Poema de Despedida de Trabalho
- Eu pensei que nunca mais te teria!
Olhos nos olhos.
Respiração ainda ofegante.
Nenhuma palavra.
- É, infelizmente não te tenho mais mesmo, concluiu ele. Alguns amores reclamam uma cerimônia fúnebre.
Só isso.
Sem epitáfios.
Deixa-me ir.
Eu quero partir
Cansei
Desisti
Não tenho mais ânimo pra caminhar
Não tenho forças pra lutar
Nem sei se quero ter forças
A solidão cansa
Pensar, sentir, agir,... sozinha
Se milagres existem
Eu não sei
Se ter coragem é preciso
Pode ser
Mas até pra coragem eu cansei
Muito fadigas
Desgastada
Sem perspectivas
Sem caminhos
Sem desejos
Exceto o de dormir
Dormir o sono dos que descansam
Dos que partem pra, em fim, descansar
Quando eu for.. Amigo
levo na alma com quem caminhei,
os poucos que abracei e não soltei.
Amizade é casa que a gente escolhe, mesmo que o tempo nos desenrole.
Fui riso breve, flor no jardim,
mas plantei raízes em quem foi por mim. Se eu me ausentar, não é abandono, é só o ciclo mudando de dono.
Lembra de mim sem me prender,
que quem é real, não vai se esquecer.
Fui família que o afeto cria,
mesmo nos dias de ventania.
E se eu me for, sorri devagar:
sou brisa leve a te visitar.
Cansado...
Cansado de pensar
De pensar o amanhã, que nunca chega;
De pensar o passado que não posso apagar.
De pensar no presente que parece não passar.
De pensar a mente fervilha.
Cansado de olhar...
De olhar o mundo, que muda a todo instante;
De olhar gente que passa, que não para;
De olhar gente na praça
Desocupada
De férias
De folga
Procurando o quê fazer.
Cansado de escutar
De escutar ruídos da rua;
De escutar gritos de lamentos,
De escutar gemidos...
Cansado de ouvir alegres cantos.
Cansado de ser vaidoso
De contar dias vantajosos, sopros...
De viver como não fosse morrer,
De esperar a noite chegar
De desejar o amanhecer...
Cansado da guerra...
Cansado da paz
Do sossego, do apego as coisas
Cansado da liberdade
Cansado, cansado...
É a hora de voltar pra casa.
Nos dias mais difíceis da vida
É que amo a existência.
Penso e desejo partir...
Enfim, estarei em casa,
quando poderei descansar.
Descansar de viver.
A existência é que vale a pena,
pois é eterna
Régis L. Meireles
O que está atrás da porta
Não importa...
O que está na escuridão
Não incomoda... nem razão, nem coração.
O que escondem as nuvens.
O que vem ao se virar a esquina.
O que deixa a onda que da praia volta pro mar..
Nada disso é coisa pra minha cabeça ocupar.
O teu silêncio.
O teu muito falar.
O teu olhar (des)interessado
se estou ou não ao seu lado.
Por que eu iria com isso me incomodar?
Te amo como nunca amei alguém nesta vida...
Mas já está escrito nosso momento da despedida.
I don't care! I don't care! I don't care!
Tarde quente. Angústia no ar...
A janela aberta é um atrativo para se jogar.
Deitada na cama pensando na vida...
Lembrando e se depravando com o passado não vivido.
Desnorteio-me com o tempo atual.
Fecho os olhos. Tento dormir mais um pouco.
Dessa vez não quero acordar.
Meu sono é turbulento...
Mesmo assim, a realidade enquanto acordada é mais perniciosa.
O começo é o final de uma história.
No fim de um fato começa uma trajetória.
Como posso encetar? O que posso narrar?
Sentada de baixo de uma árvore pensando em alguém para me inspirar.
Aquela vontade de estar perto de quem está longe.
Ah!!! Isso é sempre, isso é constante...
Esse sentimento é uma iluminação.
Ao chegar em casa torna-se expiração.
A noite já faz presente.
A noite um compromisso.
A vontade é de não presenciar. Só que lastimavelmente não posso prevaricar.
Ah que dor pungente
Que afeta toda gente.
Que afeta minha alma.
Que tira minha calma.
Ah que nó na garganta...
A vontade de chorar é tanta.
A indisposição faz adentrar.
E nada, nada pode me animar.
Ah... Por que essa carência?
Por que o tédio?
E a ausência?
Por que a melancolia?
Em mim, cai uma lágrima triste.
Logo penso que a felicidade não existe.
Ó que sufoco...
Que ausência de tranquilidade...
Esses sentimentos sempre levam a minha enfermidade.
Mais uma vez a vida deu um jeito de seguir seu rumo. Afastou novamente quem deveria permanecer, levou para outro continente quem deveria estar permanentemente recebendo calor e ser possível todo dia abraçar.
Se ela vai trazer de volta ou não, já não posso dizer, não é possível premeditar.
Já não tenho mais coragem de fazer planos ou simplesmente esperar alguma resolução prévia do que se sucederá.
O destino nunca foi uma caneta possível de se segurar.
Pobre menina que não pesquisa antes de se apaixonar, que sempre esteve a mercê do que virá.
Saudades pra sempre
Sorte minha,
Um sonho bom,
O coração tateando quase cego,
Luz;
3 dias
Brincadeira,
Um bom dia,
Coisa séria,
A falta certa,
Cheiro;
3 dias
Um beijo sem até logo,
Doído;
Aperto;
Falta o ar;
Gratidão;
3 dias com você.
Saudades pra sempre.
Quando eu for embora
Quando eu for embora
Ficarei
Primeiro nos segundos
Do minuto de silêncio
Das horas que se arrastam
Dos dias que não passam
Por anos estarei
Nas esquinas e olhares
Nos aromas e lugares
Nos conselhos que te dei
Povoarei sua lembrança
Cada olheira e cada trança
No vazio da madrugada
Nos sorrisos das crianças
Que rabiscam a calçada
Cada som e cada dança
Cada roupa amarrotada
Na ilusão da esperança
Naquela blusa emprestada
Até no brilho da lua
Na placa no nome da rua
Em cada historia sua
Eu viverei
Em cada momento
Nem que seja no esquecimento
Eu estarei...
Quando eu for embora eu não irei
O Outono do teu Amor
Como quando chega o Outono,
O fim do teu amor foi se pronunciando devagar.
Como uma frente fria e outra vão mostrando a mudança da estação,
Você foi intercalando paixão e indiferença, a me preparar para o fim do Verão.
...eu achando que estava louca,
Mas o inverno foi mostrando a cauda,
e nossa cama voltando a ser apenas a cama fria,
Como a tantos invernos já esquecidos.
Sem querer acreditar naquela mudança de clima, eu pedia o teu enlace no meio da madrugada,
buscando no calor, na saudade do Verão, teu coração que ainda pulsava por mim.
Você me enlaçava no veranico do Outono,
mas o vento voltava a soprar uivando, e o sino furin avisava: MULHER O VERÃO VAI TERMINAR!
... tua insonia circadiana voltava a te virar pro outro lado, teu fuso defasado na culpa deste amor, o nosso leito desfeito já não era meu o teu peito.
E para deixar bem claro, todo o amor do Verão, você me trazia frutas,
As mais gostosas da estação, sem já poder entregar a tua alma.
... sem nada entender, mas era assim que tudo acontecia, eu voltando a ser ainda nada, no frio-vazio Inverno da minha vida.
Mas nesse processo custoso, amadureci na bucólica estação: no Outono se faz a colheita para aquecer o Inverno de lembranças e gratidão pela oportunidade que o Universo nos deu de viver esse grande amor, um pouco que foi muito, um Sol acima do sol.
No dia que parti
Não estava bem certo se era para nunca mais voltar.
Eu levei comigo os teus sorrisos
Teus abraços
E todo amor que nesse tempo pode me dar.
No dia que parti, queria muito dizer adeus.
Senti um desejo enorme de te avisar
Mas, ao mesmo tempo, eu não queria
Por nenhum instante te ver chorar.
Não sei o que carrego na bagagem.
Lá eu vou abrir e recordar.
Porém, no último momento eu senti medo
Do brilho dos teus olhos não poder olhar.
Agradeço a Deus por todos os dias
Que ao teu lado eu pude estar
E todos os passos que me ensinaste
Com você os quero deixar.
Quando te lembrares de mim
Não entristeça porque parti
Me veja como um ser amadurecido
Que a sua missão precisou concluir.
No momento que parti
Lembranças passaram em minha mente
Eu não queria te fazer sofrer.
Ainda assim, sei que me amarás incondicionalmente.
Continue trilhando a tua jornada
E não tenhas pressa por me reencontrar.
Saiba que para onde eu parti
Eternamente posso te esperar!
De todo o meu amor, seja por quem for, que seja tão belo como uma flor.
Que traga alegria e leve a dor.
De todo meu amor, seja por quem for, que seja como uma manhã de primavera e seu frescor.
Que venha, para nunca mais se for.
"Sim, estamos aqui finalizando uma etapa muito importante de nossas vidas, em que cada um de nós de forma particular estivemos unidos, fizemos parte de uma grande família de sobrenome peculiar: Kuality S05.
O fechamento dessa etapa, não finaliza o que construímos nesse período juntos, amizade, carinho, respeito, admiração e todos os outros sentimentos despertados nesse ambiente de trocas tão valiosas...
Esse é o momento de confraternizar, de abraçar, parabenizar uns aos outros por cruzarmos essa linha de chegada de mãos dadas.
É o momento de agradecer por cada experiência e aprendizado que nos foi presenteado, por cada mestre que nos deu um pouco de si, por cada desafio que nos tirou da zona de conforto e nos promoveu a busca por resposta.
Parabéns pra nós, que há dois anos entramos aqui com um objetivo, e saímos hoje com o coração cheio se gratidão e uma conquista em nossas mãos.
A vida nos ensina, de maneiras silenciosas e profundas, o valor do agora. Quando estamos diante da fragilidade da existência, tudo que parecia urgente se dissolve, e o peso da iminente despedida começa a pesar sobre o coração.
A dor que nos acompanha no silêncio das noites, quando os dias já não parecem ter o mesmo brilho, nos revela que não controlamos o tempo, mas apenas o vivemos. E, quanto mais aprendemos a aceitar a fugacidade de tudo, mais sentimos o vazio que a ausência deixa.
As grandes palavras perdem sua força, e é nos pequenos gestos que o amor se revela – um abraço apertado, um olhar que já diz tudo, um toque que se torna a nossa única segurança. Porque, no fim, é isso que permanece: a saudade que nasce antes mesmo da partida, o medo de esquecer o som da voz, o calor da presença.
A finitude nos ensina a durabilidade das lembranças, aquelas que ficam impregnadas na alma, mesmo quando os corpos já não estão mais aqui. E, no entanto, mesmo quando já sabemos o que virá, o coração se recusa a se despedir.
Amar é eterno, mas o que amamos vai embora. E a dor não está no fim, mas no intervalo silencioso que fica entre as partidas e as memórias.
Ontem eu me despedi do teu abraço
E nem sabia.
Mal a rosa chega e logo ela se entristece pela ida obrigatória.
Eu poderia ter te olhado mais,
Sentindo mais o teu cheiro.
Agora eu me pego tentando segurar esse teu perfume dentro de mim.
Queríamos que fosse fácil...
Um violão, as nossas vozes ou sussurros, risos...tanto faz.
Queríamos que fosse apenas a gente no banquinho da praça, criando coragem pra se beijar e não se apaixonar perdidamente um pelo outro.
Rindo dos nossos pulsadores dentro do peito, nos fazendo correr perigo por causa de um beijo.
Neste planeta enorme...o que é um beijo?
Universo deve mesmo conspirar pra tomar de nós o que sentimos.
É perigoso o que sentimos.
É gostoso o que sentimos.
É especial e todo mundo quer sentir o mesmo.
Porque se ninguém tomar, vamos incediar praças, espocar planetas, como aquele cara engraçado disse. (Risos)
Vamos despertar muita inveja...só pelo simples fato de ninguém conseguir nos trancafiar à 7 chaves ou até mesmo nos proibir.
Dizem que o amor é cego...mas o que ficou claro, é que quem cega o amor, a paixão...somos nós.
...E tudo isso é por causa de um beijo...Imagina se fosse as nossas almas ali na praça?
Jurei que seria eterno, que iríamos envelhecer, sentar na varanda e ver os nossos netos.
Pensei que iríamos sair mais, sorrir de tudo e nos apaixonar uma pela outra todos os dias e que independente da situação estaríamos uma do lado da outra.
Jurei que jamais esse amor sairia de mim, que iria te amar até a minha morte.
E agora o sentimento mais inteso, puro e o que mais me fazia feliz está me matando, ainda estou cumprindo mais não sei por quanto tempo!
K.B
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