Poema de Mãos
Sabe o que gostaria de estar fazendo agora?
Com você deitada no chão ambos olhando para o céu e uma música a tocar de fundão.
Olhando e admirando o céu e as estrelas a contemplar essa visão.
Algumas nuvens parecendo caminhar enquanto permanecemos parados um próximo do outro a nos tocar com um afago dos dedos a deslizar.
Contemplando aquele belo céu que sempre esteva ai e que poucos estão a aproveitar.
Você olhando para uma nuvem e enxergava algo e eu a discordar
Tamanho olhar diferente temos sobre o mesmo visão
Gargalhadas surgem em meio a visão que cada um enxerga em meio a ilusão.
Mãos.
Aos olhos de alguns são apenas mãos,
Desembaraço para ver,
Vejo um pouco mais,
Mãos!
Mãos que movem os dedos,
Dedos que apertam as mãos,
Mãos que curam os enfermos,
Mãos que planta o trigo e faz o pão,
Mas que movem a terra,
Mãos que cavam cavernas,
Mãos que afagam,
Mãos que amarram e desembaraçam,
Mãos que molda os vasos,
Mãos que semeiam,
Mãos que colhem o mel,
Mãos que moem o café,
Mãos que fazem cafuné,
Mãos que coçam os pés,
Mãos que temperam,
Mãos que comem o que fazem,
Oh Santidade superior,
O que seria de nós se não fosse nossas mãos?
O que ?
Procuro compreender mais prefiro não entender,
Uma ciência,
Está nas mãos de uma excelência,
Deus,
Perfeito,
Majestoso,
Glorioso,
Puro amor....
Obrigado oh Deus,
Obrigado.
Obrigado por cada órgão em meu corpo,
Pelo tato ,pelo olfato pela audição,
Pelo paladar,
Por tudo e sem nada deixar,
Exatamente como quiseste que fossemos,
Assim somos nós.
Engenharia e arquitetura,
Dono da vida e dono do mundo,
Mais uma vez oh Grande e PODEROSO DEUS,
OBRIGADO.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Há tempo para todas as coisas. E o tempo não é o seu é o de Deus!
Entregue suas preocupações, angústias, desejos e anseios nas mãos Dele. Confie. Ele está trabalhando. Tudo será resolvido do melhor jeito. Do jeito de Deus.
Insta: @elidajeronimo
Nós nos perdemos ( Poeta Brasileiro Sidarta Martins)
Nos encontramos em uma esquina,
Lembra-se?
Era um entardecer
O sol, astro rei
Rei da vida
Iluminava nossos caminhos
Iluminava sua beleza.
Como você era bela!
Como era belo olhar pra você!
Como era encantador o reflexo de sua pele ao sol,
Fiquei cego!
O encanto tomou conta de meu ser.
E você tomou conta de mim!
Lembra-se?
Nos envolvemos pouco a pouco.
Envolvemos nossas vidas
Em um vai-e-vem sem fim.
Você era bela!
Como era belo ouvir você!
Sua voz, doce e amiga.
Sua candura, um toque de anjo em meu coração.
Nossos olhos se encontraram.
Naquela esquina nossas almas se envolveram
Para a vida!
Naquela esquina nasceu o amor
O amor do jeito que nós conhecíamos
Naquela esquina nos demos as mãos
E fomos vagar pelas ruas e avenida
Perambulamos pela vid’afora.
Andamos pelo mundo.
Eu e você,
Você sempre comigo!
Apaixonado, cego, acreditava eu estar também com você.
Lembra-se?
Como era doce e belo andar de mãos dadas.
Como era encantador ver o encanto do sol
E ver o seu encanto
Ao entardecer.
E chegou um final de dia,
E outro, e outro, e outro...
E chegou a noite!
Nossas mãos, tão juntas,
Nossos corações, tão entrelaçados,
Foram ficando descuidados, nos descuidamos de nós.
E antes que chegasse a madrugada,
Antes que raiasse um novo dia em nossas vidas
Nossas mãos se soltaram.
Descuidadas, nossas mãos se soltaram
E nossos corações se soltaram!
Era noite!
Aquela esquina tão bela, e tão radiante
Ficou distante, distante, distante...
E nos perdemos!
Nos perdemos um ao outro,
Nos perdemos um do outro...
E não mais nos encontramos!
O encanto se desfez, a madrugada chegou.
Veio um novo dia,
E mais um,
E outro ainda.
E eu, aquele cego, descuidado, apaixonado,
Vivo à minha procura
Em cada esquina,
Em cada entardecer.
Posso ver Tuas mãos no Éden a formar
Posso ver Tuas mãos na cruz a me salvar
Eu era o barro
Nas mãos do Criador
E agora é meu sangue
Nas mãos do Salvador
Quero levantar as minhas mãos
Maravilhoso Jesus, milagroso Senhor
Enche esse lugar com Tua presença
Vem derramar Teu poder em nós, que estamos aqui
Senhor, Senhor
A melhor sensação do mundo é ter a certeza que o controle não está em suas mãos, mas de quem te ama incondicionalmente e sabe o que é melhor pra você!
Gratidão ao Senhor, meu Deus
Não Procuro Palavras
As palavras me procuram
acasalam em mim
entre si procriam
pelas minhas mãos vem ao mundo
em forma de versos
para assim
gerar outros mundos.
Século De Mãos
Cada criança que nasce é um tumúlo,
Que se abre no útero da sepultura,
Da consciência intra-uterina da alma humana.
Nascer é ser parte do fatídico da vida.
Viver é provar que a degradação não é congênita.
Ó caminhos da existência sobre a vereda da morte!
Ah, mãos da minha infância!
Da infância que ainda hoje sou.
Da adolescência que não tive.
Mãos que sustentam outras mãos.
Ah! – Deus! Deus! Deus!
Por que ainda fecunda-nos com mãos infantis?
Mutilações, substituições! – E sempre novas mãos!
E quanto a mim, que sou outra criança?
Então é uma criança a cuidar da outra?
Deus! – Há na terra um pacto de mãos.
As mãos infantis ardem!
O dramaturgo da vida é Deus.
Minhas mãos estão cansadas de tanto rezar! Abro-as!
Renego a tudo – Aos gritos!
– Mãos oriundas da criação do orgulho a dois.
Progenitores de séculos de mãos!
Não, eu não preciso de mãos para me proteger.
Talvez precisasse de Deus...
Mas cadê Deus? Onde está Deus?
As desgraças sempre foram distribuídas entre as mãos humanas.
Eu estou sozinho e o evangelho sumiu.
PAÍSES
Um país será culto,
se mãos criarem cultura;
Um país será belo,
se mãos construírem beleza;
Um país será próspero,
se mãos baixarem impostos;
E um país será vazio,
se mentes o abandonarem.
Tem dias que a gente acorda explodindo de vontade de uma paixão, dessas que tiram o ar por completo
De suspirar
Coração doer
Sorriso bobo
Paixão louca, intensa
De ficar mais linda para ele
De passear de mãos dadas com ele
Sorrir com ele
Enfim e por fim ser todinha dele
Dessa paixão que continua explodindo no peito, alma, sorriso
De ficar contigo
Na tua vida
Te deixar entrar na minha vida
De fazer da minha vida e da sua vida às nossas vidas juntos
As palavras dos grandes líderes tem grandes mãos, não para derrubar ou espalmar os outros. Mas para levantarem aos caídos.
José Guaracir
AS MÃOS
"Entre os escombros onde o tempo se perde e a sombra da morte espreita sem pudor, à espera do momento certo para fazer a sua entrada triunfal, desponta em mim o que nunca fenece.
O sonho que na vida é a mais vibrante flor.
Em cada ruína um novo horizonte se desvenda, onde a ilusão é sepultada, mas a esperança ergue-se altiva.
Pois a alma que sonha, jamais se rende à desolação, pois sua luz é infinita.
Assim, mesmo na penumbra da noite mais densa, nos vales mais tenebrosos da existência, as mãos que se erguem, jamais ficarão vazias, pois carregam o fogo duma fé imensa...
E, cada derrota fortalece o ser que as ergue.
E assim, entre as ruínas das ilusões e as muralhas da dura realidade, persiste a chama eterna dos sonhos que me guia,
Pois enquanto houver fé, vida e vontade,
Jamais as minhas mãos ficarão vazias."
O tempo com mãos habilidosas, tece o destino com maestria, Guiando nossos passos rumo à mais pura harmonia.
O verdadeiro líder quando é lançado por conhecidos no poço da maldade. Ele brilha como um tesouro e é alçado por mãos e cordas desconhecidas.
José Guaracir
MÃOS DE VERÃO
Incontrar-se com os lhos, o espaço de um tremor.
Comunicar-se com a mente, enquanto pensa no amor.
Brincar com o olhar, por trás do último véu.
Deixar-se transportar, enquanto se apaga o céu.
Confundir o sabor do sal com o suor. Depois apertar os lábios e escutar o mar.
Um piscar de olhos, desejo, prazer. Palavras sufocadas...
Mãos violentas e doces... Em uma praia, um verão...
MÃOS-POSTAS
Poéticas sem norte, leva-me pra sintonia
Das emoções plenas, quiméricos cantos
Asas da imaginação, os encantos, magia
Ou me perca, a devanear, sonhos tantos
Poéticas sem norte, leva-me para a urgia
Das ilusões, cuida dos meus juízos santos
Ou não. Traga-me cânticos com melodia
Quando, suas cadências, são quebrantos
Sentimentos, sensações, em liberdade
Que põe liberto o destinto pro criador
Tendo narrativa e emotiva descoberta
Ah! poética sem norte! Tende piedade!
Inunda a alma do poeta com o que for
Contanto que não seja poesia incerta!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31 outubro, 2022, 16’08” – Araguari, MG
AQUELAS MÃOS
Mãos tão gentis, ternas e apaixonadas
Aquelas mãos que tanto agrado faziam
Tão cheias de doçura e tão aveludadas
Pelo atraente amor que as consumiam
O carinho na doce habilidade, candura
Cursos calmos e de uma delicada linha
E que bem raramente tinham a tristura
Ou um avesso agravo no maneio tinha
Eram mãos que se davam com apego
Ameigando o afeto no seu aconchego
Tanto ao atrito quanto a sorte da vida
As mãos daquela afeição, ó saudade!
Suspiros na sensação, pura felicidade
Que hoje é gesto de dorida despedida...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
07/11/2021, 16'58" – Araguari, MG
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