Poema sobre Educação da Escola
Muitos fazem dos púlpitos da Escola Dominical uma exibição de conhecimentos sem a participação dos seus alunos, os quais voltarão para a Escola do Mundo como meros ouvintes, escravos e sujeitos aos sistemas e às filosofias dos homens.
Sair da escola e não aprender nada é o mesmo que abraçar o atraso, o prejuízo e o fracasso da comunicação.
“A escola de samba Viradouro se consagra como a grande campeã do Carnaval de 2024 no Rio de Janeiro; já em São Paulo, foi a Mocidade Alegre. E a escola pública, quando será consagrada campeã?!”
Para favorecer a aprendizagem escolar é necessário: um professor comprometido, uma escola estruturada, um aluno disciplinado e uma família parceira. Quando há falha por parte de um dos componentes, o processo é prejudicado.
Não existe escola sem aluno, nem sem educadores, muito menos sem professores. Também não existe sem um ambiente acolhedor que promova o pertencimento e a existência. Afirmo: a estrutura é importante, mas não essencial. Se houver um educador apaixonado pelo ato de educar, não importará o lugar — sempre haverá mentes e horizontes preparados para reivindicar sua cidadania, exercendo força nas mudanças e inovações para o bem comum.
Enquanto a escola não desconectar com o passado que a estrutura, não irá conseguir transformar a realidade de ineficiência que a mesma adquiriu ao longo da história.
Se a escola não consegue exercer o seu papel social, então ela passa de instrumento de transformação para aparelho ideológico do Estado.
Quando os pais procuram uma escola para os seus filhos, na verdade eles estão dividindo a responsabilidade da formação de seus entes queridos, consequentemente, almejam encontrar uma excelência no ato de educar dessa instituição.
Enquanto a escola prioriza as exigências do sistema de ensino ao qual está subordinada e ao cumprimento do currículo, os alunos valorizam o que está para além dos muros dessa escola, por considerar mais atrativo.
O maior mal que o neoliberalismo fez à escola, foi torná-la em um ambiente de
de profissionais na arte de auto-negar a sua capacidade de educar.
A escola é um poço de contradições, onde a solução está no discurso que nunca se concilia com o ato.
Quando a escola incorporou a ideologia neoliberal, que transformou as instituições da sociedade em empresa, ela passou a agir com tal, logo o desenvolvimento pleno do aluno deixou de ser seu objetivo, passando a focar na obtenção de resultados positivos em avaliações externas, como parâmetro de eficiência da sua ação.
Quando a escola não cumpre o seu papel no processo de ensino e aprendizagem, depara com uma realidade dentro dela, que não consegue encontrar uma solução e a melhor que encontra é transferir a responsabilidade para a falta de participação da família no processo de ensino e aprendizagem do aluno ou na dificuldade que este tem de aprender.
O professor não pode olhar para a falta de interesse de um aluno aos assuntos da escola, sem ver a realidade a qual esse aluno está inserido e, muito menos, a sua história de vida.
Enquanto a avaliação for concebida como um instrumento de aferição de capacidade, a escola nunca conseguirá exercer o seu papel social com excelência.
Temos que repensar a escola para um fazer pedagógico desvinculado do modelo de empresa imposto pelo neoliberalismo, pois, do contrário, a mesma não deixará de ser um poço de contradições ao qual ela se transformou.
A escola tem que ser um lugar para onde o aluno deseje ir, mas para isso é preciso que ela faça dos seus espaços um ambiente que o aluno não tenha em casa.
