Poema Seio
Deixa-me deitar em teu seio
Somente por alguns minutos
E imaginar que o mundo
É um grande arco-íris.
Caráter é a primícias da sua formação no seio de sua família até a sua auto dependência.
Quaisquer que seja a religião ou o que escolha seguir jamais mudará, a sua real essência; porém em algum dado momento sempre é revelado quem verdadeiramente você sempre será.
Tudo se baseia em escolhas, em fazer o certo e lutar sem se corromper mesmo sabendo das dificuldades e não desistir ou o errado e continuar se iludindo, sofrendo, vendo tudo se acabando e se perdendo pouco a pouco diante dos seus olhos.
NO SEIO DAS FLORES-04/2020
Sou do ventre imortal da poesia
Querida pátria terra da cantoria
Cidade das flores seio do sertão,
Seria um poeta na minha cidade
Para cantar minha doce saudade
E toda a alegria do meu coração.
Não aguarde descoberta tardia, ó alma amiga,
Tudo que carece está em teu seio,
Amar com fervor a quem te pertence é a prece,
Só a quem te ama, te entregas, em desvelo refeio.
SEIO MATERNO
No seio fecundo o bebê mama amor,
Mais que o leite - seu precioso alimento!
No peito que é fonte de tanto acalento,
O eterno reduto, onde se acha calor!
Nesse peito, o coração - âmago da vida
Pulsa tão forte que mesmo o mais forte
Não vence como vence este a morte!
Amor que é infindo e não se intimida,
Mais puro, mais doce e mais terno,
Sempre desconheço igual o materno!
Não hílare em ser perene, fez-se singular,
E desmedido a quem quiser assim amar;
Assim será como foi desde o princípio,
O seio sagrado e à mãe, reverencio!
Tempos nebulosos estão em curso. A obscuridade se faz presente no seio da humanidade. A verdade será descortinada no apagar das luzes.
Rafael
És tu Brasil,
entre outras mil,
a mãe gentil,
cujo seio alimenta
o insaciável covil,
dos que por ti não tem
nenhum afeto em seu peito varonil.
COMO É LINDO
Como é lindo ver uma criança
Que nos braços adormece
Que no seio se alimenta
E no colo acalenta.
Como é lindo ver uma criança
Nos momentos de travessura
Nas horas de brincadeira
Com olhar de inocência.
Como é lindo ver uma criança
Que tenta reproduzir
Tudo o que o outro fez
Olhar de maroto é a minha vez.
Como é lindo ver uma criança
Brincando com animais
Nas corridas pelos campos
Passeando com os pais.
Como é lindo ver uma criança
Durante a primavera
Correndo pelos jardins
Contemplando a natureza.
Como é lindo ver uma criança!!!
Verdade-Mulher
(Gravidez do Ânimus Dionisíaco)
Te toco,
o seio tocado.
Te teço,
cabelo e entranhas.
Me útero em teu ventre
e te barrigo homem.
Te barrigo homem
SENTIR
Olho em teus olhos,deles desço à boca.
Da boca ao seio,são dois beijos só.
Sinto a maciez.
Freio o meu ímpeto.
As mãos na cintura ficam,
de novo as bocas se encontram.
Os sentidos, atentos buscam mais, em tudo.
A minha mão esquecida em tua perna fica.
O coração aos pulos bate muito e alto,
contrariando a fala que aquieta e cala,
ficamos totalmente mudos.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
Você é para mim como a sombra no caos
E já imagino-me jazindo no teu seio, afagando teu rosto
E mordendo teu lábio.
Tenho a certeza do quão é linda: o teu corpo, o coração
Tão belo quanto os dois juntos.
Conjugação Cotidiana
A vida como
Um seio exausto
Assim tão reluzente
Sobre a noite e do mar,
Lhe veio a voz
E só então, foi totalmente a sós
Sentiu-se pobre
E triste como Jó
Da carne nos rasgos
Da febre mais quente
Que
Jamais queimasse
Mas nunca como antes
Nem paixão tão alta
Nem febre tão pura
Em noites de insônia
Findei com poesia o meu arrego!
Quantos segredos o teu seio oculta
Com essa perturbação tão ardente
Basta, porém, que o amor te tente
E és como sofrente, na dor resulta
No vazio tua carência dilata e avulta
Foges do manejo e mais aperto sente
E quem te desafeie ou te apoquente
Aquela tristura na tua alma insepulta
Como tu, velho coração, já fui pueril
Rasquei o peito com arrebatamento
Lutei por olhar e por um aconchego
O díspar entre nós é que não fui hostil
O pesar também foi o meu sentimento
E eu, findei com poesia o meu arrego!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/11/2023, 19’49” – Araguari, MG
Amor Vencido
Vício desse amor? Requinte de ternura
teatral no seio da vida instável,
Gíria fulcral da ânsia inesgotável,
Infâmia surreal ou sensível loucura?
Energia astral da emoção aceitável
Na mente de desejos, abstrato puro
Da indulgência ou deleite inseguro
Da intuição humana ao inexplicável?
Nobreza plantada no palco da fantasia
Sedutora ou rica colheita da cortesia
Indivisível do ser ao adaptável?
Éteros mortais! O que dirão da antropia
se temem o Obscuro? Quem responderia
À sua dor: ─ A Morte Vence esse amor insaciável??
As Riquezas de Minas
Minas pulsa em seu seio altaneiro,
Montanhas que guardam um brilho certeiro,
Das pedras preciosas ao ouro reluzente,
História e cultura em alma presente.
Cordisburgo, a terra da prosa imortal,
Oliveira, no saber, um farol sem igual.
Santos Dumont, voando em visão,
Além Paraíba, justiça em ação.
Diamantina, do líder, brilha em memória,
São João del-Rei ecoa a história.
Itabira traça os bons caminhos,
Divinópolis, versos, em belos ninhos.
Três Corações, do rei que encantou,
Teófilo Otoni, da lei que ensinou.
Serro, valente, de heróis em flor,
Ouro Preto, arte e esplendor.
Aiuruoca, a estrela em cena,
Sete Lagoas, acorde e poema.
Minas em música, humor e paixão,
Horizonte belo em cada visão.
E assim se ergue, grandiosa e altiva,
Terra que canta e sempre cativa,
No berço das artes, da luta, do bem,
Minas é ouro que o tempo não tem
Nós temos seio e útero
Nós sangramos todo mês e continuamos vivas
Nós, e somente nós, somos capazes de gerar e dar luz a uma nova vida
Nós somos o que eu chamo de VIDA
Tudo passou
O novo desperta o desejo
a dúvida vem antes do anseio
me deito em teu seio
como uma criança inocente
um pensamento nasce como uma semente
semeie o que sente
Que a tua Alma dê ouvidos a todo o grito de dor como a flor de lótus abre o seu seio para beber o sol matutino.
Que o sol feroz não seque uma única lágrima de dor antes que a tenhas limpado dos olhos de quem sofre.
Que cada lágrima humana escaldante caia no teu coração e aí fique; nem nunca a tires enquanto durar a dor que a produziu.
Estas lágrimas, ó tu de coração tão compassivo, são os rios que irrigam os campos da caridade imortal. É neste terreno que cresce a flor noturna de Buda, mais difícil de achar, mais rara de ver, do que a flor da árvore Vogay. É a semente da libertação do renascer.
