Poema da Fome
Impressão da fome vem ou compoem seu vir da expressão ao ir sobre canção do cansaço motor subsequente da moral instruida ao imunologico produtivo do fisiologico.
Alimento é uma forma de expressar as forças e fraquezas instrumentando por meio do empenho instruido do organismo ao aspecto nutritivo
Print or compose your hunger has come to go on the expression of the song motor fatigue subsequent moral instructed the physiologic immune productive.
Food is a way of expressing the strengths and weaknesses of the commitment by instrumenting the body instructed the nutritional aspect
Imprimir o componer su hambre ha llegado a ir en la expresión del motor canción fatiga posterior moral instrucciones a la fisiológica productiva inmunológico.
La comida es una manera de expresar los puntos fuertes y débiles del compromiso de instrumentar el organismo encargado al aspecto nutricional
Nem frio nem calor...
Nem paz nem clamor...
Nem fome nem sabor...
Nem gostoso nem dor...
Turbilhão de sensações
É amor!?
As vezes o grande amor da sua vida está tão perto de você,
que tu deixa ele passar frio, fome, necessidades, ansiedades e tristezas por causa daquele que se dizia seu grande amor, e te fez sofrer.
Nesta ocasião: o grande amor da sua vida é você.
ORAÇÃO DO NORDESTINO
Livrai-me Senhor da estiada
Da dor do medo e da fome
Da angustia que me consome
Do mal que assola a manada
Da seca que vem tão malvada
E me rouba a última flor
Me cura Senhor dessas mágoas
Me arranca dos olhos as águas
E molha este chão sofredor.
DIANTE DA PRESA, O DEUS DO LEÃO SE CHAMA FOME E É ELE QUE MANDA... É QUEM DECIDE!
Almany Sol - 18/08/2012
Faminta por sangue
"Me levanto faminta por sangue
Quero saciar minha fome
Uma fome, que me traz solidão
Quero o coração dele para mim
Quando a noite entra
A minha fome aumenta
Meus "DEMÔNIOS" ficam a flor da pele
Pois a caça ao sangue começa
Saio como uma vampira pelos becos
Em busca de meu alimento
Sinto o prazer em minha caça
Ficaria com mais prazer
Se a presa que desejo cooperasse
Continuo sugando diversos tipos de sangue
Mas, o sangue que desejo foge de mim
Parece que não me deseja ou sente medo
Ele bem que poderia se jogar em meus braços,
como um inocente indefeso
Enquanto isso não acontece
Sigo em busca de sangue
Vou atrás do que sempre quis, sangue
Mas, nunca o de quem desejo
Sugo sangue de diversos tipos
Normalmente de almas impuras
Almas sujas
Que me trazem a solidão e o desejo por mais
Vou em busca da cura
Mas, a cura foge de mim
Podem me dar o mundo
Podem me dar o submundo
Podem me dar tudo
Pois nada me trará a felicidade que desejo
Uma felicidade falsa
É uma falsa vida
Para quê viver uma falsa vida
Quando posso me livrar de tudo isso?"
AfricaFome
O amanhã era ontem
e os corpos das crianças,
inertes flácidos,
onde o riso era ricto
e a fome
brinquedo para o estomago
diziam-nos,
calados,
o amanhã era ontem.
E nem o sol de África,
aquele sol escaldante
aquecia seus corpos,
frios,
negros,
na sua pele cinzenta
esticada pelo ossos
que lhe davam forma.
Seus olhos,
olhos de criança,
abertos,
excessivamente abertos
pela fome
gritavam-nos,
mudos,
acusativos,
Nós,
somos o ontem de amanhã,
o presente sem futuro,
E lentamente se acabavam.
O amanhã era ontem
O silêncio rodeia o tempo, como quem se apropria de sua sombra. O silêncio tem fome do tempo, e o transpassa como quem implora por um minuto a mais.
O relâmpago para um estado de consciência é como um insight, uma ideia nova e original, que tem o poder de mudar o norte para o sul, o leste para o oeste.
Caminhar sobre a ausência é atravessar um deserto de silêncio e ouvir o eco das miragens. Caminhar sobre a ausência é atravessar a dor do vazio e ouvir o eco das palavras não ditas.
Ele me olhava e eu olhava para ele, como se fossemos espelhos um do outro. Um silêncio profundo refletia nossa conexão.
Cada cor tem um som. O amarelo tem o som de um girassol, o azul tem o som do céu e o verde tem o som das florestas.
Uma metáfora não existe no mundo físico.Mas é poesia latente.
A alma é uma grande rocha, densa, palpável, forte. De dentro da rocha nasce a linguagem.
Nos instantes não lembrados, mora uma lembrança, delicada.
O Peso Que o Mundo Não Vê
Tem gente que só é boa porque nunca teve que escolher entre a fome e a ética.
Nunca viu o filho chorar de dor sem poder pagar o remédio.
Nunca precisou engolir o orgulho pra implorar ajuda.
A vida é generosa com os julgadores.
Mas cruel com os que carregam o mundo nas costas caladas.
Não é o sofrimento que corrompe o homem.
É a mentira de um mundo que exige pureza de quem sangra.
Antes de julgar, calça o sapato furado de quem caiu e levantou mil vezes.
A dor não faz santos, faz sobreviventes.
E quem sobrevive, não pede aplauso. Pede respeito.
— Purificação
Eu a vejo,
Eu a sinto me vigiar.
Ela me olha com fome,
Ela está com fome,
Ela sempre esteve com fome.
Eu posso olhar, mas nunca vou enxergar.
A morte me acompanha,
Não importa as circunstâncias.
Ela esteve comigo, mesmo quando eu a disse que não havia esperanças.
Não importa o quanto você tente me esquecer, eu sempre irei perecer
Eu sou algo,
Eu tenho sido algo,
Eu nasci algo.
Ele me despreza por saber.
Eu a desprezo por conhecer.
Eu a desprezo como se ela fosse algo que eu não consegui desenterrar.
Ela é algo que eu não quero enxergar.
Eu consigo ver meu reflexo no seu olhar.
Eu enxergo, mas não o vejo.
Eu estou faminta,
Eu tenho estado faminta,
Eu nasci faminta.
"Tinha fome e não era de pão, sabia de criança de tinha o destino nas mãos, nada bom..."
Da canção O Voo de Joe.
HERESIA
Te engulo como quem já morreu de fome. Com os olhos cerrados na vertigem do teu cheiro. Te tomo como anjo que escolhe cair não por pecado, mas por desejo de habitar tua alma, como quem entra sem pedir licença, nu de si mesmo.
Sou ausência que arde sob tua pele. Memória do toque mesmo sem o toque. O silêncio entre nós virou idioma. E tua respiração, confissão.
Cometemos a heresia da carne como quem reza com o corpo. Sem culpa. Sem o peso dos que condenam.
Te envolvo sendo, às vezes febre, às vezes brisa. Num abraço onde o mundo silencia e só resta esse instante: nós. Em transe. Em verdade. Em tudo que não nos cabe.
Se há uma força nisso, é aquela que dilacera e acalma. Que fere com ternura. Que transforma a heresia do desejo carnal em uma forma de permanecer, mesmo quando os corpos se afastam.
Augusto Silva
Espuma de Aço
Passei fome —
como quem mastiga a ausência com os próprios dentes.
Passei frio —
como se o mundo tivesse esquecido meu nome.
Tive medo de dormir,
como se o sono fosse um portal sem volta.
Temi ser incendiado por mãos anônimas,
esfaqueado por sombras sem rosto,
baleado por silêncios armados.
Achei que a qualquer instante
me enjaulariam por crimes que só a miséria conhece.
Achei que o azar me atravessaria como um carro sem freios.
Achei que acordaria num hospital,
com tubos dizendo o que restou de mim.
Tive pensamentos que se transformaram em presságios.
E presságios que bateram à porta como visitas indesejadas.
Coisas que temi… e que vivi.
Nunca imaginei sentir esses medos.
Nunca imaginei que seria a morada deles.
Mas eu os enfrentei —
não com bravura,
mas com a entrega de quem não vê saída.
Fechei os olhos,
não para fugir,
mas para pular.
Como quem salta de um avião sem paraquedas,
mergulhei no invisível,
me entregando a Deus com a fé de um desesperado.
Os dias passaram como segundos —
e os segundos, como preces sufocadas.
Quando enfim toquei o solo,
não havia pedra, nem asfalto,
mas um vazio que me acolheu.
Como se o próprio abismo
tivesse mãos.
Não foi ele que me segurou.
Foi a ausência do medo.
Foi o sangramento interno de um coração que desistiu de resistir
e se dissolveu —
espuma de aço.
Espuma: porque já não pulsa.
Aço: porque já não quebra.
Sem emoção,
mas também sem dor.
Sem esperança,
mas longe do pavor.
Nem vivo, nem morto —
apenas desperto.
Criamos bombas de guerra que furam 60 metros no solo, mas não sabemos como acabar com a fome.
Benê Morais
A Fome
O mendigo passando fome e pedindo um pão e não ganha nem um tustão que ilusão mas a vida continua passando fome ou não
Dizem que em alguma floresta esquecida pelo tempo, vive um lobo que não caça por fome mas por saudade.
A cada noite, ele ergue o focinho aos céus e uiva. Não de dor... mas de desejo. A lua, suspensa no abismo escuro, é sua amante silente. Ele não quer possuí-la quer pertencer a ela. Queria ser constelação, estrela cadente, poeira cósmica... só para que sua pele selvagem brilhasse ao menor toque da luz dela.
Dizem também que esse lobo já foi homem. Ou mulher. Ou ambos. Que em outra vida dançou com a lua sob o véu de uma paixão tão antiga quanto o universo. Mas algo os separou. Talvez o tempo, talvez um erro, talvez só o destino brincando de desencontro.
Desde então, ele reencarna em pelos e ossos, uivando sua lembrança para o céu. Não pela resposta, mas pelo ritual. Porque amar, para ele, é lembrar.
E enquanto houver luar, haverá um lobo que não desiste de ser tocado por ela.
Não é só um cão na rua,
É a dor que ninguém vê.
É a fome disfarçada
Na espera por um porquê.
Não é só um latido solto,
É um pedido contido no ar.
É o grito de quem um dia teve dono
E hoje só tem o caminhar.
Não é sobre raça, nem porte,
É sobre omissão e descaso.
É sobre quem fecha os olhos
Enquanto outro limpa o estrago.
Se alimenta, cuida. Se cuida, assume.
Não é bondade largar depois.
A rua não ensina carinho,
Só ensina a fugir dos “heróis”.
Ter um animal é promessa
De presença, cuidado e ação.
Se não for pra ser abrigo,
Não alimente a ilusão.
era só um amor.
mas me fez esquecer
onde deixei minha dignidade.
não era fome.
mas parei de comer.
não era febre.
mas tremi quando ele disse que não sabia o que sentia.
eu, que sempre fui boa de ir embora,
fiquei.
como quem erra de propósito
só pra ver até onde aguenta.
abri mão do sono,
da lógica,
da escova de dente,
do aviso que dizia “não ultrapasse”.
troquei o arroz com feijão
por silêncios indigestos.
troquei o básico
por tudo que me fazia doer
mas que me fazia sentir.
e eu, no fundo, prefiro o que machuca
ao que não faz nada.
ninguém me avisou que
o amor que a gente aceita
diz mais sobre o nosso vazio
do que sobre o outro.
ele nunca prometeu.
mas também nunca foi embora.
e essa presença que não assume.
foi o que mais me corroeu.
me deixei amar como quem se deixa atropelar devagar:
primeiro a perna,
depois a vergonha,
por fim, a parte que ainda dizia
“isso não é amor”.
não é que eu não soubesse.
é que eu já tinha aceitado morrer bonita
na beira da estrada.
Juliana Umbelino
O homem morreu de fome. E quando já era tarde demais, serviram comida no velório. Não é metáfora. É o retrato do quanto as pessoas se importam... só quando já não dá mais tempo.
Todo mundo diz que vai ajudar, todo mundo jura que se preocupa, mas a verdade é que quase ninguém está disposto a fazer algo enquanto você ainda está respirando.
Preferem te aplaudir no caixão do que estender a mão quando você ainda podia ser salvo.
Gostam de parecer bons — não de fazer o bem.
Então entenda: se você espera ser alimentado pela compaixão dos outros, vai morrer com fome. E ainda vão dizer que você partiu em paz.
