Poema do Nordeste
Sereia a nos inebriar
Sem pranto e em canto
Doce voz a clarear
Nordeste sangue e coração
Apaixonados sob o ar
Canoas e cantos
Pés à areia, a caminhar
Suor nas mãos
Nossa pele ao mar
Nossos contos de paixão
Sutil dom de amar
Dos reis magos à imensidão.
Eu vou viajar por esse nordeste,
com uma caneta e um caderno na mão.
Vou escrever versos falando
de amor. Eu vou ser um clássico
nesse meu sertão.
Vou escrever temas de amor marcante, amor que aquece e sua a camisa. Vou declarar o quanto eu tenho sonhado dormir abraçado com uma poetisa...
Sou poeta raiz do meu nordeste,
uma lenda na arte do improviso.
O meu verso pesado corre liso,
desbravando esse rincão agreste.
Rima pesada de um caba da peste,
que defende a cultura sem descarte.
Sempre há alguém que em alguma parte
ignora a minha rima, então.
São alguns colegas de profissão,
que, por inveja, ignoram minha arte.
CHICOS
O velho Chico é um poeta
Que alimenta o nordeste,
O Chico velho faz rimas,
Encanta primos e primas
Cantando histórias da vida,
Cantou a prima geny,
Idolatrou o meu guri
E ergueu sua construção
O Chico velho desce a canastra
Corre pra Bahia e pernambuco
O Chico velho viu negros,
Indios e mamelucos
Presos e mortos na ditadura
O velho chico tem uma candura
Que traz farturas e irrigação
O Chico velho já germinou
Tantos frutos no meu coração
Cordelzinho Nordestino
Oxe cabra da peste...
voltei do nordeste
cheia de pantim...
só porque aprendi uns vuvuvú por aí
mas não soube rala buxo
nem amarra fivela...
pois lá na minha terra
num tem isso não!
Então por favor
num mangue comigo!!
Pois sou teu amigo..
E na maciota vou capar o gato
Sem ficar macambúzio
Pois a vida é um luxo
E um dia sem gastura forrózearei...
QUEM CONHECE O NORDESTE DO PASSADO
NECESSITA DESCOBRI-LO NO PRESENTE
(Laudivam Freitas)
Quem fazia do Nordeste um trampolim
Pra subir os degraus da hipocrisia
Não encontra mas respaldo hoje em dia
Sustentando que o Nordeste é seco e ruim
Este tipo de coisa está no fim
Nosso povo provou ser competente
E os currais que existiam antigamente
Já não prendem tantos bois pra ser ferrado
QUEM CONHECE O NORDESTE DO PASSADO
NECESSITA DESCOBRI-LO NO PRESENTE
Foi-se o tempo dos broncos coronéis
Ancorados nas sombras do poder
Hoje o pobre faz o sonho acontecer
Através de PROUNI e de FIES
Nossos jovens no ENEM são nota dez
Derrubando a elite prepotente
Que até olha para o pobre diferente
Mas é lei e tem que aceitar calado
QUEM CONHECE O NORDESTE DO PASSADO
NECESSITA DESCOBRI-LO NO PRESENTE
Hoje a fome já não é mais um produto
Dos escambos sorrateiros imorais
Hoje o filho já não deixa mais os pais
Pra morrer trabalhando em viaduto
O sistema climático é mesmo bruto
Mas o solo é fértil e resistente
E o povo é igual uma semente
Que se guarda pra crescer no chão molhado
QUEM CONHECE O NORDESTE DO PASSADO
NECESSITA DESCOBRI-LO NO PRESENTE
A indústria, o comércio e a produção
O turismo, a arte e a cultura
Fortalecem a nossa estrutura
Geram renda capital na região
Com o acesso direto a informação
Não aceita mais discurso negligente
De agora em diante é olhar pra frente
E andar com o progresso lado-a-lado
QUEM CONHECE O NORDESTE DO PASSADO
NECESSITA DESCOBRI-LO NO PRESENTE
Linda Princesa do Agreste,
no nordeste de Pernambuco,
fica o teu reino,
és amada pelo os teus súditos,
povo guerreiro e amado,
conhecida pelo o Brasil inteiro
e até em outros lugares do mundo
graças a Vitalino e seus bonecos
de barro
que grande destaque lhe trouxeram,
nossa cultura é à base
de forró e artesanato,
uma cidade de grande esmero,
Feliz aniversário, Caruaru,
como é bom fazer parte do teu seio.
Cuscuz, símbolo do nordeste brasileiro
Na cor, a alegria de um povo guerreiro
Assim como o nordestino encanta com sua luz
Estranho alguém não gostar de um bom cuscuz.
Volto do brilho colorido do nordeste.
Encontro vários tons de cinza.
Voo. Do avião, para a imaginação.
Cinza não é a cor do dia.
É só sombra das nuvens.
Acima delas todo dia brilha azul.
Toda noite brilha estrelada...
LATINO AMERICANO
Sou latino-americano,
filho de paraibano...
Fui criado no Nordeste,
mas logo corri da peste...
Da peste de passa fome...
Fui embora muito cedo...
Com coragem e pouco medo
fui morar com tio baiano...
Na Bahia percebi, duramente descobri
qual seria o meu destino...
Não seria como os outros
Filho errante, natimorto...
Eu queria ser urbano.
Num impulso fui ao alto
de carona pro Planalto
pra seguir a minha sina
no Distrito Federal.
Em Brasília fui pra noite
pra cantar sob os açoites
dos donos da Capital...
Mas foi boa a experiência
descobri logo a ciência
não queria ser cantor!
E o tempo foi passando
E a plateia foi cansando
Não queria mais me ouvir...
Entre copos de cerveja
mesas de melancolia
eu colhi o suprassumo
de onde faço a poesia...
Entre tanto vaivém
Sem notar eu encontrei
A morena de olhos negros
Meu maior e eterno bem!
CHUVA DE BÊNÇÃO
.
No Nordeste o primeiro sinal de chuvas nos enche de perspectiva de dias melhores; e de fato para nossa região é uma benção. Quem pode dizer “farei descer chuva”, senão o Senhor? “Farei descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênçãos.” Ezequiel 34.26
Neste versículo, temos uma bênção múltipla “Serão chuvas de bênçãos”. A palavra chuvas está no plural. Então podemos aditar de modo semelhante que a graça é um dom de Deus, tão igualmente necessária como a chuva para o solo. Assim como as plantas, necessitamos “chuvas de bênçãos” para sermos pessoas de oração, nos manter humildes, nos tornar zelosos, para nos preservar nesta vida e ao fim das contas, para nos levar ao céu.
Oportunamente, levante os olhos hoje e tal qual planta ressecada, abra seu coração e postule a Deus uma chuva de bênção em sua vida. “O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo e para abençoar toda obra das tuas mãos…” Dt. 28.12ª AMÉM.
Ahhh
Nordeste
Aqui só tem beleza
E a única pobreza
É a de quem não sabe
Apreciar a nobreza deste lugar
Ahhh
Nordeste
O recanto de quem sabe
O que é esperança
Do chão que sol seca em meio às
Rachaduras
Brota o sorriso no rosto tímido e sincero de um nordestino
Ahhh
Nordeste
Que lindo
Não a palavras pra compor
Senão
Este meu canto por admiração
És uma terra e um povo
Que carrega no peito um coração
Forte confiante na sua cresça
De nunca desistir
e não perde fé
Na vida
Tom: A#7,9
Música Nordeste
Bossa
De Marcio H.melo
"O Quinze apresenta as consequências devastadoras da grande seca de 1915 no Nordeste do Brasil, onde a resiliência e resistência do povo nordestino se erguem como um testemunho da luta incansável contra as adversidades impostas pela natureza e a negligência do governo."
(PAULA, Vitor Ferreira de. "O quinze?" Campo Grande: Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, 2024, p.01)
TANKA 004
Solidão da noite —
o vento nordeste sopra
a porta fechada
enquanto os meus pensamentos
transportam-me à minha amada.
" Nordeste camarada
é o vento amigo de todas as horas
é o sol
nosso nobre marqueteiro
é a lua com total encanto,
aproveite
te convido para tanto
venha comprovar
de brinde te daremos a areia branquinha
e todas as belezas do azul do mar
(Jesuíno Mandacaru)
O Nordeste tem um feitiço
Que mexe com o meu juízo
Não penso em outra coisa
Eu vou para João Pessoa
Você não apareceu à toa
Vou te amar de um jeito
Gonzaguianamente especial
Porque com ele eu aprendi
Que posso ir além do xote
E do xeiro no cangote
Posso te furtar um beijo
E aumentar o teu desejo
Só quero, só penso, não nego
Que quero o teu beijo roubar
Sonho com os olhos abertos
Rezo com os olhos fechados
Estou querendo te namorar
Vou te amar arretadamente
Que só a sanfona dá conta
Do nosso forró especialmente
Que vai além da mente
Sacodindo o corpo e o coração
Capaz de fazer chover no Sertão
E inundar o mundo inteiro com paixão
Ciranda do Nordeste
Deixando-me levar pela música,
poesia e dança de roda
da Ciranda do Nordeste
até a viração da noite
para a madrugada ainda busco
ser amada nesta Zona da Mata
pedindo à Nossa Senhora
que me traga um bom marido
seja caixeiro ou vaqueiro
e que queira viver bem comigo
neste mundo que não tem
o luxo de ser como Pernambuco
que faz fez para tudo
cantando e fazendo roda de Ciranda
para superar e agradecer ao Criador.
Não existe nada
mais sublime e que
una o Sul e o Nordeste
do que uma boa Sanfona
tocando o Baião que sabe
como colocar para dançar
e do coração tomar conta,
De Baião em Baião
a gente sempre se encontra.
Os nordestinos
são tão povo
brasileiro quanto eu,
a voz que o Nordeste
me dá nenhum ninguém
nesta vida me deu.
Nem mesmo
nascendo de novo
o insatisfeito que atentar
contra os laços de afeto
haverá de prosperar.
O Nordeste é bastião
da Cultura, do espírito
pátrio sobrevivente,
da poesia e da nossa gente.
