Poemas sobre Dor

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O tempo é um escultor que usa a dor como cinzel para esculpir em nós uma beleza que a superfície desconhece, uma luz que só emana de quem já foi moído pelas engrenagens do destino e se reconstruiu com o ouro da experiência. A vida não nos deve nada, e é nessa falta de garantias que encontramos a nossa maior liberdade. No fim, o que resta não é o que acumulamos, mas a forma como permitimos que a existência nos atravessasse, transformando o nosso barro em estrela.


- Tiago Scheimann

Escrevo porque, por vezes, transfigurar a dor em linguagem é a última tentativa de impedir que ela me consuma de dentro para fora. Ainda assim, existem melancolias que transcendem as palavras, perpetuando-se em regiões abissais da alma onde o tempo não possui poder curativo, apenas condiciona o espírito a sustentar, com silenciosa elegância trágica, o incêndio irreversível da própria existência.


- Tiago Scheimann

Nem toda dor ensina alguma coisa.
Algumas apenas machucam, atravessam a alma e deixam cicatrizes difíceis de nomear. Mas toda consciência que desperta depois da escuridão já não aceita mais viver curvada diante daquilo que a diminui, porque quem desperta verdadeiramente nunca volta a caber dentro das antigas prisões.


- Tiago Scheimann

Passei anos procurando um sentido para a minha dor.


Depois compreendi algo ainda mais triste:


Talvez o sentido nunca tenha existido.


Talvez sejamos apenas viajantes tentando convencer a nós mesmos de que a estrada leva a algum lugar, porque admitir o contrário seria pesado demais para suportar.


- Tiago Scheimann

"Já dizia Jalison Santos:


Se eu me permitir sentir, só sentirei dor."

A dor nunca é universal, ela é sempre íntima.
Quando não habita em nós, torna-se invisível, e o invisível costuma ser julgado com leveza.
Por isso o ser humano erra quando mede a dor do outro com a própria régua: cada alma carrega um peso que só ela conhece.

A filosofia nos lembra que o outro não é extensão de mim, mas um mistério.
A psicanálise revela que muitas violências nascem da incapacidade de reconhecer a dor alheia — projetamos, negamos, minimizamos aquilo que não suportamos sentir em nós.
E a Bíblia nos adverte, com simplicidade e profundidade, que amar o próximo como a si mesmo não é sentimento, é responsabilidade.

Ferir o outro é, muitas vezes, ignorar que ele também sangra por dentro.
Quem carrega a dor sabe o seu tamanho; quem observa de fora só vê o silêncio.
Por isso, antes de agir, é preciso lembrar: o que faço ao outro pode se tornar a cruz que ele terá de carregar sozinho.

Nem toda dor grita. Algumas dores são silenciosas, discretas e quase invisíveis. Elas não chamam atenção, não provocam lágrimas constantes e muitas vezes passam despercebidas até mesmo pelas pessoas mais próximas.


Essa é a natureza da anedonia.

Deixe-me passar com a minha dor,
É um rasgo que sangra.
Sem receita,sem remédio,sem a cura de uma ceita,
Somente ela me aceita.

Aquele que se fortaleceu com a própria dor,
Medo não intimida,
Nem qualquer dor para.

⁠O anjo tem anunciado
o clamor pelo protegido
e a sua dor crescente,
porque quem tem o dever
de cuidar tem feito
da dor física a evidente
psíquica mordaça
para a boca silenciar.

A epopeia foi espalhada
pelo mundo e não há mais
como manter abafada,
se virar contra será uma
tentativa frustrada porque
toda a poética do coração
é a mais augusta fala.

A senhora justiça já que
não consegue exercer
a sua autonomia para
fazer valer o dever,
ao menos que se torne
poesia para devolver
o Estado de Humanidade
para no Estado de Direito
o povo voltar a crer.

A presunção de inocência
é um direito constitucional,
e reconhecer um erro é mais
do que justiça é um evidente
Estado de Decência ao dever.

A dor, o luto e a tragédia de todas as ordens são escolas muito duras, ninguém está imune a elas.


Acolher estes acontecimentos com coragem e respeito é dever individual e coletivo.


E sobretudo, é dever aprender com elas e da maneira que for possível cada qual da sua maneira ser o ombro amigo e a palavra amigo ou até mesmo o silêncio oportuno para quem precisa.


Ideal seria se conseguíssemos desafiar o cotidiano e estar acima das influências contemporâneas e incorporar como ato de vida formar uma rede de apoio social dentro do nosso espaço existencial.

⁠É a maior dor do mundo,
quando a Bolívia sofre,
Também sofro junto,
um sentimento rotundo.

Amor não é dor;
Amor não é atormento;
Amor não é lamento;
Amor não é desprezo;
Amor não é medo;
Amor não se vende;
Amor não ofende;
Amor não é tristeza;
Amor é a certeza;
Que o Amor é valor;
É comprometimento;
É bom intento;
É beijo, é festejo;
Vem e entende, compreende;
Amor é a sublime prece;
Ele transforma, enriquece e nos enaltece;
Amor apetece amor;
Amor é poder, amor se faz ser; cuida, sonha, doa, ganha...idealiza e realiza.
O amor e sua linda e relevante façanha!

E mesmo em cinzas, o Brasil respira.
Porque nenhuma chama vence quem aprende com a dor.
Da bandeira que arde nasce um silêncio gritante:


ou mudamos a terra,
ou queimamos com ela,
em desamor.

Antes da dor, depois da luz


O amor me amou
quando eu já não acreditava
que fosse possível amar de novo.


Quando a luz virou sombra,
a felicidade virou mágoa,
e o dia que era sol
fez noite dentro do meu peito.


Mas você chegou…
viu quem eu era antes da dor
e quem sou depois da escuridão.
Viu-me num quartinho,
feito um garotinho chorando, quebrado,
enquanto ao meu redor
era breu, tempestade e trovão.


Você não teve medo,
lutou contra meus próprios sentimentos,
gritou meu nome no meio do caos.
Olhei pra trás
e vi a tempestade
e a solidão daquele quarto.
Não saí do lugar.


Mas você se aproximou.
Me abraçou.
E tudo o que em mim estava morto
floresceu de novo.
Ficaram apenas as cicatrizes —
pois o seu abraço me curou,
me conectou de um jeito que palavras não alcançam.

⁠Hoje lembro sem dor,
só com ternura.
Há amores que não voltam,
E tudo bem.
Eles existem apenas para provar
que fomos capazes de amar assim.

3 amores


O primeiro amor foi lâmina:
entrou sorrindo e saiu deixando dor.
Ali aprendi que o coração sangra em silêncio e que amar, às vezes,
é aceitar a ferida.


O segundo amor foi neblina:
parecia abrigo, mas escondia o chão.
Me ensinou que confiança não nasce de promessas, e que mãos vazias também sabem enganar.


O terceiro amor foi espelho quebrado:
não matou o sentimento,
mas rachou a crença.
Porque há quem diga
“eu te amor” como isca,
e parta satisfeito por ter
iludido quem só queria verdade.


Mas há uma promessa:
o amor vence.
Mesmo quando nos quebraram em mil pedaços, a fé no sentimento é real, e um dia ele curará cada ferida.
E tudo que sonhamos será cena de filme:
juntos, para sempre, com a pessoa certa.

⁠Há encontros que nos moldam
e despedidas que nos ensinam.
A dor não vem só para ferir,
ela chega para transformar.
E quando tudo parece caos,
talvez seja apenas a vida nos alinhando.

VYRSIL


Ele não chega. Ele está.
Na sombra do seu pensamento,
na ponta da sua dor,
no silêncio onde sua coragem desiste antes de lutar.


A dor é dele…
e dele é o medo.
Cada toque, cada olhar,
Cada instante que você sente…
é ele medindo o limite que você ainda ousa chamar de força.


Não há refúgio, não há fuga,
não há mentira que resista.
Vyrsil não persegue.
Ele escolhe.
E quando escolhe,
o mundo inteiro se curva
ao instante em que você quebra.




“Sinto sua dor antes de tocá-la.
Vejo seu medo antes de existir.
Quando eu chegar,
O silêncio será sua única escolha.”

"Cedo ela aprendeu a esconder sua dor
por trás de um sorriso bonito!
Um dia o sorriso cansou e foi embora.
Mas no dia que ele voltar há de ser verdadeiro!"
Haredita Angel
19.09.25