Poema de Mario Quintana Par Perfeito
Paz... Amor... Saúde...O melhor presente de Natal...
E certamente, sem Corona para atrapalhar...
Osculos e amplexos,
Marcial
NOSSOS SONHOS PARA O NATAL
Marcial Salaverry
Finalmente, está chegando o Natal,
e sempre temos sonhos de algo melhor...
Tentamos esquecer coisas más
que sofremos,
pensando nas boas que receberemos...
Amigos que estarão presente,
trazendo-nos algum presente,
ou algo que se apresente...
O que mais pedimos ao Papai Noel,
é paz para o mundo,
que está indo para um buraco fundo...
Não dá pra acreditar,
mas essa gente só pensa em brigar,
em lutar, em guerrear...
Será que não podem pensar em paz?
Que ninguém disso é capaz?
Tem crianças de fome morrendo,
tem muita gente doente sofrendo...
A cada guerra,
mais o mundo se enterra...
A cada "manifestação",
mais paz e amor vão para o chão...
Vamos tirar o mundo desse buraco,
antes que se reduza a caco...
Pai Noel, pra esse Natal,
quero apenas PAZ e saúde...
Que o corona fique só no ataúde...
Não faz mal se mais nada ganhar...
Juro que não vou me incomodar,
se você me der esse presente...
E que finalmente a Paz se apresente,
devidamente vacinada,
e não por políticos explorada...
E para termos essa felicidade,
basta apenas que exista boa vontade...
Basta que apenas existe responsabilidade
por parte de quem tem autoridade,
e que não seja apenas "autoridade política..."
Vamos proporcionar uma Noite Feliz
para que nosso Aniversariante se sinta realmente FELIZ...
Despudoradamente a alma se entrega
as sensações de mundo novo, vence
o desconforto do desconhecido e
desbrava par sublimando ímpar.
Abrigar seu par
As vezes somos como um pássaro, que canta incessantemente para não perder a maneira sutil da natureza, a floresta repleta de aves, todas orquestrando, mas a briga imponente para construir um ninho, pois os inimigos atacam, como nós somos atacados pelo medo, a imprudência e incapacidade de alçar vôo, e encontrar o ambiente, nesse momento é o nosso encontro com a paz, a coragem, a fé e liberdade de voar e pousar no respectivo ninho, esse momento é a realização de mais uma etapa, vencer os obstáculos, o não do mundo, os olhos invejosos e sobretudo o orgulho e a soberba de não perceber que essa floresta cabe nossas asas e é assim e aqui que repousa a vitória, se a tempestade desmontar o ninho, sejamos fortes de bater asas e mesmo solitário adequar um cantinho que no decorrer da vida se chamará carinho, e caberá a felicidade e a força em dispor a voar e até mesmo abrigar o seu par.
Giovane Silva Santos
Na criação, Deus permitiu a Adão e Eva definir em uma palavra cada, o que esperavam da convivência entre si e seus descendentes na Terra a partir dali?
Adão, definiu primeiro: - Par
Seguido por Eva: - Ímpar
Deus: - 123.....
Se o par não é parceiro, não liga, só abstrai .
Se o par nao é amigo, não ouve, não fala, só se distrai.
Se o par já não te olha com admiração e respeito ou pior, nem te olha mais...
Meu bem, cai na real, isso não é par, é ímpar.
Amor sem par
No encanto desse olhar,
O seu sorriso me envolve
Com a paixão que paira forte
Almejando te encontrar,
Com a mesma fantasia
E com a mesma regalia
Que me faz sonhar!
E no renovo do seu sorriso
Reconstruo o lirismo
Desse doce amor sem par!
Não se pode enlouquecer por todos os loucos, e esse mundo não é digno de minha lucidez. E é persistindo na diferença de quem sou e de como escrevo, que acabarei me tornando sábio. Talvez como Quintana que disse "... A poesia é uma loucura lúcida”. E existe um prazer em viver fora da normalidade, no movimento dos dedos sobre o papel, na beleza de cair e levantar. Ninguém quer aplaudir, todos querem vaiar. Somente um louco me entenderá, todos querem saber, mas minha insanidade não permite explicar.
MILAGRES À GRANEL
Há quem não acredite em milagres
Há quem tenha certeza que é só uma miragem
Há quem duvide do quase não difícil
Há quem acredite no impossível
Há quem creia que o passível é o mesmo que passivo ou permissivo
Há quem acredite que o incrível não é crível!
Vejam vocês: o impossível é passível de possibilidades
O possível, por sua vez, é repleto de impossibilidades
O sol não se põe no horizonte, pois o horizonte é nada mais nada menos que uma miragem; uma ilusão.
Mas é impossível e crível não existir o esplendor aos olhos da poesia.
O milagre está aí(ou ali) tão longe e tão perto.
Cabe aos olhares crentes — e até não crentes
Que a luz coexiste com a escuridão e
Que o sim coexiste com o não em suas mais difíceis entranhas.
Observo uma bola de fogo, uma gema, um ovo cercada por por cores qual um imenso afresco celestial
pintados por elementos naturais que fazem parte do nosso corpo e consequentemente da nossa breve existência.
Que poder esta obra-prima mutante tem sobre os que fitam com muitos sentimentos guardados ou soltos
Retos ou tortos
Vivos ou mortos
Há quem acredite em milagres...
Sou um deles
Você, Idem
Então viva os incríveis, críveis, impossíveis, passíveis com permissividade e regozijo
Os milhões de milagres que estão à sua volta, no alto e debaixo da terra.
Você é um milagre!
Felizes Anos Novos!
Luciano Calazans. Salvador, Bahia. 28/12/2017
E ENTÃO…
Então me vi sem norte
Sem porte
Sem porto
Ambíguo e quase menos vivo
Então ouvi seus olhos
Cheirei tua boca
Afaguei teu sorriso
Beijei sua nuvem
Então sorri teu pranto
Uma vida chegando
Duas estrelas, um ventre
Fecundo e tenaz
Então cataclismas - breve torpor de nossas almas.
Então movimentos
Circulares
Círculos de Plotino
Círculos de Hipátia
Círculos de Dante
Universo ensimesmado
Infindáveis questionamentos...
Não caíste em desmantelo
Naquele ano do nosso senhor - tempo
Que o vento não levou e brisa sorridente
Nos gracious com choros enfantes sem dentes
Então chorei teu sorriso
Reguei seu jardim
Então a luz chegou
Poderosa e ofuscante
Então sorrimos o choro...
Folhando
Na Canção do amor imprevisto
Um Poeminha do contra a encantar
A poesia descobri com Quintana
E outros gênios passei a admirar.
Letras de poetas expoentes
Motivo de Cecília em instantes
Traduzindo-se Ferreira Gullar
E o Quixote Miguel de Cervantes.
Vinícius compondo sonetos
Olavo ouvindo uma estrela
Carlos e seus anjos tortos
Em Pasárgada, eternizado, Bandeira.
A Violeta de Alves a brotar
O Prefácio de Barros sorridente
Cora admirando a Lua-Luar
O Inverno de Lima presente.
Dias escutando o sabiá
Drummond consolando José
Nos versos íntimos Augusto
Em Linha reta Pessoa é o que é.
Quero apenas voar!
Por Karine Bighelini, 22/11/13
Hoje quero ser do contra, do outro lado, do oposto, daquilo que ninguém quer falar. Resolvi fazer do meu jeito... Simples assim! Alguém já não disse que a unanimidade é burra?
Ah, se todos seguissem seus “próprios eus”...
Ah, se a direção de nossos instintos se dispusesse de qualquer norma ou medo de viver!
Quanta originalidade não seria dispensada,
Quanta tristeza poderia ser evitada!
Quisera que todos nós pudéssemos “seguir” somente a genialidade humana.
E ao menos, uma vez ao dia, termos a intensidade de Mário Quintana!
Com seu inesquecível Poeminha do Contra, autores tradicionalistas ousaram criticá-lo pela sua simplicidade linguística.
“Somente” inesquecível foi o que ele conseguiu ser!
Tantas interpretações desde 1978 e ainda, hoje, sua famosa estrofe leva o público a devaneios e entendimentos semânticos:
“Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!”
Há liberdade maior do que o voo de um pássaro?
Ser livre, ser solto, ser seu dono...
Ter asas: que combustível invejável!
Não quero atravancar, quero libertar-me...
Não quero ficar, quero simplesmente passar...
Não quero ser “imortal”, quero apenas voar, voar e voar!
SEM NINHOS
Sei que ele passa,
Como passa o tempo.
Por isto quando chegar
A minha hora
De subir no telhado,
Vou gritar bem forte,
Nem vou olhar ao lado.
Quero que o meu eco
Voe pelo espaço,
Siga sempre em frente,
Mesmo que não tenha
A certeza de algum lugar.
Não posso falar “baixinho"
Quando estiver no telhado.
Quero gritar mais alto,
Este amor que agora sinto
Não cabe só em mim.
Gritarei sem medo,
Que voe os passarinhos
Em busca de outros ninhos.
Que o meu grito eternize
O nosso momento,
Mesmo que ele passe,
Como passa o tempo.
(Homenagem-diálogo com Mário Quintana: "Bilhete")
Enquanto
Enquanto as horas passam
E os segundos correm
Muitas vidas nascem
E outras tantas morrem.
Enquanto a melodia toca
E as ondas oscilam no mar
Tenho a cada vez menos certezas
E uma enorme vontade de amar.
Enquanto o pôr do sol encanta
E o beija-flor beija a flor
Eu cuido do meu jardim
Seguindo o que o poeta aconselhou.
Edson Luiz – Primavera de 2015
CONTO DO MEIO
Quando pequeno, eu estava no aniversário de um amiguinho
e pus meu dedo no bolo.
Não coloquei e tirei. Não passei o dedo.
Apenas enfiei a ponta do indicador naquela parte branca.
O dedo permaneceu lá, parado, enfiado, intacto.
Todas as mamães me deram um sorriso falso.
Os papais estavam bêbados no quintal.
O único homem ali perto era o tio Carlos.
Tio Carlos se escondia atrás dos óculos e da câmera fotográfica.
Era bobo, agitado e gorducho.
Quase sempre sorrindo.
Tinha poucas, raras, nenhuma namorada.
Tio Carlos atrás dos óculos, da câmera e de namorada.
Meu braço esticado era a Golden Gate.
Uma conexão entre minha consciência
e aquele montante de açúcar.
A ponta do dedo imóvel, conectada, penetrada no creme branco.
Uma das mamães resolveu liderar a alcateia
e me pediu para tirar o dedo.
Pra que tanta coragem, perguntou meu coração.
Porém meu dedo,
afundou um pouco mais.
Olhei-a nos olhos sem docilidade.
Meu corpo imóvel.
O dela recuou.
Minha mamãe, sem graça,
falou que isso passa.
Eu atravancava, ria e dizia:
- Vocês passarão, eu... - estendia a aporia.
Eu era a Criação de Adão na Sistina.
Era mais que Michelângelo,
Era Adão no Bolo,
Era Bolo em Deus.
Mamães desconcertadas. Olhando umas para as outras.
O silêncio reinava,
o reino era meu.
Mamães desorientadas. Olhando para mim.
Tio Carlos com a câmera fotográfica
olhava para as mamães.
Acho que ele era apaixonado por umas três mamães,
ou mais,
ou todas.
Esperei um não.
Esperei um pare.
Ninguém era páreo
para um rei.
Tirei.
Se alimentar, em pé.
Fazer leitura, com livro. De que forma? Em pé.
Arrumar a casa, em pé.
Para varrer com a vassoura,
precisa estar de pé.
Não dá para varrer, sentado(a).
Passar pano,com produto de limpeza.
Cozinhar perto do fogão, em pé.
DE REPENTE SINTO UMA LAGRIMA SOLITARIA DESCENDO LENTAMENTE EM MINHA FACE,TENTO IMPEDIR QUE OUTRAS ACOMPANHEM ESTA PERALTA REBELDE; MAS E IMPOSSIVEL,NAO DEMORA MUITO E OUTRAS VEM APRESSADAMENTE BANHAR MEU ROSTO.DIFICIL TAMBEM E CONTROLAR A PULSAÇAO DO MEU CORAÇAO,QUE DISPARA COMO PURO SANGUE,BUSCANDO O HORIZONTE COM SEDE DE LIBERDADE E VITORIA.MEU CORPO NESTE INSTANTE QUEIMA COMO LAVA FUMEGANTE, E MINHAS MAOS TREMEM COMO SE ESTIVESSE A PRESSAR A UM INCERBERG; E TUDO ISSO PORQUE EM UM MOMENTO DE FRAQUEZA COMEÇEI A RECORDAR NOSSOS MOMENTOS E SENTI UMA IMENSA SAUDADE DE VOCE!
Mario Quintana certa vez classificou os sonhos como um despertar interno. Digo não importar quais sejam os seus, a verdade é que devem ser perseguidos. Neste dia especial quero compartilhar este momento eternamente mágico e único, princípio de um compromisso cada vez mais raro e esquecido que é a formação de uma família, base de uma sociedade mais humana e digna. Que este sonho mútuo seja copioso, farto de respeito, carinho e dedicação desta contemporânea ligação. Um brinde a esta nova vida, duplicada pela celebração do amor, da confiança, da esperança que nunca deve nos abandonar. Minha irmã Nanda Costa, meu cunhado Joel Olivindo desejo uma caminhada de muita harmonia, paz, sucesso e frutos. Que o acordar interior dessa nova história seja infinitamente feliz e vigorosa, esses são os votos deste irmão que te ama!
Mario Quintana diz que a amizade é um amor que nunca morre. Eu concordo e penso que é preferivel ter milhões de amigos, penso que o amor, aquele, narcisico, esse, ou melhor a intimidade, ah essa acaba com o amor, antes ser aternos amigos, porque dificilmente um amor acaba em amizade, mais uma amizade será sempre amor!
