Poema com mar
PÔR DO SOL
Cores alaranjadas- fascinação
Asas abertas sobre o mar- despede o dia
Paz no entardecer afaga o coração
Beleza em pinceis ou rabisco de uma poesia...
Não há no mundo riqueza mais sublime
Do que um pôr do sol no mar
Acaricia a alma nos faz sonhar
Qual palavra melhor se exprime? ...
Versos traçados que contagia
Esse espetáculo sobre o universo
Só rabiscando alguns versos
Mar e o pôr do Sol em poesia...
Irá Rodrigues
Os olhos dela parece um mar
Onde qero mergulha
Seus cabelos são tipo sol
Me deixam com calor
Cheia de qualidades poisé
Então respeita não é mais menina
Ja é mulher feita indepente
Todas que ja conversei
Tu é diferente a gente sente
Tem uma energia foda
Quando tu chega o mal sai fora
Demorei moh tempão pra te achar
Não some, não vai muito longe
Promete estar sempre ai pra nos conversa
Portal para o mar...
Passagem para o lugar...
Onde há renovo
Revigor
Restauração
Transmutação
Reconfiguração
Tônico para a alma, mente e coração
Intensidade,
É esse teu olhar de mar,
Me inunda à alma.
Com essa onda, me leva pra longe.
Que mulher!
Mulher, tua intensidade é implacável, de domínios intensos que percorre oceanos...
Mulher
De fases,
De faces,
Tem dentro de si,
um mar revolto onde as ondas,
quebram no verbo calar,
por fora águas rasas,
tranquilas...
Mas em seus olhos sempre estarão,
os reflexos do quebrar das ondas...
Não foi feita para ser entendida,
Nem tão pouco mensurada...
É infinita em suas diversas capacidades,
e quando dizer-te...
“ nada tenho em mim, que possa dar-te"
Está apenas vivendo o verbo calar,
pois suas feridas ecoam a cada quebrar das ondas,
lhe trazendo a inquietação que é o sentir...
Faz-se do verbo calar escudo para não sentir...
Linda mulher,
“Mar calmo não faz bons marinheiros...”
Sempre haverá um alguém que saberá,
navegar em seu mar revolto,
e respeitará a grandeza do seu
Ser,
Calar,
Sentir,
Amar...
Ah linda mulher,
não tema viver... Há tanto a sorrir...
Um lugar
Um lugar onde quero estar
Uma companhia para demorar
Um mar para contemplar
Um sonho a realizar
Uma paz a se desfrutar
Uma areia para caminhar
Uma brisa para respirar
Um dia a mais
E nada mais...
Se seus olhos fossem um farol
Iluminariam certamente o caminho dos navegantes
Ninguém no mar ficaria perdido
Nem mesmo os barcos errantes
ESTRELAS TAMBÉM AMAM
Estávamos eu e o mar,
Falávamos de amor
E das estrelas do céu;
Uma delas padeceu
E caiu sobre mim...
Estrelas também amam.
Ela contou dos seus mistérios
E logo o dia amanheceu.
Me abraçou com seu brilho
E junto comigo morreu.
ONDAS
Nas ondas do mar estão
A força da ventania
A revolta das profundezas
O som silencioso das águas
A eternidade azul...
Minhas mãos deslizam suaves
Nas mesmas ondas pacíficas
Com cheiro de rosas serenas
E orvalho leve da manhã
São as ondas dos teus cabelos.
ELA E O MAR
Ela e o mar
Tem uma relação de entrega.
Toda vez que vai ao mar
Ele a entrega algo.
No mar já não haviam mais ondas,
ficaram melhores nos cabelos dela.
Ali vejo lua
lá vejo o mar
aqui vejo as estrelas,
e o passado sempre Irá me guiar
O amanhã que nunca chega
presente que confuso estar.
Vento, pássaros cantando, brisa do mar, folhas verdes, céu azul e uma janela - janela da alma? vidraça? um simples vão no imaginário?
Cachorro latindo, caminhão passando, coração a pulsar;
Teclas sendo pressionadas, respiração ofegante (ansiedade?);
Pequeno momento de percepção e reflexão na solidão criativa.
A grande contradição
Europeus em alto mar
Auto lá
Em seus países deveriam ficar
Mas vieram em nome da religião
Para civilizar
Pingentes em suas correntes
A cruz de prata
A luz reflete
A boca diz sou bom
E a mão bate e fere
Em missão
De conceder nova visão
Ao pobre indígena
Que "não sabe"
O sentido da vida
Ouro e prata
São as primeiras palavras
Pensadas por quem chegou
Na nova terra
É a grande América
Venha ser um de nós
Ore, leia e siga -me
E por trás há a adaga
Que é penetrada
Através da baixa guarda
Matar, roubar e destruir
Disseram isso do inimigo
Mas foi o que os europeus
Fizeram aqui
E tiveram a audácia
De dizer
É em nome da palavra sagrada
PROVOCAR (P)
A poesia que vem a calhar
É a dita pelo marulho do mar
Que faz a nuvem chorar,
O vento silvando cantar
E a passarada ouvindo calar...
