Poemas sobre Dor
"Já dizia Jalison Santos:
Eu nunca senti dor, mas eu queria conhecê‑la, porque às vezes posso estar sentindo sem saber o que é."
"Já dizia Jalison Santos:
A pior dor que existe é aquela que sentimos por aquilo que nunca será nosso."
DÁ- ME FORÇAS Ó SENHOR.
Dá-me forças, ó Senhor, para continuar.
Quando a dor se torna intensa
e já não consigo caminhar,
Tua graça me sustenta
e me faz descansar.
Quero estar continuamente
prostrado em Teu altar,
pois é ali que minha alma
recebe forças para Te adorar.
Pra Te adorar, pra Te adorar,
é no Teu altar que encontro vigor.
Mesmo em meio às lutas,
não vou retroceder.
Tua presença é o meu refúgio,
meu motivo para viver.
Se minhas forças se acabarem,
Tua mão me sustentará;
em Teu altar, para sempre,
meu coração Te adorará.
Quero estar continuamente
prostrado em Teu altar,
pois é ali que minha alma
recebe forças para Te adorar.
Pra Te adorar, pra Te adorar,
Dá-me forças, ó Senhor,
para jamais deixar de Te adorar.
Cícero Marcos
Não gosto de competir, a dor do derrotado não vale minha vitória. Quem disse que o mundo é uma competição?
Prefiro viver sem disputas, sem a necessidade de "vencer" alguém ou "vencer" na vida. Vivo em paz assim, sem ter que ser o melhor ou superar os outros. Para mim, a verdadeira vitória é viver conforme o que me faz bem e feliz.
A competição é desnecessária quando se vive em harmonia consigo mesmo, no seu próprio ritmo. Não preciso me comparar a ninguém, e viver assim me traz mais leveza e prazer. Apenas vivo.
"Viver sem ti é um fardo que não ensaiei carregar. Mas se a dor for o pedágio para a minha paz, aceito o pranto agora para florescer melhor amanhã, livre de um sentimento que foge da responsabilidade de ser abrigo.
Amar no vazio não faz sentido.
O amor só se cumpre quando encontra quem queira, de fato, fazer parte do nosso destino.
Isso é reciprocidade: um alinhamento perfeito, como ondas de rádio sintonizadas no mesmo pulsar."
Dor é alerta, não necessariamente dor, já que quem interpreta assim é o próprio cérebro.
Toda dor temos uma interpretação negativa sobre, uma sensação ruim, dolorida, incomoda e estranha...
E repare, toda dor, indiferente de qual, a cura é sempre algo positivo, que preenche, cura aquele mal-estar negativo...
Na dor emocional não é diferente;
Nosso cérebro interpreta tal situação como um aspecto negativo, obviamente sentiremos negativo também; Mas acontece que nesse caso nossa capacidade de cura é bem mais suscetível que outras, já que podemos escolher o que queremos sentir. Toda vez que você tem uma interpretação negativa, uma dor sobre tal situação, é possível sim inverter a situação, caso você queira, e ver aquela situação na qual via como negativa, curar-se, aprender e agora ver como algo positivo, normal e simples, a cura que precisamos está toda na própria mente que entende através do que sente e com ela nos impulsa a aprender e curar aquela dor que já não existe mais.
Aceite, permita, ame a dor,
e perceba que a dor,
era o amor que você não aceitava,
o amor que você não permitia,
o amor que você evitava.
Quem tem dó de si mesmo já não vive,
pois ter dó é o mesmo que se prender à própria dor,
é escolher o peso da lamentação
em vez da força da superação.
É muito fácil julgar
Quando a dor não bate no seu peito,
Quando o problema não tira o seu sono
E o silêncio não machuca por dentro.
É fácil ouvir uma história
E achar que sabe de tudo,
Difícil é enxergar
O que ninguém teve coragem de contar.
Quero ver defender na ausência,
Quero ver estender a mão sem interesse,
Quero ver falar palavras
Que levantem alguém do chão.
Porque abraço também fala,
E às vezes o carinho mais bonito
É aquele que não faz perguntas,
Só permanece ali.
Tem dias que a gente não quer conselho,
Não quer resposta,
Não quer lição.
Só quer alguém disposto a ouvir.
Somos humanos.
Erramos sem perceber,
Escolhemos caminhos difíceis
Tentando sobreviver ao que sentimos.
E talvez o mundo fosse mais leve
Se as pessoas julgassem menos
E acolhessem mais.
Quando os olhos do mundo chorarem.
A dor será uma só, a união será real.
Povos unidos na tristeza e na dor
Pararão a guerra, e a paz será o sinal
A lágrima é um rio que transborda.
A compaixão é a força que sobra.
Quando a dor for compartilhada.
A união será a arma contra essa guerra insana
(Saul Beleza)
Fardo Leve.
Aprendi a dobrar a dor
até caber no bolso da calça.
Ela vira moeda trocada:
pago cafés, sorrio de volta,
ninguém desconfia do peso.
Carrego tempestade em copo d’água
e digo que é só sede.
Os nós na garganta viram
gravatas bonitas, bem amarradas.
Elegância é meu disfarce favorito.
De noite, tiro o fardo do varal.
Ele seca leve, quase pluma.
Mas se o vento muda,
lembro que chumbo também voa
quando a gente sopra forte.
No fundo, todo mundo nota:
tranquilidade demais
faz barulho de silêncio.
E o meu fardo, mesmo leve,
deixa pegada no chão.
(Saul Beleza)
"Senhor, intercede por esta mulher que tem chorado e não tem entendido o propósito da sua dor. Senhor Jesus, preenche essa alma, traga alegria e esperança de volta. Senhor, nós precisamos da Tua misericórdia e da Tua graça, pois sem Ti não resistimos.
Mãe Aparecida, coloco nas tuas mãos este coração aflito, as preocupações e os medos que paralisam. Que o teu olhar maternal acalme as tempestades interiores.
Pai, Tu és meu refúgio quando a dor me oprime. Envolva-me com Teus braços amorosos e renova meu espírito a cada dia, para que eu me mova sob Tua direção e rejeite tudo o que me afasta do Teu caminho.
Senhor, eu sei que a Tua palavra diz que a única coisa que nos dá vitória é a nossa fé. Por isso, eu Te peço: traga uma fé inabalável, renova as forças físicas e emocionais. Que toda amargura seja substituída pela Tua paz, que excede todo o entendimento.
Em nome de Jesus, eu peço e agradeço.
Amém."
*O MAR.*𓇼𓂃 ོ☼𓂃
Desembarquei em Maceió com a dor na garupa, e pouco espaço na mala
Cheguei eu e minha dor
E o Atlântico não perguntou quem éramos.
Apenas abriu os braços de sal e espuma:
"Entrem"
Aqui todo pranto é sagrado.
Gritou o mar, salgado
Tirei os sapatos gastos de giz e estrada,
E a areia quente curou sem prometer milagre.
Dor sentou-se ao meu lado, calada pela primeira vez, não doía.
Contando conchas, não mais minhas cicatrizes.
"Então é aqui que finda a guerra?", ele me olha.
Com olhos de quem já foi alto e agora é quase maresia
"Não", respondo ao mar, "aqui é onde começa a trégua.
Onde aprendo que tu não és corrente, és maré."
Porque descobri, de pés no oceano,
Que paz não é silêncio, é barulho de onda.
Não é ausência de ti, dor,
É saber que até tu sabes boiar.
Então, hoje, sorrio com os olhos e com o cerne,
Porque a essência que um dia se esvaiu,
Voltou trazida pela maré,
Mais salgada, mais forte, mais inteira.
E a dor?
Ah, a dor agora tira fotos do pôr do sol comigo.
Com o mar assistindo do seu esplendor infinito....⊹ ࣪ ﹏𓊝﹏𓂁﹏⊹ ࣪ ˖
Nada melhor que um beijo quente
Em que eu perceba o gosto de seus lábios
E a dor de suas mordidas
Saboreando-me
Com salivas
Indecentes, porém
Doces...
Nossas bocas juntas
Se formando quase em uma
Em um entrelaçar de línguas
Fortalecendo a nossa união
Entre um beijo e outro
O intenso momento de um querer selvagem
E indecência divina que tanto
Satisfaz os nossos desejos...
Em meia turbulência de nossas carnes
Entendo a sacanagem de nossas bocas
E do por que o consumismo
De sua boca para com o beijo;
Desconfie do destino, mas nunca do amor...
Por que embora se tenha frustração em dor
Ainda sim se tem a curo no amor;
Por que te amo?
Ninguém define a força do amor
Seja ele na felicidade ou até mesmo na dor
Não se troca, não se vende
O amor é infinito e com ele se aprende
Por que te amo?
O amor é um sentimento com ele existe a troca de momentos
Momentos afetivos que com certeza não se paga
Porque o amor de verdade é dado de graça
Por que te amo?
Ao vento é semeado, se não há coragem... No coração é guardado
Só sei que nada sei... Mas o meu coração à você eu me entreguei;
Às vezes preciso da dor para sentir que tenho sentimentos. Eles estão ausentes e distantes. A dor nos conecta com nossos próprios sentimentos.
28/09/2025
Talvez não haja Dor que supere a de beijar a Testa Gelada do nosso Grande Amor num caixão.
Há despedidas que não encontram palavras suficientes.
O silêncio pesa muito mais do que qualquer discurso, e o coração tenta aceitar aquilo que a alma insiste em negar.
Nesse instante, compreendemos que o verdadeiro amor não se mede apenas pelos dias felizes, mas pela imensidão da saudade que fica quando a presença vira memória.
Quem ama de verdade, nunca está preparado para dizer adeus.
Restam as lembranças dos sorrisos compartilhados, das mãos entrelaçadas, dos sonhos construídos e da gratidão por cada momento (com)partilhado.
A morte pode até interromper uma história nesta terra, mas jamais poderá apagar um amor que marcou uma vida inteira.
Hoje, entre lágrimas, medos e saudade, só consigo dizer:
Vá em paz, amor da minha vida, Célia Maria!
E, mesmo com o coração dilacerado, elevo meus olhos aos céus e agradeço:
Gratidão, Pai Eterno, Pai Amado, por ter me emprestado a mulher da minha vida por mais de três décadas.
Que eu tenha forças e hombridade para honrar tudo o que vivemos, e para carregar comigo o legado de amor que ela deixou.
Talvez uma das maiores provas de que o amor existe seja exatamente a tamanha intensidade da dor da despedida.
E, talvez, não haja dor que supere a de beijar a testa gelada da pessoa mais amada da sua vida num caixão.
Vá em Paz, amor da minha vida!
Não é sobre
se libertar da dor,
mas do que
causa
a dor.
Há um equívoco muito comum em nossa maneira de lidar com o sofrimento: tratamos a dor como inimiga, quando muitas vezes ela é apenas a mensageira.
Passamos grande parte da vida tentando silenciá-la, anestesiá-la ou escondê-la, como se o problema estivesse no alarme e não no incêndio que ele anuncia.
Libertar-se da dor pode até oferecer algum alívio momentâneo, mas quase nunca transforma a realidade que a produz.
É como trocar o curativo sem limpar a ferida — por um tempo parece resolvido, até que a infecção volta a lembrar que o problema nunca foi realmente enfrentado.
O que realmente exige coragem não é fugir da dor, mas olhar com honestidade para as causas que a alimentam.
Às vezes são relações que se sustentam no desgaste, expectativas que nunca foram nossas, silêncios que acumulamos para manter aparências ou estruturas que aprendemos a aceitar como inevitáveis.
A dor, nesse sentido, pode ser um tipo muito raro de lucidez.
Ela revela aquilo que a acomodação tenta esconder.
E, por mais desconfortável que seja, ela também aponta para onde a mudança — de fato — precisa acontecer.
Libertar-se do que causa a dor exige mais do que resistência emocional — exige revisão de escolhas, rompimento com padrões e, muitas vezes, a coragem de contrariar as narrativas que nos ensinaram a suportar o insuportável.
Porque, no fim, não se trata de aprender a viver anestesiado.
Trata-se de aprender a viver sem precisar se ferir para continuar existindo.
