Poema Retrato
Tudo o que aprendi
com o amor e com a vida
num retrato que me faço
pitam coisas que ainda vão existir
A essência do passado
num delírio de emoção
deixo com o sol atrás do horizonte
me contemplo com a saudade
que nunca se esconde
Retrato de mamãe
Uma lata ela abria
Retirando toda a tampa
Tão doce parecia
O seu belo semblante.
Criança, eu não entendia.
Que mamãe criara poesia
Cantarolava e a lata abria
Com carinho o vaso surgia.
Sobre a mesa a lata estava
Abarrotada de flor
Toalha de chita
Combinando com louvor
E com um terno sorriso
A casa mamãe enfeitou
E da minha infância, te digo...
Só recordo com amor.
Enide Santos 04/12/14
Do jeito dela
Tão bonita que parece um retrato
Seu cheiro é como uma rosa
Que de longe sinto de imediato
E para completar é graciosa
Sua pele é como uma pluma
Tão macia que parece uma seda
Com o sorriso que costuma
Que chega a ser uma vereda
Por ser graciosa
Chega a ser atenciosa
Se não for do seu jeito
Vai ficar vendo o defeito
S2
Do jeitinho do coração
Parece nós no retrato
Uma ponta liga em cima
Outra ponta liga em baixo
São as cabeças se beijando
E em baixo mais apertado
O lápis colorido
No papel branco listrado
vejo meus sonhos pintados
crio desenhos em retrato
no papel branco listrado
com o lápis vermelho
faço no papel um pássaro no meio
tudo isso crio por inteiro
com o lápis vermelho
no lápis verde
desenho uma árvore com sede
minha imaginação aparece vedete
no lápis verde
gosto do lápis amarelo
com o sol batendo no meu teto
só digo isso do meu castelo
porque gosto do lápis amarelo
surgiu por, fim o lápis azul
me engano pensado que é blue
achei um lápis no meu chuchu
surgiu por fim o lápis azul
Relevo. Meus dedos. Segredos. Apreciam.
Retrato. Trecho. Passo. Beijo.
Imagino. Laço. Amasso. Bombom.
Curva. Hoje. Bem. Bom.
Nota. Uva. Bala. Terapia.
Carta. Moldura. Pescoço. Seu.
Ângulo. Meu. Foto. Sorriso!
Eu sem nada a dizer...
RETRATO
Hoje olhei o teu retrato
.......Estremeci de saudades
Talvez mais do que nunca
....Tive que calar-me
No meio do silêncio
....Cantava a minha alma
Procurava a voz do teu olhar
.....Queria olhar para dentro
Da tua alma e encontrar a minha
......Vi o teu retrato e sorri
Senti-te comigo, como se fôssemos um só.
RETRATO
Vivo como posso,
silenciosa, ao amanhecer
dançando um forró triste na beira dos meus desejos.
E basta-me a resignação das folhas de outono.
Às vezes eu posso como devo,
condigna, entre notas desafinadas
pinto dias sempre eguais
na tela das minhas emoções.
E basta-me a firmeza dos ponteiros na passagem inexorável do tempo
Raramente devo como vivo
inerme diante a magica do sublime
entrego a lua meus loucos devaneios
E não me basta a irrequietude dum leão na jaula
Hoje vivo como creio,
livre, como ao pôr do sol
moldando meus sonhos
ao sabor de antigos ideais.
E não me basta a coragem e a força do mar de inverno
Impetuoso, veemente, despudorado...
Sou rocha que resiste ao furacão dos sentimentos,
Sou neve que desliza através das emoções
Sou salgueiro chorão, que resistente
aos ventos borrascosos da vida
Eu sou ...
silenciosa, condigna, inerme, livre.
Rocha, neve, salgueiro.
Eu sou.
Esse é o retrato de uma mulher moderna, dessas que vai a luta, estuda e trabalha. Paga tudo o que consome e não depende de ninguém. Ela é forte e destemida. Decidida! Faz o que tem que ser feito!
Cumpre suas missões com maestria.
O mundo pode estar desabando que sua cabeça continua erguida. Ela vai equilibrando, equilibrando e coloca tudo em seu lugar. Do nada outra bagunça acontece e lá vai ela arrumar.
Flexível, se adapta rápido as mudanças.
O segredo do sucesso? Ela nunca desiste. Se não der certo hj, ela dorme e ao amanhecer, ela tenta mais uma vez. Ela vive por um fio. Mas o sorriso está estampado na boca que diz: tá tudo bem!
E está tudo bem! Quando não está ela faz ficar. Ela arruma um jeito de amar. Amar é o que faz essa bombinha não estourar.
Quem conhece essa mulher?
A Cor do Tempo
As folhas que caem
E um retrato antigo.
Cartas na gaveta
E o nascer do dia.
Horizonte distante
Guardando o sol.
A estrada ao longe
Vista da janela.
A cor do tempo
É amarela.
Se Deus tivesse um porta - retrato,
Seu retrato estaria nele.
Se Deus tivesse uma carteira,
Levaria sua foto nela.
Ele te manda flores em toda primavera.
Ele te manda o nascer do Sol a cada manhã.
A qualquer momento que você quiser conversar,
Ele te escuta.
Ele pode morar em qualquer lugar do Universo,
Mas... escolheu seu coração.
É isso, Ele é louco por você.
Deus não prometeu:
Dias sem dor,
Risos sem sofrimento
Sol sem chuva,
Mas Ele prometeu:
Força para o dia,
Conforto para as lágrimas,
Luz para o caminho.
Carro de Boi
No quadro, um retrato do se foi.
Vejo crianças e um carro de boi.
Creio que muito ele rodou, gente
e histórias por ele passou.
Até contos de Alibaba, e de pessoas
que conheceram o mar.
Ah interior, cheio de miscelâneas,
imunes ao que se vê.
Anciões e sábios,
sem saber ler e escrever.
MEU QUINHÃO
Meu retrato na parede...
Não bebe água, nem sede
a esperança em seu olhar
todavia, vive verde.
É terra seca rachada
é pesadelo sob rede
cabo seco com enxada
e esperança, toda verde.
É vento secando sertão
estrada que passos prende
é fé amarrando coração
é aprende no seu alpendre.
E o velho prato da casa
sobre mesa, seu esmalte
tudo exposto na tabua
com tabuada de quilate.
Antonio Montes
"No retrato eu me faço
memória, esperança, coragem
e nele sei exatamente quem sou
mas nunca sei o quem posso ser
em meio aos sonhos inquietos
que rolam em minha mente
como rolam as águas de um rio
procurando a imensidão do mar."
Ela prometeu a si mesma
Que não iria se expor
E tampouco postar seu retrato
Descumpriu
É uma necessidade
Busca de adrenalina momentânea
Passa e logo adiante
Sente-se traida, fingida
Ela deseja se apagar.
''Retrato do povo brasileiro
Diante de tanta corrupcao pessoas
Se calam nao se organizam
Diante de uma democracia
Que escraviza falsa democracia
Mesmo diante de tantos sofrimento
Ainda existe alegria com poesia por favor
Gigante que um dia acordou
E protestou por 30 centavos
Hoje se cala estar com no na garganta
Querem mudancas mais nao querem mudar
Poderiamos morrer lutando
Mais morremos chorando chorando''
Retrato II – Poema escrito em considerações ao Poema RETRATO de CECÍLIA MEIRELES
Eu era assim, como você
E nunca me vi tão longe do que já fui antes
Do que sou agora
Diga-me o que aconteceu com o tom
Do meu cabelo, da minha pele
A cor dos meus olhos já se apagara
Onde eu estava que não enxerguei essas mudanças?
Porque tive eu de fugir para não ver tais marcas?
Já me chamam de Senhora e me sinto tão invisível
Ao mesmo tempo que me vejo tão presente.
Como posso ter mudado tanto
E não ter morrido como sempre desejei
No memento instante, no tempo ausente.
Como um sopro a vida girou tipo roda gigante
E mudou algumas certezas de lugar
O porta retrato que antes ocupava a estante
Hoje está guardado em qualquer lugar
Como se fosse fácil falar de despedidas, coloquei no rádio aquela velha canção
Nela dizia sobre um trem de partida e eu insistindo em ir na contra-mão
Mas deixa pra lá, a canção é só pra aliviar
Enquanto eu termino de arrumar a casa
O coração começa a se ajeitar com decência
Enquanto eu acomodo o silêncio nos cômodos
O coração termina de se conformar com a ausência
Mas quer saber? Deixa pra lá.
