Poema de Cao
Eis-me Aqui.
Eis-me aqui
Maos espalmadas
CoraÇao leve
Mente aberta
Minha verdade e
Minha ética
Como oferta
Sempre é possivel a poesia
Mesmo na ausencia do poeta
(Noite mágica na igreja do rosário dos pretos)
O Pão de Açúcar é um cão de fila todo especial
que nunca se lembra de latir pros inimigos que transpõem a barra
e às 10 horas apaga os olhos pra dormir.
Caçadores bantu, já estanciavam na região
Até a chegada da frota de Diogo Cão
No batizado reino de Lunda
Que iria transparecer pelos séculos na baía de Luanda
De ramos portugueses
Colônia distante dos burgueses
De mestiços, cafuzos e kuduro
Ritmando matizando o kizomba vindouro
Desfrutar do carnaval naquela
Cidade histórica de Benguela
Da riqueza mineral, até a natural de Kwanza
Rio natural de águas como bonanza
Antílope denegrido em extinção
Única morada se faz seu lar terra da benção
Banhando-se nas caldas do Cuango
Na serra de Leba, perto da harmoniosa Lubango
Nascida aqui para defender a capoeira
Migrou para além-mar, tornando-se aroeira
Cordialidade caprichada de reverencia anunciada
Marcada por misticismo diferenciada
Tome seu lugar agora e fique, para ver o poente até que finda
Em alguma praça da acolhedora Cabinda.
De tanto exalar malícia
nas fendas do mundo-cão,
por falta de compaixão
o homem é só imundícia,
mas quem guarda em si primícias
faz todo mal dissolver...
pretenso a melhor viver
e de esperançoso grita
o menino que ainda habita
todo meu jeito de ser...
"A poesia é uma espécie de osso, uma dor que a gente transforma em alegria e feito um cão faminto, rói pelo resto de nossas vidas".
[O cão que a gente é].
Pensamento cão
Tudo nunca foi o acaso.
Tudo está explicado.
Todo preenchimento vago.
Todo oposto ou fato.
Tudo está conectado.
Tudo, num instante calado.
Dentro desse estado
chamado solidão,
ataca ao homem seu próprio cão
criado e treinado para dissertação,
do meio, do medo, do ato, inato.
Calma,
sossega a alma,
tudo, tudo, tudo
se passa em vão
se não for o homem
e seu próprio cão.
meus sonhos reflete nas profundeza da minha alma,
está cão toca meu coração profundamente,
nos dias de fúria de decepções me acalma,
como sentimento de um anjo toca meu espirito.
Reflexão diária 09/05/2017
Como um cão ao osso, não posso apegar-me aquilo que depois não possa mais soltar.
Nasci mulher no mundo cão.
Culpada, sangra, suja, perdição de Adão.
O primeiro pecado é atribuído às minhas mãos.
É triste ter de pedir para não confundirem sexualidade com caráter.
É triste ter de pedir para não mais repetir que sou meio, metade.
Aliás, ai está! Nunca fui de meios, sou de pólos.
E sou completa.
Se amo, amo o ser, o que nele habita,
A minha sexualidade eu sei que é a mais bonita
E que mania que vocês possuem em reduzi-lá
Por pura insegurança, erro na própria alquimia.
Incompleto é tu. Eu possuo maestria.
Minha bandeira é colorida, meus versos alegria.
E com orgulho visto tua acusação: Bruxaria.
Embora agora, a culpa seja tripla
Não bastou nascer mulher, cuspida
Nasceu doente, doente sim, na categoria
Afinal, sã é a sociedade fingida.
NÃO SOFRO DE DOENÇA.
E o pedido que deixo por outro alguém já foi feito:
"Que a minha loucura seja perdoada
Pois metade de mim é amor
E a outra metade também."
PAZ
Nossa liberdade será nossa destruição...
Nosso individualismo será nossa queda...
E em meio ao caos vamos tomar consciência que os únicos culpados foram nossos comportamentos...
E isso que chamávamos de evolução, no fim foi o mais irracional dos suicídios.
Por que tu não deixas eu te ter por um segundo?
Serei eu, o teu cão vagabundo?
Serei eu, o peixe fisgado; agarrado no teu anzol?
Se tu não me amas... Pares de me chamar de raio de sol.
O que é
a culpa?
senão a mão que
não existe mais
aguilhoando
o mesmo cão
senão o olho desse cão
que não existe
abocanhando
a mesma mão
Liberdade.
Abro a porta, me vejo sozinha. Posso ouvir os latidos do cão do vizinho. Entro devagar, estou cansada. Deixo minha bolsa no centro da mesa e penso em colocar apenas uma música, aquela música que me lembra de como eu era livre, leve….solta. Coloco no toca disco, relaxo, solto meus braços, não ligo pros vizinhos, pois estou sendo eu mesma. Empurro a mesa do centro, afasto o sofá, aumento o volume só mais um pouco, danço…como se não houvesse o amanhã, canto como se tudo fosse a última vez. Me deixo ir e aos poucos vejo que estou contagiada. Sorrio e pego me dizendo ”como é bom ser livre”.
Se você mata a aranha e a cobra, e protege o cão e o gato, o que determina o teu respeito a vida é o teu MEDO e não a tua BONDADE.
O respeito a vida ultrapassa a sua forma física.E "enquanto" precisarmos nos alimentar de outra vida, (seja plantas ou animais no caso dos não vegetarianos) seguindo o movimento da cadeia alimentar na terra, devemos faz-lo com respeito e gratidão.
( trecho do livro: Reconexão)
TROVA GERA...ÇÃO
- "Gentileza gera gentileza"...
- Mas cultura gera educação.
- Ética sempre gera nobreza.
- Impunidade gera corrupção.
Meninas TOdo hOmem gOsta de atençäo,
compreenÇäo,
mimos, carinhos e amor. Meninas enquanto vocês não
darem isso pa nos, agente foge!
Desculpa a pressa com que penso
nos milímetros marginais do verso
e, como cão farejando antigos mijos,
dissimule o cio enquanto ponho as asas no poema.
Desculpa a obsessão pelo tutano das palavras,
mesmo as bem nascidas e cuidadas
como os seixos mais polidos.
Desculpa a caligrafia e a gramática,
sempre tão dorsais e tão patéticas.
AMIZADE DO CÃO
VOU DE BUSÃO
DA PERIFERIA
ATÉ O CENTRO.
DURANTE O TRAJETO
VEJO MUITA GENTE
VIVENDO,
VEJO MUITAS GENTE
SOFRENDO.
VEJO GENTE
REVIRANDO OS LIXOS
À PROCURA DE ALIMENTO,
E ENCOTRANDO APENAS RESQUÍCIOS,
RESTOS QUE OS MANTÊM VIVENDO.
HÁ NA COLA DO INDIVÍDUO SOFREDOR
OUTRO SER
QUE SENTE A MESMA DOR,
É O SEU FIEL AMIGO
QUE NESTA TRISTE REALIDADE
TAMBÉM ESTÁ INSERIDO:
O SEU COMPANHEIRO CANINO.
AMIZADE DO CÃO,
PREENCHEM
MUTUAMENTE
O VAZIO
DA SOLIDÃO.
Encontrei um cão, na beira da rua
Feio, maltratado e fétido
Me parecia uma desiludida alma
A espera de um afago em seu ego
Como um fim de tarde sem esperança
Quantos Judas vi!
Fiquei pasmo,
melindrado,
me senti encurralado...
Vi o mundo cão.
Um susto me ocorreu:
Vi muita gente correndo,
gritando, xingando...
Queriam o Judas linchar.
Vi trinta moedas ao chão, largadas
ninguém se atreveu a pegar...
Vi muita gente tremendo,
com medo e achando
que iriam pagar o preço.
Entre elas também tremi,
(não pude, pra mim, mentir)
Lembrei que também beijei,
e como Judas, eu sei
que tantas vezes traí.
Beto Acioli
21/04/2014
