Poemas sobre Dor

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O QUE ACONTECE QUANDO A DOR FALA MAIS ALTO


​Você guarda tudo isso porque o silêncio parecia mais seguro do que aceitar o fim.
E não é fraqueza, nem exagero.
​É porque você acreditou na promessa do que poderia ser.
Desistir parecia destruir o futuro que você desenhou sozinho.
​É por isso que você continua:


​justificando o que não tem defesa
​aceitando migalhas de afeto
​recalculando rota para caber onde não há espaço
​culpando a si mesmo pelo que deu errado


​Tudo para não admitir que o barco já afundou.


​Mas a verdade é simples e inevitável: você não chora pela falta que o outro faz.
Você chora pelo desperdício de tanto amor entregue a quem não soube segurar.
​Quando essa ficha cai, a dor muda de lugar.


​O DIA EM QUE A ESPERANÇA CANSA


​Apesar de toda a resiliência, chega o dia em que o peito simplesmente… desiste.
E quando desiste, a esperança cessa.
​Isso acontece quando você finalmente enxerga:


​que a balança do afeto sempre esteve desregulada
​que você mendigava a atenção que antes sobrava
​que o seu melhor nunca foi o suficiente para quem só sabia receber
​que continuar insistindo era uma forma lenta de se destruir

A Dor do Vazio


A jornada de quem escolhe acolher muitas vezes esbarra no espinho doloroso da ingratidão e do silêncio. Dói profundamente quando nos doamos por inteiro, esvaziamos as nossas próprias reservas de afeto para preencher o vazio alheio e, no fim, recebemos em troca a indiferença ou a traição. Essa quebra de expectativa gera um sentimento de abandono e nos faz questionar o valor de termos sido abrigo. No entanto, compreender que a resposta do outro diz respeito apenas à maturidade dele, e não ao valor do nosso gesto, é o que nos impede de fechar as portas do coração para o mundo.

Nenhum amor vale o preço da sua dignidade.
Melhor enfrentar a dor de um fim do que permanecer onde o desrespeito se tornou rotina.
Saudade passa, coração cicatriza, mas se perder tentando não perder alguém é uma dor que custa caro demais.

O Sofrimento e a Dor do Desapego


O sofrimento que nasce da separação quase nunca é culpa do outro, mas sim da nossa resistência em aceitar que os ciclos terminam. Sentir dor quando um laço se afrouxa é humano, mas prolongar esse sofrimento é travar a nossa própria engrenagem de evolução. O afastamento dói porque rasga a rotina e nos obriga a olhar para o vazio da ausência. No entanto, é exatamente nessa ferida que o crescimento espiritual encontra espaço para brotar. Compreender que a dor da despedida é, na verdade, o parto de uma nova versão de nós mesmos nos dá a lucidez necessária para chorar o fim do ciclo sem nos tornarmos reféns do amargor.

Tem a dor. Sente a dor.


A dor é de quem tem
Quem tem a dor é que sente.
Sente a dor e a falta do amor.


Tem a dor e sente o peso que ela traz na mente.
Sente na dor o nó permanente.
Sente a dor, mas segue em frente, valente.


Tem a dor e sente que o tempo cura o presente.
Tem a dor e sente
_ e chora,
Discretamente.


Mara Dutra
13/09/2026
(Um domingo qualquer)

Somente a dor nos dá acesso ao mundo, à beleza e também ao amor.


(Byung-Chul Han)

O Ciclo Invisível da Dor


O processo de ferir e ser ferido funciona como uma engrenagem invisível que se alimenta das nossas fragilidades não resolvidas. Pessoas feridas ferem pessoas, perpetuando um ciclo onde a vítima de ontem se torna o agressor de hoje se não houver vigilância espiritual. Quando não curamos as rasteiras que a vida nos deu, passamos a distribuís espinhos por onde passamos, muitas vezes contra aqueles que mais nos amam. Compreender a razão dessa dinâmica não justifica o erro, mas nos dá a lucidez necessária para quebrar essa corrente antes que a nossa capacidade de amar seja completamente sufocada pelo ressentimento.Post: Pessoas feridas ferem pessoas. Se você não curar os seus próprios traumas, vai continuar distribuindo espinhos para quem só queria te dar amor. Quebre esse ciclo.

Quando uma dor profunda emerge das profundezas da alma...


a palavra se curva em silêncio
para dar passagem honrosa às lágrimas...


e sinto o seu nome vibrar nas veias
das minhas lágrimas...
✍©️@MiriamDaCosta

É que das feridas
eu fiz canteiros férteis,
onde floresço versos
como quem transforma dor
em estação de primavera.


Reguei cicatrizes
com silêncio e insistência,
adubei perdas
com a coragem de permanecer.


E onde
antes sangrava,
hoje brotam palavras.


Porque a terra que fui
e que sou
não recusou a estiagem,
aprendeu a germinar
por si só.
✍©️@MiriamDaCosta

Ansiedade


Ansiedade,
angústia,
dor no peito,
uma quase certeza de que nada mais tem jeito...


E mais um dia acabou de acabar
e nenhuma alegria
só nostalgia...
Se não controlar,
todas as lágimas do mundo é capaz de chorar...
deixar uma por uma pelo rosto cansado rolar.
Ah! mas é só mais um dia!! Sem alegria.


Sim, sim, amigo meu
mais um dia seu
que deixou de ser seu,
sumiu, evaporou-se no tempo chamado hoje
se escafedeu.


Daqui a pouco o hoje já vai ser ontem
e o que veio com você na bagagem?
Um monte de bobagens?


Frequência cardíaca alterada,
vontade mais de nada,
mãos trêmulas, suadas
e ainda há pela frente uma longa caminhada... - espera-se ;)


A pessoinha mais importante pra você nessa vidinha
que nada tem de certinha é você.


Então, com o seu hoje o que vai fazer?


Dor no peito?
Quem dera fossem só gases
e não mais uma artinha do tipo de Jogos Vorazes....


Hasta mañana, baby...

Deixe-me passar com a minha dor,
É um rasgo que sangra.
Sem receita,sem remédio,sem a cura de uma ceita,
Somente ela me aceita.

Aquele que se fortaleceu com a própria dor,
Medo não intimida,
Nem qualquer dor para.

Mãe é o verbo que se faz proteção,
A voz que acalma o pranto e a dor,
É ter o universo num só coração
E dar o sentido real ao amor.
​Pois em cada Maria, em cada mulher,
Habita a coragem de ser o que for,
Seja no riso ou no que o destino trouxer,
És a eterna guardiã do maior esplendor

Quando toco a vela acesa, eu não sinto dor
Tanto faz se estou no frio ou no calor
O meu coração não bate, mas ainda assim se parte
E não deixa de sofrer, recusando se render
A morte em mim está
Mas ainda tenho lágrimas pra dar!




Filme: A Noiva Cadáver
Música: Ele Ainda Te Conhece Tão Mal
Original: Tears to Shed — Danny Elfman


VOZES:


Emily: Marya Bravo
Aranha: Ester Elias
Verme: Telmo de Avelar

Ou é dor ou é alegria, meu coração não aceita o vácuo.


Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado

A dor que você sentiu outrora teve aplausos para o seu coração.
Hoje você não tem plateia e nem sente dor.
Hoje é muito melhor ouvir ..
o ruido do silencio.!




Sonia Solange da Silveira


XSsolsevilha


Poetisa do Cerrado

Longe (a dor de quem perdeu um filho)


Longe de ti, somos esferas frias
Foguetes de artificio sem romarias
Fontes que secaram de tanto chorar
Longe de ti, o mundo cismou e parou de girar
Levaram-se em ombros as sombras e as dores
As desilusões que eram tantas acabaram
E longe de ti,pereceram mirradas as flores
E até as próprias árvores, tristemente já secaram.


Longe de ti, as estrelas despencaram do céu
E nas noites negras nem a lua deu sinal
Todo o encanto que contigo havia, arrefeceu
E longe de ti nada tem valor afinal
Longe de ti, porque perto não podes estar
Ficaram na memória dias de sol ameno
E longe,tão longe ainda irás ficar
Até ao dia do teu regresso pleno
Longe de ti, no mais profundo universo
Na distancia que o ser já não sabe alcançar
Na sincope partida de qualquer verso
Que de tão longe de ti nunca soube como rimar.
Longe de ti, mas perto do olhar
Onde o espanto cresceu e se fez homem
Jazem por terra as latitudes desse lugar
Onde os olhos famintos nunca comem.

A Dor da Luz

Antes da forma, havia a luz.
Mas luz sem sombra não possui rosto.
Brilhava infinita, indivisível,
e nada podia ser visto dentro dela.

Então a inteligência despertou
no silêncio da eternidade.

E desejou conhecer.

Para conhecer,
afastou-se da unidade.
E nesse afastamento nasceu o limite.

O limite deu contorno ao infinito.
O tempo começou a respirar.
E Saturno ergueu seus muros de pedra
para que a consciência tivesse onde caminhar.

Pois sem limites não existe percepção,
e sem oposição não existe visão.

Assim a inteligência aceitou a dor,
não como punição,
mas como preço da liberdade.

Porque sem liberdade não há erro,
e sem erro não há aprendizado.

A queda abriu os olhos da consciência.
A sombra desenhou o rosto da luz.
E o universo surgiu como um espelho
onde o espírito poderia reconhecer a si mesmo.

A forma é a luz interrompida.
A matéria é a pausa do infinito.

E no coração da experiência
a inteligência aprende lentamente
que a escuridão não destrói a luz,
apenas revela seu contorno.

Assim caminha o ser:

da unidade inconsciente,
à queda na dualidade,
até o retorno consciente à origem.

Pois a jornada da consciência
não é fugir da sombra,
mas atravessá-la.

E quando finalmente retorna à luz,
traz consigo aquilo que antes não existia:

sabedoria.

Porque Deus cria a luz.

Mas é a experiência que ensina
a vê-la.



São José dos Pinhais, 05 de março de 2026.

Mago Trimegista

Dor e prazer são fatos.
Sofrimento e vícios são significados.


Sorte é mito.
Estresse é esforço.
Prosperidade é responsabilidade.
Resultado é dedicação

Toda dor vira semente,
cada queda traz lição,
Junte as peças do destino
com firmeza e comunhão;
Pois quem luta com esperança
Fortalece o coração!