha cor define os meus valores quando sei que a minha identidade está inserida nela.
Sei de onde vim, por que vim e para o que vim.
A minha cor, é uma forma de me dizer sobre o núcleo existencial de mulheres fortes e lindas da minha linhagem!

O racismo é sobre o outro truncado, que não enxerga a totalidade sobre os verdadeiros valores!

Inserida por MarcileneDumont