Poema Seio
NO SEIO DAS FLORES-04/2020
Sou do ventre imortal da poesia
Querida pátria terra da cantoria
Cidade das flores seio do sertão,
Seria um poeta na minha cidade
Para cantar minha doce saudade
E toda a alegria do meu coração.
Não aguarde descoberta tardia, ó alma amiga,
Tudo que carece está em teu seio,
Amar com fervor a quem te pertence é a prece,
Só a quem te ama, te entregas, em desvelo refeio.
SEIO MATERNO
No seio fecundo o bebê mama amor,
Mais que o leite - seu precioso alimento!
No peito que é fonte de tanto acalento,
O eterno reduto, onde se acha calor!
Nesse peito, o coração - âmago da vida
Pulsa tão forte que mesmo o mais forte
Não vence como vence este a morte!
Amor que é infindo e não se intimida,
Mais puro, mais doce e mais terno,
Sempre desconheço igual o materno!
Não hílare em ser perene, fez-se singular,
E desmedido a quem quiser assim amar;
Assim será como foi desde o princípio,
O seio sagrado e à mãe, reverencio!
Depoimento do abismo
Fui lançado — não nasci.
Arrancado do seio do Olimpo e cuspido no ventre escuro do submundo.
Como Michael, caí.
Mas não houve batalha. Não houve glória.
Só a queda.
Afundei nas águas estagnadas do Aqueronte,
onde o tempo não corre, onde a existência apodrece em silêncio.
Ali, não se morre — tampouco se vive.
Ali, a única sobrevivente é a dor.
E mesmo ela, cansa.
O amor é uma lembrança malformada.
A paz, um conceito sem tradução neste idioma feito de gritos mudos.
A esperança... uma piada cruel, contada em ecos por almas vazias.
Tentei respirar.
Mas as águas negras não são feitas de matéria,
são feitas de ausência — ausência de tudo.
São a substância daquilo que não deveria ser.
E nelas, minha alma se desfaz, lentamente.
Não há carne.
Não há forma.
Não há identidade.
O "eu" é um sussurro perdido na margem da consciência.
Sou e não sou.
E, nesse estado, compreendo o que é a antítese da vida:
não a morte, mas a permanência involuntária no não-ser.
O sofrimento aqui não grita.
Ele murmura, ele sussurra, ele escava.
É uma erosão constante da alma,
um delírio sem sonho.
Sou parte do rio agora.
Sou sua densidade, sua ausência de luz.
E quanto mais fundo me torno,
mais compreendo:
O inferno não é fogo.
É o esquecimento de si mesmo.
É saber que se sente dor,
mas não lembrar por quê.
Tempos nebulosos estão em curso. A obscuridade se faz presente no seio da humanidade. A verdade será descortinada no apagar das luzes.
Rafael
És tu Brasil,
entre outras mil,
a mãe gentil,
cujo seio alimenta
o insaciável covil,
dos que por ti não tem
nenhum afeto em seu peito varonil.
COMO É LINDO
Como é lindo ver uma criança
Que nos braços adormece
Que no seio se alimenta
E no colo acalenta.
Como é lindo ver uma criança
Nos momentos de travessura
Nas horas de brincadeira
Com olhar de inocência.
Como é lindo ver uma criança
Que tenta reproduzir
Tudo o que o outro fez
Olhar de maroto é a minha vez.
Como é lindo ver uma criança
Brincando com animais
Nas corridas pelos campos
Passeando com os pais.
Como é lindo ver uma criança
Durante a primavera
Correndo pelos jardins
Contemplando a natureza.
Como é lindo ver uma criança!!!
Verdade-Mulher
(Gravidez do Ânimus Dionisíaco)
Te toco,
o seio tocado.
Te teço,
cabelo e entranhas.
Me útero em teu ventre
e te barrigo homem.
Te barrigo homem
Oh que saudade tenho em amargura lembro,
O único eterno seio que não nega amor
Desmoronado e canceroso meu legado de dor;
Navego por águas mortas, meu orgulho aumenta no escuro
De linho revestido a manga de veste torta
Tocar gaita e comer caviar em sossego,
Ouço uivos dos cães carniceiros nas noites aflitas
Perseguido pelas sombras sem contraste, meu sangue é mais amargo;
-Não importa a índole desse sujeito amordaçado,
Leila foi envenenada por este whiskey que tomou;
a cada pouco, perdeu-lhe esperança, está setenciado!
Entre os muros altos e ferros da grade, ajuda o anjo negou!
Em extremo pranto e tremor, luz que desgranha
Choro na madrugada, mas a única que ainda me amava
Por mimsacrificou-se como a pomba revoada
Que carregou o julgo no meu lugar, que ao outro lado atravessava
A criatura de enormes asas me atormenta
Na sua presença, por ódio me consome
Da pendurada réu entre a corda, morta inocente, arrependido nada adianta
Serena noite em melancolia,navego em mar de lamentos em blames
Bebo o tempo todo, para matar o vazio por dentro
-Kraron por que não morri?ésmeu coordeno eterno
Está morto é melhor que encontrar algum sentido
Preparo o gatilho,e navego pelo desastroso destino
SENTIR
Olho em teus olhos,deles desço à boca.
Da boca ao seio,são dois beijos só.
Sinto a maciez.
Freio o meu ímpeto.
As mãos na cintura ficam,
de novo as bocas se encontram.
Os sentidos, atentos buscam mais, em tudo.
A minha mão esquecida em tua perna fica.
O coração aos pulos bate muito e alto,
contrariando a fala que aquieta e cala,
ficamos totalmente mudos.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
O combustível do Amor de Deus, é o fogo que arde no seio do Céu. Ao passo que o combustível que inflama o Ódio de Deus, é a chama que arde no seio do INFERNO.
🔥
Você é para mim como a sombra no caos
E já imagino-me jazindo no teu seio, afagando teu rosto
E mordendo teu lábio.
Tenho a certeza do quão é linda: o teu corpo, o coração
Tão belo quanto os dois juntos.
Conjugação Cotidiana
A vida como
Um seio exausto
Assim tão reluzente
Sobre a noite e do mar,
Lhe veio a voz
E só então, foi totalmente a sós
Sentiu-se pobre
E triste como Jó
Da carne nos rasgos
Da febre mais quente
Que
Jamais queimasse
Mas nunca como antes
Nem paixão tão alta
Nem febre tão pura
Em noites de insônia
Findei com poesia o meu arrego!
Quantos segredos o teu seio oculta
Com essa perturbação tão ardente
Basta, porém, que o amor te tente
E és como sofrente, na dor resulta
No vazio tua carência dilata e avulta
Foges do manejo e mais aperto sente
E quem te desafeie ou te apoquente
Aquela tristura na tua alma insepulta
Como tu, velho coração, já fui pueril
Rasquei o peito com arrebatamento
Lutei por olhar e por um aconchego
O díspar entre nós é que não fui hostil
O pesar também foi o meu sentimento
E eu, findei com poesia o meu arrego!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/11/2023, 19’49” – Araguari, MG
Pro Nobis Peccatoribus
Deus é uma imposição social,
nutrida no seio
das culturas humanas.
se você não acredita nele,
estará fadado ao instantâneo exílio
da humanidade. banido
da condição humana.
porém, toda crença que é imposta,
só pode gerar uma consequência,
o questionamento, a dúvida.
não se pode acreditar
no que é obrigatório,
naquilo que nos é obrigado,
só podemos desconfiar.
(Michel F.M. - Trilogia Ensaio sobre a Distração - 18/10/22)
Amor Vencido
Vício desse amor? Requinte de ternura
teatral no seio da vida instável,
Gíria fulcral da ânsia inesgotável,
Infâmia surreal ou sensível loucura?
Energia astral da emoção aceitável
Na mente de desejos, abstrato puro
Da indulgência ou deleite inseguro
Da intuição humana ao inexplicável?
Nobreza plantada no palco da fantasia
Sedutora ou rica colheita da cortesia
Indivisível do ser ao adaptável?
Éteros mortais! O que dirão da antropia
se temem o Obscuro? Quem responderia
À sua dor: ─ A Morte Vence esse amor insaciável??
As Riquezas de Minas
Minas pulsa em seu seio altaneiro,
Montanhas que guardam um brilho certeiro,
Das pedras preciosas ao ouro reluzente,
História e cultura em alma presente.
Cordisburgo, a terra da prosa imortal,
Oliveira, no saber, um farol sem igual.
Santos Dumont, voando em visão,
Além Paraíba, justiça em ação.
Diamantina, do líder, brilha em memória,
São João del-Rei ecoa a história.
Itabira traça os bons caminhos,
Divinópolis, versos, em belos ninhos.
Três Corações, do rei que encantou,
Teófilo Otoni, da lei que ensinou.
Serro, valente, de heróis em flor,
Ouro Preto, arte e esplendor.
Aiuruoca, a estrela em cena,
Sete Lagoas, acorde e poema.
Minas em música, humor e paixão,
Horizonte belo em cada visão.
E assim se ergue, grandiosa e altiva,
Terra que canta e sempre cativa,
No berço das artes, da luta, do bem,
Minas é ouro que o tempo não tem
Nós temos seio e útero
Nós sangramos todo mês e continuamos vivas
Nós, e somente nós, somos capazes de gerar e dar luz a uma nova vida
Nós somos o que eu chamo de VIDA
