Poema sobre Abraço
O ciclo do reforço
No mundo dos afetos
É preciso reforçar,
Com um gesto de carinho
Faça das palavras ditas
Um sentido a significar.
Pois balbuciar frases
Leva-o a monotonia acometer,
Assim logo em um espaço de tempo
Pode o coração a um fiel sentimento perder.
Do ciclo da vida fazemos parte
Necessitamos de ritmo em nossa pulsação,
Não precisa de muito...
Apenas um caloroso abraço
Que revigore as batidas
De nosso coração!
DIA DAS MÃES
Procurei o que dizer
pra mamãe eu agradar,
mas não tive uma ideia
para a homenagear.
Perguntei o que eu faço,
ela quis só um abraço
para se presentear.
"Por cada instante serei grato,
de tal modo e sempre tanto,
que ao ocaso,
ao fim e ao cabo,
permaneçam só o olhar,
o abraço,
e todo encanto."
Nobre coração a noite cai no tumulto das estrelas....
Para aqueles que duvidam que vida é apenas parte da imensidão...
As trevas torna se o alívio para quem entende o amor.
Já reparou que quando você abraça alguém, descarta o resto do mundo dos seus braços?
Talvez o amor seja como um abraço.
Vivi Adea
O Anjo Negro
Anjo negro, estrela do crepúsculo
Fala agora onde estás
Tira minha alma desse reduto
Pois somente tu me alegrarás
Estende tua mão agora
Tira de mim esse peso
Não deixa que nasça a aurora
Mata esse medo
Por sobre o chão de pedra negra
Eu logo hei de caminhar
E a luz que passa a fina seda
Com minhas mãos hei de apagar
Me envolve em teu abraço
E me dá com a adaga forte
Faz do meu passo
A casa de tua sorte.
Sossega
Sossega alma! Sei que você é livre. Tão livre que um dia abandonará sem remorso o meu corpo.
Aquiete se! Sei que não conhece rédea forte o suficiente para segurar seus ímpetos, nem força bruta que a contenha.
Conheço que é arredia e arisca, por temer ser domada e prefere lutar, sempre.
Mas, sossega! Prometo te alimentar com o que é belo e com palavras sábias. Prometo te inspirar com fins de tarde ensolarados, com lembranças e sorrisos, e te farei descansar dentro de mim, envolta em abraços apertados.
Abrace
Quando não existe palavras ... abrace. A arte e uma festa ! O amor é uma arte, sentir, saber escutar é uma arte.... infelizmente nao temos mais artistas...Vale a pena escutar meu professor!!! Quando a arte é exponencial o violão canta!
Vou aprender...
A coragem vai me levar para venice jogar malabares na areia.... Venice ....
Acordar, te ver preparar um mate,
ver o teu sorriso, te abraçar...
Sonho e peço a Deus, para esse dia chegar.
Eu preciso de um espaço, para ser livre,
ser completa e cobrir esse buraco!
Mesmo lendo o que escrevo,
ninguém sabe o que sinto muito menos o que passo!
Sou mulher e sou criança,
sou de carne sou de osso só não sou feita de aço!
Minha vida é como eu quero
e o que eu quero nem sempre é o que faço!
Seria bom algumas ordens pra fugir desse embaraço!
Sentimentos cheios de nós, onde deveriam ser de laços,
Consciência de que nada é nada mesmo
e que nada é o que faço!
Mato o tempo dando vida ao que chamariam de fracasso.
Com palavras, sentimentos sem contato sem abraço.
Imaginei estar em um poço, mas era apenas cansaço.
Minhas palavras nem sempre são poesias,
as vezes são desabafos!
Chega a ser cômica a indignação delas.
O que posso eu fazer, se amo é ela?
À ela, ofereço um universo; a estas, fragmentos, quirela.
A vida já teve alegria, hoje são só mazelas.
Hoje é velório, o que outro dia fora festa.
Sua ausência transformou em gris o que um dia foram cores, aquarela.
Os sonhos da chuva de arroz, o arremesso do seu buquê, ainda infectam minha mente, como bactérias.
O branco do vestido antagoniza o negror do meu luto, parece-me, drenou a minha resiliência.
Desalento, mau agouro, infelizmente fiz do teu abraço a minha residência.
Outros amores? Parcimônia.
Pinto nosso futuro, como um pintor, em uma tela.
Seu amor é prisão, frio, como uma cela.
É engraçado, quando me recordo de tudo que já fiz para ser dela.
Mas cômico mesmo é a indignação delas.
O que posso eu fazer, se amo é ela?
"Eu realmente não me recordo, se estava quente ou frio.
Só me recordo daquela praça, nosso encontro, suspiro.
Lembro-me meu amor, de esquecer até o meu nome, quando vislumbrei a arcaica igreja e imaginei você saindo dali, de véu, comigo.
O pouco que me recordo, as vezes acho que é delírio.
Lembro-me do aconchego do abraço e da paz que me trazia, aquele seu sorriso.
Eu já me esqueci de viver, amada minha, e o fiz, pois, é só por você, que eu vivo.
Meu Sol, meu ar, meu girassol, meu lírio.
Quando a madruga vem, e me recordo de ti, percebo que, as nossas lembranças, poderiam ser tema de poemas, canções, mil livros.
Rogo, imploro, ao Logos, ao Cristo.
Um dia, um segundo, mil anos, você, comigo.
Lembro-me de tudo, dos nossos momentos, a ternura, os abraços pareciam-me abrigo.
As memórias são prisões, e os sentimentos, castigo.
Levou-me o calor da alma, e sua ausência só me deixou, o frio..."
E seu eu tivesse a sorte
Não soubesse o que é morte
Não seria assim tão forte
Não iria me importar
Com cada segundo que passa
Com seu braço que não me abraça
Com seu olhar que me transpassa
E mira um outro lugar
Mas na sorte do azarado
Vendo a morte andar ao lado
Entendo todo o significado
Que você possa significar
Quero Provar
do doce desejo,
esse que tenho,
pelo o seu Beijo.
Venha me dá,
é disso que eu preciso.
Realize esse sonho Íntegro.
O teu Abraço,
o teu Sorriso,
para mim são mais que o Paraíso.
Desvio
Não posso voltar para os seus braços
Não conseguiria sentir os seus abraços
A minha sensação não permitiria.
Para cada afago seu, logo me lembraria
A contar nos dedos que me faltariam
Todas as outras acoitadas nos seus braços.
Não, eu iria somente banalizar o que fora um dia
Seria estupidez acreditar no seu embuste hábil
Deixaria a verdade falsear suas ideias maquinadas.
Doe amor
Pegue na mão, por favor
Olhe nos olhos com ternura
E abrace com vontade
Amanhã será outro dia
Volte a dar alegria
E não se surpreenda
Se tiver tirado alguém da agonia
Deságua
Sou rio, mas não mando em mim.
Nasço tímido entre pedras,
um fio d’água sem dono.
Aprendo cedo a correr,
a buscar o mar sem perguntar.
As pedras me ensinam desvios.
As margens me lembram limites.
Aceito ser água que passa,
que abraça, que perde e que segue.
Se um dia seco, o barro me guarda.
Se transbordo, o mundo me teme.
Mas a vida não me espera—
ela deságua mesmo quando eu já não estou.
Se sentir flutuar...
Voar sobre as nuvens
no céu de alguém.
Passear pelas belezas que há.
Avistar um sorriso... de canto talvez.
Já é uma dádiva.
E por fim, acampar no abraço
de quem te faz bem!
