Poema de Outono

Cerca de 1322 poema de Outono

⁠⁠⁠Ventos fortes do outono
que vão serpenteando
levando embora as angústias
trazendo de volta
um pouco de conforto,
um refrigério após algumas lutas,
uma sensação necessária de renovo.

Inserida por jefferson_freitas_1

Durante o outono,
temos um tempo oportuno
para aprendermos com as árvores
que soltam suas folhas secas
por n⁠ão terem mais vitalidade,
por não terem mais nada
que lhes acrescentam,
mesmo que continuem lindas
por estarem marcadas
por ocasiões vividas,
agora, fazem parte do passado
e precisam dar espaço
pra que as novas folhas
nasçam e recebam
das árvores, as boas vindas.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Deixo-me levar para onde
os ventos do outono querem,
Onde as palavras que ferem
não consigam alcançar,
Quero ver a dança dos astros
nos campos de altitude da serra
de Santa Catarina e deixar fluir
só aquilo o quê alma embeleza.

Quero fazer um poético buquê
com Sempre-viva-de-mil-flores,
Meditar sobre o quê mantém
a chama do amor vivo
que nada mais é do que manter
discretos o inferno e o paraíso
para que ele dure até o infinito.

Continuar não tendo pressa
na busca para que seja lindo,
E manter o protagonismo intacto
de viver o romance que tenho
com dedicação e doçura escrito
para que se cumpra o destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Além do Tempo

Te esperei na brisa leve,
No outono e no verão,
Nos dias frios de inverno,
Na florada do algodão.

Cada vento sussurrava
Que o tempo não voltaria,
Mas meu peito ainda guardava
Teu amor que não partia.

Os anos foram passando,
A lua sempre a brilhar,
Mesmo longe, em pensamento,
Te sentia a me abraçar.

Não importa o quanto doa,
Nem o quanto a vida insiste,
O amor que é verdadeiro
Nem o tempo o torna triste.

Pois se a guerra nos levou,
O destino nos separou,
O eterno há de unir
O que um dia começou.

E quando enfim meu corpo,
Ao pó retornar sorrindo,
No além te encontrarei,
E será como o princípio

Inserida por RodrigoBossle

Mudança de Mim...

⁠Vou deixar que o outono me agasalhe mesmo sabendo que o inverno se instalou dentro de mim. Tudo lá fora parece perene, mas é efêmero. As folhas caem cobrindo a terra seca e meu pranto alaga as incertezas. Em meio a fraqueza de toda a intensão, gera em mim um lado terno. Um lado desconhecido, romântico e ao mesmo tempo dramático. Abro a janela e lá fora é outono. Abro a minha janela e aqui dentro o inverno continua rigoroso. Um inverno escondido entre a manta da saudade e a real intensão do momento. Faz muito frio. Um frio congelante e cheio de provocações. Logo a primavera baterá na porta. Talvez, eu abra e deixe a realidade instigante me alimentar ou apenas me encolherei entre os prantos e a deixarei ir embora. Assim, o inverno permanecerá para sempre e a primavera esmorecerá.
Viver entre a dúvida e a certeza, não haverá mudanças. Não de casa, nem de móveis, mas de mim.
Rita Padoin

Inserida por Rita1602

À tarde

O clima morno do Outono
as cores rosadas do entardecer
os vizinhos brincando com as crianças

Tudo me faz lembrar
lembrar das brincadeiras da infância
das pessoas que não estão mais aqui

Amanhã tem outra tarde
para me fazer lembrar
me fazer triste e feliz

Inserida por maria_bomfim

Amor de verão

Um amor de verão
Começa nesta estação
Não termina no outono
Mesmo com o abandono

Vive na saudade no inverno
Quando a distância aumenta
É algo um tanto incerto
Daqueles que não se inventa

Na primavera há a esperança
De voltar a ser como era
É difícil de aceitar e ver
Mas aos poucos se supera

Um amor de verão
Sempre será de verão
Um outro tipo de amor
Que cabe aqui no coração.

Inserida por PensadorRS

Em Bento, o inverno chega mais cedo

A neblina lá fora, às seis da manhã
Em pleno outono, me faz lembrar
Que eu estou em Bento Gonçalves
E o inverno não demora a chegar

Carros passam, quase ninguém vê
Milhares levantam da cama cedo
Prepara-se o café, inicia-se o dia
Na cidade do Vale dos Vinhedos

A avó prepara o almoço: polenta
O avô, por sua vez, degusta vinho
Todos reúnem-se na mesa farta
Rezam e compartilham carinho

Imigrantes italianos que partiram
Deixaram a tradição como legado
Que tem educado novas gerações
A cultivar o respeito ao passado

Note-se que são versos sem época
Certos fatos independem da estação
A serra gaúcha é bastante peculiar
O vento é gelado mesmo no verão.

Inserida por PensadorRS

⁠Axolote

Finalmente a fogueira reascendeu para aquecer as noites frias do outono ,

Por um momento o abandono do afeto trouxe o descaso completo a um coração mergulhado em mágoas e no infortúnio da culpa,

Porém, no surto da carência do teu eu na minha vida o orgulho foi trancado numa caixa e foi jogado no mar,

No calor escaldante em busca do equilíbrio e do tesouro vermelho que havia perdido, ganhei forças durante a peregrinação,

Regenerei partes do meu corpo e membros a fim de poder recuperar a minha sanidade abraçando o meu verdadeiro eu,

Surrado pelo sol mas consolado pela lua, antes superei as tormentas do inverno, caminhei por entre as flores murchas da primavera e fiz sombras no verão, agora é outono novamente, "venci o simbólico Dragão".

Inserida por Ricardossouza

Mas quem disse que as folhas de Outono são folhas mortas? Elas dançam valsa bem lenta, quando o vento as embala ao redor das árvores.

Marilina Baccarat de Almeida Leão
LEÃO, M., Pelos Caminhos do Viver, Scortecci Editora, 2013

Chuva de inverno... de outono
de verão... de primavera
de amor... de saudade....de dor
de flores... de todas as cores
de espadas... punhais afiados
de hipócritas... ignorantes incultos!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

A primavera tem as cerejeiras da noite. O verão tem as estrelas do céu, que iluminam os olhos. O outono tem a lua cheia refletida na água. O inverno tem a neve, que flui na relva. Bastam essas coisas simples para que o saquê seja delicioso. Se, mesmo assim, o gosto do saquê não for bom então quer dizer que há algo de errado dentro de você.

° ೋ✿ ° Renovar as esperanças ... os sonhos ... renovar a vida ... evoluir e resplandecer toda a beleza do amor divino ! ° ೋ✿ °

As estações existem para nos mostrarem que a beleza pode assumir as mais variadas formas.

O rigor do inverno desfolhou-me completamente. E foi ali no aconchego das folhas secas e amareladas que vi-me (flo)rir novamente.

Presente

Os ipês apagam as tristezas do inverno.
Renovam suas cores ao vento.
Desmancham o cinza sem graça e lento
em tons que afagam a tardinha.

Os ipês esbanjam ternura.
Roubam os olhares de quem está triste à toa.
Porque tristeza não foi feita pra gente boa.
Tristeza não foi feita pra ninguém.

TEMPO QUE PASSA...
Malhando em maio
sem perceber "outonei".
Encolhido, assustado,
Adentrei ao inverno da minha vida.

Hibernei, busquei forças
esperançoso pela primavera
florida, rejuvenescedora,
de amores alentadora.

Anseio e vislumbro o verão
a cada amanhecer enevoado
direciono o velho timão
rumo ao Norte, ensolarado.

(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)

Versos de estação em estação

Janeiro... sol e calor
Veraneou a primavera.
Sol e sal...
à beira mar...
minha tez a queimar... a salgar.

Março... são as águas fechando o verão.
Inundam o mundo de melancolia.
Do outono que a nostalgia traz...
Arrastam restos de outra estação.
Desmorenar bem devagar.

Junho... invernou...
Profunda e fria solidão.
Um violão mal tocado
no canto da sala...
meu sono embala.
Do frio que hoje meu coração sente
a cada noite mais se ressente
minh’alma carente... só ...
só... e isso me apavora...
só queria que tudo passasse brabdamente...
sem ventanias, nem tempestades...
só invernasse suavemente.

Setembro... outra estação.
Descongelar.
Perfumar.
Quase a marear...
Jogar no mar...
... deixar a onda levar.

Recomeçar?

"REMOINHO"

Sonhos à deriva nas ondas do mar
Destes meus desgarrados desabafos de alma
Doces poemas meio amargos
Esconde por vezes alguma insegurança e solidão
Não posso contar ao mar uma dor que é só minha;
Feita na escuridão das ondas
Um remoinho na alma
Acabarmos arrastados pelo furacão.
Ondas do mar que vão e voltam
No ritmo compassado
O cansaço das noites mal dormidas não perdoa
Quantas vezes imagino-te uivando para a lua...
Esta maldita lua que atormenta-me
Entregando-me ao pecado.
Explodindo como um vulcão adormecido
Para que oiças o meu grito..
Como um uivo louco e perdido
Fogueira brutalmente que queima
--- e afaga a tua ausência.
Os verbos em agonia que maltratam
O estado quase insano e brutal em que me encontro...!!

Quatro Estações

Primavera em minha vida foste.
O frescor de tua pele, o sorriso,
os olhos vivos e alegres eram
borboletas à minha volta.

O amor cresce com os dias, e o nosso
foi quente e ardente.
Eras a chama que aquecia meu coração,
e juntos éramos chamas de um verão.

Passam-se os anos a vida continua,
nós vivíamos o nosso amor eterno.
Tínhamos a calma dos anos,a paciência
de quem já vivera o moderno, vivíamos
agora o nosso outono.

O luar da vida, passou para os cabelos.
A ligeireza e a volúpia foram-se,
foi-se também o teu frescor.
Restou apenas um ser, que respira e vive
desse amor, que até o meu fim será eterno.
Só eu acabei vivendo o inverno.


Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E