Poema da Liberdade
Fragmento VI - Violência simbólica
Peço-te, mostra-me como ter-te em liberdade.
Dou-te a boca, e não me chamas pelo nome.
Tiro-te o chão, logo começas a gritar.
E se teu grito é liberdade, por quem clamais?
Cala o teu brado, pois não há quem desperte.
Já não adianta reconhecer tais desequilíbrios.
De ato para si e ficção para o outro.
Tal a tirania do teu beijo e a ironia da tua face.
Alfétena I - O sol da liberdade
O sol que não é livre não pode fazer libertos, principalmente, quando se trata dos necessitados.
Assim, a figura de poder, por questões, que não pode evitar, está subjugada ao poder, e, por conseguinte, é análoga à liberdade.
O poder do fogo é o dano.
O da água é a cura.
O disfarce do desejo é o amor,
O da figura de poder é a liberdade.
A liberdade, devido à sua natureza de propriedade, contrapõe-se ao domínio, mas não ao poder.
Qual pai, ao gerar um filho, o delega permanentemente a outros, ainda que estes lhe sejam hierarquicamente subordinados?
A liberdade chora.
Há muito deseja filhos.
Filhos para alimentar,
Para ensinar, repreender.
A verdade liberta
E a liberdade nos tira do conforto
Nos inquieta
Nos tira do porto
Seguro
Levando-nos à navegar mar adentro
Sem guru
Livres somos nós mesmos
Livros abertos
Páginas em branco
Vidas a serem descobertas
Experiencias de um encanto
Tem gente que carrega o aroma das manhãs,
como o canto suave de um passarinho em liberdade,
trazendo vozes que dançam nas brisas,
a magia que se infiltra no peito e cura a dor.
Nesses seres, o condão da paz se revela,
como uma luz que atravessa nuvens densas,
e ao ouvir sus falas, o coração se aquieta,
encontrando alívio nas notas da sua presença.
"Tirar a liberdade de amar é um ato tão cruel.
Condenar alguém por amar é ainda mais cruel.
É injusto escolher quem pode amar e quem não pode.
O amor deveria ser livre, porque é a essência da alma.
Não amar é como apagar a parte mais bonita e importante da sua própria existência.
E condenar alguém por julgar o seu amor como um sentimento errado é como apagar toda a existência do amor dentro de si mesmo."
Emoções são como pássaros,
buscando a liberdade de voar para fora.
Permitir-se senti-las e expressá-las
é como abrir uma gaiola dentro de si.
Acho que todos precisam de um lugar seguro
para soltar seus pássaros.
(Ester.C)
Enclausurado pelos meus pensamentos
Condenado pelos passos e horas perdidas.
Planeio liberdade de estar livre e não prisioneiro
ao meu passado.
A Liberdade Tem Cheiro e tem gosto de paz!
É a respiração leve, tranquila em meio a cada escolha, espaço e tempo.
E ter sentido nas escolhas e momentos, livre de qualquer sentimento de insegurança, angústia e receio.
Liberdade para sorrir, cantar, falar, realizar e “Pensar”.
Liberdade para ser o que se quer e o que deseja ser.
Liberdade para falar, amar e desamar, gostar e desgostar, apaixonar e fez apaixonar a medida que o sabor amargo da grosseria e jeito frio invade a paz nos aprisionando no rancor e pavor de se viver uma dor mesmo que momentânea pela maneira tosca que alguns elegem em nos tocar.
Ser livre é ter liberdade de cultuar, amar, se entregar, se guardar.
Ah a liberdade de namorar e ser, ganhar, perder, ceder e render.
Liberdade tem cheiro e gosto, enquanto falo nela, minha boca enche de água, pensando na liberdade de um beijo adocicado, um abraço cheiro e apertado, na despedida com o que de saudade ou um nunca mas de volta a nova liberdade.
Ser livre para ir e vir é simplesmente em paz de saber que eu escolhi ser e acima de tudo, de verdade!
Viva a liberdade!
'AN/DOR/INHA'
O pequeno esvoaçar
Rodopiar com ventos
Voar...
Sentir liberdade
Debulhando céus
Fatuidade...
Subir nas nuvens
Queimar o sol
Inquietude...
Inexpressivo homem
Não rodopia com os ventos
Lobisomem...
Encarcerado profusão
Palmilha cemitérios
Escravidão...
Poste tranquilidade
Vida, meio vivida
Minuciosidade...
'LIBERDADE'
Bicicleta nas manhãs de inverno.
Tarefa árdua sob o sol de tempestades.
Rabisquei os pulsos na neblina sob a brisa fosca.
Fôlego estreito nas estradas ensopadas.
Trilho autônomo sem folhas.
Rosto embebido nos zigue zagues.
Pedalo/descalços provocando itinerários sem horizontes...
Nos montes, respiro asas.
Poderio de ventos, cheiro ludibriador nas saudades que abatem os tecidos transitórios.
Permutei o adeus das razões.
O amplexo das árvores mórbidas persistem.
Fraquezas nos vestígios abstraíram caminhos tortuosos.
Onde estão meus 'abraços Titãs'?
Desisti do passado.
Sou mais reflexo costurando a alma.
Castiguei a fraqueza do adeus.
Sem chuvas, sobreviverei na insistências das palavras opacas.
Tenho o fulgor das turbulência nas veias.
Pedras? Deixei-as nas veredas.
Tenho a engenharia dos novos horizontes vasculares conquistados...
Sou granizo arremessando dor.
Tenho 'balanços' palmilhando liberdade, quebrando ventos.
A escalada das novas estradas que virão, não mais serão ilusórios.
Sou pássaro nos dias sedentos por emancipação.
Voarei até as montanhas e avistarei a imensidão da nova liberdade que grita, essa que a vida um dia transformará em Fênix...
''NÃO HÁ...'
Não há fases para predizer o presente.
Sequer liberdade para abraçar o infinito derramado sob a terra em avesso.
Nada cíclico!
Para quê infância,
mistérios,
míseros sonhos exalando pelas mãos...
Inerte cenário!
Não há fotografias antigas para matar a saudade!
Nem pinceladas atuais tratando um novo destino.
Sem fotoperíodos para o crescimento do caule na alma.
Só evidencias regressivas estilhaçando desígnios...
Não há imaginário,
fantasias.
Apenas corridas contra o tempo.
Tudo opaco e vazio,
tal qual o eco de um desconhecido falando de razão.
Suspirando um novo espírito nos órgãos.
Sob a janela amarroada,
amparando vaga-lumes,
ausentes de lumes nas seguidas noites sem canções...
'LIBERDADE'
E quando algum dia tudo findar,
não serei religião.
Sem razão ou princípios abstratos.
Não mais serei terra seca,
emoções,
essências ou buscas.
Tampouco punhado de areia [fragmentado],
deixado aos cantos,
felicidade exilada ou resignação...
Não serei saudade nas alcateias que compartilhei.
Tudo sempre será como fora um dia.
Sem matilha,
o mundo será o mesmo.
Agora deitado ao chão,
Não quero donzela reascendendo paixão fúnebre ou amores de outrora.
Quero algo maior!
Não o luxo de uma consciência sem lume...
Liberdade!
As portas do primeiro choro cumprirão suas promessas.
Deverias vir sorrindo,
brancacenta,
sem foice nas mãos.
Mais pessoas precisarão serem libertas.
Sentir a calmaria do teu bafo quando a dormência ficar o coração.
Pode vir sem dó,
aduzindo ventos [galhas] e palmeiras...
"Se o ladrão soubesse o valor da paz e da liberdade, ao invés de roubar, faria caridade".
Anderson Silva
"Há pessoas que estão confundindo a liberdade que Deus deu ao homem com libertinagem e, essa escravidão, levará muitos para o inferno."
Anderson Silva
A verdadeira liberdade
Não consiste em poder ir
Muito menos querer ficar
Ser livre
é algo um tanto mais profundo
e muitos passos mais
À frente
É conhecer a verdade
como algo que ocorre
corriqueiramente
deixar a janela aberta
sem medo
viver num mundo
onde todos tenham
Conhecido a palavra certa
o mais básico segredo:
Aquele que diz
Que só conhecendo a verdade
A gente finalmente
Se liberta
A maior liberdade que existe
Talvez seja a nossa escolha
em ser feliz ou ser triste
A tristeza pode ser bela
Assim como o maior brilho
Não é e nem jamais será
O brilho de nenhuma estrela
O mundo vai te julgar
Te analisar
Não há como evitar
Mas não aceite jamais
Que a opinião alheia
Te mude
Sem que tenha caminhado
Ao seu lado
Escrito as mesmas páginas
e chorado as mesmas lágrimas
e visto os mesmos fantasmas
Que tu mesmo viste
Este mundo
Às vezes pode ser rude
E tentar determinar
Os caminhos que você deve trilhar
Te cobrar atitudes
Que este mundo
Tão parco de virtudes
Nem mesmo as tem
Sejas tu
O andarilho do teu chão
e tenha sempre em mente
Que o maior brilho existente
É sempre aquele
Que reluz na escuridão
Edson Ricardo Paiva
Todo amor do mundo é liberdade
Liberdade de ir, mas ficar
Quando o amor escolhe a gente
Todo o amor do mundo é luz
Mas é luz que não se apressa
Essa, corre vagarosamente
Essa é luz que respeita a velocidade da semente
É presença que alimenta a alma
Amizade que já nasce pronta, lugar ocupado
Que só de em pensá-lo vazio,
A alma de frio, amedronta
E que estando presente essa ausência
O coração silencia, o espinho da flor ainda dói
Mas a gente já nem chora mais
Dor de espinho não dói mais igual doía
Todo amor do mundo é como uma flor
Que não se há de colher simplesmente
O olhar da gente escolhe somente uma flor no quintal
Mas o amor é diferente
Quando é o olho do amor que escolhe a gente.
Edson Ricardo Paiva.
Liberdade
Andar descalço ao entardecer
Caminhar no mesmo passo
Içar a vela
Perfume de outrora
Hoje é pranto de estrelas
Saudades são vagalumes
E sorrir sem vontade
Estrelas que brilham porque a luz mandou
Te parecem ser bem mais felizes
Navega perdida a verdade de agora
Só o tempo é livre
Arguto, ele passa sem te olhar
Calçar os sapatos, pisar diferente
Fui olhar a flor que foi bonita
Na leveza do vento
Como quem caminha lento agora
Gruda na roupa da gente uma luz de garoa
Uma gota a mais, transborda
Acorda tua eterna vontade
Não sabe de quê
Qual canoa se afasta a vagar
Essa estrada que se vive, ela tem fim
Não se pode segurar o tempo, ele não fica
Só que isso não significa
Ao tempo que ele seja livre.
Edson Ricardo Paiva.
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