Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Desejo.
Diz-me onde estás!
O que estás fazendo agora?
Quero-te junto a mim.
Para amar-te como outrora.
Vou seguir-te além do horizonte.
Senti o calor da sua respiração.
Embriagar-me com o perfume de seu corpo.
E beijar-te com toda afeição.
Vejo seu rosto em cada estrela.
Sinto seu perfume em cada flor.
Tão bela a sorrir para mim.
Como a dizer: te amo, meu amor.
Açoita-me com seus carinhos.
Aprisiona-me em seu coração.
Mantenha-me refém de seus beijos.
Liberta-me dessa prisão: solidão.
A chuva vai cair.
As flores, irão florescer;
Os pássaros cantarão;
Então, amarei você.
A noite chegará;
E a lua, com mágico explendor!
As estrelas, altivas no céu;
Iluminando nosso amor.
Mesmo sob pingos de chuva;
Ou no negrume da escuridão,
A luz de seus olhos será meu guia!
E meu destino, seu coração.
Ainda que não haja flores.
Nem pássaros a cantar;
Mesmo sob chuva ou sol,
Permaneço a ti amar.
Desculpe as controvérsias, minha pose de ladrão,
Meu estilo de vida, sempre fui vilão.
Pulei catraca de busão, robei uns vacilão,
Fiz muita merda amor, crimes sem motivação.
não cabe explicação, se errei perdão,
Sempre gostei do errado, rodei e me vi no chão.
Sem justificativa, só não posso te deixar partir,
Assino cárcere privado mais amor não sai daqui,
mais amor não sai daqui, não posso te deixar ir.
Ficaa, deixa eu te lembrar, deixa eu tentar, tenta ver, vem cá.
O mundo gira e bota as coisas no lugar,
Mas se eu partir, não prometo que vou voltar,
Mas se ficar te garanto que eu vou mudar.
Então, dei a volta por cima.
E consegui te esquecer.
Fiz das suas saudades pano de chão.
E agora, com liberdade vou viver.
Antes do Silêncio
Diga para alguém
o que você mais gostaria de ouvir...
Nada de palavra velha,
a carregue de cor,
pois as cores são sensações da luz...
Diga para alguém
o que você gostaria de sentir...
& dizer, olhando nos olhos,
já é o começo do sentimento...
Faça com que a palavra seja leve,
que caiba entre um sorriso,
Que ela carregue o hálito de felicidade
de poder a dizer assim...
Que ela tenha um perfume fresco
para que quando chegar aos ouvidos seja um susto breve...
Fala assim como quem canta
& assim queiram dançar,
E que tudo depois
da boca falar, dos ouvidos escutarem,
dos olhos brilharem & do peito disparar,
O que disser se torne fácil...
Então: -Me Beija!... -Fica!... -Vem...
Diga para alguém
o que você quer ouvir...
& tudo mais pode ser silêncio!
Cabine Telefônica
(Victor Bhering Drummond)
Procurei a cabine mais próxima.
Não era para tentar contato
Te ligar, te encontrar.
Era para deixar ali rabiscados meus versos
Soltos ao relento, versando ao léu
Quem sabe nessa mistura rítmica
De pessoas indo e vindo
Entrando e saindo
Eles pudessem tocar mais corações
E assim mais vidas pudessem
Ser tocadas pelo ritmo das canções
Que faz adormecer as guerras
E despertar as paixões
melhor dizer sim, ainda que não.
senão não entenderias
ainda que voltasses a nascer
ou quem sabe, eu morreria
antes que pudesses entender...
porque não é falta de inteligência
é pior(muito pior): é falta de poesia...
Eu achava que nada podia me abalar
Nada podia me fazer falta
Nada podia me machucar
Nada podia colocar a minha felicidade em risco
Até eu provar do veneno mais mortal de todos
O teu sorriso.
Na vida eu sou um prato quebrado,
Já servir varios pratos,
Cozido, assado,
Do bom ou barato,
Servir muita gente,
Deixei gente de barriga cheia,
Lamberam seus beiços,
Sujaram seus dentes,
Sorriso na boca,
Foram todos bem servidos,
Fiz bem meu serviço,
Servir muita gente,
Usaram tão bem,
Agora de lado,
Não sirvo mais a ninguém,
Só um prato vazio,
Velho, mal lavado...
Servir muita gente,
Agora em cacos,
Ninguém mais o quer,
Só um prato quebrado!
Te amar é,como uma onda.
Ela me bate,me puxa e me afoga.
Tento nadar para longe.
Mas isso só me cansa e me joga para mais perto de você.
Te amar é,como um hematoma.
Aonde você aperta para saber até onde aguenta.
Mas a verdade que gosta dela.
Te amar é,como um dia de sol.
Tudo é caloroso e brilha.
E sempre queremos mais.
Te amar é,não ter palavras.
Não saber explicar e nem entender o que sente.
E passear entre a felicidade e a tristeza sem segundos.
Te amar é,sempre querer mais.
Lá Estava Ele
Lá estava ele a ser sentido:
Sua história é que era sofrido,
Mas, se quisesse, seria divertido!
Que teria sacrifícios, mas,
Se quisesse, não teria suplícios!
Que teria escolhas:
_ Se mal, teria dores!
_ Se bem, teria amores!
O Amor estava lá...
Só a espera de ser sentido!
Autor: Vauvei Vivian
Do livro: Acordes Para Sonhar
Lágrimas e Sorrisos
Uma folha que cai
Um coração que se desfaz
O sopro do vento, trás gotas de chuva
E um melancólico sorriso
Atraente para aqueles que não enxergam por dentro
Vazio para os que sofrem
Triste para os mais felizes
Mas...
Um dia na floresta de sonhos chegará
Deitarei na cama de plumas e olharei para o céu
A noite será a mais linda, pois aguardaria um dia de sol
Um dia não preto e branco
Sem sussurros frios e constantes do vento
Só o cantar magnífico dos pássaros
Que me trariam um buque de flores
Sentindo outros gostos e sabores...
“Exótico” diria a mente ambígua
“Comum” diria um alien
As estátuas de pedra me venerariam
Aplaudindo minha existência
Me convidariam para dançar
Com sorrisos e melodias, apenas um eu iria aceitar
Para este daria a mão, o corpo e a alma
Com ele subiria ate o altar
Os olhos fechados, sem nunca espiar
Com um beijo eu riria, riria tão alto e alegremente
Que todo o salão não hesitaria em me acompanhar
Riríamos sem parar por toda a noite
E ao dia riríamos por dentro
Sem nada poder nos afetar
Por isso...
Essa chuva que agora coloca máscaras em minhas lágrimas
Me ajuda a atravessar o caminho
Na paciência e suavidade, para frente eu posso olhar
Não vejo rostos nem carrancas
Só véus flutuando ao me redor
E é por isso que sorrio
Pois acredito que sou forte
Nada vai me dominar
Essas lágrimas que caiem, um dia serão as mais bonitas
Pois seu brilho de alegria, só esta guardado em algum armário
Quando eu o encontrar, vou sim, começar a chorar
Você ainda mora em mim, e de você eu não quero sair.
De alguma maneira eu não quero deixar de me abrigar em ti.
Teu abraço imaginário é onde eu faço morada;
E quando eu fecho meus olhos, é nos teus que fico mergulhada.
Teus olhos, tão verdes, vistos tão pouco pelos meus.
E o mar tem a cor do teu olhar,
e pra ele que olho quando quero me lembrar,
do quão bom era você me olhar, antes de me dizer Adeus.
O Adeus que saiu tão friamente dos teus lábios,
estes mesmos que me beijavam,
como se nunca fossem se despedir dos meus.
E Eu viveria tudo de novo, mesmo sabendo como iria terminar,
só pra poder vivenciar cada encontro do teu corpo com o meu.
Se a condição de te ter de volta nesta vida
fosse passar por cada momento nosso de novo,
até pela despedida,
então eu iria ao teu encontro de maneira repetida.
E eu ficaria neste ciclo, sabendo que depois de cada fim,
nosso recomeço viria em seguida.
Eu teria infinitos começos e fins com você,
vários encontros e desencontros,
vários últimos beijos de boa noite,
milhares de primeiros olhares de bom dia.
Eu teria as caricias no cabelo a cada manhã,
e os beijinhos rápidos de “Até a próxima vista!”
Eu teria a gente na cozinha no lanche da madrugada,
e você me esperando no posto de gasolina.
Eu teria os encontros com os amigos, as risadas, as piadas;
E você me dizendo: mais 10 minutinhos e já vamos pra casa.
Tua casa!
Minha morada nos fins de semana,
minha paz com hora marcada.
Mas agora tive que fazer do meu coração o teu lar,
e te abrigar em cada parte do meu ser.
Porque agora pra te encontrar eu tenho que olhar pra dentro de mim.
É o que resta de um amor que chegou ao fim,
sem nem ter chegado a ser amor enfim.
Encanto
Despretensiosamente
Assim como quem nada deseja
Encanto todos ao meu redor
Pois no fundo
Este alguém tudo almeja
Talvez seja este o problema
A grande falta de expressão
Ou talvez seja a sorte
Pois cativei sem querer
Querendo o seu coração
Eu poderia declamar mil poemas,
Poderia escrever mil canções,
Poderia cantar mil cânticos,
Mas nada disso diria o quanto
[te amo].
Vejo flores em cada curva
Em cada abraço
Em cada olhar
Vejo flores em seu caminhar
Vejo flores em teu beijo
Em tua fala
Em teu sorrir
Vejo flores em cada verso que faço para ti
Vejo flores em tudo que contemplo
Começo a duvidar do meu ver
Devaneios? Miragens? Talvez...
Mas prefiro pensar que a razão dessas flores seja você
As estações do ano possuem um significado demasiado para mim
Cada uma dela com suas peculiaridade
A primavera das flores
Suas cores
Seus aromas
Seus sorrisos
O teu sorriso que faz crescer em mim uma felicidade infindável
O verão com seu calor intenso
Um calor de paixão
A paixão que se ascendeu em mim no momento em que, pela primeira vez. olhei para ti
O outono com seus ventos que gentilmente assobiam
Com o cair das folhas
O cair, sereno, do amor, vindo de ti, em mim
O inverno e suas temperaturas que fazem tremer as pernas
Assim como faz tremer cogitar, mesmo que por uma fração minúscula de tempo, a possibilidade de um dia o seu coração eu não habitar
As estações, mesmo com suas grandezas fascinantes, eu as trocaria, sem remediar, por um segundo a mais que fosse ao teu lado para só mais uma vez dizer: "Eu te amo"
De tempos em tempos, pego-me observando o mundo
Observando as luminescências encantadoras advindas do seu interior
De tempos em tempos, pego-me admirando o mundo
Admirando suas paisagens, minunciosamente, como se cada instante fosse o último a ser atentado
De tempos em tempos, pego-me sentindo o mundo
Sentindo suas fragrâncias
Fragrâncias únicas que me fazem sentir como se estivesse me deleitando em um mar de rosas
De tempos em tempos, pego-me amando o mundo
Amando tudo que há nele
Cada traço
Cada aspecto
Cada sentimento
Cada singularidade dele
E, em todos esses "tempos", noto que, o mundo que tanto observo, admiro,sinto e amo, é você
VIDA DELIRANTE
A vida grita coisas delirantes,
Partindo em espaços descontínuos,
Entristecida e só!
Só pelas rudes campinas do luar...
Choram as víboras desesperadas,
Querendo sangrar a alma, querendo matar o dia!
Não tendo porquê, histórias repletas
De cantos difusos e fatos inúteis
Que lembram desgastes de velhas lembranças
Do fruto maduro, apodrecido pelo tempo, inútil!
Enlaçando os coros de uivos rebentos,
Morrendo nos dias, fugindo das horas...
A Espreitar
A espreitar esta imensidão,
Vejo que os mundos em paralelo
Numa forja ótica de ilusão,
Quase reconstroem um castelo
Em magnetismo e sedução.
E nem assusta a colisão.
São planetas tão distantes,
Com sentimentos pulsantes.
Mas revigora sim, a emoção
Em forças que tenho em mim,
E continuo eternamente assim...
A espreitar o infinito...
