Poema de Sete Faces
Olhando pelo retrovisor vejo um passado acenando para mim.
Vejo nada além de fantasmas, de faces borradas e enevoadas; pois já não são o que foram.
Vejo amigos de escola que nunca foram meus.
Miro os amores impossíveis que tive, daqueles que nunca se estabeleceram.
Fito os fantasmas dos quais peguei carona, um a um...
Ficaram perdidos no passado, esquecidos em uma curva ou jogados ao limbo em uma parada qualquer.
E com o passar do tempo, resolvi que amar era bobagem. Bobagem tamanha que; Oh, Deus! Quantas infindáveis vezes me apaixonei.
As metas que tinha ficaram num canto esquecido, oculto, ou quem sabe se foram com um sopro, ou num suspiro, tal como um fantasma que sempre fui.
Um fantasma sem rosto, sem forma e sem raízes.
As metas que tinha se foram com o vento, provavelmente por estarem pessimamente presas num varal qualquer, estendidas num quintal que nem ao menos lembro-me qual era... Talvez porque, no fundo, rábulas não tenham memória. Rábulas não tem passado.
O que sobra-me, afinal? O que fica?
Pois olho no passado e, fixando-me nele, não vejo nada dele refletido no que sou. Nada além de um borrão.
Porque meu passado, minhas metas, meu anseios... Se foram... Todos levados por um vendaval.
Mil faces de um poeta
(Fernandha Franklin)
"O cara que escreveu aquele textinho de amor, nunca viveu um amor de verdade. Ele vive de ilusões, de idealizações, vive amores fictícios.
O cara que escreveu aquele textinho com rima; só fez isso pela decência da leitura. .. por que pra ele; a lógica da poesia é a rima.
O cara que escreveu aquele textinho; é um fake, ele não é real... Não ama com aquela paciência e plenitude, e duvido que ele tenha tanta atitude para não deixar o amor ir embora.
Nós homens somos medrosos; e só lutamos até onde nosso ego não se machuca.
O cara que escreveu aquele textinho, só queria ganhar fãs femininas, por que ele sabe bem o que elas gostam de ler e ouvir... e sabe que elas se derretem por rimas.
Rimas..
Rimas...
E rimas...
O cara que escreveu aquele textinho nunca teve um relacionamento duradouro, nunca teve um amor inocente daqueles bobos que enviam ursinhos e cartões de presente.
O cara que escreveu aquele textinho que as mulheres adoram sempre dorme sozinho. ..mesmo quando não está só.
O cara daquele textinho coerente; real e que parece falar da gente apenas sonha...
Em viver tudo aquilo que escreve.
Aquele cara é um coitado, precisa que o coração esteja doendo pois só assim esquece do medo e se libera em palavras.
O cara que escreveu aquele textinho, deixa ir embora quem realmente pode doar-lhe carinho sem pedir nada em troca... e ele diz que deixar o amor partir, dói seu coração, mas só assim recebe a certeza da mais pura inspiração.
O cara que escreve aquele textinho encantador e sem rebeldia, ama alguém mas prefere a solidão. .por pura poesia.
Pra mim os poetas são seres sem almas e eu nunca seria um poeta!!!!!"
-E foi assim que um poeta rebelde descrevia um poeta clichê. Tentava camuflar em sua critica, a invídia que sentia pelo poeta apaixonado.
nossas almas perdidas em agonia
caminham num mar sem faces,
em prólogo infinito atroz,
magoas revelam-se
sobre a profunda cortesia
minha lágrimas dão contraste,
sua morte prematura
desdém sua alma partida,
entre os sussurros intermitentes...
dá a tempestade um fronteira de felicidade,
dentro do descanso eterno minha amada.
Poema de nova fase (faces de um pensamento)
Não sei por onde começar
mas sei aonde quero chegar,
sei que tenho medo,
sei que tenho que te conquistar,
sei que tenho que achar alguma maneira de conseguir isso,
tento entender as coisas,
o que que se passa ao redor,
mas é tudo confuso,
as vezes muito utópico,
sem esperança de chegar a lugar algum.
Mas não sei,
parece que a luz esta pra chegar,
ela esta a caminho,
mais parece uma historia do que um poema,
mas porque...
pelo simples fato de não conter você,
você que me faz ficar pensando em ser forte,
em ser tudo aquilo que sou de melhor,
em cada vez que tentei abandonar tudo,
mas você me trouxe de volta,
me fez acreditar que nessa vida ainda há esperança,
pois mais que a solidão pareça confortável,
ela não é tudo aquilo que dizem ser,
não se esqueça de que tem algo que te faz viver,
e esse algo,
fica cada vez mais forte, mais e mais forte
até que não consiga mais ser quebrado.
Acho que isso é apenas uma fase,
onde tudo é confuso e estranho,
mas para quem conhece,
será melhor ainda a olhar de novo,
o que ja tinha feito no passado.
União...eis do amor um princípio,
se quando é dado e recebido,
como ambas as faces de uma moeda,
detendo o mesmo valor...
Quem conseguir dele um só beijo,
baterá à porta da alma
e declarar-se poderá:
um eterno vencedor,
que da vida és a maior dádiva de se receber...
se quando nem todo o dinheiro do mundo o pode comprar...
um sorriso apenas o conquista e o olhar termina de convercer que pra vida inteira no peito esse amor tem lugar pra viver...
de fato todos o cobiçarem...
de certo,
apenas um merecer...
POESIA SÓ
Quando estou só reconheço os versos.
Quando estou só busco inspiração nas faces da vida.
Quando estou só me sinto mais infeliz.
Quando estou só busco cantos nas vozes do silêncio.
Quando estou só as palavras desdenham mais profundas.
Quando e quando!
Nada quando, as palavras que encantam magias.
Quando estou junto ao amor,
a poesia nasce livremente feita flores fortes.
Quando estou feliz
as palavras nascem livres e soltas, exaladas da alma de amor.
Quando estou amando a poesia vem em vida, mais feliz.
Quando estou junto à poesia em vida descubro e declamo o amor.
Quando estou ao lado do amor em pensamentos,
sinto a poesia no ar, vindo ao encontro do encanto no peito.
Quando estou em silêncio!
Percebo que o silêncio apresenta um toque de palavras de amor
que sonha feliz com palavras da vida que se tornam poesias.
Todas as faces de uma poesia anacrônica
De qual poesia estamos falando?
Da sua, da minha ou da de Drummond?
A qual classe social pertence os teus versos?
Pois se falas de um sobrado com vistas para o mar,
a poesia é uma.
Se falas de um puxadinho a beira córrego,
a poesia é outra.
Se escutas o estampido seco dos disparos ao longe,
mas não vês a cor do sangue que pinta a calçada de vermelho
e o choro triste da mãe que escorre em silêncio de seus olhos avermelhados
e envolve o corpo morto de seu filho, ainda (adolescente), caído na sarjeta
a poesia pode até te dizer algo, talvez, não te diga tudo.
E o mais provável é que não te diga mesmo tudo!
Mas dirá algo com toda certeza.
Mesmo que pense, (in)conscientemente, não ter mais nada a ser visto.
Se não vês o sangue urdir a tua consciência
e tomar-te de indignação por completo
de certo, talvez até critiques o que lê.
Pois não sabes de que poesia se está falando.
Não sabes de qual estética poética falo
e eu de certo, na mesma medida que ti,
não faço ideia de que versos você se veste
quando investe sua ira contra mim.
De quem é a poesia?
De quem a escreve,
de quem a lê,
de quem?
Dizem que a poesia não tem classe social, gênero, cor, raça, etnia, religião...
Tudo mentira!
A poesia é pretensiosa, escolhe e se faz escolher, manipula.
A poesia se disfarça e se versa em faces diversas,
só para manter o disfarce, da grande farsa que somos todos iguais.
Inclusive quando escrevemos versos.
Eu minto, tu mentes, ele mente...
Drummond, não.
Fragmento da poesia:
"Todas as faces de uma poesia anacrônica"
Dizem que a poesia não tem classe social, gênero, cor, raça, etnia, religião...
Tudo mentira!
A poesia é pretensiosa, escolhe e se faz escolher, manipula.
A poesia se disfarça e se versa em faces diversas,
só para manter o disfarce, da grande farsa que somos todos iguais.
Inclusive quando escrevemos versos.
Eu minto, tu mentes, ele mente...
Drummond, não.
A Deusa Mãe está em todo lugar
Lua Cheia ou Lua Nova,
Tem mil faces pra mostrar.
A Deusa Mãe está em todo lugar
Na Terra, no Fogo, na Água e no Ar.
Faces reveladas
Máscaras caindo,
Faces se revelando,
Os dias coloridos se tornam negros,
Como isso aconteceu?
Em meio a confusão,
Estando de pé,
Os mundos se esbarram,
Sobrou apenas a alma rejeitada,
Divergente do restante a mente solitária observa,
Pranteando em silêncio.
Dias doloridos,
Quanto tempo é possível aguentar?
Desistir? Abrir mão de tudo?
A incerteza é constante.
LÁGRIMAS!
Márcio Souza
Com as lágrimas da fonte de tuas faces, regarei o amor que flui na sensível beleza da tua alma.
A primeira Luz
Acalma-me olhar e sentir
Essa tarde que se estende
Ventos frios, faces amigas
Expande-me, olhar para o azul
Nele, encontrar a paz almejada
Pássaros, flores,
Ouça o som aqui e agora,
Das nossas almas,
Há ternura, alegria e contemplação
Há um imenso e doce carinho
Que sopram até os nossos corações
Não há pressa, porquês,
Para que, início ou fim
Somente o agora
Cheio de doçura,
Colo e acalento
Onde brilham nossos olhos
Espíritos aprendizes e atentos...
Onde completam-se as respirações
E rapidamente despimos quaisquer ilusões
Trazendo-nos silenciosamente
Muitas inspirações perenes...
Tudo é tão farto, completo,
Novo e belo
Tudo é tão leve,
Breve e inocente.
Ode à mãe gentileza.
Amo o acalentar da fases e faces da mãe gentileza!
Quando, sublimemente alguém despeja na alma do outro
a doçura que a vida ainda lhe permitiu sentir, apesar dos pesares.
Quando alguém ousa silenciar o próprio sofrimento,no vento
e vai correndo, apressado, despejar unguentos e bálsamos
na ferida dos que sentem uma dor mais gritante que a dele...
Essa é a grande benção e a ternura da gentileza...
Ela não possui espelhos, não olha para si mesma, nunca!
Vê o brilho no olhar do outro, e se rejubila em amor fraternal.
A gentileza nunca é dona da verdade... É antes, doce e leal...
Ama aqui, agora, acolá e além e sempre_ Transcendência...!
Gentileza é o amor personificado na ternura e na carícia dos dias.
... E é por tudo isso que gentileza é passarinho raro...
Ela é o revoar em bando da própria poesia, posto que é alma.
É tudo que há de bondade, mar, sol de primavera... Luz sublime.
Ahhh, como sou amante da poesia posta em palavras no dia a dia
Mas amo, com todo o meu coração as faces da mãe gentileza!
Ela é a concretização dos versos e universos em amor e candura.
E de tudo que ainda ouso pedir ao universo e versos e reversos é
Que a loucura de gentileza que há em ti, contamine a pequena
porção de gentileza que ainda habita em mim!___ Amém!
"Então deixa eu te mostrar que para mim nada mudou
Curtir as onze faces de uma noite de amor
Te ver sorrir, te ver sonhar, te banhar de prazer"
O tempo vai andando, correndo, voando...
Tudo com ele vaivem e vemvai...
Novas fases, faces classes...
Só guardo uma pergunta para todos esses momentos que vão e vêm:
Tempo Tempo tempo...
Senhor das terras que nos tragam
Dos ventos que nos espalham
Das águas que nos levam
Dos fogos que nos pecam
Diga-me quem sou Eu agora,
Qual de Mim levas Contigo
E nos deixe em paz seguirmos
"Menina, lindos olhos tem seu rosto. Ricas faces para mim ver. E as delícias da sua feição menina, é quem me traz para você.
Fui a cadeia cupida, saber da minha prisão, por isso peço compaixão por me ver padecer.
Porque lindos olhos tem seu rosto e ricas faces para me ver.
E as delícias da sua feição menina, é quem me traz para você.
Tudo esta fácil,
o acesso é continuo,
e as faces irão indo.
Como saber qual será?,
A certa em acreditar!,
Sendo que nenhuma outra focasse,
a ponto de chorar.
Não tem como responder.
Então simplesmente tudo está perfeito!!!.
É cansativa as faces que disfarçam o fazer,
Fazer de conta que falácias das vossas malignas línguas não afiastes,
É um disfarce falsário, uma faca que apunhala as costas por mero prazer.
É o outro que diz pro outro dizer pra dizer pra alguém, pelo simples fato do dizer, falso de ser.
É o ocioso se ocupando por não ter nada a fazer, falar mal, fazer mau lhe é o ápice do prazer.
Toda fala deve-se responsabilidade no dizer, uma palavra mal-dita escrita nas linhas tortas da vida vão e não em vão irão retornar.
Toda fofoca parte de uma deficiência, a existência de se auto perceber, um nada, nada ser.
