Poema na minha Rua Mario Quintana
LUTAR EM NOME DO AMOR
A luta de um gladiador
É para da arena sair respirando
Minha luta é pelo amor.
Já que o mundo está mudando
Palavrinha sem cor
Por ela vou continuar lutando.
O amor não pode morrer
Agonizante em mórbido amanhecer
Não... Enquanto algo puder fazer.
Rasguei-me muitas vezes....
onde consumi-me de mim mesma
Olhei para o infinito esqueci a minha alma
perdi-me no silêncio que há em mim
Hoje recolho a energia que ficou no caminho
espremo tudo que não presta em mim
Expectativas, são que jamais o céu deixe brilhar
que a minha alma estremeça sempre que veja o sol.!
Sendo Poetisa
Minha sombra
Se concretiza
Nas minhas verdades
De poetisa
Pois devo viver
Com tudo que tenho
Pela porta vou conhecer
No mundo me embrenho
Numa palavra me dobra
No seu abraço me engloba
Minha mente manobra
Minha paciência renova
Quando meu olho eu bati
No seu sorriso, eu sorri
Nem sei o que eu senti
Só sei é que'u me fodi
Aquilo tudo foi verdadeiro
Mais que duas metades, éramos dois inteiros
Talvez seja por isso que o golpe foi tão certeiro.
Teria isso realmente acontecido?
Ou será que eu enlouqueci?
De que importa minha sanidade?
Eu só escrevi o que eu senti
De muito tempo venho falando de mim
E da minha busca por algo que me completa
Uma lástima, sabendo que teu amor por mim aperta
Socorre e me faz valer mais depois de um sim
É você o que eu procuro, tenho certeza!
Antes tudo girava em torno do eu, da solidão
Mas você apareceu e hoje tudo gira em torno de você
Onde mais eu iria, senão ao amor teu pelo meu ser?
Reciprocidade que encontrei, e hoje é paixão
Minha Sapateira conta
Minha sapateira fala
Por onde andei
Dos caminhos que percorri
Das estradas que caminhei
Minha sapateira lembra
Dos apertos que eu passei
Das bolhas que me machuquei
Dos momentos inesquecíveis que vivenciei
Minha sapateira guarda
Sapatos velhos e novos
Momentos e recordações
Passado e presente
E talvez possibilidade de futuro.
Minha sapateira fala, lembra, guarda e conta
Da vida que os pés transportaram
Dos pés que transportaram a vida, até aqui.
Poesia Infantil | Poemas Para Crianças
NA JANTA
Na Janta
Minha mãe gosta de pato
temperado com alho
E um suco de toranja.
Mas no meu prato
Eu não gosto de pato
E alho para mim é um
Espantalho…
Na Janta
Eu gosto mesmo é de Canja
de Galinha, uma batatinha
Com um refri de latinha
Laranjinha =P
www.jessicaiancoski.com
Meu corpo trêmulo
Minha mente incurável
Sinto que nem dentro de mim queria estar meu coração acelerando.
andeja
minha poesia é onde vou
um aconchego, um amor
aí eu finjo que ali estou
uns devaneios ao dispor
então rumo pra outro voo
minha poesia é sertaneja
come perna de cachorro
sem parada, assim seja!
vai, sobe e desce morro
e outro acaso nem planeja
andeja!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, 16 de outubro
Cerrado goiano
(sal)gado
minha saudade além do cerrado
não chega a ser um uivo
ou tão pouco ouvidos calados
são silêncios em ruídos
vindos do gosto salgado
do mar, são sentidos
que sinto aqui no cerrado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Maio, 2016
Cerrado goiano
BAGAGEM
És minha tormenta
passaporte para solidão
Não sei como seguir
A sombra da tua direção
És meu erro
Minha melhor estação
Afaga o meu defeito
Num riso arrependido
De incomparável medo
Não retrocedo, sigo
Canso sem parar
Num corte não desisto
Vou em frente, Sigo
É mais leve que alterne
As prioridades Que carrego
comigo na bagagem
EU LABIRINTO
Minha mente é um labirinto
entre!
E se perderá
Não queira mofar
Nas elevadas confusões
Em minhas indecisões
Sentado num chão
Caído em círculos
Fruto da dialética
Da saída, Não sentida
Rápida despedida
Lembrança apoiada
Em travesseiro inquieto
Se te olho me desperto
Se me esbarro, lembro
E se me perco, me encontro
Sou assim
Se quero dou as pistas
E você encontra o caminho
Entre tantas
Inacabadas saídas
OS TEUS EUS DE MIM
Entre risos e salto agulha
Minha desajeitada ironia
Rápidas chamas
Entre olhares Indesfrutáveis
Compacto num sentir
Exagerado de amar
Lá mesmo me distraio
nos seus eus de mim
Ainda me restam
Tua rasa intensidade
afogadas em maldade
Plenitude
Enquanto uns escolhem ser
saudade, vou vivendo a minha,
A nossa felicidade. Ora se a vida
É tão cheia de amor, porque
Alguns escolhem viver
Tão cheios de dores?
Pra que viver eternamente
De lembranças e memórias
Vazias de algo que um dia
Foi, se o divino é viver a
plenitude do amor em vida?
Nos arranjos da minha poesia cantei
Nos arranjos e notas de mim
cantei cada poesia que fiz!
Ao passo vi um concerto
esplanado num canto,
de mil passarinhos!
A orquestra tocou,
as luzes do sol
o dia, coroou...
Nos arranjos e notas de mim
tambem cantei
cada verso na rima que fiz..
O pulsar do meu coração
sem voz, sem nos dois...
Fui dispersando em sua direção
na minha poesia em canção.
Na orquestra que tocou,
depois os passarinhos voaram...
Eu ...continuei quase sem voz,
sem você no meu caminho,
feito agora os sons que caem
em pétalas de raio do sol...
sobre a neve espalhado no chão!
Mas, também me espalho nos ares
e me desmancho em pétalas de flores
com desespero em meu canto te amo,
assim aqueço o meu coração em cores!
"Se conhecer"
Eu sonhava em refazer minha vida
Poder dizer “Policial, minha ficha é limpa”
Seguir em frente
Focar mais no meu presente
E também ser mais sorridente
Talvez a mudança trouxe oportunidades
Perdida por um bom tempo nessa cidade
Somei o que eu não sabia que precisaria
E acrescentei tudo isso na minha vida
Tá tudo bem, você tem tempo
De ter o seu momento
De brilhar
E aos poucos entender
Ninguém sabe o que é melhor para você
Além de você
E isso só acontecerá
Quando você se conhecer
Tenho ainda uma poesia vazia
Tenho ainda uma poesia vazia
e branca na inspiração:
à minha espera
tão cheia de quimera
de amarras na emoção
e me resta melancolia
triste comoção
que sempre quisera
que sempre urgia
funesta direção
ó tão anca ironia
tão seca espera
tão vão ilusão
pobre coração
sem valentia
tão mera...
Tenho ainda uma poesia vazia...
à minha espera!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
Minha vida
O breve é quem dita a minha vida
A vida da minha vida tem vida peculiar
Elege chegada, permanência e partida
Pulsa na minha vida sem se importar
Vive a sorte, independente, sua linha
Sem que eu quisesse ou não quisesse, vive
A minha vida, sem vida, eu não teria vida minha
Não teria arte, dor, suspiros, cor, amor inclusive
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril de 2016 – Cerrado goiano
era como um daqueles quadros que
te fazem querer chorar
minha mão na sua coxa esquerda
a sua mão sobra a minha
o carro subindo a rua
como se o destino fosse a lua
Ontem peguei minha caneta
Tomei uma pinga com mel
Olhei pra cima pra ver
A super lua no céu
E quanto mais eu olhava
Mais criativo ficava
Mais rabiscava o papel
Porém eu não terminei
Pois faltou inspiração
É que uma nuvem preta
Tapou a minha visão
E eu olhando atento
Chamando na mente um vento
Só via a escuridão
Depois que a nuvem passou
A lua voltou a brilhar
E eu já na quarta dose
Bebendo igual um gambá
Guardei a caneta e o caderno
Já estava meio aéreo
A rima não quis mais rimar
Fiquei mais um tempo olhando
Pensando se o céu fosse meu
A lua seria minha
Estrelas que Deus me deu
Deitei, acordei e li
Tomei muita água e escrevi
Os versos que você leu.
- Farley Dos Santos -
