Poema Sobre Escuridão
<Misofonia>
Até os teus mínimos ruídos me irritam...
Mastigas de um jeito tão irritante estas tuas palavras inconclusas
e respiras tão arrogantemente o ar que te faz palpitar as veias do pescoço,
que até o farfalhar das folhas secas caindo do pé de osso de morcego
- (fruta roxa roída a exaustão),
me traz mais sossego do que esta tua sinfonia de retalhos sonoros.
O som da bandinha de rua nos teus olhos;
o som do teu sorriso doce, encabulado e quieto;
o som do teu silêncio... Ah, o som do teu silêncio!
Sendo quebrado pela língua áspera lambendo o sal dos lábios
e da inquietude da tua alma em desalinho,
até o som da minha própria saliva seca tentando lubrificar a boca,
tentando não explodir em ódio, me inquietam.
Apavoro-me, apavora-me a orquestra que o cerca.
Estou enlouquecendo com tamanho barulho!
E agora esse maldito pássaro metido a Pavarotti...
Por que não te calas maldito? Por que não te calas, pássaro idiota.
Quarto de espelhos
As vezes o silêncio toma conta
Até posso ouvir meu respirar
Ouço um som, o som do vento
Parece ser um outro lugar
Fecho os meus olhos
Na escuridão enxergo a luz
Os pensamentos surgem
Já não estou mais sozinho
Sou rodeado por lembranças
Momentos, e mais momentos
É estranho esse lugar
É calmo, vazio, mas é cheio
Sou leve como uma poeira
Tudo parece flutuar, lentamente
Calmaria constante
Mas meu coração bate forte
Sou visitante nesse lugar
Tenho motivos pra gostar, ficar
Mas não posso permanecer
Não precisa compreender
É um lugar, um reflexo
Mesmos móveis, cheiros
Onde me deito, e levanto
Meu quarto de espelhos
Eis que reflete, agora o presente
Mas diferente és o momento
Agora, e nesse instante
Sou habitante em um espelho
Meus pensamentos estagnados no tempo me fazem sofrer.
Tenho sonhos concentrados em agonias imprecisas e inexatas.
Meus pensamentos imprecisos vagueiam sem rumo pela escuridão fria e vazia, e sinto-me isento de sentimentos bons ou produtivos.
O fado sempre me apunhalando e o tempo sempre impiedoso.
O deus da morte circunda os meus passos tomando estes medicamentos venenosos.
Os amigos infames bloqueiam meus passos e eu não sinto nada a não ser este vazio dilacerante.
Os amores incompletos escureceram e atulharam as esquinas do meu querer, do meu querer e dos meus pensamentos.
Meus pensamentos escurecem e não acham saída.
Mas em algum momento meus sonhos concentrados se tornarão realidade e eu serei feliz.
Por enquanto um pouco atroz a realidade deste tempo adverso e insano.
Não tenho raízes profundas no mundo.
Não tenho senão estes pensamentos vagos e indiscretos.
Passarei por ti e não me falarás nada, nem me olharás senão com o desprezo daqueles para quem não tenho importância, para aqueles para quem eu não sou mais que insignificância e sepultada amizade.
O sol ainda brilha triunfante sobre estes capciosos pensamentos humanos.
Nada é bom, lucido ou sensato.
A morbidez deste passado isola-me num castelo desprecavido de coisas uteis e singelas.
Sou só o que minha insensatez e meus erros me fizeram.
Estou despreocupado entretanto, e tristemente tranquilo.
Eu precisava dar passos mais convictos, mas a insensatez destes pensamentos não deixa.
É preciso um pouco de poesia para esta dor.
E estas memorias atulham casas vazias no meu cérebro enfermo e se transformam e se transfundem para o que eu não queria.
Sinto a tristeza baça desta chuva caindo sobre os tetos do teu desprezo por mim e pelo que eu faço.
Não sei se a realidade é clara ou escura para mim, mas é só isto, nada mais.
Eu
Eu
Com medo de me afastar
Me afastei
Meu próprio medo, fez meu destino
E isso dói, me destrói
Dor inigualável
Que cresce
E o meu coração não esquece
Apenas permanece pedindo perdão
Tentando se provar
Com receio de se machucar
Se machucou
E eu
Jurando não acontecer
Aconteci
Naquele famoso poço eu caí
E eu que me coloquei ali
Procurei por abrigo
Mas apenas permaneci à deriva
Até que em meu despertar
Fui tentar me tirar de lá
Mas apenas cai denovo
E como perdido provo
Da minha própria escuridão outra vez
Amor, não lute para sair de mim,,,,,,Para eliminar-me da tua mente.
Só eu sei o que o meu coração sente!— Tu és o meu Sol, o meu tudo, enfim!.....Hoje, a ausência é um mal necessário...Serei algum dia a tua salvação;.....Teu nome d´ouro, no meu dicionário,,,,,,de mansinho, faz brilhar o meu coração.......Teu pulso, desordenadamente,,,,,,,,Não se preocupa com o tempo que é vão;.......Assim estarei sempre na tua mente
Seguirei teus passos na escuridão.
Este poema foi escrito as 22:30 min. hs as 27/10/2017
Auotr: © Ivan Dionizio da Cruz.
Percebi que o amor
faz assim...
ele se torna único e exclusivo
Meu coração não que amar outro alguém a não ser você
Ele pulsa, bate mais forte quando te vê
quando escuta sua voz
quando ve seus olhos
quando toca suas mãos
O que esta em volta só faz sentido se voce
fazer parte do ambiente
agora sei como o Rei salomão se sente
ao falar da sua donzela
ele escreveu um livro só para ela
E assim sou eu com você
meu poeta meu amor
sou o tinteiro dos seu poemas
sou os versos das suas cenas
Onde pertpetam seus sentimentos
de puro amor, da dor da solidão
que quer um dia encontrar meu coração
em plena escuridão
ao raiar do nascer do sol
junto ao farol
Quase do lado de lá
Sua derrocada é brindada com espumante
Tem amigas que na verdade detestam ela
Uns chamam de má sorte, outros se calam
Quanta inveja atrai uma moça que é bela!
Antidepressivos são sua nova companhia
Flerta com a insanidade toda santa noite
Não sabe se viverá noventa dias ou anos
Um diabo imaginário a esfola com açoite
Muitos a veem como dama bem-sucedida
Possui carro importado, casa aqui e acolá
Esses compram o livro, contudo não leem
Senão saberiam como ela realmente está
O desespero tomou conta da cabeça dela
Tudo o que visualiza tem dor e escuridão
Sua voz agrega ao coro dos desgraçados
Procura no limbo alguém para dar a mão.
Por vezes, nossa alma fica meio perdida,
não sabendo ver a luz que ilumina o caminho...
Por vezes nos vemos na contingência de escolher
entre a claridade do amor, ou a escuridão do desamor...
A escolha parece óbvia, mas tem quem prefira ficar na escuridão...
A CLARIDADE E A ESCURIDÃO
Marcial Salaverry
Existem momentos de tormento,
em que nos entregamos ao desalento,
julgando que nada poderemos fazer,
e que estamos em um buraco escuro e fundo,
e para sair, será preciso um esforço profundo...
Na vida sempre existem compensações...
A claridade combate a escuridão...
Se a escuridão da morte engolfa e leva entes queridos,
também existe a claridade do amor trazendo
nova vida para iluminar novamente nossa existência,
completando-se assim mais um ciclo de vida...
Receba essa claridade, e deixe a escuridão apagada...
A luz sempre deverá prevalecer,
e a insidiosa escuridão vencer...
Saia para a vida, vivendo-a em sua plenitude,
sabendo usar seu livre arbítrio...
E em meio ao Nada e ao Etéreo
Entre o Sim e o Não
A clareza e o mistério ...
Assim são OS POETAS
Reluzem na Luz
e em meio a qualquer Escuridão.
"Tá pesada a sua cruz? Tá frio com seu cobertor? Não se engane; grandes batalhas só são dadas a grande lutadores."
Douglas Melo
Sentada em algum lugar,
Longe pensamentos,
Alguém se aproxima,
Você não sabe o quão escuro tudo ficou,
Queria poder vê-lo novamente,
Em qualquer lugar, Por ai,
Sem me preocupar
Um amor quase tudo suportou,
distância, tempo, impossibilidades
Se fez calor, vida plena em amizade
Porém, vento triste soprou
e sua porta fechou
Fel dilacerante na alma e no coração
Vil mentira: névoa traiçoeira da escuridão.
Pelo menos, se viesse de tua boca
o humilde som da pungente verdade
ele teria sido capaz de curar o amor ferido,
porque amor também é perdão.
Contudo, assim ficou:
amor descrido, amor perdido.
Mas se a mentira venceu
então não foi amor,
Pois amor só é amor
se for amor de verdade!
Como será o amanhã?
Um aperto no coração
quando me ponho a pensar,
a imaginar o que vai chegar.
A noite escura
é sempre uma aventura...
mas o que traz o sol ao nascer
fazendo a escuridão desaparecer?
Sonhos frustrados,
planos não realizados,
corpos feridos...
da luta cansados.
Esperanças a renascer...
é isso que o Astro Rei vai trazer?
Eu vi também.
O jázigo dos pobres
Melancolia e saudade
Ai, a dor dos pobres homens
Ai, lá se vai minha mocidade.
Trechos curtos de longo alcance
Refletidos na luz do luar
Sereno pranto vi de relance
Também vi o amor acabar.
Sorrisos arregaçados também vi
Nas noites chuvosas vi também
Regai-me fruto de meu colibri
Jorrai meu sangue na escuridão!
Almas cansadas também atendi
Almas confusas atendi também
Ajudai o próximo como ajuda a ti
Sangrai bem pouco na imensidão!
Minha voz agora me falha
Minha visão me falha também
Erros tolos cometi na farra
Assustado, disse amém.
Já chorei por quem amava
E por quem eu odiava também
Inimigos que me odiavam,
Assustado, amava eles também.
Não me julgues por amar
Não me julgues se errei
Só me julgue se puderes
Me amar, como te amei.
Não me pinte como um santo,
Não me pinte como um rei,
Mas também não sou diabo
Sou humano e morrerei.
Olhando o ocaso cor de sangue
e de volúpia, penso: Amanhã a luz
do sol haverá de incinerar
toda essa escuridão que me aturde.
O vazio vai me consumindo
Porque estou vivendo mesmo?
Eu estou aqui, mas Ele não está comigo
Porque? Me sinto traída e abandonada
Estou em desespero
Quero ser forte,mais forte!!
Me pergunto porque eu não choro mais
Mesmo eu tendo vontade
Volte para mim amor!
Apareça para mim, vamos quebrar nossa maldição!!
Aquela que Deus lanço em nós
Ficaremos juntos e separados pela eternidade
Sofrendo calados,
Procurando um pelo outro no breu
Sem poder nos ver
O pior castigo de todos
Sangue do meu sangue
Jogam pedras em mim
Enquanto sou presa em uma cruz
Sendo sacrificada, como um cordeiro
Sofrer Calados
Sendo soterrada
Talvez se eu morrer eu lhe encontre
Mas se morrer não poderei ter minha estrela da manhã
Pois mortos não geram vidas
O que nos resta é sofrer calados!
Aceitação
A maturidade não lhe permite desperdiçar sua vida
Com a cara emburrada. Os problemas afligem...
Mas, não tem mais o mesmo peso de antes.
A aceitação se torna mais honrosa.
A revolta em seu peito se abranda.
Não luta mais como antes,
Não usa mais as mesmas armas.
É incapaz de atacar com os punhos cerrados.
Nada faz sentido, é uma luta sem armas.
Uma guerra de egos, sem nenhum vencedor aparente.
O mundo está frio, e do lado de fora de casa
A chuva cai mansamente, acalmando nossos corações.
Eu queria continuar acreditando,
Seguir em frente sem deixar que meus sonhos
Fiquem pelo meio do caminho.
Mas, não consigo...
Há tempos me perdi...
Faz muito tempo que não me reconheço mais como indivíduo.
Como criador, somente como criatura.
Onde está meu poder de criação?
Você o destruiu quando o pegou em suas mãos.
Cansaço, desgosto, desolação.
Nada faz sentido. Sem teu sorriso tudo é escuridão.
Você seguiu o seu caminho
E me deixou na solidão.
Um lindo jogo de palavras
Um bom jogo de palavras,
Só com isso sei jogar.
Quando se trata de sentimentos,
Qualquer um é capaz de me ganhar.
Quanto mais o sofrimento
Insiste em me visitar.
Mais profundo eu mergulho
E me afogo devagar.
Neste poço onde me encontro
Não consigo enxergar,
Não consigo ver seus olhos
Nem o brilho do luar.
Desespero, sentimento
Que da minha alma se apossa.
Quando olho nos teus olhos
Sei o quanto me apavora.
Escuridão inexistente,
Que insiste em existir.
Saudade que me mata,
Quando você não está aqui.
Um lindo jogo de palavras,
De sentimentos e emoções.
Toda vez que eu te vejo
Me desperta sensações.
Aproxima-se a noite.... abrem-se as cortinas escuras, deixam entrar fios de luz escurecidos pelas trevas....
Aproximo-me da noite... silenciosamente, recolho-me como um poente.
A solidão acorda do seu longo sono diurno
fustiga minha alma com um açoite
faz tudo virar mais noite...
E de noite em noite,
nas enlutadas mãos da solidão,
eu luto pra me livrar da escuridão
da noite... da solidão... da escuridão...
da noite...
