Poema na minha Rua Mario Quintana
Minha essência
Minha essência
Minha etnia
A minha vivencia
Vem do dia-a-dia
Se minha cor não te julgas
Por que tu julgas a minha?
Sou negra, mulata, preta!
Sou tudo isso sim
Tudo isso é minha essência
E tenho orgulho de mim
E quanto ao padrão de beleza
Pra que rotular?
Tem gente bonita em todo lugar
Esse papo da sociedade
De defender e defender
vem viver nosso perrengue
pra saber se vai doer
Cansamos de ser rebaixados
Todos nós temos direitos
E pra que preconceito?
É hora de mudar
Esse tempo já passou
Ser ignorante não vai rolar
Já dizia a princesa
"Se mil tronos eu tivesse, mil tronos eu perderia para por fim a escravidão"
Então pra que protestar irmão?
E por fim vou deixando minha mensagem de paz
Pra te conscientizar
Que ser negro não é defeito
Afinal somos todos iguais.
Vem no canto da minha janela
Me chama pra passear
Me conta sobre você
Me deixa te mostrar
Que o universo vai ser pouco
Perto do que a gente ainda vai conquistar
- Me chama baixinho, ninguém precisa escutar.
Perdi minha poesia
Perdi minha poesia
Joguei fora minha magia
De alguma forma ou de outra
Com certeza eu já sabia
Que isso chegaria
Como um soco no pâncreas
Chegou sem aviso
Sem menores discrepâncias
Como vou recuperar
Essa minha melodia
Eu ainda vou procurar
Vou achar uma saída
Minha audição é falha,
Levo a bengala na mão,
Já vivi oitenta anos,
Já perdi tanto irmão,
Vivo fazendo lambança,
Ajo como uma criança,
Dos filhos levo sermão.
Jesus, eu te aceitei
Mas acho que minha família e meus amigos
Não entenderam muito bem
Pensei que ficariam feliz
Mas na verdade me perguntaram
“O que foi que eu fiz?”
Não gostam de como de repente tudo mudou
E dizem que não me querem como agora eu sou
Eu não sei oq eu faço
Por que eu os amo, mas de ti eu não largo
Bendito és tu
Ó filho meu
Que por a mim, o seu velho homem morreu
Saiba que não doi só em ti
Por que quando eles te negam, também negam a mim
Pois eu digo continua
Ainda que por homens seja negado
Por mim sempre será amado
Eu estarei em ti e você estará em mim
Até que venha o fim
então percebi que minha felicidade dependia só de mim
e essa foi a primeira vez que me senti livre.
- eu não conseguia falar, então eu escrevi, página 63.
ALAGOAS
Alagoas minha querida.
Fica nas margens do Nordeste
Terra recheada de Cultura;
Na zona da mata, no sertão e no agreste.
Suas belas praias,
Do mundo tem atenção.
Alagoas de águas,
Que causam emoção.
O que não sofreu esse povo
Pra chegarem até aqui.
200 anos não é pouco
Tem guerreiros a servir.
Lugar do meu coração.
Terra dos marechais,
Dos índios e do algodão,
Do fumo e canaviais.
Maceió é a capital,
Intitulada de sereia.
Na bandeira tem branco e azul
E também a cor vermelha.
Um estado arretado
Mistura de muita gente.
Para a terra “brasis”
Deu logo dois presidentes.
Suas terras são fabris.
Um artesanato impecável,
Um dos melhores do país
De matéria prima inigualável.
Terra fértil
Terra amada
De encantos mil,
És tu, Alagoas do meu Brasil
O tempo me viu,
Ele me disse “onde você vai?”.
Vou quebrar minhas pernas,
Retratar minha preguiça.
Me afogar nas mentiras,
Tirar-me-ei a dignidade,
Tempo em excesso, preguiça em excesso,
Me perdoe doce tempo.
Não fujas de mim,
Eu vou te reconquistar,
Eu vou lamentar sua partida,
Eu te darei o devido valor.
Liberdade da razão
A minha alma é leve feito a pluma,
meu vôo a suavidade da liberdade...
porque deixo - me enveredar nela
como Deus fez - me de verdade...
assim deixa - me fluir pelos ares,
desvencilhada de seus 'ah' inúteis!
Deveras tens tuas razões vulgares
a mim, são elas parcas e fúteis...
Se sou teu alvo, me acerta logo
porque assim vôo pra longe de ti
e nele esquecerei - te sem rogo!
O universo é minha imensidão,
é meu palco e meu íntimo aqui
transmuto no rasante da razão!
Eu te amo;
Com todas as forças da minha alma;
Sem nenhuma força do meu corpo;
Pois meu corpo é infestado de pecados;
Minha alma é pura;
Por isso apenas te invento nos mundos dos ideais;
Você é a pessoa perfeita;
Eu te amo porque você é bela, por dentro;
Mesmo não tendo te conhecido;
Isso é apenas amor;
Amor genuíno;
Amor puro;
Amor que não escolhe nem julga;
Amor de cristo;
Amor correto;
Eu repito nesse verso;
Eu te amo.
Eu sofro;
Eu sofro muito;
A dor na minha alma é infinita;
Eu sinto muito;
Por ter te decepcionado;
Por quê não me perdoas?
Por quê não me perdoas?
Eu preciso fazer o quê?
Me livre dessa escravidão;
Eu sou escravo da minha moral;
Eu quero que você me perdoe;
Dos meus atos;
Da minha falta de eficiência;
Eu fui duro com você;
Eu fui mau com todos;
Me dê uma chance;
Eu não mereço essa chance;
Mas, por Zeus;
Eu quero uma chance.
minha alma tanto chora
so queria entender o nascer da aurora
de onde e que flui tantos presentes
se eu não mereço, nem toda essa gente?
eu não consigo fingir
talvez, pra mim eu tente mentir
só, é humano Pai aquele que achar
que um dia esse mau todo, ira acabar
mas a verdade é que todos veem
apenas não sabem se creem
o Pai está no obvio da criação
ora, nascemos pra ser todos irmãos.
apenas oque se leva é oque se faz,
então de coração desejo que suas obras
não sejam más..
Noutr'época redimido, amedrontado e fútil,
Instalei em minha angústias alheias das quais não precisava.
Vive, senti, morri e renasci, e ainda era inútil,
Rodas em Marte, anéis em Saturno e nada amava.
Minha maior vingança
é que tudo o que
me irrita no outro,
aperfeiçôo em mim.
Se você me rasga, vou dar
curativos a outros
e a você, só o fim.
Tudo o que eu queria
que fosse diferente,
revoluciono em como sou.
Mando embora o que machuca,
mas machuco de volta somente
virando cada vez mais o oposto
do que me sufocou.
E sufoco nem sempre
é sobre gente que aperta:
às vezes é sobre gente
que não soube segurar.
É seguindo em frente
que a lição foi dada,
é melhorando para quem chegar.
INFANTICÍDIO
De João Batista do Lago
Minha barriga está cheia!
Preciso urgentemente defecar
as tradições que degluti
e que me foram impostas
pelas tradições de todos poderes…
Estou empanzinado!
Necessito cagar velhos poemas
não posso deixá-los crescer:
se os parir como alimentos
serei algoz; cometerei infanticídio
Tudo o que quero, Senhor!
É ter a minha vida inundada com o Seu amor.
E por Sua bondade, faças chover sobre mim,
Chuvas de bençãos que não terão fim!
Tá me matando aos pouco, me vejo no poço, calabouço, eu dou grito com minha alma
Ao invés de usar minha própria voz, porra ninguém me escuta, más falam que eu tô na
Paranóia, ninguém entende minhas loucuras, e loucuras de louco quem vai entender?
POETA
Eu queria ser um poeta
Para transformar em poesias
Momentos que marcaram
A minha infância
Mergulhar no rio
Das minhas lembranças
Usar a caneta mágica
Que o Agostinho Neto escreveu
A sagrada esperança
Me inspirar nas retinas
Dos olhos de uma criança
Uma flor, um ser inocente
Que não merece dor
Saudade do tempo
Em que o joelho ralado
Era curado com colo e amor
Eu queria ser um poeta
Para escrever poesia que trasborda essência de uma aurora
Para ti Mulher
Mereces ser amada, homenageada
Como qualquer outro ser
És o amanhecer
És o entardecer
És o anoitecer
A rosa que brilha em qualquer jardim
Diz-me o que deseja
Serei o teu mágico da lâmpada
Como no filme do Aladdin
Autor: Adalberto Fábio
MINHA AMIGA SOLIDÃO
Solidão solidária
Solidária solidão
Me ajude a refletir
O sentido de estar aqui
Andando nesse imenso mundão
Caminhando solitário
Na estrada da frieza
Onde empatia é fraqueza
E andar sozinho não tarda
Mas limita o caminho na estrada
Solidão solidária
Solidária solidão
Me ajude a entender
O vazio do coração
Solidão solidária
Solidária solidão
Já não existe solidariedade
Na nossa comunicação
Eu estou imersa
E talvez isso fale muito
E não fale nada
É minha insegurança
E porque estou imersa
Tenho medo
E porque estou imersa
Ainda te guardo em segredo
Eu posso parecer entregue
Mas eu te dou aquilo que sonhou
Aquilo que pediu ao céu
as fadas ouviram, Deus abençoou
Eu estou imersa
Mas não da mancada
A mesma mão que da
Pode também tirar
Eu estou imersa
E só posso sentir
Eu falo o que sinto mesmo
Porque se tivesse aqui...
Ah, mas se tivesse aqui
Ia poder olhar meus olhos
E ver que me faz sorrir
Gosto que me faz sentir... a vida de novo
Eu estou imersa
Mas não tenho pressa
Porque quero apreciar
Slow motion, cada minuto conta
